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Aceito
Dissertações/Teses

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2021
Descrição
  • EDUARDO MARCELO SILVA ROCHA
  • "República dos Assassinos": o Esquadrão da Morte carioca no cinema
  • Orientador : HAMILCAR SILVEIRA DANTAS JUNIOR
  • Data: 02/09/2021
  • Dissertação
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  • Esta dissertação parte da seguinte questão: quais as representações históricas do Esquadrão da morte no cinema nacional, especificamente no filme “República dos assassinos”? Objetiva compreender as representações históricas do Esquadrão da morte no cinema nacional, especificamente no filme “República dos assassinos”, para tanto, inicia por caracterizar o surgimento da polícia nas sociedades modernas e dos Esquadrões da Morte no Brasil, suas contradições entre a profissionalização policial e seus usos políticos desviantes de sua função social constitucional. Do ponto de vista teórico conceitual trata da categoria representação no cinema empreendendo uma análise fílmica temática na compreensão dos diálogos entre o cinema nacional e o gênero policial, muito em voga à época de sua produção; assim como uma análise fílmica com destaque à dimensão estética, comunicacional e poética. Concluiu se que, se as representações se formulam em condições históricas dadas, os Esquadrões da Morte ainda eram uma realidade naquele período, porém já combalidos. Se toda representação tem limites que devem ser circunscritos, podemos perceber que os limites ao filme foram impostos pela censura da ditadura, motivo pelo qual em nenhum momento há a mínima relação entre os Homens de Aço e a repressão política. Se toda representação suscita novos conceitos, o filme problematiza a nossa “República” e suas instituições ao representar uma sociedade que está ordenada sob instituições republicanas democraticamente debilitadas. Por fim, se toda representação tem caráter dinâmico, ao colocar o filme em paralelo com a realidade dos Homens de Ouro e Mariel Moriscotte, o filme ainda é uma representação atual da sociedade brasileira, o que nos impulsiona a pensar os nexos entre o passado e o nosso presente.

  • JOSÉ AIRTON PEREIRA DOS SANTOS
  • LITERATURA CINEMATOGRÁFICA: O ROTEIRO DE CINEMA COMO GÊNERO LITERÁRIO
  • Orientador : CARLOS EDUARDO JAPIASSU DE QUEIROZ
  • Data: 30/08/2021
  • Dissertação
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  • O objetivo central desta pesquisa é analisar o roteiro cinematográfico como uma obra de arte que possui valor em si mesma, para além da sua finalidade como base para uma produção fílmica. Muitos estudiosos e cineastas não acreditam nesse potencial literário do roteiro e é trilhando o caminho oposto a esse pensamento que se tentou almejar aqui uma linha teórica, a qual, possamos compreender quando seria que um texto é considerado literário (EAGLETON, 2007; AGUIAR E SILVA, 2007; COMPAGNON, 2019). Tendo a possibilidade de trazê-lo para o campo das Letras irá ser debatido como os diversos elementos que compõem o conjunto da escrita do roteiro se apresentam e se comportam quando nos debruçamos sobre ele; o leitor, que através da leitura completa o processo de criação artística da obra (BARTHES, 2019; JOUVE, 2002), o autor e as aproximações com a historicidade das peças teatrais (CHARTIER, 2002), entre outros elementos que nos levam a refletir sobre esse movimento simbiótico do roteiro nos dois campos artísticos – o cinema e a literatura. Se faz necessário retirar o roteiro desse limbo em que foi colocado desde a sua criação para finalmente entender a sua potência e versatilidade, discutindo o que se entende por literariedade condicional e como ela é o ponto-chave que nos leva as diversas ramificações do debate do roteiro como literatura.

  • ALINNY AYALLA COSMO DOS ANJOS
  • Cinema de periferia: novas narrativas, representatividade e luta política
  • Orientador : MARIA BEATRIZ COLUCCI
  • Data: 30/08/2021
  • Dissertação
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  • O cinema é um palco de disputa onde identidades e subjetividades são construídas, negociadas e percebidas dentro da cultura. Nesse cenário, conflitos de representação em relação à periferia referentes a questões de exclusão social, racismo e processos históricos, provocam a discriminação de um amplo setor da população brasileira. Nos últimos 20 anos, com a facilidade de acesso aos meios de produção audiovisual, em conjunto com iniciativas públicas e privadas, como políticas de inclusão e oficinas de vídeo, as periferias obtiveram a oportunidade de elaborar suas próprias representações imagéticas do seu cotidiano e suas vivências. Esta pesquisa analisa esta produção, a partir dos entrelaçamentos e conflitos que se estabelecem entre representações sociais preexistentes, investigando suas estratégias enunciativas e seus posicionamentos, e sua luta por visibilidade e reconhecimento. Tem como objetivo contribuir para um estado da arte sobre a produção acadêmica brasileira em referência ao Cinema de Periferia, no período de 2000 a 2020. Com base na sistematização desse conhecimento, disponibiliza-se um entendimento inédito e mais denso sobre o campo. Além disso, por meio de pesquisa bibliográfica e com uso de metodologia qualitativa, procedeu-se à análise da formação discursiva sobre a periferia no Brasil e de sua representação no cinema nacional. Também refletimos sobre as condições de formação desse cinema e seu panorama político. Por fim, referenciamos filmes, cineastas e coletivos periféricos, e realizamos análise do filme Ela volta na quinta (2014), de André Novais. Concluímos que o cinema de periferia pode ser uma das ferramentas para (re)elaboração de representações sociais, sendo fundamental para o enfrentamento de dispositivos históricos de desigualdade no cinema e na sociedade.

  • FERNANDA RIBEIRO DE AQUINO
  • A construção das personagens em “Amor, plástico e barulho”: uma análise a partir da teoria decolonial
  • Orientador : MARCOS RIBEIRO DE MELO
  • Data: 27/08/2021
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa analisa a construção das personagens no filme “Amor, Plástico e Barulho” (Brasil/2013), obra da diretora pernambucana Renata Pinheiro, através da análise fílmica cuja inspiração metodológica é a etnografia de tela. A hipótese da pesquisa é a de que a narrativa ficcional em questão faz uma aproximação bastante verossímil no que tange às dificuldades vivenciadas pelas mulheres artistas num ambiente majoritariamente masculino e sexualizado, aspecto que ganha reforço por meio do comparativo entre as minhas vivências e as da minha irmã, como cantoras profissionais pertencentes à setores distintos (música autoral e forró eletrônico, respectivamente).

  • JANAINA SILVA DE OLIVEIRA
  • “TODO CINEMA É POLÍTICO, MAS EXISTE UM CINEMA QUE ALÉM DE POLÍTICO É MILITANTE”: O INTELECTUAL ORGÂNICO GRAMSCIANO NO CINEMA MILITANTE ARGENTINO DAS DÉCADAS DE 1960 E 1970
  • Orientador : HAMILCAR SILVEIRA DANTAS JUNIOR
  • Data: 27/08/2021
  • Dissertação
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  • Esta dissertação parte de alguns pressupostos. A América Latina, após o triunfo da Revolução cubana, presencia o avanço de ditaduras militares estimuladas pela lógica do imperialismo norte-americano a fim de preservar a condição de subdesenvolvimento na região. Como contraponto, inicia-se a construção e atuação de uma arte política, militante e revolucionária em diversos setores, em especial no cinema. O objetivo desta dissertação é refletir e investigar as possíveis conexões entre o cinema militante argentino das décadas de 1960 e 1970: Cine de Liberación e Cine de La Base e a noção de intelectualidade orgânica desenvolvida por Antonio Gramsci. Para tanto esta investigação reuniu as principais inspirações e antecedentes deste cinema através da pesquisa documental junto de uma etnografia de arquivos amparada na etnografia fílmica para pensar o cinema enquanto arquivo e interlocutor privilegiado, analisando os filmes La Hora de Los Hornos e Los Traidores, obras inaugurais do cinema militante argentino. Concluiu-se que, o cinema militante argentino dessas décadas repensou e criou uma nova estética para a América Latina. Os cineastas desse cinema repensaram a própria noção de cinema, além de pensar o papel do cineasta/intelectual no desenvolvimento deste cinema e principalmente, fizeram urgente repensar a questão da distribuição para atingir as massas populares e organizar as classes. Justamente nestas ações desenvolvidas pelo cinema militante argentino, é possível estabelecer relações com a noção de intelectualidade orgânica gramsciana.

