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Banca de DEFESA: GÊNISSON LIMA DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GÊNISSON LIMA DE ALMEIDA
DATA: 19/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO: CONFLITOS TERRITORIAIS E POTENCIALIDADES SOCIOAMBIENTAIS EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE BREJO GRANDE/SE
PALAVRAS-CHAVES: Brejo Grande; Comunidades Tradicionais; Conflitos Territoriais; Práticas Extrativistas; Quilombolas.
PÁGINAS: 172
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

O território é compreendido como o palco das múltiplas relações desencadeadas face a apropriação, controle e uso pelos diferentes atores sociais que, muitas vezes, resulta em conflitos, uma vez que a apropriação inadequada provoca impactos socioambientais, além da (in)sustentabilidade na utilização dos recursos naturais. Estes, por sua vez, constituem a base de sobrevivência dos membros das comunidades tradicionais, no caso do estudo, pescadores artesanais e marisqueiras, e são obtidos por meio de práticas extrativistas, algumas delas insustentáveis. A presente pesquisa teve como objetivo analisar os conflitos territoriais e potencialidades socioambientais em comunidades quilombolas de Brejo Grande/SE. O recorte espacial abrangeu a comunidade quilombola da Resina e o povoado Saramém. A metodologia desse estudo foi subsidiada por levantamento bibliográfico, cartográfico e documental; pesquisa de campo e aplicação de entrevistas com roteiro semiestruturado com os membros das comunidades tradicionais e os representantes de associações, sujeitos sociais caracterizados pela identidade quilombola, além de outros atores-chave (carcinicultores, ex-proprietários de fazendas de arroz, empresários), além de órgãos institucionais, representados pela ADEMA, na emissão de licenças; e IBAMA na fiscalização e aplicação de multas, para o entendimento das relações socioambientais. Os resultados demonstraram que houve mudanças das espécies de pescado com relação aos ambientes de coleta, decorrentes do avanço da água do mar no Rio São Francisco. Nessa conjuntura, peixes de água doce tornaram-se, praticamente, inexistentes, dando espaço para os de água salgada. Outrossim, a salinização impossibilitou a prática da rizicultura nas lagoas. Como alternativa, os pescadores artesanais desenvolveram, nesses corpos hídricos, viveiros de peixe e camarão. No entanto, os dejetos produzidos são lançados nos cursos fluviais e no manguezal, afetando o modo de vida dos pescadores artesanais e marisqueiras. Nas localidades pesquisadas, os conflitos denotam, entre os diferentes atores sociais, da apropriação, controle e dos usos da terra. É necessário preservar as práticas extrativistas dos membros das comunidades tradicionais tanto para a coleta de recursos naturais quanto para a manutenção da reprodução cultural, social, religiosa e econômica em função dos usos atribuídos no território e, consequentemente, os impactos socioambientais desencadeados não apenas pelos carcinicultores e fazendeiros, mas também pelos pescadores artesanais e marisqueiras. As informações, expostas neste estudo, podem servir para os governos municipal, estadual e federal elaborar formas de minimizar os impactos socioambientais oriundas das atividades de cada ator social, a fim de estabelecer relações harmônicas entre natureza e sociedade, para as gerações futuras.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1807439 - JAILTON DE JESUS COSTA
Interno - 279481 - ROSEMERI MELO E SOUZA
Externo ao Programa - 1820116 - NEISE MARE DE SOUZA ALVES
Externo à Instituição - ELINE ALMEIDA SANTOS
Externo à Instituição - HELOÍSA THAÍS RODRIGUES DE SOUZA
Notícia cadastrada em: 18/01/2019 10:02
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