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Banca de QUALIFICAÇÃO: RANNIÊR SANTOS TORRES DO COUTO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RANNIÊR SANTOS TORRES DO COUTO
DATA: 22/02/2022
HORA: 09:30
LOCAL: Polo de Gestão - Sala do PROFCIAMB
TÍTULO: VENENO AGRÍCOLA E O RISCO AMBIENTAL NO TERRITÓRIO DA COMUNIDADE TRADICIONAL TENÓRIO, NEÓPOLIS-SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Agricultura capitalista; Violência silenciosa; Morbidade; Mortalidade; Risco ambiental.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Esta pesquisa tem como temática a discussão acerca do uso indiscriminado de agrotóxicos, bem como os efeitos destes venenos à saúde ambiental. Com o desenvolvimento das forças produtivas, em especial, com a modernização da agricultura, ocorreram transformações substanciais no campo brasileiro. Após o fim das guerras, as indústrias químicas buscaram novos mercados consumidores para seus produtos tóxicos e encontram na agricultura um destino em potencial, rapidamente, a expansão das fronteiras agrícolas vincula-se a uma dependência cada vez maior no uso, impactando áreas circunvizinhas. Com efeitos, o recorte espacial para o aprofundamento deste retrato é a comunidade tradicional Tenório, localizada no município de Neópolis, no estado de Sergipe, no qual ocorre o paradoxo do sistema econômico atual, em que progresso e regresso estão contraditoriamente unidos, rodeada por plantações que expressam na paisagem a ideia de desenvolvimento químico-dependente acompanhada da morte silenciosa pelo uso de venenos agrícolas. A hipótese levantada é de que o modelo de desenvolvimento capitalista para o campo – baseado em tecnologia pós-guerra, mediante o pacote composto por intensa mecanização, sementes geneticamente modificadas, fertilizantes e agrotóxicos, altamente dependente do petróleo em favorecimento dos altos níveis de produção agrícola ao redor mundo – é insustentável, por produzir riscos ambientais que expõem sujeitos à condição de vulnerabilidade na vida e trabalho, sendo responsável pela violência silenciosa (morbidade e mortalidade por uso de agrotóxicos) no campo sergipano. Como justificativa da pesquisa observamos que devido ao aumento recorde de liberação de produtos agrotóxicos em circulação, é necessário aumentar, em igual medida, os estudos que apontem as contradições já existentes, na contramão da legislação. Justifica-se, ainda, pela necessidade de compreensão das modificações que vem causando a presença de venenos agrícolas na dinâmica ambiental e territorial da comunidade exposta às substâncias químicas. A pesquisa tem como objetivo geral analisar a dimensão do risco ambiental associado a presença de agrotóxicos e as práticas utilizadas que influem na comunidade tradicional quilombola. Especificamente objetivamos: compreender a agricultura sob o modo de produção capitalista e os efeitos no espaço rural em função do desenvolvimento desta força produtiva na escala: mundial-Brasil-Sergipe; analisar a política regulatória dos agrotóxicos em Sergipe, a partir da interface com a lei federal; investigar e analisar o “risco ambiental” a partir dos tipos de agrotóxicos presentes no entorno da comunidade Tenório/Neópolis/Sergipe; identificar mecanismos de registro sobre morbidade ou mortalidade por intoxicação no município de Neópolis/SE, a partir das notificações nos órgãos de Saúde, Meio Ambiente e Agricultura; Fomentar junto à comunidade, a partir dos resultados da pesquisa, a produção de um produto didático-tecnológico na forma de um manual sobre os riscos associados à presença de agrotóxicos no meio ambiente. A pesquisa possui um caráter qualitativo e quantitativo, de natureza aplicada e explicativa. As técnicas utilizadas são a pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e trabalho de campo e levantamento empírico. A análise conjunta dos dados, materiais escritos, documentos e entrevistas será feita mediante a técnica de análise do discurso. Espera-se com os resultados do estudo sistematizar um produto didático-tecnológico na forma de um manual apontando as implicações dos agrotóxicos agrícolas para a comunidade e para divulgação pública. Por fim, toda a temática em tela coaduna para pretensão de um meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável, resguardado na própria constituição federal brasileira em seu artigo 225.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2027131 - ROSANA DE OLIVEIRA SANTOS BATISTA
Interno - 1807439 - JAILTON DE JESUS COSTA
Externo ao Programa - 2999791 - SHIZIELE DE OLIVEIRA SHIMADA

Notícia cadastrada em: 21/02/2022 23:20
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