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Banca de DEFESA: MICAELE KAROLAINE PEREIRA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MICAELE KAROLAINE PEREIRA DOS SANTOS
DATA: 21/02/2017
HORA: 14:00
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO: A CAÇA E O TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA RASO DA CATARINA – BA.
PALAVRAS-CHAVES: Caça. Tráfico. Caatinga. Raso da Catarina. Triangulação.
PÁGINAS: 130
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A caça e o tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade, colocando em risco de extinção a fauna nacional. Neste contexto, o presente estudo analisou aspectos relacionados a essas práticas no Bioma Caatinga, endêmico do Brasil e foi estruturado em dois capítulos. O primeiro teve como objetivo contextualizar os Planos de Ação Nacional para Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção (PANs) dentro do cenário de políticas públicas brasileiras e analisar as ações contra caça e tráfico de vertebrados da Caatinga em relação ao sucesso e insucesso dessas ações, assim como identificar os principais problemas enfrentados que dificultam suas execuções. Para isso a metodologia consistiu em uma busca documental na Home Page do ICMBio para levantamento de dados sobre a situação das ações de oito PANs (Arara-azul-de-lear, Ariranha, Aves da Caatinga, Cervídeos, Onça-parda, Onça-pintada, Primatas do Nordeste e Tatu-bola). Os resultados apontaram que a maioria deles apresenta insucesso, excetuando o PAN Primatas do Nordeste que obteve 100% de sucesso. Os PANs enfrentam problemas como falta de recurso financeiro e humano. A sugestão para melhor execução dos PANs foi implementar mecanismos de governança a partir do desenvolvimento de estratégias para fortalecer a arquitetura de integração entre as instituições e os atores envolvidos em cada um deles. O segundo capítulo teve como objetivo geral analisar a caça e o tráfico de animais silvestres na área de abragência da Estação Ecológica Raso da Catarina (ESEC Raso da Catarina), na Bahia, visando contribuir com estratégias de conservação ambiental para a região, e os objetivos específicos foram conhecer cinco dimensões da atividade de caça e tráfico de animais silvestres praticadas na região de estudo (perfil sociodemográfico dos caçadores e traficantes de animais silvestres; comportamento dos caçadores e traficantes; perfil da caça; aspectos econômicos envolvidos na caça e; o conhecimento sobre a proibição das atividades ilegais contra a fauna silvestre e propostas de mitigação), e identificar a rede de agências potencialmente envolvidas para combater a caça e tráfico de animais, suas estratégias e dificuldades de atuação, através do método de pesquisa em triangulação de dados e metodológica, com base em entrevistas semiestruturadas com caçadores, funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da ESEC Raso da Catarina e policiais da Companhia de Policiamento Independente da Caatinga (CIPE/Caatinga); análise de registros de infração do ICMBio, registros de ocorrências policiais da CIPE/Caatinga e da polícia Rodoviária Federal (PRF). Os resultados indicaram que a maioria dos caçadores tinha entre 41 e 50 anos de idade, possuía ensino fundamental incompleto, eram em maioria agricultores e residentes do Povoado Riacho, município de Paulo Afonso Bahia. Quanto as espécies mais caçadas tarina, houve predominância para o grupo das aves, com maior Valor de Uso para a espécie arribaçã (Zenaida auriculata) (VU=0,31), e para o grupo dos mamíferos, sendo tatu-peba (Euphractus sexcinctus) a espécie com maior valor de uso (VU=0,85). A maioria dos caçadores utilizou preferencialmente animais como meio de transporte, cachorro como técnica de caça, preferiam caçar aos sábados e domingos, frequentemente de uma a duas vezes por mês, em períodos noturnos e chuvosos, motivados por razões de subsistência. Todos os caçadores revelaram ter conhecimento da proibição da caça, mas desconheciam de quem é a responsabilidade pela proibição. Em relação à fiscalização, o ICMBio é o órgão que está à frente das operações de combate à caça e tráfico de animais na área de estudo, entretanto, enfrenta dificuldades por falta de recursos e integração com outras instituições.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 266.728.008-32 - DANIELA TEODORO SAMPAIO
Interno - 2273536 - LAURA JANE GOMES
Externo ao Programa - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Externo ao Programa - 3609354 - JUAN MANUEL RUIZ ESPARZA AGUILAR
Externo à Instituição - FREDERICO MACHADO TEIXEIRA
Notícia cadastrada em: 03/02/2017 09:41
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