  • CAMILA FERREIRA DE CARVALHO
  • O primo Basílio e a problemática do desejo mimético na literatura e no cinema
  • Orientador : LUIS AMERICO SILVA BONFIM
  • Data: 28/06/2021
  • Dissertação
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  • Esta dissertação de mestrado busca estudar a noção do desejo mimético com base nas discussões teóricas de René Girard, tendo como corpus o livro O primo Basílio, de Eça de Queirós, e a adaptação cinematográfica Primo Basílio, de Daniel Filho, e, como objeto de pesquisa, a relação triangular edificada pelos personagens Luísa, Jorge e Basílio. Assim, o estudo parte do seguinte problema: de que forma o desejo se faz presente na literatura e no cinema? E nos leva a outros questionamentos: como pode ser evidenciada a questão do desejo mimético por meio da relação triangular entre Luísa, Basílio e Jorge, tanto na narrativa literária quanto na cinematográfica? Como essas narrativas se estruturam para representar as relações humanas? Dessarte, nosso objetivo principal é elaborar um estudo interdisciplinar entre cinema e literatura a partir da leitura de O primo Basílio e da sua adaptação cinematográfica, tendo em vista a questão, segundo as perspectivas de René Girard, do desejo mimético. Para tanto, é preciso atingir os objetivos específicos de analisar o livro, trazendo discussões sobre o contexto artístico, sua estrutura narrativa e sua linguagem singular; fazer um estudo do filme, analisando seu processo de tradução intersemiótica, seu contexto artístico, a sua estrutura narrativa e sua linguagem peculiar; compreender a noção de desejo, por meio das discussões psicanalíticas de Freud e Lacan; e entender a noção de desejo mimético, segundo René Girard, a partir principalmente da relação triangular entre Luísa, Basílio e Jorge. Assim, realizou-se a leitura prévia das obras, a fim de compreender sua dinamicidade, realizando a análise por meio de recursos linguísticos-literários presentes no livro (adjetivos e figuras de linguagem) e cinematográficos no filme (fotogramas e falas dos personagens). Posteriormente, se fez necessária a pesquisa sistemática a respeito da tradução intersemiótica, com base nas discussões de Peirce e Jackobson, do desejo, conforme Freud e Lacan, seguido do desejo mimético, segundo Girard, este que é o foco principal desta pesquisa. De acordo com os estudos de Girard, o desejo do homem não se dá de forma isolada, ele é sempre mediado pelo desejo de um modelo, e que a busca pelo que é do outro causa uma rivalidade, que tem por consequência uma violência entre o sujeito e seu modelo, advinda da disputa pelo mesmo objeto de desejo. Ao analisar o corpus dessa pesquisa, percebemos a presença do triângulo mimético na relação triangular entre Luísa, Basílio e Jorge, uma vez que Basílio deseja aquilo que é desejado por Jorge, ou seja, Luísa, o que causa uma grande violência que é refletida especialmente em Luísa, por ser uma mulher inserida em uma sociedade patriarcal. O ápice dessa violência é marcada pela morte da protagonista, que assumiu o papel de bode expiatório da moralidade burguesa do século XIX, no livro, e XX, no filme.

  • GLAUBER MARTINS FREIRE XAVIER
  • EXPERIMENTOS INSURGENTES: WEBDOCUMENTÁRIO INTERATIVO BRASILEIRO COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM E AMBIENTE DE RESISTÊNCIA E SINGULARIDADES
  • Data: 25/06/2021
  • Dissertação
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  • O webdocumentário (webdoc) tem se configurado enquanto gênero emergente num cenário internacional. Interativo, hipertextual e multimídia, alocado em ambiente digital online ele herda a tradição estética do documentário linear, entendida aqui como processos de composição audiovisual que, em fricção com a realidade, captam imagens e sons, através das mais variadas formas, para compor um banco de dados, que num processo de decupagem dá forma a um filme, onde ao ser exibido, a audiência deva pressupor na maioria das vezes, estar diante de uma obra (subscrita como documentário) descompromissada com a narrativa clássica instituída na forma do cinema convencional. Produzindo obras moldadas por uma experimentação tecnológica e narrativa ainda em desenvolvimento, webdocumentaristas brasileiros, em meio a diversas incertezas se reinventam vivenciando diferentes processos de criação e construindo caminhos singulares para viabilizar seus projetos e dar voz a suas inquietações e de seus atores sociais representados. Estudos acerca de seus processos criativos podem servir de inspiração para novos webdocumentaristas e pesquisadores, revelando obstáculos e escolhas tomadas na produção de um webdoc. Com a intenção de contribuir para uma melhor compreensão deste cenário, esta pesquisa, inspirada por caminhos metodológicos transdisciplinares, pretende aproximar-se de seus objetos de estudo solicitando conceitos e teorias de diferentes áreas do conhecimento, sobretudo da Teoria dos Cineastas, da Crítica de processo de criação em rede, do pensamento decolonial em diálogo com as emergências contemporâneas socio-políticas-ambientais e o estudo mais aprofundado dos processos de produção e fruição de três obras webdocumentais produzidas no Brasil –

  • PAULO SÉRGIO SANTOS DE LACERDA
  • OS ARQUIVOS AUDIOVISUAIS DE LÚ SPINELLI COMO NARRATIVA DA HISTÓRIA DA DANÇA MODERNA EM SERGIPE
  • Data: 22/06/2021
  • Dissertação
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  • Este estudo tem por objetivo verificar em que medida os arquivos/memórias audiovisuais de Lú Spinelli, bailarina, pesquisadora e ativista cultural, ajudam a compor uma narrativa da história da dança moderna em Sergipe. Tais arquivos são compostos por entrevistas, palestras e gravações audiovisuais de espetáculos seus e de seus alunos, constituindo-se num corpus que permite análises sob diferentes prismas. O estado de Sergipe não possui nenhuma obra que trate sistematicamente do tema, mas sim uma coleção de textos e imagens dispersos por jornais, revistas e repositórios de pesquisa. A metodologia empregada utiliza, num primeiro momento, levantamento e revisão de literatura. Entre os principais autores consultados encontram-se Walter Benjamim (1994, 2000), Cássia Navas (1992, 2017), Lúcia Matos (2002), Carolina Naturesa (2010, 2017), Isabele Launay (2013), Aurore Després (2016), Elisabeth Ribas e Laura Escorel (2020). Uma etapa seguinte tratou da decupagem do material audiovisual - que consiste na descrição detalhada do conteúdo textual, sonoro e imagético do documento audiovisual, como propõe Caldera-Serrano (2014) e, ainda, na análise a partir da abordagem triangular, nos termos propostos por Ana Mae Barbosa (2012). Do ponto de vista do marco temporal, foram delimitamos os últimos dez anos (2005-2014) da produção coreográfica de Lú Spinelli para os festivais de dança da sua escola Studium Danças. Foram selecionadas três coreografias para a análise e decupagem, de acordo com critérios de categorização previamente estabelecidos, constituindo-se, portanto, numa amostra intencional: Dê uma chance à paz – 2007, Ode à Dança Moderna – 2008 e Subversão Tropical – 2009. Cada um deles foi descrito enquanto processo coreográfico, decupado e, com base nos dados, apresentados possíveis fios narrativos. Os resultados apontam para diversas possibilidades narrativas dos arquivos/memórias audiovisuais de Lú Spinelli e são apresentadas, a titulo de proposições, algumas alternativas futuras de trabalho

  • ROBERTO MATHEUS CORDEIRO VANDERLEI DE OLIVEIRA
  • A INTERTEXTUALIDADE ENTRE O CINEMA E A LITERATURA DE CORDEL: A ANÁLISE DO “CINEMA DE CORDEL” NO FILME A LUNETA DO TEMPO, DE ALCEU VALENÇA
  • Orientador : ROMERO JUNIOR VENANCIO SILVA
  • Data: 29/04/2021
  • Dissertação
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  • O objetivo desta dissertação é demonstrar como a literatura de cordel pode ser assimilada à linguagem cinematográfica, analisando as relações intertextuais entre o folheto popular e o cinema brasileiro. Para isso, partimos da aproximação entre estas duas formas de expressão artística na obra do cineasta Glauber Rocha, delineando o que definimos como "cinema de cordel". Traços fundamentais deste paradigma podem ser verificados até hoje no cinema nacional, como no filme A Luneta do Tempo (2014), de Alceu Valença. Nessa intertextualidade, o cordel assume ao menos três formas diferentes nas estruturas narrativas, marcando a concepção do roteiro, dos diálogos e da mise-en-scène, além de situar o que chamamos de espectador-ouvinte.

