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Banca de QUALIFICAÇÃO: LORENA EMILY DE LEMOS MOTA BOMFIM

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LORENA EMILY DE LEMOS MOTA BOMFIM
DATA: 13/12/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de reunião do departamento de Zootecnia- UFG
TÍTULO: DESEMPENHO E PARÂMETROS METABÓLITOS DE NELORE CONFINADOS NO CLIMA DO CERRADO
PALAVRAS-CHAVES: correlação, índice de temperatura de globo negro e umidade
PÁGINAS: 35
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
SUBÁREA: Produção Animal
RESUMO:

A raça Nelore é uma das principais raças utilizadas na pecuária brasileira, principalmente pela adaptação ao clima tropical, porém o cerrado brasileiro possui peculiaridades no seu clima, sendo caracterizado por verão chuvoso e inverno seco. Conhecer essa interação do ambiente com o animal, previne desconforto térmico, evitando o estresse térmico. O estresse térmico é um dos fatores que podem levar a queda na produtividade do animal, influenciando no consumo, como também debilitando o metabolismo do animal, desviando sua energia, para dissipação do calor, em uma forma de tentar restabelecer sua homeostasia. Objetivou-se avaliar o desempenho e parâmetros metabólitos em novilhos nelores confinados no clima do cerrado. O experimento foi realizado no Confinamento Experimental de Bovinos de Corte (CEBC), situado na cidade de Goiânia-GO, entre os meses de julho a outubro de 2017. Foram utilizados 224 novilhos nelores, os animais foram distribuídos em 28 baias coletivas, mantidos em sistema de confinamento. A duração do experimento foi de 105 dias, onde 21 dias foram para adaptação dos animais e 84 dias de terminação. Durante todo o período experimental todos os animais foram submetidos ao mesmo manejo nutricional, onde foi ofertada uma dieta com elevada inclusão de concentrado (10% volumoso e 90% concentrado), composta por milho, sorgo, farelo de soja, ureia e mineral. Foram coletados dados de desempenho, e dados climáticos como, temperatura Média (Tméd), Temperatura Máxima (Tmáx), Temperatura Mínima (Tmín) e Amplitude térmica (APT), índice de temperatura e umidade (ITU), índice de temperatura de globo negro e umidade (ITGU), umidade relativa (UR). Foi realizada coleta de sangue entre os períodos, após o final da adaptação (21dias), aos 42 dias e ao final dos 105 dias de experimento, para quantificar NUS (nitrogênio ureico no sangue) e AGNES (ácidos graxos não esterificados no sangue). O delineamento foi em blocos casualisados onde foi blocado o peso inicial dos animais e a baia foi considerada a unidade experimental. Para desempenho e índices climáticos foram estimadas correlações de Pearson. Os parâmetros metabólitos foram avaliados pela anova e teste de Tukey a 5% de significância. Foi utilizado o software R. Não houve correlação significativa (p>0,01) de Ganho de peso total(GPT), e consumo de matéria seca (CMS) entre os índices bioclimáticos, entretanto o peso final (PF), conversão alimentar (CA), eficiência alimentar (EA) e consumo/pesovivo (CMS/PV%) houve correlação significativa (p<0,01) entre os índices climáticos. Nos parâmetros de metabólitos não houve diferença entre os períodos (p>0,01) para a variável AGNES, porém houve diferença para a variável NUS (p<0,01) entre os períodos com 18,24 mg/dL, 24,15 mg/dL e 23,57mg/ dL, no primeiro, segundo e terceiro período respectivamente. Conclui-se que de acordo com as correlações obtidas não foi possível identificar, que o clima do cerrado influenciou no desempenho, os níveis de NUS no período de 42 aos 105 dias foi maior que o período de adaptação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1366651 - GLADSTON RAFAEL DE ARRUDA SANTOS
Externo à Instituição - JULIANO JOSÉ DE RESENDE FERNANDES
Externo à Instituição - MAURÍCIA BRANDÃO DA SILVA

Notícia cadastrada em: 26/11/2018 16:12
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