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Banca de DEFESA: JOSELMA DUARTE SANTIAGO NUNES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSELMA DUARTE SANTIAGO NUNES
DATA: 23/02/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de aula de Sociologia - em frente ao PPGED.
TÍTULO: AS PRIMEIRAS CADEIRAS DE FRANCÊS DO IMPÉRIO BRASILEIRO: PRIMÓRDIOS DE UMA DISCIPLINA ESCOLAR (1831-1837)
PALAVRAS-CHAVES: Disciplina escolar. Ensino de línguas. História da educação. Império. Língua francesa.
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Esta dissertação apresenta uma análise do processo de criação das primeiras cadeiras de língua francesa do império brasileiro, no período de 1831-1837, nas províncias de Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. Para tanto, realizamos a análise e comparação das fontes coletadas – legislação educacional da época, relatórios ministeriais, falas dos presidentes das províncias, jornais referentes ao período recortado, regulamentos de instrução pública e relatórios de inspeção – bem como da historiografia referente à matéria. Com o objetivo de aprofundar o trato das fontes anteriormente citadas, nos embasamos nos pressupostos teóricos relacionados à disciplina e à cultura escolar, de Chervel (1990) e Julia (2001). A pesquisa nos permitiu concluir que a criação das cadeiras de língua francesa no império brasileiro apresentou desafios semelhantes e particulares nas três províncias analisadas, e que o ensino das aulas públicas de francês, centrado nos exames preparatórios, impediu que novas metodologias e outras habilidades da língua fossem desenvolvidas no período, uma vez que apenas a leitura, escrita e tradução eram ensinadas. Por outro lado, houve também aspectos positivos: primeiro, a gratuidade, que tornava a aprendizagem da língua francesa e das outras disciplinas preparatórias mais acessível, levando em consideração que tanto o Colégio de Pedro II quanto os melhores liceus do período estudado eram muito caros. Segundo, a contribuição dessas aulas para o desenvolvimento da disciplina, pois, atendendo aos anseios da comunidade estudantil da época, ela ganhava espaço na sociedade, que cada vez mais a enxergava como instrumento fundamental para o acesso ao ensino superior, até tornar-se uma disciplina constante no currículo da escola secundária brasileira, algo instituído desde 1837, com a fundação do Colégio de Pedro II, até, pelo menos, a reforma de 1971, quando as línguas estrangeiras deixaram de fazer parte do conteúdo obrigatório e a hegemonia da língua inglesa na escola já era incontestável.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1088492 - LUIZ EDUARDO MENESES DE OLIVEIRA
Interno - 1181181 - JOAQUIM TAVARES DA CONCEICAO
Externo à Instituição - ESTER FRAGA VILAS BOAS CARVALHO DO NASCIMENTO

Notícia cadastrada em: 22/02/2018 10:14
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