  • CHRISTIANE SANTOS ALVES COSTA
  • O BLACK METAL NOS DOCUMENTÁRIOS MUSICAIS: notas sobre estética e distopia (1994-2017)
  • Data: 15/04/2021
  • Dissertação
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  • Esta dissertação objetiva analisar o padrão cultural do Black Metal através do documentário musical. É observado que o discurso proferido em frente às câmeras mantém relações com o horror artístico e natural, sendo amplamente aceita no meio social como representação do subgênero musical. Esta base estético-discursivo auxilia a construção da narrativa cinematográfica, guiada principalmente pelas entrevistas das bandas, sendo responsável pela reconstrução de uma memória através da imagem. Neste contexto, os discursos são relevantes para a construção e demonstração de atitudes que excedem (ou não) um modelo de comportamento comum aceito em sociedade, denominadas na pesquisa como “ExcessoArtístico” (dentro do padrão), e “Excesso do Extremo” (fora do padrão). Estas categorias revelam o imaginário contido na estrutura desta cultura. Para a compreensão da estética distópica, foi exposta a motivação para a adoção deste discurso associada ao horror através dos conceitos de horror artístico e horror natural (CARROLL, 1999); de estética do mal no Black Metal (CAMPOY, 2008); distopia (PODOSHEN, 2014) e estética do excesso (HILDENBRAND, 2015), e como a mesma influencia todas as camadas do subgênero até a produção e divulgação dos filmes, aqui analisados. A metodologia utilizada é baseada no levantamento bibliográfico, principalmente sobre a estética Black Metal; no mapeamento sobre a cinematografia sobre o tema no Youtube; e no estudo multicaso dos documentários. Dentre os 34 documentários musicais envolvendo o Black Metal no período de 1994 a 2017, foram escolhidos para esta investigação: Det Svarte Alvor (1994), Satan Rides the Media (1998), Once Upon a Time in Norway (2007), Until The Light Takes Us (2008), Black Metal Satanica (2008), One Man Metal (2012), Black Metal Siberia (2015) e Bleu Blanc Satan (2017). O interesse é refletir a importância destes discursos, desde a sua origem na década de 90, até a atualidade, em busca de uma unidade, uma identidade que, possivelmente, assume sentido apenas no contexto em que está inserido: a cena underground.

  • ANDRÉ FILIPE DOS SANTOS LEITE
  • ELETROCONVULSOTERAPIA E CINEMA: LUZES E SOMBRAS DE UM TRATAMENTO CONTROVERSO
  • Orientador : CLAUDIENE SANTOS
  • Data: 09/04/2021
  • Dissertação
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  • O fascínio do cinema pela psiquiatria remonta aos primórdios da própria sétima arte, seja pelo apelo imagético que o adoecimento mental parece ter aos olhos dos sujeitos, seja pela capacidade que o cinema tem de nos fazer (re)pensar o próprio aparato psiquiátrico, a partir de sua representação. E é, mais precisamente, tomando por base esse último aspecto, que o presente trabalho tem por objetivo analisar como é feita a representação, no cinema hollywoodiano, de um dos tratamentos mais antigos e controversos da psiquiatria: a eletroconvulsoterapia. Utilizada até hoje como recurso terapêutico, a eletroconvulsoterapia foi ilustrada em diversos filmes desde seu surgimento, no final dos anos trinta. E até muito recentemente suscita intensos e calorosos debates entre os que a defendem como possibilidade terapêutica justificável e aqueles que a descrevem como um instrumento eminentemente de tortura. Através de um referencial teórico-metodológico pautado na análise visual crítica de Gillian Rose, atravessada por elementos da analítica de discurso de Michel Foucault, foram analisados 13 filmes em que a eletroconvulsoterapia é claramente retratada. As cenas onde a eletroconvulsoterapia é exibida foram extraídas e comparadas, de modo a se procurar continuidades ou rupturas discursivas entre elas. Nesse processo, três formações discursivas atravessam as películas estudadas: 1) a representação da eletroconvulsoterapia de maneira ambígua, mas ainda assim como um recurso terapêutico legítimo, que deve ser utilizado apenas em casos extremos (The Snake Pit, Fear Strikes Out e Shock Corridor); 2) a representação da eletroconvulsoterapia como método de tortura e silenciamento, usada como castigo para regular e docilizar determinados padrões de comportamento de pacientes taxados como rebeldes ou problemáticos (One Flew Over The Cuckoo´s Nest, Frances, Chattahoochee e The Fifth Floor); 3) a representação da eletroconvulsoterapia totalmente desconectada do ambiente da terapêutica psiquiátrica, em filmes bem diversos e que não tem, necessariamente, a psiquiatria como enredo. Nesses casos a eletroconvulsoterapia é representada basicamente de duas formas: A) como elemento de terror (Death Wish II, Child’s Play, From Beyond e House On Haunted Hill); B) como um recurso cômico (The Beverly Hillbillies e The Hudsucker Proxy). O estudo e a caracterização de tais formações discursivas nos deram pistas para investigar os significativos efeitos culturais e políticos que decorrem da representação cinematográfica desse método específico da terapêutica psiquiátrica. Assim, ao final, esta incursão permitiu compreender o cinema como uma linguagem desestabilizadora dos dispositivos de poder, que nos faz repensar nossas próprias certezas e atitudes.

  • ADRIANE PEREIRA DANTAS
  • MORTE E VIDA NO UNIVERSO VISUAL DO FILME: O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN
  • Orientador : ADRIANA DANTAS NOGUEIRA
  • Data: 25/02/2021
  • Dissertação
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  • Este trabalho tem como objetivo analisar o universo visual do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain (2001) no tocante aos aspectos relacionados à construção da imagem cinematográfica que ressaltaram ideias como morte e vida. Para isso, a pesquisa analisa as metáforas e as mensagens presentes na mise en scène trabalhando planos, cores, objetos, movimento de câmera e recursos técnicos. Este é um trabalho que se desenvolveu a partir da análise fílmica, da descrição e da interpretação das cenas mais emblemáticas que trouxeram significação para a temática. Apoiada na metodologia de investigação de vários autores, a pesquisa mescla correntes neoformalistas, como as estudadas por David Bordwell (2008); correntes formalistas, da montagem de Eisenstein (2002); com abordagens que flertam com a psicologia cognitiva da imagem, de Aumont (2011), e também, a psicanálise, quando se procura compreender alguns símbolos presentes. Por fim, a escolha do filme se deu pela maneira como os aspectos visuais se estabelecem de forma simbólica e criativa na linguagem cinematográfica, mostrando a Arte no cinema.

2020
Descrição
  • MARCUS VINICIUS LEITE BATISTA
  • ENSAIO SOBRE ROTEIRO DOCUMENTAL: ANÁLISE DE TRÊS FILMES CONTEMPORÂNEOS SERGIPANOS (2013 - 2016)
  • Orientador : ROMERO JUNIOR VENANCIO SILVA
  • Data: 31/08/2020
  • Dissertação
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  • A dissertação visa trazer discussões e praticas entorno do roteiro de documentário. No recorrido desse estudo teremos um caminho teórico trazido por Luiz Rezende recorrendo ao conceito de virtualização para analisar a criação documental; e em outro momento a partir dessa analise propomos decorrer sobre a práxis do roteiro de documentário com o auxilio das leituras de Sergio Puccini. O intuito é ampliar investigações sobre o modo de fazer e pensar cinema, em especial dos documentários, delimitando esse recorte com analise de filmes contemporâneos sergipanos pelo viés de seu roteiro.

