Notícias

Banca de DEFESA: JULIANA ALMEIDA FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA ALMEIDA FERREIRA
DATA: 18/04/2013
HORA: 14:00
LOCAL: a ser determinado
TÍTULO:

 

DESENVOLVIMENTO DE ADESIVOS TRANSDÉRMICOS CONTENDO
NIFEDIPINA E AVALIAÇÃO DOS SEUS EFEITOS SOBRE RATOS
HIPERTENSOS.

DESENVOLVIMENTO DE ADESIVOS TRANSDÉRMICOS PARA VEÍCULAÇÃO DA  NIFEDIPINA .


PALAVRAS-CHAVES:

Hipertensão arterial sistêmica,Via transdérmica,Nifedipina,Adesivo transdérmico.


PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

 

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é considerada um problema de
saúde pública, visto que é uma síndrome de origem multifatorial, assintomática, o que
torna difícil a sua prevenção e controle. A adesão ao tratamento farmacológico prescrito
em patologias crônicas, como a HAS, é fundamental para a redução da mortalidade. A
nifedipina, um bloqueador dos canais de cálcio, é um fármaco amplamente utilizado no
tratamento da HAS. No entanto, a nifedipina apresenta desvantagens na sua
terapêutica devido ao seu intenso metabolismo de primeira passagem, reduzida
biodisponibilidade e curta duração de ação, fazendo-se necessárias múltiplas doses
diárias, o que contribui para uma baixa adesão do paciente ao tratamento. A via
transdérmica consiste em uma rota alternativa de administração de medicamentos, não
invasiva, capaz de eliminar o metabolismo de primeira passagem do fármaco,
assegurar níveis plasmáticos mais uniformes, minimizar os efeitos adversos, além de
aumentar os intervalos entre as doses, visto que promove uma liberação constante,
com efeito prolongado. Sendo assim, o presente trabalho propõe desenvolver adesivos
transdérmicos contendo nifedipina e avaliar seus efeitos sobre ratos hipertensos. Os
adesivos transdérmicos do tipo DURO-TAK® foram produzidos pela técnica de
evaporação do solvente em concentrações de 30 mg, 40 mg e 50 mg de nifedipina.

A nifedipina, um bloqueador dos canais de cálcio, é um fármaco amplamente

utilizado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) por ser seguro, eficaz e

de baixo custo. No entanto, a nifedipina apresenta desvantagens na sua terapêutica por

via oral devido ao seu intenso metabolismo de primeira passagem, reduzida

biodisponibilidade e curta duração de ação, fazendo-se necessárias múltiplas doses

diárias, o que contribui para uma baixa adesão do paciente ao tratamento. Sendo

assim, o presente trabalho propôs desenvolver adesivos transdérmicos para a

veiculação da nifedipina. Os adesivos transdérmicos do tipo DURO-TAK® foram

produzidos pela técnica de evaporação do solvente em concentrações de 30 mg, 40 mg

e 50 mg de nifedipina. Estes foram caracterizados por microscopia óptica, uniformidade

de conteúdo e perfil de liberação in vitro. Como resultados, os adesivos de 40mg e

50mg de nifedipina apresentaram baixa uniformidade de conteúdo, com CV% de 12,26

e 8,43, respectivamente. Foi observado também que no adesivo de 50 mg o fármaco

iniciou a sua cristalização no 14º dia após a obtenção do adesivo, o que não ocorreu

com os adesivos de 30 mg e 40 mg de nifedipina. Os experimentos de liberação in vitro

mostraram que a nifedipina apresentou uma rápida liberação inicial nas primeiras horas

dos experimentos, seguido de uma liberação sustentada do fármaco. A quantidade

liberada foi proporcional ao aumento da concentração do fármaco no adesivo. A partir

destes resultados, foram produzidos adesivos transdérmicos do tipo DURO-TAK®

contendo 40 mg de nifedipina, na presença e ausência do d-limoneno, em escala semi-

industrial. Estes adesivos transdérmicos foram caracterizados em relação à espessura,

à uniformidade de conteúdo, à microscopia óptica, perfil de liberação in vitro e estudos

de permeação in vitro. Os adesivos apresentaram uniformidade de conteúdo e de

espessura, já que a variabilidade foi baixa (CV<1%). A espessura dos adesivos

transdérmicos obtidos variou de 65 a 90 μm. Não houve variação significativa destas

espessuras com a presença do d-limoneno. Contudo, a presença do fármaco promoveu

um leve aumento da espessura. Estes adesivos foram observados até o 90º dia após a sua obtenção e não apresentaram ocorrência de cristalização do fármaco. Nos

experimentos de liberação in vitro foi observado que a nifedipina apresentou rápida

liberação inicial nas primeiras horas dos experimentos, seguido de uma liberação

sustentada do fármaco e não houve diferença estatisticamente significativa entre as

duas liberações, com valor de p>0,05. Os experimentos de permeação in vitro

mostraram diferenças significativas entre os perfis de permeação obtidos a partir dos

adesivos contendo o d-limoneno em relação aos adesivos sem o promotor de

permeação. O efeito promotor de permeação (EP) calculado foi de 1,63. O pré-

tratamento da pele com etanol potencializou o efeito promotor do adesivo contendo d-

limoneno, resultando em um EP de 2,62. Dessa forma, os adesivos transdérmicos

contendo 40 mg de nifedipina, desenvolvidos neste trabalho, apresentam

características adequadas para serem avaliados através de testes de eficácia in vivo,

posteriormente.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1686032 - ANA AMELIA MOREIRA LIRA
Externo à Instituição - DAVI PEREIRA DE SANTANA
Interno - 2337777 - ROGERIA DE SOUZA NUNES
Notícia cadastrada em: 25/03/2013 16:16
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2020 - UFRN - bemtevi1.bemtevi1 v3.5.16 -r10803-399c5c35c