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Banca de DEFESA: PATRICIA SANTOS DE JESUS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRICIA SANTOS DE JESUS
DATA: 31/03/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Prodema
TÍTULO: Tessituras, Tramas e Territorialidades das Catadoras de Mangaba na Barra dos Coqueiros - SE
PALAVRAS-CHAVES: Territórios; Extrativismo; Catadoras de Mangaba
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

As catadoras de mangaba são consideradas grupos culturalmente diferenciados, conforme Decreto-Lei estadual nº 7.082/2010. Em Sergipe, no município de Barra dos Coqueiros é possível encontrar catadoras de mangaba que ao usufruir diretamente da mata de restinga, manguezais, do estuário e do mar, puderam adquirir conhecimentos específicos para cada ambiente costeiro. Porém modificações territoriais nas formas de acesso ao extrativismo foram recentemente identificadas. Dentre os elementos chaves para compreender essa mudanças tem-se a ponte Construtor João Alves, justificada através do discurso voltado para o desenvolvimento turístico do município de Barra dos Coqueiros-SE. Outro fator é a integração do município ao Polo Costa dos Coqueirais com investimentos diretos do PRODETUR – SE. A inserção deste programa pode intensificar o acesso de pessoas às áreas litorâneas de Barra dos Coqueiros e ao mesmo tempo verifica-se aumento do número de condomínios fechados e imobiliário turístico, havendo assim, uma maior valorização e especulação das áreas tradicionalmente utilizadas para o extrativismo da mangaba e aumento dos conflitos sociaoambientais. Nesse contexto, a presente pesquisa tem o objetivo de analisar as novas territorialidades constituídas pelas catadoras de mangaba a partir da inserção do PRODETUR no município de Barra dos Coqueiros - SE. Para este estudo, de caráter qualitativo, foram aplicadas técnicas de pesquisas bibliográfica e documental, estudo de campo, observação direta, registros fotográficos, aplicação de entrevista estruturada, realização de Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) e utilização dos instrumentos da Cartografia Social. Os principais sujeitos da pesquisa foram as catadoras de mangaba do Povoado Capoã e Olhos D’Água e a preocupação girou em torno da dinâmica territorial e ambiental recente, bem como das interferências de políticas territoriais turísticas no município de Barra dos Coqueiros no território utilizado por estas mulheres extrativistas da mangaba. A partir dos diagnósticos realizados pode-se verificar configurações que se constituem como processos de territorialiação, desterritorialização e reterritorialização. No contexto geral, o autoreconhecimento e a relação identitária que as catadoras de mangaba mantêm com espécies endêmicas e com o “chão” da planície costeira no estado de Sergipe reforçam aspectos importantes para construção de defesa de seus modos de vida através da representação social do Movimento das Catadoras de Mangaba (MCM). As particularidades exercidas por esse grupo social destacam conflitos e demandas ainda não solucionados fazendo-se necessário então uma maior organização e a formatação de políticas específicas que garantam a permanência de acesso aos recursos naturais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3185055 - GICÉLIA MENDES DA SILVA
Interno - 426626 - HELIO MARIO DE ARAUJO
Externo à Instituição - JOSÉ WELLINGTON CARVALHO VILAR
Externo à Instituição - CLAUDIO ROBERTO BRAGHINI
Notícia cadastrada em: 15/03/2017 22:23
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