  • KELINE PEREIRA FREIRE
  • UM PASSADO PRESENTE NO NORDESTE DO BRASIL: A HISTÓRIA NO CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
  • Orientador : ANA ANGELA FARIAS GOMES
  • Data: 31/08/2020
  • Dissertação
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  • Este trabalho propõe uma análise que contempla filmes de longa-metragem ficcionais produzidos sobre o Nordeste entre 1995 e 2018. O foco está nos filmes que abordam a região a partir de uma rememoração crítica da história. Com base no conceito de história e noções de Rememoração, Transmissão cultural e Regeneração, propostos por Benjamin (1987), nos voltamos para analisar as realizações que consideramos promover uma rememoração crítica do passado nacional. A partir dos caminhos metodológicos propostos pelo cinema comparado, presente nos trabalhos de Xavier (1983), Souto (2016 e 2017) e Mesquita (2018), nos reportamos aos filmes buscando deles construir uma coleção de obras que se assemelham no sentido de estabelecer uma rememoração não conformista da história. Reconhecendo semelhanças e diferenças, percebemos nesta filmografia contemporânea a repetição de temáticas, tais quais: colonialismo, cangaço, sertão, ditadura, experiência subjetiva no espaço urbano. A partir dessa produção da Retomada (1995-2003) e da Pós-retomada (2003-dias atuais) foi possível identificar subgrupos temáticos: O passado colonial brasileiro e suas implicações no presente; O cangaço revisitado; O sertão contemporâneo e as histórias não contadas; Entre a dor e o afeto: o cinema e a produção de memória sobre a ditadura militar; Dos limites entre o rural e o urbano, o passado e o presente. Observamos que essas realizações apresentam linhas de fuga na representação dos temas históricos que abordam. Eles tanto nos ajudam a pensar o Nordeste distante das representações estereotipadas, como também promovem um debate mais amplo, sobre o Brasil e suas problemáticas históricas do passado e do presente. Entendemos que esse discurso histórico, menos naturalista e mais crítico sobre o país, é evidenciado nos filmes a partir do encontro entre passado e presente que promovem, o que indica o olhar dessas obras sobre a história sem perder de vista os acontecimentos do presente contemporâneo. A abordagem da história nesses filmes atende, portanto, às definições de história de Benjamin, posto que resgatam o passado de modo a elucidar as opressões sofridas pelas classes subalternas, alertando para a continuidade dessas opressões no presente. No entanto, no que tange a regeneração, indicada pelo autor alemão como um estado posterior a rememoração, ainda consideramos estar distante de alcançar.

  • MAYSA SANTOS DA SILVA
  • MULHERES NO CINEMA DE ALAGOAS: MOSTRA SURURU DE CINEMA ALAGOANO (2009 - 2018)
  • Orientador : MARIA BEATRIZ COLUCCI
  • Data: 28/07/2020
  • Dissertação
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  • Esta dissertação investiga o cinema realizado por diretoras mulheres no estado de Alagoas, tendo como recorte temporal nove edições da Mostra Sururu de Cinema Alagoano (2009-2018). A pesquisa foi dividida em quatro etapas: a primeira parte reflete sobre a identidade do Nordeste, a produção cinematográfica da região e a presença feminina, destacando ainda a produção contemporânea de nordestinos e nordestinas; a segunda parte trata da trajetória histórica do cinema de Alagoas, suas principais vertentes de desenvolvimento e conquistas para o setor cultural. A terceira parte do trabalho descreve as edições da Mostra Sururu, ressaltando a participação de diretoras alagoanas. Na quarta e última etapa, a partir da percepção de diretoras que obtiveram destaque nas edições da Mostra Sururu, a pesquisa discute como suas narrativas refletem as questões de gênero no cinema, as determinações políticas, econômicas e sociais que marcam suas trajetórias, refletindo ainda os contextos nos quais os filmes estão inseridos e também a produção alagoana de autoria feminina no cinema.
  • ANA CAROLINA SOUZA DE OLIVEIRA
  • A NARRATIVA TEMÁTICA DE 13 REASONS WHY: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE A PARTIR DOS PARATEXTOS DA SÉRIE
  • Orientador : TATIANA GUENAGA ANEAS
  • Data: 25/03/2020
  • Dissertação
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  • O objetivo desta pesquisa é demonstrar como 13 Reasons Why, série original Netflix, derivou paratextos que buscam explorar a temática do suicídio na adolescência, analisando como esses materiais paratextuais se aproximam ou se afastam da abordagem do tema na narrativa central da primeira temporada. Lançada em 2017, a trama seriada provocou grandes debates sobre o suicídio abordado na narrativa, principalmente por escolher representá-lo de forma crua e explícita. A hipótese da pesquisa é que os paratextos não apenas ampliam a narrativa central ou divulgam a série como produto, mas também se contrapõem, colaborando para amenizar o tratamento dado ao tema ao longos dos treze episódios da trama. Para analisar a série, a metodologia adotada é a “A poética do filme”, por Gomes (2004). Observa-se que a concepção dos paratextos que focam no suicídio da série é uma tendência que vai além da instância produtiva, ao passo que materiais não canônicos também foram encontrados, tais como fan fictions. No caso dos paratextos, o estudo de Mittell (2015) contempla os paratextos transmídias, promocionais e orientadores.

  • PALOMA DA SILVA SANTOS
  • UMA ANÁLISE DO FILME "AGRIPINA É ROMA-MANHATTAN', DE HÉLIO OITICICA.
  • Orientador : CARLOS EDUARDO JAPIASSU DE QUEIROZ
  • Data: 12/02/2020
  • Dissertação
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  • Este estudo procura analisar a obra Agripina é Roma-Manhattan(1972), a partir do conceito de “nãonarração” elaborado e exercido pelo artista Hélio Oiticica e das considerações sobre a narração no cinema moderno ancoradas no pensamento deleuziano. Com isso, tem o intuito de, por fim, verificar de que forma a “nãonarração” e a narratividade dos cinemas pós-guerra se aproximam. Para esta investigação foram realizadas pesquisas documental e bibliográfica, bem como análise fílmica. Assim, volta-se para um segmento da obra de Oiticica ainda pouco explorado e possibilita entrever como questões salutares a poética do artista são incorporadas à sua reflexão e prática cinematográfica e dialogam com uma parcela da cinematografia da época.

2019
Descrição
  • ANDRÉ LUÍS PEREIRA OLIVEIRA
  • PREVIDÊNCIA: DE ONDE VIEMOS, PARA ONDE VAMOS. A PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS PELO PODER PÚBLICO E A PREVALÊNCIA DA NARRATIVA VOLTADA AO BINÔMIO PROBLEMA/SOLUÇÃO
  • Data: 05/12/2019
  • Dissertação
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  • A presente dissertação tem por objetivo verificar a prevalência do binômio problema/solução na série documental Previdência: de onde viemos, para onde vamos, produzida pela TV Câmara, em 2017, emissora institucional da Câmara dos Deputados do Brasil. Embora seja uma emissora institucional a mesma se apresenta como pública, e como tal será aqui tratada, com o respaldo de Anselmo (2011). O binômio problema/solução deriva dos estudos da Escola documentarista clássico, em especial nos estudos do escocês John Grierson (1966), que via no documentário também a oportunidade para mudar o modo de vida de uma comunidade. Um segundo aspecto ligado ao conceito de documentário é a sua forma. Nesse sentido optou-se por classificar o documentário entre uma das categorias propostas por Nichols (2007): Poético, Observativo, Participativo, reflexivo, performático e expositivo. As análises concluíram que se trata de um documentário do tipo expositivo como será demonstrado ao longo da dissertação. A relação do Poder Público Federal no Brasil com a produção da série selecionada para estudo dá-se, sobretudo, em função da complexa relação entre a tramitação do projeto de reforma da previdência no pais, que vem gerando polêmicos debates em praticamente todas as instâncias da sociedade, marcando uma presença maciça mídia: impressa, audiovisual, internet e redes sociais. Para analisar a série foi utilizado o método de análise fílmica da imagem e do som proposto por Penafria (2009). Os procedimentos envolvem a análise interna e a análise externa. Para a análise interna é fundamental o estabelecimento prévio de um critério de seleção de fotogramas pelo processo de decupagem do filme. O critério adotado foi a seleção de Fotogramas Problema (FP) e Fotogramas Solução (FS). A seleção resultou e quatro fotogramas problemas e 25 fotogramas solução. Os resultados indicam tratar-se de uma série documental que segue o modelo expositivo e que se verifica a prevalência do binômio problema/solução, mas não no sentido originariamente proposto por Grierson, antes no sentido de reforçar a necessidade de aprovação da reforma da previdência nos termos apresentados pelo Governo Federal.

