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Banca de DEFESA: EDILENE MARIA DE CARVALHO LEAL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EDILENE MARIA DE CARVALHO LEAL
DATA: 22/03/2013
HORA: 16:00
LOCAL: Auditório da Pós-Graduação
TÍTULO:

TEORIAS SOCIOLÓGICAS SOBRE A MODERNIDADE E PRÁTICAS CIVILIZATÓRIAS CONTEMPORÂNEAS


PALAVRAS-CHAVES:

Práticas civilizatórias; modernidade; relações de força; racionalidade


PÁGINAS: 349
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Outras Sociologias Específicas
RESUMO:

O objetivo central desta tese é analisar as possibilidades efetivas de práticas civilizatórias nas sociedades contemporâneas. Para isso, duas hipóteses fundamentais nortearam, de maneira sub-reptícia, mas enfática, as argumentações desta análise: a primeira seria a recusa da crença moderna nos poderes amplos e inexoráveis da racionalidade – tanto daquela que apontava para seus resultados universalmente positivos, quanto da que consistia numa crítica mordaz à sua incapacidade de produzir um mundo civilizatoriamente compartilhado; a segunda refere-se à recusa de uma desconstrução crítica pós-moderna da racionalidade, que resultou no mundo do relativismo e da consequente configuração do mundo vazio de valoração ética. Na ocasião, analisamos a metafísica que animava a modernidade: a tentativa incansável de separar a racionalidade da influência negativa dos dados da irracionalidade. Entretanto, nem todos os pensadores se renderam ao projeto racionalista da modernidade. Freud, Arendt, Foucault, por exemplo, perceberam que o processo civilizatório é ontologicamente constituído pela mistura prática de vários elementos díspares: é, simultaneamente, racional e irracional; factual e valorativo; regular e contingente. Foram esses e outros importantes autores que nos ajudaram a pensar sobre a segunda hipótese de trabalho desta tese, ou seja, a de que o significado dos termos modernidade e civilização, bem como todos os outros termos que lhes são referentes, são construídos em seu uso cotidiano, nas práticas sociais, nos embates coletivos e nas lutas políticas. Sendo assim, não existem significados prévios às suas inscrições no mundo, ou seja, mundo é resultado do efeito de cada coisa, cada objeto, cada processo. Com isso, não se quer dizer que determinado significado de civilização não possa manter-se ativo na orientação de condutas coletivas (de sociedades), como se estivéssemos negando a possibilidade de constituição de consensos duradouros. Não nos posicionamos em favor do relativismo, ao contrário, temos defendido que, mesmo nas sociedades contemporâneas, podem ser visualizadas produtivas tentativas de elaboração de práticas civilizatórias. Por último, o que articula tais hipóteses é o entendimento de que as práticas, de qualquer natureza, são cravejadas de ponta a ponta por relações de poder, por relações de força e de interesses, que fornecem o tom e a textura das dinâmicas científicas, sociais, políticas e culturais, dinâmicas essas que caracterizam, sobremaneira, o desenvolvimento da ação civilizatória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 327767 - FRANZ JOSEF BRUSEKE
Interno - 426602 - ROGERIO PROENCA DE SOUSA LEITE
Interno - 1227719 - PAULO SERGIO DA COSTA NEVES
Externo à Instituição - FREDERIC VANDENBERGHE
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO SELL
Notícia cadastrada em: 07/03/2013 14:27
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