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Banca de DEFESA: CLAUDIO JUNIOR DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDIO JUNIOR DOS SANTOS
DATA: 12/08/2022
HORA: 08:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: APLICAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS LIVRES PARA A PRODUÇÃO DE BIOSSURFACTANTES POR Bacillus coagulans CCT 0199
PALAVRAS-CHAVES: Lipases; Óleo de fritura residual (OFR); Hidrólise enzimática; biossurfactante;
PÁGINAS: 77
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Química
SUBÁREA: Operações Industriais e Equipamentos para Engenharia Química
ESPECIALIDADE: Operações Características de Processos Bioquímicos
RESUMO:

Os biossurfactantes, chamados de tensoativos microbianos, tem atraído interesse devido as vantagens apresentadas em relação aos surfactantes sintetizados quimicamente, como biodegradabilidade, baixa toxicidade, além da possibilidade de serem condicionados a temperaturas, pH e salinidade mais drásticas. Além disso, grande parte os surfactantes dispostos no mercado são derivados do petróleo. Estes bioprodutos são obtidos por inúmeras fontes e sintetizados a partir de microrganismos, como bactérias, fungos e leveduras. Inúmeros são os substratos que podem ser utilizados na produção dos biossurfactantes, que incluem, açúcares, glicerol, óleos e ácidos graxos, hidrocarbonetos e resíduos agrícola. Com o avanço das pesquisas, espécies de lipases com propriedades específicas vêm sendo investigadas. Estas enzimas podem ser produzidas por uma diversidade espécies fúngicas. Entre os microrganismos produtores de lipases, os da espécie Aspergillus niger tem grande interesse no mercado, pela sua facilidade de obtenção e baixo custo, podendo utilizar óleos residuais como fonte de carbono. Este tipo de óleo, por meio da hidrólise, gera subprodutos derivados de óleos e gorduras, como ácidos graxos e glicerol. Pensando nisso, a produção de ácidos graxos e obtenção de enzimas utilizando este resíduo é uma forma de agregar valor a um subproduto que muitas vezes é eliminado nas redes de esgotos sanitários prejudicando e encarecendo o sistema de tratamento. Este trabalho foi dividido em três etapas sequencias para obtenção do biossurfactante. A primeira etapa consiste em avaliar a produção de lipases utilizando várias concentrações de OFR e diferentes pHs, através das análises ANOVA. A produção de ácidos graxos livres foi realizada por hidrólise do óleo de fritura residual (OFR) usando lipases não comerciais produzidas na primeira etapa e, com isso aplicação dos ácidos graxos livres obtidos para a formulação de um biossurfactante. A produção das enzimas lipasicas foi favorecida a pH 2, com uma concentração de óleo de 1,5% (v/v) durante um período de 24 horas resultando em uma atividade enzimática de 141,90 U/mL. Os teste de estabilidade constataram que extrato enzimático produzido permaneceu estável após 28 dias em temperaturas de 15ºC a 37ºC, apontando melhor resultado de atividade em 15ºC. O maior resultado de hidrólise enzimática do OFR foi de 20,70 % em 40 minutos. Esta conversão foi favorecida pelo aumento da concentração do extrato enzimático. Na etapa de formulação do biossurfactante, foi possível produzir um biossurfactante com uma concentração de surfactina de 1,39 g/L após 96 horas de cultivo, usando microrganismos do tipo Bacillus coagulans CCT 0199. Os testes do índice de emulsificação demostraram ótimos resultados variando de 81,54 % de emulsificação para o óleo de milho na proporção de 20:80 e 100 % para o óleo de soja. Além disso, as emulsões permaneceram estáveis após 72 horas. As análises da concentração micelar crítica (CMC) e tensão superficial revelaram que 10 % (v/v) do biossurfactante é necessário para formar emulsões, sendo a emulsão com o óleo de soja o melhor resultado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
Externo ao Programa - 2193695 - JEFFERSON ARLEN FREITAS
Externo ao Programa - 2632257 - JACQUELINE REGO DA SILVA RODRIGUES
Externo à Instituição - DIEGO DE FREITAS COELHO

Notícia cadastrada em: 10/08/2022 19:55
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