  • RAUL MARX RABELO ARAUJO
  • CINEMA-EDUCAÇÃO: ALTERIDADE, CRIAÇÃO, EXPERIÊNCIA, EMANCIPAÇÃO E ÉTICA
  • Orientador : MARCOS RIBEIRO DE MELO
  • Data: 31/10/2019
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa investiga as múltiplas significações do encontro entre cinema e educação através de dois anos de atividades junto ao Núcleo Interdisciplinar de Cinema e Educação (NICE), projeto de inserção social do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar de Cinema (PPGCINE) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O intuito foi estabelecer uma aproximação com os agentes que constroem a escola, compreendendo a prática na instituição em sua diversidade e nos arriscando em possíveis reflexões do encontro entre cinema, estudantes, professores e a escola. Além disso, busco estabelecer uma análise capaz de observar a inserção do pesquisador no campo, já que as atividades foram além da observação participante. Em um primeiro momento, apresento a trajetória da pesquisa e os procedimentos metodológicos e da produção dos dados. No segundo capítulo, apresento uma reflexão sobre a instituição escolar evidenciando aspectos político-pedagógicos que potencializam o papel emancipador do cinema, além de refletir sobre o cinema dentro dessa configuração. Em um terceiro momento, faço uma retrospectiva histórica das políticas públicas, projetos e debates em torno do cinema e educação, do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE) na década de 1930 até a lei 13.006 de 2014, a fim de compreender a tradição pedagógica do cinema no Brasil. Por último, trago reflexões, fruto do encontro com diversas inteligências, de várias novidades, que são as pessoas e de várias expressões de inteligências, que são os filmes.

  • DIOGO OLIVEIRA TELES
  • A ÓRFÃ: CINEMA DE HORROR, INFÂNCIA E FEMININO
  • Orientador : MARCOS RIBEIRO DE MELO
  • Data: 30/08/2019
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa investiga as relações entre cinema de horror, infância e feminino. Acredita-se que o exercício de pensamento por meio de um agenciamento com o cinema de horror pode movimentar saberes e poderes acerca da infância e do feminino. Entre imagens, planos, enquadramentos e ângulos, inspira-se na etnografia de tela para analisar o filme A Órfã (Orphan, de Jaume Collet-Serra, 2009) que narra a história de adoção de uma garota de nove anos chamada Esther. A narrativa põe o espectador em contato com os “outros” da infância e do feminino, que ameaçam e aterrorizam certezas sobre o que eles são.

  • DÉBORA WAGNER PINTO
  • A MORTE INVENTADA E BORRANDO A PAPÁ: CINEMA, PATERNIDADE E ALIENAÇÃO PARENTAL
  • Orientador : LUIZ GUSTAVO PEREIRA DE SOUZA CORREIA
  • Data: 31/07/2019
  • Dissertação
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  • A presente dissertação tem como objeto de estudo a paternidade na Alienação Parental, no contexto narrativo dos documentários A Morte Inventada (2009), produçãonacional, de Alan Minas, e Borrando a Papá (2014), produção argentina, das diretoras Ginger Gentile e Sandra Fernández Ferreira. O texto mostra como se caracteriza a paternidade na Alienação Parental e também a sua representação nos documentários supracitados. Ademais, adentramos no Direito, quanto as suas leis referentes ao tema analisado. Refletimos sobre a paternidade diante dessas três áreas: Cinema, Psicologia e Direito buscando compreender as questões de gênero na família, os comportamentos do genitor alienador e do alienante na Alienação Parental. Por fim, identificamos as produções documentais como autorrepresentações, que por meio de atores sociais, representam a paternidade do diretor, no caso da A Morte Inventa, e do produtor, em Borrando a Papá, como genitores alienados no contexto da Alienação Parental. Fica evidente nos dois documentários, que a figura paterna se apresenta como alienada e é intensificada nas narrativas de pais e filhos a respeito das consequências vividas na Alienação Parental.

  • ROMÉRIO NOVAIS DE JESUS
  • VIOLÊNCIA SAGRADA NO FILME TAXI DRIVER: UMA ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA MIMÉTICA DE RENÉ GIRARD
  • Orientador : JOE MARCAL GONCALVES DOS SANTOS
  • Data: 31/07/2019
  • Dissertação
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  • Esta dissertação de mestrado tem como objeto de estudo a violência sagrada no filme Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese. E parte das seguintes problemáticas: como a violência sagrada é manifestada em Taxi Driver? Quando a violência é apresentada como sagrada? E quais elementos sacralizam a violência? A violência sagrada é compreendida como a violência transfigurada como transcendental pelo desejo humano, com o poder de purificar e ordenar a humanidade e sacralizar indivíduos ou valores. Nosso objetivo principal é investigar a manifestação da violência sagrada no filme Taxi Driver, a partir de uma análise fílmica focalizada no desenvolvimento do personagem Travis e nos elementos narrativos e audiovisuais da obra. Para tanto, traçamos como objetivos específicos as seguintes etapas: a) compreender o contexto artístico e histórico de produção do filme e a sua organização audiovisual e narrativa; b) discutir sobre a noção de violência sagrada, a partir da teoria mimética de René Girard, identificando as categorias de análise; c) analisar a dinâmica do sagrado na violência de Taxi Driver, a partir das categorias analíticas provenientes do referencial teórico-conceitual. Na análise, verificamos que Taxi Driver apresenta o desejo mimético e a mídia como os elementos sacralizadoresda violência de Travis, que, em seu imaginário, deixa de ser um assassino para se tornar um herói. A mídia aparece como uma metáfora da mediação do desejo transfigurador de Travis, assim como a chuva é usada como uma metáfora da sua violência sagrada. O filme também evidencia a ilusão da eficácia purificadora da violência e a ambiguidade da violência sagrada de Travis, que incorpora tanto elementos do mecanismo arcaico e moderno do bode expiatório como também da violência impura das rivalidades miméticas.Joe

  • GLADSON CARDOSO DE SOUZA JÚNIOR
  • EM-CENA-AÇÃO – Mise-En-Scène documental contemporânea: notas sobre a elaboração da cena a partir dos processos fílmicos Para que o mundo não esqueça (2019/20) de Pedro Bomba e 144 horas e alguns minutos roubados (2019/20) de Gladson Galego.
  • Orientador : ADRIANA DANTAS NOGUEIRA
  • Data: 30/07/2019
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa buscou estudar o processo de elaboração da cena documental contemporânea. A ênfase do trabalho foi investigar os procedimentos teórico-metodológicos de elaboração da mise-en-scène utilizados por realizadores(as)-independentes-contemporâneos em seus cotidianos profissionais. O interesse maior está na relação entre sujeito da câmera e pessoa personagem. Neste sentido, buscou-se investigar como os conhecimentos e métodos produzidos e/ou praticados por realizadores independentes se articulam com o próprio saber-fazer da teoria do cinema a partir da aproximação com procedimentos metodológicos e práticas presentes em outras áreas da produção de conhecimento. O intento em verificar as possíveis aproximações e distanciamentos pertencentes a diferentes campos, bem como, observar em que medida esses campos se influenciam e/ou se negam no que compete à elaboração da encenação do filme documental deu-se a partir do processo de realização dos filmes Para que o mundo não esqueça (2019/20) de Pedro Bomba e 144 horas e alguns minutos roubados (2019/20) de Gladson Galego.

