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Banca de DEFESA: VICTOR HUGO ANDRADE ALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VICTOR HUGO ANDRADE ALVES
DATA: 31/08/2021
HORA: 16:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: A NOVA FASE DA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO: O STREAMER COMO UMA NOVA OCUPAÇÃO NA ERA DA INFORMAÇÃO
PALAVRAS-CHAVES: Precariado, Streamer, Pós fordismo, Trabalho.
PÁGINAS: 129
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

A pesquisa aqui desenvolvida tem como objetivo entender asmudanças atuais domundo do trabalho no que chamamos de paradigma “pós fordista/neoliberal”.Sabemos que as transformações desde os anos 1970 gera ram novas tendências nocapitalismo, dentre elas, temos o paulatino desaparecimento do trabalhador fordista,este que embora estivesse num modelo rígido, inflexível e baseado numa lógica dedespotismo fabril, mantinha uma posição de estabilidade, um progre sso salarial eum sentido de carreira. A destruição do pacto fordista keynesiano desconstruiu asbases de conciliação da velha luta entre capital x trabalho e iniciou o processo doque se conheceu como “reestruturação produtiva”, processo que, na prática, levou auma diminuição dramática das empresas, aumento do desemprego estrutural e umaprecarização do trabalho nunca vista antes. O trabalhador agora deve ser flexível,estar engajado sempre e adaptado as necessidades na empresa, mesmo que issosignificass e na prática menor salário, maiores horas de trabalho e instabilidadeempregatícia. As novas tecnologias que foram originadas na revolução dainformática permitiram formas mais eficientes de descentralização e flexibilização dotrabalho, criando um trabalh ador individualista, fragmentado e diluído em sua própriaprecariedade, sob o discurso neoliberal que o fracasso do indivíduo não seria culpade ninguém, a não ser dele próprio, levando a constituição da figura do precariado .Concomitante as estas transfor mações tecnológicas e trabalhistas, surgem novasformas de trabalho no mundo digital, dentre elas temos a figura do streamer , umarecente ocupação fincada na área do entretenimento que não só adota, masenfatiza o discurso do engajamento, do “empreendedori smo” e do que “faça o quevocê ama” e ao se vender como alternativa aos postos já dilacerados do trabalhoformal. Nosso problema aqui se explicita: será o streamer realmente uma alternativacomo modalidade de trabalho aos empregos tradicionais precarizados ou será elemesmo parte constituinte da lógica de aprofundamento desta precarização, ou seja,do precariado ? Nossa pesquisa tem caráter exploratório, de natureza qualitativa,visando a aplicação de entrevistas semiestruturadas Nosso referencial teóricom etodológico é o materialismo histórico geográfico e a metodologia de análise é ateoria das representações cotidianas. Concluímos em nossa pesquisa que ostreamer , longe de representar qualquer fuga da precarização, nasce sob a lógicado precariado, tendo em si os elementos que constituem a mente precarizada noâmbito subjetivo; já no objetivo, ele prescreve a as características principais (falta degarantias, falta de estabilidade, ausência um projeto de carreira) que ostrabalhadores precarizados apresent am.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3359639 - IVAN FONTES BARBOSA
Externo ao Programa - 1544923 - MARLEY ROSANA MELO DE ARAUJO
Interno - 854.038.738-72 - TANIA ELIAS MAGNO DA SILVA

Notícia cadastrada em: 13/08/2021 13:57
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