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Banca de DEFESA: JÂNIO VIEIRA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÂNIO VIEIRA DOS SANTOS
DATA: 26/02/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Didática VII - sala 101
TÍTULO: MEMÓRIA NA POESIA SENTIMENTAL DE MANOEL CARDOSO
PALAVRAS-CHAVES: Poesia sentimental. Memória. Manoel Cardoso. Subterrâneos do ser.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

Sergipano de Nossa Senhora das Dores, Manoel Cardoso é pouco conhecido da crítica brasileira, embora tenha publicado uma vasta obra entre poesia, romance e contos, além de trabalhos na área da música, do folclore e da educação. Sua literatura, em geral, dialoga com a temática da memória, sendo este o elemento quase que primordial para a construção de uma escrita que dialogue com temas inerentes ao humano. Em grande parte de suas obras, a memória assume papel fundante na relação entre ser e primordialidade, pois em sua poética o eu lírico retorna aos anos dourados da infância do eu para manter-se perto daquilo que o tempo afastou de seu convívio. O mundo contemporâneo é tomado pela poesia cardosiana como ponto de fuga em direção ao tempo da infância. O sentimento de vazio e perda existencial leva o eu lírico a buscar, por meio da memória, o ponto de conexão com sua completude. A relação entre o poeta e o espaço geográfico do Taborda, onde viveu sua infância, elevado ao nível transcendental, mitológico, surge em sua literatura como meio divino, tido como um solo sagrado. Essa relação acerca da consciência do poeta com o que está distante do objeto idealizado possibilita a discussão acerca da poesia sentimental, uma vez que a razão é a marca do poeta sentimental schilleriano, e isso se apresenta no modo como a memória é trabalhada por Cardoso, em sua literatura. Nossa pesquisa busca aproximar a relação entre memória, presente nos versos do poeta brasileiro, com o que Schiller define a respeito de poesia sentimental. Para isso utilizamos a obra Poesia ingênua e sentimental (1991), do filósofo alemão, fazendo uma relação entre a poesia sentimental e a memória, presentes em Subterrâneos do ser (2019), de Manoel Cardoso e assim aprofundar nossa discussão acerca do tema sugerido para investigação. Serviram-nos, ainda, como aportes teóricos e críticos os trabalhos de Paz (1990), (2017); Heidegger (2003); Faustino (1977); Bachelard (2006); Bosi (1990); Staiger (1975), Eliade, (2016), Cassirer, (2013), entre outros, que contribuíram para a compreensão da lírica moderna e a relação entre a linguagem, o mito e a poesia. Por fim, nossa discussão pautou-se no cotejamento entre aspectos presentes na obra de Cardoso e a relação estabelecida entre memória, consciência reflexiva e poesia sentimental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2251636 - ALEXANDRE DE MELO ANDRADE
Externo ao Programa - 1693029 - CARLOS EDUARDO JAPIASSU DE QUEIROZ
Externo à Instituição - JOÃO PAULO SANTOS SILVA

Notícia cadastrada em: 26/01/2024 10:03
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