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Banca de DEFESA: CRISTIANE MONTALVÃO GUEDES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISTIANE MONTALVÃO GUEDES
DATA: 28/02/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do PPGS
TÍTULO: E O MAR VAI VIRAR SERTÃO? NAVEGABILIDADE E PROBLEMAS AMBIENTAIS NO BAIXO SÃO FRANCISCO
PALAVRAS-CHAVES: Sociologia. Sociologia e natureza. Desenvolvimento. Rio São Francisco. Navegação.
PÁGINAS: 345
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

A presente tese tem como foco os impactos ambientais no rio São Francisco, em particular, no seu trecho inferior, conhecido como Baixo São Francisco. As várias décadas de políticas públicas autoritárias dos governantes legaram a deterioração do rio, que sente a dificuldade de atender aos usos múltiplos, estabelecidos pela Lei 9.433/1997. A partir, principalmente, dos anos de 1970, foi erguida uma cascata de barragens para usinas hidrelétricas ao longo do São Francisco para fazer jus à política modernizadora, atrelada ao “Nordeste do ano 2000” e à propaganda “Brasil Grande Potência”. O rio continua sofrendo com as constantes intervenções das agências governamentais, observadas nas regularizações no seu fluxo, sob o argumento principal de serem saída para as alterações climáticas em detrimento do mau gerenciamento das águas do São Francisco no tocante à sua proteção ambiental. O objetivo do trabalho é analisar o sentido de recuperação e conservação do rio adotado pelos governantes do poder público federal, em específico, no seu trecho baixo. O estudo tem como ponto central a navegabilidade, um dos usos múltiplos da água, uma vez que o rio não consegue comportar o tráfego de grandes embarcações como no passado. A navegação é porta voz do rio, que ganha personalidade em uma rede de interações entre embarcações, ribeirinhos, ONG, CBHSF e órgãos governamentais. O trabalho apoia-se, sobretudo, na observação in loco de trechos do rio no Baixo São Francisco, na análise de fotografias, das discussões durante a presença em Audiências Públicas, das entrevistas com ribeirinhos, em particular, com barqueiros e com membros da ONG Canoa de Tolda, de documentos produzidos por essa entidade, pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco e por agências governamentais. A base empírica contribuiu para constatar que não existe uma efetiva prática de recuperação e conservação ambiental, comprometendo as águas e os ribeirinhos que dependem delas para a sobrevivência no Baixo São Francisco. O sentido de recuperação e conservação do rio continua moldado pelos interesses em beneficiar a expansão capitalista, com o descumprimento da própria legislação brasileira (lei 9.433/1997).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDILENE MARIA DE CARVALHO LEAL
Interno - 3359639 - IVAN FONTES BARBOSA
Interno - 1494768 - MARCELO ALARIO ENNES
Presidente - 854.038.738-72 - TANIA ELIAS MAGNO DA SILVA
Externo à Instituição - VERA LUCIA ALVES FRANCA
Notícia cadastrada em: 06/02/2019 14:47
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