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Banca de DEFESA: ROSA DE CASSIA MIGUELINO SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSA DE CASSIA MIGUELINO SILVA
DATA: 10/12/2012
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 02 do PRODEMA
TÍTULO:

 

Territorialidade e a Reapropriação Social da Natureza pelos usos das Plantas Medicinais em Juazeiro /BA. 


PALAVRAS-CHAVES:

 

Territorialidade, Reapropriação Social da Natureza; Plantas Medicinais.


PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Esta dissertação tem por objetivo avaliar a relação entre territorialidade e a reapropriação social da natureza pelos usos das plantas medicinais em juazeiro/BA, na perspectiva de um conhecimento dos ecorecursos, conservação da  biodiversidade, valorização da cultura e resignificação de ações coletivas vaibilizadas por micropolíticas locais. Discute questões ambientais e a importância da tradição nas praticas terapêutica dos modelos de atenção à saúde, as formas de acesso à flora , regras de apropriação e regimes de propriedade junto à população, considerando os aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais do contexto. Reflete acerca da identidade cultural e das políticas de fomento ao uso da fitoterápica de forma complementar, que estão motivando novas concepção sobre oferta e demanda desse tratamento. O trabalho de campo aconteceu entre julho e setembro de 2012 e utilizou as técnicas snow Ball, para guardiões, e acessibilidade, para os profissionais de saúde. A pesquisa e quali-quantitativa e os dados foram coletados por meio de entrevista e observação. Foi feita a transcrição das narrativas, organização e interpretação dos dados, para a analise do conteúdo, descrição dos resultados e discussões. O estudo possibilitou a construção do perfil dos guardião e revelou as espécies conhecidas, usos, indicações, agravos tratados, formas de transmissão do etnoconhecimento  e a legitimidade do papel social destes atores. Mostrou, ainda, o posicionamento dos profissionais de saúde das Estratégias de Saúde Família frente a fitoterápia. Constatou que as práticas populares estão presente no universo simbólico dos comunitários como solução de problemas, sendo esta realidade muito significativa para a manutenção de suas identidades territoriais. A relação dos moradores com flora que compõe a farmacopeia popular caracteriza a resiliencia do sistema cultural local. Esse recurso pode ser aproveitado economicamente de forma equitativa. Conclui que apesar do modelo biomédico ser predominante nas praticas terapêuticas e influenciar o surgiento de novas territorialidades, os moradores, organizados em grupos por meio de micropolíticas instituídas localmente, promovem estatégias de reconstrução identitarias e o estabelecimento de prioridades. Com mecanismos de reaprpriação social da natureza vão desenhando a sustentabilidade par sobrevivência futura destas comunidades e garantindo o direito de gestão e uso racional de seus recursos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1362555 - MARIA DO SOCORRO FERREIRA DA SILVA
Interno - 2222763 - MARIA JOSE NASCIMENTO SOARES
Presidente - 279481 - ROSEMERI MELO E SOUZA
Notícia cadastrada em: 23/11/2012 08:53
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