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Banca de DEFESA: ALICE DANTAS PERRUCHO NOU

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALICE DANTAS PERRUCHO NOU
DATA: 24/05/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala do NEFEN - PPGED - did. 2
TÍTULO: "Ó abre alas que eu quero passar: desafios de ser mulher no cenário do choro em Sergipe"
PALAVRAS-CHAVES: feminismo, choro, trajetória social, músicos, participação, choronas, retratos sociológicos, desafios, mulher.
PÁGINAS: 103
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Mulher e Chorinho. De um lado, os desafios de ser mulher numa sociedadeainda marcada pela ideologia do machismo. Do outro, o cenário musical árduo,restrito, de um público exigente e ritmo complexo, que exige muita dedicaçãocomo o Chorinho. Este trabalho surgiu com o objetivo de identificar como aparticipação das mulheres acontece no chorinho, se há espaço e momentopara elas e quais as dificuldades encontradas nesse cenário musical. E paraisso, analisamos a trajetória social de quatro mulheres musicistas que atuamno circuito do Chorinho em Sergipe. Na primeira fase da pesquisa foi realizadoum apanhado de informações de grandes pensadores da Sociologia clássicaem seus respectivos contextos, apresentando de que forma eles foram e têmsido influência para o fomento do feminismo. Também foi feita uma análisesucinta do Choro no Brasil, suas origens e a história do cotidiano da mulher eno século XIX e XX, período em que a participação da mulher era tímida com oobjetivo de compreender os reflexos na sociedade hoje. Nessa pesquisatrazemos a trajetória de Chiquinha Gonzaga, considerada a primeira mulher aser inserida no choro e Ademilde Fonseca, conhecida como “Rainha do Choro”,que muito influenciaram a mulher a assumir outros papéis além do que asociedade atribuía ao gênero. As histórias respectivas dessas grandesmulheres serviram como pontapé inicial para desenvolvermos a trajetória dasquatro musicistas sergipanas exploradas na segunda fase da pesquisa. Pormeio do método Entrevista, abordamos a participação da mulher no chorinhoem Sergipe. Com diferentes idades e trajetórias de escolarização e statussocial, Maria Olívia (primeira mulher pianista atuante no chorinho sergipano),Paula Al´Sant, única mulher TRANS chorista, Silvina do Choro (musicista enutricionista) e Nancy Alves (mãe, avó, artesã dona de casa e chorista), paraabordarem seus desafios no cenário musical. Verificou-se que, com o estudoda trajetória de Chiquinha Gonzaga, Ademilde Fonseca e do trabalho de campocom o grupo das quatro agentes entrevistadas, as singularidades de cadatrajetória, as diferentes origens sociais e as diferentes quantidades de capitais,não tendem a representar grandes distâncias sociais. Por outro lado, mesmocom um grande número de regularidades e não obstante a evolução daparticipação graças à atuação de grandes mulheres no passado, a trajetóriasocial é única porque ainda são unidas pelo mesmo problema sociológico: osdesafios de ser mulher no cenário do chorinho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1494768 - MARCELO ALARIO ENNES
Interno - 426602 - ROGERIO PROENCA DE SOUSA LEITE
Externo ao Programa - 1290641 - GLAUCIO JOSE COURI MACHADO
Notícia cadastrada em: 21/05/2019 16:56
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