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Banca de DEFESA: ROXANE DE ALENCAR IRINEU

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROXANE DE ALENCAR IRINEU
DATA: 22/03/2018
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: A METODOLOGIA ATIVA E A MEDIAÇÃO DE GÊNERO NA FORMAÇÃO SUPERIOR EM SAÚDE: PERSPECTIVAS DE DOCENTES DO BRASIL E DE PORTUGAL
PALAVRAS-CHAVES: Ensino superior. Metodologia Ativa. Saúde. Gênero.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO:

Esta pesquisa teve como objetivo analisar, sob a abordagem de gênero, a experiência de docentes no processo de formação no ensino superior com base na utilização de Metodologia Ativa desenvolvida na área da Saúde no Campus Prof. Antônio Garcia Filho da Universidade Federal de Sergipe e em Instituições de Ensino Superior de Portugal. Especial destaque foi atribuído as perspectivas dos/as profissionais quanto a integração entre a Metodologia Ativa e a abordagem de gênero/diversidade na formação em saúde. O estudo de natureza qualitativa e inspiração pós-estruturalista, desenvolveu-se com base em fontes de informação teóricas e documentais, priorizando-se a realização de entrevistas semiestruturadas com 14 docentes (oito mulheres e seis homens), dos cursos de graduação em saúde do campus de Saúde de Lagarto/Brasil na UFS, e da Escola Superior de Saúde do Porto (ESS), da Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) e da Escola de Medicina da Universidade do Minho (EM-UM) em Braga/Portugal. Os/as docentes integram os cursos/departamentos de Educação em Saúde, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Nutrição, Odontologia e Terapia Ocupacional. No Brasil e em Portugal os resultados evidenciam ressignificações dos/as docentes quanto às suas práticas profissionais a partir da experiência com a Metodologia Ativa, uma estrutura de ensino oposta ao paradigma transmissionista, este fato questiona o papel tradicional do professor e as relações de poder presentes na academia. Entretanto, os discursos revelam que a formação em saúde ainda é fortemente influenciada pelo paradigma clássico/tecnicista, dualista, biologizante e de objetivação do processo de saúde. Com relação à vinculação dos fatores ligados a gênero no ensino superior em saúde, observou-se maior distanciamento dos/as docentes de Portugal comparativamente aos docentes do Brasil. Ainda que a transversalização de gênero nas práticas e políticas de educação e saúde seja algo premente, esta discussão carece de mais atenção na formação em saúde no Brasil e em Portugal. É consensual que a introdução da Metodologia Ativa, o contato e o vínculo com a comunidade, a multiplicidade de cenários sociais e culturais, favoreceu uma melhor compreensão das demandas e aspectos sociais por parte do profissional que atua nas realidades investigadas. Não obstante a Metodologia Ativa favorecer a inserção de novos conteúdos sociais às aulas, a leitura crítica de fatores mediadores de gênero por suas características ligadas à flexibilidade, reflexão, criticidade, vinculação com o social, persiste a naturalização de papéis, a invisibilidade, quanto às desigualdades de gênero, presentes na vida profissional e pessoal dos/as docentes. Infere-se que a formação Superior em Saúde expressa lacunas que questionam mudanças substanciais no processo de formação, nos conteúdos e práticas de ensino na luta contra o sexismo, o racismo e a homofobia, com vistas a formar um profissional apto a olhar para o outro sem distinção e com mais compaixão, contemplando a integralidade das ações em saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2046405 - ALFRANCIO FERREIRA DIAS
Externo à Instituição - ANA CLAUDIA LEMOS PACHECO
Externo à Instituição - EDMÉIA CAMPOS MEIRA
Presidente - 155.249.575-20 - MARIA HELENA SANTANA CRUZ
Externo ao Programa - 1978421 - RODRIGO DORNELAS DO CARMO
Interno - 2570236 - ROSANA CARLA DO NASCIMENTO GIVIGI

Notícia cadastrada em: 20/02/2018 07:43
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