  • RAY DA SILVA SANTOS
  • A HORA DE MACABÉA E A PROBLEMÁTICA DO SUJEITO PSICANALÍTICO NA LITERATURA E NO CINEMA
  • Orientador : CARLOS CEZAR MASCARENHAS DE SOUZA
  • Data: 26/07/2019
  • Dissertação
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  • Esta dissertação consiste num estudo acerca da noção de sujeito, conforme a perspectivafreudo-lacaniana, tendo em vista a personagem Macabéa do livro e filme A Hora da Estrela.A pesquisa parte das seguintes problemáticas: como pode ser evidenciado a questão do sujeito mediante a personagem Macabéa, tanto na narrativa literária quanto na cinematográfica, apartir dos pressupostos da Psicanálise? Ou seja, de que modo essas narrativas se estruturam afim de representarem um sujeito, levando em conta o modo como esta noção se constituisegundo Freud e Lacan? Para tanto, nosso objetivo principal é elaborar um estudointerdisciplinar entre Literatura, Cinema e Psicanálise a partir da obra A Hora da Estrela, deClarice Lispector, e da adaptação cinematográfica homônima, de Suzana Amaral. Sendo assim, traçamos como objetivos específicos asseguintes etapas: a) colaborar nos estudos interdisciplinares entre literatura, cinema epsicanálise; b) apresentar traços de afinidades e distanciamentos entre literatura, psicanálise ecinema; c) investigar e compreender a noção de sujeito psicanalítico a partir da personagem Macabéa.Vale ressaltar que a literatura e o cinema representam o homem e sua relação com o meio, os desejos e seus fantasmas, por intermédio da linguagem; nesses campos de representação,vemos narradores e personagens vivenciando experiências, abordando conflitos internos e interpessoais, nos fornecendo um espaço fértil para a discussão sobre a subjetividade humana. É notórioque o sujeito racional, indivisível, cartesiano, com o passar do tempo e com os avanços teóricos e clínicos da psicanálise, revelou ter uma forma dividida, por uma parte consciente, mas por outra resistindo em permanecer desconhecida para si próprio. Tais concepções sobre a problemática do sujeito psicanalítico interferem de maneira direta na maneira pela qual concebemos a obra literária e a cinematográfica, porque sabemos que os personagens e onarrador, durante o desenvolvimento da narrativa podem falar algo a mais e, eventualmente, indicar os traços relativos ao sujeito doinconsciente.

  • RUAN CARLOS TELES DE ARAUJO
  • Grito, logo existo! as faces da censura na autobiografia "Antes que anochezca" e em sua adaptação cinematográfica
  • Orientador : HAMILCAR SILVEIRA DANTAS JUNIOR
  • Data: 31/01/2019
  • Dissertação
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  • A trajetória do literato cubano Reinaldo Arenas se assemelha a de diversos dissidentes políticos em distintos contextos históricos. Finda a euforia revolucionária pós-1959 passou ao combate, pelas letras, ao regime de Fidel Castro e às consequentes perseguições e censuras até o exílio nos Estados Unidos. Em sua autobiografia, Antes que anochezca, Arenas destacou a angústia e a solidão expressa no "grito, logo existo" enquanto síntese do espírito inquieto e livre oprimido, ora pela censura cubana, ora pelas exigências de uma lógica capitalista consumista e individualista. Após ter sido adaptada para o cinema, sua autobiografia foi reforçada e/ou ressignificada na representação da censura e opressão em Cuba. Esta dissertação parte da problemática: quais as representações da censura na Cuba pós-revolucionária expressas na obra areniana e em sua adaptação cinematográfica, Before night falls, de Julian Schnabel? O atual estudo visa analisar a narrativa literária e o filme desta, tendo a censura como objeto e sua representação como categoria analítica. Metodologicamente, assenta-se em dois procedimentos: as representações da censura nos elementos da narrativa literária – tempo, espaço, narrador, personagens e enredo; e as representações da censura na narrativa cinematográfica em relação ao texto original no que tange a reduções, adições, deslocamentos espaciais e temporais, simplificações, ampliações e transformações. Conclui-se que a censura foi um elemento fundante da vida de Reinaldo Arenas expressa na sua autobiografia e referendada ou ressignificada em sua adaptação cinematográfica por Julian Schnabel. Da censura à sua orientação sexual, suas percepções sobre a arte e a vida passando pela censura e perseguição por parte do governo cubano pós-revolução até a censura reflexo do exílio e de sua condição de expatriado, a trajetória de Arenas, na literatura e no cinema, torna-se uma referência fundamental à compreensão das tensões da contemporaneidade sobre a arte, a política e os corpos dos sujeitos.

2018
Descrição
  • YANARA CAVALCANTI GALVÃO
  • Cinema com mulheres em Pernambuco: Trajetórias, políticas, estéticas
  • Orientador : LUIS AMERICO SILVA BONFIM
  • Data: 22/11/2018
  • Dissertação
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  • O presente trabalho propõe investigar diferentes ressignificações do feminino na sua relação com o campo cinematográfico para pensar o corpus dessa pesquisa, o cinema com mulheres em Pernambuco. Para tanto, percorremos trajetórias das mulheres e dos cinemas que as atravessam, às margens da lógica do modelo hegemônico do cinema e da sua historiografia clássica. Assim, assumindo a falta e a desmemória que constituem o processo cinematográfico e histórico para com as mulheres, o estudo se dispôs a (re)constituir traços desses percursos. Em um primeiro momento acompanhamos os movimentos das mulheres e suas narrativas históricas pela perspectiva feminista. Da tardia legitimação da categoria mulher, aos processos de ruptura com ideias de natureza essencialistas, também transitamos pelas primeiras incursões das cineastas na realização fílmica, nos contextos nacional e local. Quando então, em diálogo com as articulações políticas e participação na construção de políticas públicas por parte das trabalhadoras do cinema, buscamos entender como se constitui a cena do cinema independente contemporâneo que está sendo realizado em Pernambuco. Por fim, propomos pensar um cinema contemporâneo em movimento e em transformação, com mulheres. Os filmes selecionados, além da autoria feminina, contemplam experiências marcadas pela diferença, refletidas nos seus espaços de partilha, potências estéticas e gestos políticos, confrontando os lugares comuns da representação. Esse estudo sobre cinema é de caráter interdisciplinar e recorre a aportes teóricos de diferentes campos epistemológicos, como os Estudos Culturais, Estudos Pós-Estruturalistas, Estudos Pós-Coloniais, Cinema, Estética e Política, realizando incursões específicas nas teorias críticas feministas.

  • CELIENE SANTANA LIMA
  • O deserto azul de Eder Santos
  • Orientador : ADRIANA DANTAS NOGUEIRA
  • Data: 10/10/2018
  • Dissertação
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  • A pesquisa pretende permear a discussão contemporânea do fazer artístico em áreas acadêmicas correlatas, a arquitetura, as artes visuais e o cinema. Temas tão intrínsecos em si e que se entrelaçam na narrativa do filme Deserto Azul, do vídeo artista e diretor mineiro, Eder Santos. O filme, uma ficção científica, aborda as angústias que perseguem um homem e sua relação com o meio, o encontro com sua alma gêmea e a sua busca por respostas nessa vida futura, no sentindo de transcender. Para além dessa tão abordada dúvida quanto ao sentido da vida, o filme nos apresenta também uma série de referências estéticas da arte e da arquitetura. Tendo como cenários a cidade de Brasília, o deserto do Atacama e obras de arte e performances de 16 artistas nacionais e internacionais. A pesquisa busca entender como se deu o processo de construção cenográfica para criar um ambiente “do futuro” e como as escolhas do diretor através da seleção das obras integrantes do cenário do filme, a escolha de Brasília e o contraponto com o deserto, se dá para a concretização da arquitetura fílmica de Deserto Azul.

  • PLYNIO THALISON ALVES NAVA
  • ESTÉTICA E POLÍTICA DA ABJEÇÃO NO CINEMA DE BRUCE LABRUCE
  • Orientador : CLAUDIENE SANTOS
  • Data: 28/09/2018
  • Dissertação
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  • Este trabalho investiga a categoria da abjeção no audiovisual, problematizando a sua dimensão estética e política nas produções do realizador Bruce Labruce. Para isso, partimos das reflexões acerca da abjeção elaboradas pelos estudos filosóficos, da psicanálise e do gênero, visando estabelecer zonas de convergência/divergência que ofereçam subsídios para esse estudo, e, com o auxílio da teoria do cinema, discutir as articulações dessa categoria no campo da produção de significados da linguagem audiovisual. Por fim, analisamos as manifestações do abjeto a partir dos filmes Otto or Up with Dead People (2008) e L.A Zombie (2010), enfatizando os seus desdobramentos na representação de três aspectos das obras citadas: espaço, existências e práticas, tendo como procedimentos metodológicos a teoria de cinema de inspiração semiótica proposta por Cristian Metz (1971) e a análise de filmes de Manuela Penafria (2009).

