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Banca de DEFESA: JAKELLINY ALMEIDA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JAKELLINY ALMEIDA SANTOS
DATA: 20/02/2024
HORA: 15:00
LOCAL: Did VII - Sala 402
TÍTULO: TRAÇOS DE COLONIALIDADES NAS IDENTIDADES SOCIAIS DA GUINÉ EQUATORIAL: UMA ANÁLISE POTENCIALMENTE DECOLONIAL DA OBRA LITERÁRIA ‘YO NO QUERÍA SER MADRE’, DE TRIFONIA MELIBEA OBONO
PALAVRAS-CHAVES: Guiné Equatorial; identidades sociais; Decolonialidade; Performatividade; Literatura banto-hispânica.
PÁGINAS: 174
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Lingüística Aplicada
RESUMO:

Neste trabalho, que está inserido no campo da Linguística Aplicada, proponho analisar como as identidades sociais guinéu-equatorianas são representadas na literatura contemporânea e testemunhal banto-hispânica. Para isso, conduzi uma pesquisa documental e qualitativa, utilizei como corpus fragmentos da obra literária “Yo no quería ser madre: vidas forzadas de mujeres fuera de la norma”, escrita por Trifonia Melibea Obono (2019), da República da Guiné Equatorial. O livro é composto por 30 testemunhos de mulheres integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, que compartilharam suas vivências fóbicas em seu país. Diante disso, desenvolvi categorias de análise para construção de uma investigação congruente: I) Culpabilização do/a outro/a; II) Enfermidade contagiosa; III) Associação com o pecado; IV) Pessoas indignas de educar; V) Alternativas de cura. A partir dessa delimitação, dialoguei com epistemologias que possibilitaram compreensões heterogêneas sobre esse contexto hispânico do continente africano. Assim, acerca dos Estudos Identitários, recorri ao pensamento de Hall (2014; 2019), Butler (2003) e outros/as. Pensando em contemplar, especificamente, as identidades nacionais da Guiné Equatorial, apoiei-me nos estudos de Kessé e Romaric (2017), bem como nas pesquisas do campo político, literário e identitário desenvolvidas por Salvo (2003), Queiroz (2007), Ndongo-Bidyogo (1977), Mbaré Ngom (2008) e outros/as. Na área dos Estudos Decoloniais, dialoguei com Aníbal Quijano (2005), acerca da colonialidade do poder, Maldonado-Torres (2007), sobre a colonialidade do ser, e María Lugones (2008), com a colonialidade do gênero. No campo do Suleamento, trabalhei com Moita Lopes (2013), Silva Junior; Matos (2019) e outros/as. Além desses, com a intenção de ampliar os saberes identitários, recorri à Interseccionalidade e Performatividade Linguística com as intelectuais Hill Collins (2022), Akotirene (2019), Austin (1990 [1962]), Melo (2022) e outros/as. Por meio desses referenciais teóricos, coadunados ao corpus, observei que a orientação sexual dessas mulheres é associada a naturezas fóbicas, tais como enfermidades, ação demoníaca, satânica ou bruxaria. Notei que mecanismos são utilizados como alternativa de reversão da homoafetiva/homossexual dessas mulheres, a saber: a) ter relação sexual ou manter um relacionamento com um homem cis; b) gestar uma criança ou tornar-se mãe; c) condução ao curandeirismo ou igreja protestante; d) uso da violência psicológica, física e/ou sexual (também conhecido como estupro corretivo). Além disso, a sociedade movimenta-se, desde os setores governamentais aos privados, para limitar o acesso dessas pessoas aos direitos civis básicos, como educação e trabalho. Em detrimento dessas situações, diante da ocupação de um não espaço na sociedade, essas mulheres têm apenas duas alternativas além de constituir uma família heteronormativa: prostituição ou serviço militar. De certo, as identidades sociais que estão em trânsito nessa iterabilidade estão em fragmentação e as diferenças que elas performam em seus atos de linguagem são motivo de rejeição. Assim, com base nas análises, compreendi que as identidades das mulheres guinéu-equatorianas LBT+, segundo a obra literária que apresenta um microcosmo da sociedade, estão em conflito com a identidade nacional – cuja identidade representa a cultura de referência e que contempla em sua essência as colonialidades. Assim, performar heteronormatividades, segundo a norma regulatória do sexo, é um mecanismo de sobrevivência.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1654781 - DORIS CRISTINA VICENTE DA SILVA MATOS
Interno - 2329868 - ANA KARINA DE OLIVEIRA NASCIMENTO
Externo à Instituição - GLENDA CRISTINA VALIM DE MELO

Notícia cadastrada em: 31/01/2024 09:47
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