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Banca de DEFESA: MARCIO ROSSELINE DA SILVA FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCIO ROSSELINE DA SILVA FERREIRA
DATA: 25/03/2013
HORA: 14:00
LOCAL: PRODEMA
TÍTULO:

A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DA SUSTENTABILIDADE URBANA NA MICRORREGIÃO DE GARANHUNS –(2001 - 2011).


PALAVRAS-CHAVES:

Políticas públicas urbanas; sustentabilidade; gestão ambiental; discurso.


PÁGINAS: 151
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Com a crise ambiental legada pelas contradições decorrentes da racionalidade instrumental
tanto no que se refere ao seu caráter técnico e científico quanto em seu aspecto econômico,
emergiu deste espectro um discurso balizador da sustentabilidade ambiental conforme os
parâmetros estabelecidos por um “paradigma” social pautado numa concepção de
racionalidade ambiental. Assim sendo, as políticas sociais instituídas a partir deste quadro de
racionalidade, passaram a considerar a relevância da temática ambiental em sua constituição
enquanto política pública. Destarte, visando contribuir para uma análise do discurso das
políticas públicas no ambiente urbano, essa pesquisa teve por objetivo analisar a formação
discursiva da sustentabilidade urbana na Microrregião de Garanhuns, mediante pesquisa
desenvolvida com os principais municípios da citada microrregião. O “objeto” de pesquisa
selecionado atende as exigências do Estatuto da Cidade (2001) quanto à implantação de uma
política urbana sustentável. Tais municípios concentram aproximadamente 210 mil habitantes,
ou seja, praticamente a metade da população da Microrregião de Garanhuns. Esses municípios
se caracterizam pela superioridade da taxa de população urbana em relação à taxa de
população rural, (Garanhuns 89%, Bom Conselho 65% e Lajedo 74%) (CONDEPE/FIDEM,
2010) em comparação com os demais. Porém, outro importante critério para a investigação
científica, além do demográfico, foi o fator logístico. Pois, dele deriva tanto a atração de
empreendimentos econômicos quanto os impactos ambientais decorrentes do primeiro. No
entanto, a investigação possibilitou constatar a fragmentação do discurso sobre as políticas
públicas urbanas haja vista a setorização da gestão no poder público, contribuindo para a
construção de um discurso eminentemete administrativo e de natureza tecnocrata,
incompatibilizando-se com o discurso oficial encontrado, sobretudo, nas cartas jurídicas do
poder público. A interdependência da sustentabilidade urbana com a sustentabilidade política,
proferida nos discursos jurídicos visando as cidades sustentáveis, é representada na concepção
dos conselhos municipais, entretanto, os obstáculos decorrentes das práticas do poder público,
inviabilizam o empoderamento da sociedade civil no controle social do discurso ambiental
urbano.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 426603 - ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
Externo ao Programa - 426650 - ANTONIO LINDVALDO SOUSA
Interno - 1698693 - EVALDO BECKER
Notícia cadastrada em: 07/03/2013 08:41
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