  • LUCIANA OLIVEIRA VIEIRA
  • AUTORREPRESENTAÇÃO DE CINEASTAS NEGRAS NO CURTA-METRAGEM NACIONAL CONTEMPORÂNEO
  • Orientador : MARIA BEATRIZ COLUCCI
  • Data: 31/07/2018
  • Dissertação
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  • Este trabalho investiga a construção de narrativas de autorrepresentação nos curtas brasileiros contemporâneos, realizados por cineastas negras. Para isso, partimos das discussões sobre os conceitos de identidade, diferença e autorrepresentação, propostas pelos Estudos Culturais e por teóricos pós-colonialistas, de modo a problematizar as narrativas de si no cinema contemporâneo. Também nos apoiamos nas teorias do cinema para discutir sobre raça e gênero e os marcos do cinema negro no Brasil, onde se destacam especialmente as construções acerca da mulher negra no cinema de grande bilheteria. Por fim, para atravessar o universo criativo e de coletividade desses filmes, analisamos as narrativas de autorrepresentação e as políticas da coletividade nos curtas-metragens Kbela (2015) e Elekô (2015), a partir dos procedimentos metodológicos propostos por Francisco Elinaldo Teixeira (2012) e pela abordagem da Teoria dos Cineastas, de Manuela Penafria, André Rui Graça e Eduardo Tulio Baggio (2015).

  • THIAGO DE BRITO VARJÃO
  • Entre a Literatura e o Cinema: Imagens Míticas do Sertão
  • Orientador : CARLOS CEZAR MASCARENHAS DE SOUZA
  • Data: 31/07/2018
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa consiste num estudo acerca da figura do cangaceiro a partir do cotejamento entre imagens provenientes da literatura de cordel, tendo em vista a possível repercussão desse discurso em uma produção fílmica de Mazzaropi. Trata-se, portanto, de um estudo interdisciplinar entre os registros da literatura e do cinema. Através da gesta popular o Nordeste brasileiro se apresenta como uma feira de mitos com características sui generis no que concerne à cultura popular. O imaginário popular que cerca a região, constitui o Nordeste como sendo uma terra rica em lendas dos cangaceiros, dos jagunços, dos vaqueiros e líderes religiosos. O cinema e a literatura de cordel aparecem nesse percurso como propagadores dos mitos e estereótipos que cercam a região. Nesse cenário, o cangaceiro é um dos personagens de maior repercussão dentro dos discursos que cercam as histórias dos cordéis e do cinema, neste faz surgir um gênero cujo embrião se liga ao cinema de Hollywood, o Nordestern. Outros personagens também podem ser encontrados nas histórias populares, por exemplo, as figuras santas, beatos e líderes religiosos carismáticos. Dentro deste universo mítico, a literatura de cordel desponta como um meio de propagação importante, não apenas ao difundir as histórias e causos, mas, sobretudo, na manutenção dos mitos que sobraçam a ecologia sertaneja. Assim, o poeta popular do povo imprime sua marca e funda imagens acerca dos cangaceiros, suas vidas e histórias. O estereótipo é outro ponto importante ao se observar; afinal, forja estigmas que vão se perpetuando ao longo do tempo. Nesse contexto, surge a figura de Amácio Mazzaropi, um dos grandes mestres do humor brasileiro. Mazzaropi anda pelos caminhos do cangaço, utilizando-se do riso como arma que dispara ideias a um público heterogêneo. A produção cinematográfica de Mazzaropi tornou-se um grande propalador de estereótipos, mas, ao mesmo tempo, importantíssimo para se entender o riso como forma de inteligência dentro do cinema de massa. Dentro do corpus, se procura investigar como se dá o processo de criação desses personagens mitificados, bem como a função dos mitos criados a partir desse universo imagético-discursivo.
  • ISAAC DOURADO ARAGÃO
  • O ÊXTASE COMO ELEMENTO NARRATIVO NA CONSTRUÇÃO DE PERSONAGENS DE HILTON LACERDA: UMA ANÁLISE DO FILME TATUAGEM
  • Orientador : JOE MARCAL GONCALVES DOS SANTOS
  • Data: 31/07/2018
  • Dissertação
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  • Esta dissertação convida a uma análise sobre a manifestação do êxtase como principal elemento narrativo na construção das personagens escritas pelo roteirista e diretor Hilton Lacerda, especialmente no filme Tatuagem (2013). Tal análise se origina entremeada das seguintes reflexões: Como e quando acontece algum tipo de manifestação extática – e a complexidade desse fenômeno – nas personagens ficcionais apreciadas em um filme tão impregnado de realismo? O que elas conseguem estabelecer? Há estranhamento e distanciamento de si mesmas? Para responder a essas indagações se fará necessário conhecer o percurso fílmico criado pelo cineasta supracitado – pela via do desenvolvimento das personagens, como representações de processos narrativos por meio dos quais a experiência do êxtase define subjetividades marcadas, ética e esteticamente, por uma noção de liberdade. Na busca por esse entendimento, será preciso averiguar algumas referências culturais que fazem parte da construção das linhas de influências do realizador, referentes à sua obra fílmica e ao seu pensamento. Dessa forma, dividiremos nossas reflexões em três partes integradas que estabelecerão o cerne de nosso pensamento. Na primeira parte, intitulada Da recepção à análise fílmica: as personagens e o êxtase, buscamos fazer a decupagem de Tatuagem, para que se contextualizasse a maneira como o êxtase e a subjetividade afluem entre as suas personagens, e como seu processo narrativo tem o poder de dar conta das particularidades de cada uma. Nela, veremos também como outras personagens roteirizadas por Hilton Lacerda se apresentam de maneira memorável no tocante ao êxtase, e como, a partir desse elemento fenomenológico, elas traçam suas vidas. A segunda parte, sob o título Definição teórico-metodológica das noções de personagem, subjetividade e êxtase, consistirá na construção da análise com a explanação de algumas cenas pontuais, acompanhada de uma reflexão teórica sobre êxtase, personagem e realismo, valendo-nos de um arcabouço teórico de estudos filosóficos, teológicos e literários, como também da teoria cinematográfica. Neste âmbito, iremos refletir de maneira interdisciplinar sobre alguns aspectos estético-realistas vibrantemente presentes na obra de Lacerda, cuja principal referência foi trasladada da vivência de um contexto político, histórico, social e cultural brasileiros. Já na terceira e última parte, Tatuagem: uma análise do filme de Hilton Lacerda sob a óptica do êxtase como situação narrativa/dramática chave da construção de personagens, verificaremos como o caminhar de cada uma delas à revelação e ao êxtase se configura através do universo composicional da narrativa do diretor, bem como os reflexos que os paralelos e as suspensões dos protagonistas provocaram na trama. Verdadeiramente, o filme é o texto teórico que se tenta, aqui, decifrar.

  • WOLNEY NASCIMENTO SANTOS
  • CORPO NEGRO: TERRITÓRIO, MEMÓRIA E CINEMA
  • Orientador : FABIO ZOBOLI
  • Data: 31/07/2018
  • Dissertação
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  • O Corpo Negro, inserido nas narrativas fílmicas na condição de personagens ou atores, é considerado um signo, no interior de uma estrutura sintática (ou gramática cinematográfica), em relação a outros corpos, que também são signos da composição; de modo que nas histórias se expressam, segundo nossa hipótese, retratos tanto de uma dinâmica de estabilização (ortodoxas) quanto de dinâmicas de desestabilização (heterodoxas) dos modelos (protótipos, paradigmas, arquétipos) de relação de poder no interior da sociedade brasileira e suas configurações políticas. A estruturação técnica de “montar” um filme já traz em si uma conotação técnica e política na medida em que no momento da sua construção o diretor direciona os fundamentos relacionais que estruturam sua obra a fim de gerar uma estética artística ou cultural no espectador. Partindo destes pressupostos, a presente dissertação tem como objetivo interpelar através dos filmes “Caixa D’Água Qui-Lombo é Esse?” (2013) de Everlane Moraes, “O Corpo é Meu” (2014) de Luciana Oliveira, “Nadir da Mussuca” (2015) de Alexandra Gouvêa Dumas, os processos subjetivos e objetivos pelos quais os filmes abordam as temáticas da africanidade e a afrodescendência a partir da categoria “corpo: território e memória”. Metodologicamente tratou-se de um estudo de análise de filme abordado sob o viés qualitativo. Como resultado as três narrativas fílmicas (dirigida por mulheres negras) percebe-se que o corpo negro só pode ser compreendido pelos rastros da história de corpos apagados, corpos sobre os quais não alcança a história do direito para devolvê-lo ao campo da história afetiva. Ou seja, o discurso do corpo negro nas três obras só fazem sentido a partir da compreensão do corpo negro enquanto território e memória.

