A UFS preocupa-se com a sua privacidade

A UFS poderá coletar informações básicas sobre a(s) visita(s) realizada(s) para aprimorar a experiência de navegação dos visitantes deste site, segundo o que estabelece a Política de Privacidade de Dados Pessoais. Ao utilizar este site, você concorda com a coleta e tratamento de seus dados pessoais por meio de formulários e cookies.

Ciente
Notícias

Banca de DEFESA: FERNANDO RODRIGUES DA ROCHA JUNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDO RODRIGUES DA ROCHA JUNIOR
DATA: 28/02/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Miniauditório do Proec
TÍTULO: Sistema de tratamento de água subterrânea em áreas rurais para abastecimento humano com filtração lenta não convencional
PALAVRAS-CHAVES: acesso a água; potabilidade; sururu. Portaria 888/2021
PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Sanitária
SUBÁREA: Saneamento Básico
ESPECIALIDADE: Técnicas de Abastecimento da Água
RESUMO:

Os sistemas de abastecimento de água dependem de infraestruturas tanto para a distribuição, quanto para o tratamento da água bruta. Enquanto nas áreas urbanas têm-se significativas demandas por água para o abastecimento humano, ao passo que nas áreas rurais têm-se demandas por redes de distribuição de forma isolada, devido ao maior espaçamento entre as economias domésticas. Como reflexo, a população rural possui menor cobertura na distribuição de água do que a população urbana, fazendo com que fique exposta a riscos relacionados ao consumo de água sem qualidade ideal. Destarte, a utilização de técnica de tratamento de água individual, como a filtração lenta, serve como alternativa que possibilita o consumo de água de qualidade sem necessidade de construção de longas redes de distribuição. A diminuição da qualidade das águas brutas disponíveis impulsiona pesquisas por meios filtrantes com eficiências na remoção de determinados poluentes. Com isso, o presente estudo analisou a utilização de conchas de sururu (Mytella guyanensis), resíduo da comercialização do molusco, como meio filtrante não convencional em três dos quatro filtros pilotos usados no tratamento de água subterrânea. Em um dos dispositivos foi utilizado apenas areia (filtro convencional), com intuito de comparar a qualidade da água filtrada com e sem o uso das conchas. As conchas foram submetidas a tratamentos de higienização diferentes, por banho ultrassônico (BU) e banho de sol (BS), e dispostas de forma confinada junto à areia, também utilizado como meio filtrante convencional nos filtros. Foram realizados ensaios de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Análise de Área Superficial (BET) e Difratometria de Raios X (DRX) para caracterização das conchas. Para verificação da eficiência dos tratamentos, os resultados foram comparados aos padrões de potabilidade de água, por meio da Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde bom base nos parâmetros: cor aparente, turbidez, pH, dureza, alumínio, ferro total, coliformes totais e coliformes termotolerantes. Os resultados evidenciaram que as conchas possuem morfologia heterogênea, com presença de poros, sendo classificadas como material microporoso. Os difratogramas identificaram fases de calcita e ferrita nas conchas. Tais resultados justificaram o aumento do parâmetro dureza nos filtros com utilização de conchas. Apesar de reduzirem os parâmetros de cor e turbidez, os resultados ainda estiveram acima do valor máximo permitido (VMP), com eficiências máximas de aproximadamente 45%. Os pH das amostras filtradas foram mais significativos quando comparados com os da água bruta, mas sem evidência estatística de influência do uso das conchas. A remoção de ferro total e alumínio chegaram a aproximadamente 89%, com filtros recheados de conchas, sendo mais eficientes na remoção de alumínio que o filtro convencional. A remoção de coliformes totais foi superior a 90% e de coliformes termotolerantes alcançou 100%, mas sem evidência estatística de influência no uso de conchas ou tratamento do material. Portanto, embora tenha sido possível avaliar a conformidade da água filtrada com a portaria de potabilidade, há necessidade de continuidade dos estudos com uso do material em maiores proporções e com altura de meio filtrante maior, para melhor análise da influência e aplicabilidade das conchas de sururu.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2019103 - DENISE CONCEICAO DE GOIS SANTOS MICHELAN
Interno - 2264403 - DANIEL MOUREIRA FONTES LIMA
Externo ao Programa - 2494845 - DANIELLA ROCHA
Externo à Instituição - BRUNO SEGALLA PIZZOLATTI

Notícia cadastrada em: 07/02/2024 10:58
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2024 - UFRN - bigua1.bigua1 v3.5.16 -r19110-7eaa891a10