  • LEANDRO ALVES DA SILVA
  • O homem comum na produção documentária alagoana contemporânea
  • Orientador : ANA ANGELA FARIAS GOMES
  • Data: 31/07/2018
  • Dissertação
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  • O trabalho analisa como os documentários alagoanos, emergidos de oficinas de formação audiovisual, retratam o sujeito comum. A pesquisa está dividida em quatro partes. A primeira consiste em analisar o termo “qualquer” em Agamben, permeado por outros conceitos, como o da biopolítica, o estado de exceção e a sociedade do espetáculo que transforma os corpos do sujeito comum em “qualquer um”. A segunda parte trata do documentário brasileiro, de como a figura do homem ordinário, sua “vida nua” (zoe) e política (bios) foi sendo narrada de acordo com os momentos históricos. Na terceira parte, uma contextualização do audiovisual alagoano e a relevância do ciclo de oficinas de formação audiovisual em Alagoas. A última parte consiste numa incursão empírica sobre o conjunto específico dos documentários realizados através das oficinas de formação audiovisual em Alagoas, para que a partir daí se possa analisar, através da metodologia do Cinema Comparado (SOUTO, 2017), a figura do sujeito comum em quatro documentários que centrados em típicos sujeitos comuns: Anda, Zé Pequeno, anda (2009), O velho e a lagoa (2009), Nome, idade, profissão e onde mora (2009) e Marinete (2011).

  • IVANILDO ARAUJO NUNES
  • A MEMÓRIA COMO VIOLADORA DO TEMPO NA OBRA FÍLMICA: "SÃO BERNARDO".
  • Orientador : CARLOS EDUARDO JAPIASSU DE QUEIROZ
  • Data: 30/07/2018
  • Dissertação
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  • Esta dissertação pretende analisar a abordagem da memória, por meio do discurso cinematográfico. A partir das leituras e considerações de teóricos e ensaístas a respeito do tema, engendro as minhas conclusões. O texto tem como marco teórico a memória e sua aplicabilidade na narrativa do cinema e da literatura. Partindo de concepções filosóficas, literárias e cinematográficas sobre a memória, examino o filme do cineasta Leon Hirszman, São Bernardo (1972), feito a partir do romance homônimo de Graciliano Ramos. Na execução da metodologia estabeleço relações entre o filme e o livro, ambos apresentam elementos que dizem respeito à memória, e a partir dos teóricos desenvolvo meu exame.


  • ELI ANGELO BATISTA DA SILVA LAGES
  • O ESTRANHO CASO DO FILME QUE PODE SER CAPAZ DE DANÇAR
  • Orientador : LILIAN CRISTINA MONTEIRO FRANCA
  • Data: 27/07/2018
  • Dissertação
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  • O trabalho que aqui se desenvolve tem por tema a videodança. O objetivo, por sua vez, é produzir uma explicação do que é a videodança. O termo explicação, mencionado anteriormente, foi invitado da teoria da autopoiese, conforme propôs Humberto Maturana e Francisco Varela. Completa a tríade das referências teóricas, as quais, agrupamos sob a carinhosa nomenclatura de “teorias do fim das certezas”, a teoria das estruturas dissipativas, de Ilya Prigogine e a geometria fractal, de Benoit Mandelbrot. Arregimentadas e combinadas, fornecem um esteio para produzir reflexões que buscam uma explicação para a questão: que corpo dança na videodança? Outra porção teórica se avizinha em torno de outra questão: que dança é possível ser vista na videodança? A explicação é buscada a partir da compreensão dos parâmetros mais elementares de definição da dança e também a partir da ideia que um corpo pode estar em estado de dança.

  • AMANDA LEMOS GONÇALVES DOS SANTOS
  • BRECHT E A EXPERIÊNCIA DO CINEMA: TEXTO E MONTAGEM
  • Orientador : CARLOS CEZAR MASCARENHAS DE SOUZA
  • Data: 27/07/2018
  • Dissertação
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  • Este presente trabalho busca analisar a obra do alemão Bertold Brecht no âmbito cinematográfico - em que este atuou em diversas funções - considerando as experiências desses trabalhos, através da análise fílmica em Como mora o trabalhador (Alemanha, 1930), por retratar um período peculiar de sua vasta obra. A chegada de Brecht ao cinema, aqui, neste presente trabalho, configura-se como síntese de uma trajetória que tem como prelúdio sua obra poética e teatral. A pesquisa busca analisar e refletir criticamente obras fílmicas realizadas por Brecht, desde a expressiva década de 20 indo até à conturbada década de 30, sob as perspectivas da linguagem, da estética e das ideias atreladas a um processo revolucionário. A experiência e a dimensão estética e política do pensamento brechtiano flutuam sobre o cinema militante e de vanguarda da República de Weimar e sobre sua matriz no cinema soviético, de onde resgatou elementos essenciais para o êxito de produções cinematográficas, na escrita e nas etapas da montagem. As formulações teóricas do grande pensador Walter Benjamin contribuem de maneira imprescindível para que haja a compreensão exata desta importante fase - a experiência de Brecht no cinema.


  • JULIA FERNANDES MARQUES
  • O cinema feminista e pós-colonial de Trinh T. Minh-ha: uma análise aplicada ao filme “Surname Viet given name Nam”
  • Orientador : LUIZ GUSTAVO PEREIRA DE SOUZA CORREIA
  • Data: 27/07/2018
  • Dissertação
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  • O presente estudo desenvolve uma análise comparada do filme “Surname Viet given name Nam” e campos do conhecimento que ajudem a melhorar a compreensão quanto ao cinema realizado por Trinh T. Minh-ha. Assim como esta cineasta, as demais vozes presentes no filme são de mulheres vietnamitas. Como feminista pós-colonial, Trinh T. Minh-ha busca criar modos de agência para essas vozes ao passo que questiona a verdade da razão dos sistemas patriarcais em suas macrologias e micrologias, do discurso que se forja imparcial e transparente ao discurso autorizado que insiste em manter a mulher como um sujeito determinado a partir do olhar do homem. Trinh T. Minh-ha busca a aplicação em sua realização cinematográfica, em estruturas estéticas e conceituais, sua perspectiva ideológica de forma política e engajada de modo a materializar em seu trabalho artístico sua sensibilidade quanto as formas de apresentação das organizações de poder.

  • GILBERTO CAETANO MANÉA
  • Imagens do êxtase: relações sócio-técnicas entre o audiovisual e os esportes de ação e aventura na natureza.
  • Orientador : RENATO IZIDORO DA SILVA
  • Data: 27/07/2018
  • Dissertação
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  • Esta dissertação apresenta como peça de indagação epistemológica os modos de enunciação narrativa fílmica da produção audiovisual de esportes considerados “radicais”. A investigação versa, especificamente, sobre as figurações do êxtase enquanto tradução das relações entre as imagens técnicas e os modos de agenciamento e operação da linguagem audiovisual na prática de esportes alternativos que desafiam as forças da natureza. Este estudo se efetua segundo o método ensaístico das imagens de pensamento encontradas duplamente em Walter Benjamin (denkbilder) e em Gilles Deleuze, experimentadas como um exercício de escrita criativa crítica de cinema a propósito das questões de enunciação narrativa fílmica (representações do movimento corporal) dos esportes de ação, em linhas paralelas de reflexão (antropologia simétrica) dos primórdios da invenção do cinema e da videoesfera contemporânea.

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