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Dissertações/Teses

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2022
Descrição
  • ALAN DANTAS CARDOSO
  • PETROGRAFIA, GEOQUÍMICA E MODELAGEM GEOLÓGICA/GEOQUÍMICA DA PORÇÃO CENTRAL DO ALVO FÓSFORO-URANÍFERO MANDACARÚ, IRAUÇUBA-CE
  • Orientador : LUIZ ALBERTO VEDANA
  • Data: 31/05/2022
  • Dissertação
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  • O Alvo Mandacarú (Irauçuba-CE) está inserido na Província Fósforo-Uranífera do Centro-Norte do Ceará, em conjunto com as ocorrências Serrotes Baixos, Taperuaba e a importante jazida Itataia. As rochas estudadas estão localizadas no Domínio Ceará Central, na Subprovíncia Norte da Província Borborema, formada como resultado da convergência e colisão dos crátons Amazônico, São Luís-Oeste África e São Francisco-Congo, durante a Orogenia Brasilina/Pan-Africana, formadora do Gondwana Oeste. O trabalho tem como objetivo fazer uma caracterização estrutural, mineralógica e química das rochas testemunhadas de furos de sondagem, buscando entender os processos geológicos aos quais as rochas foram submetidas, além de classificar e quantificar a mineralização de fósforo e urânio presente. As etapas de trabalho consistiram em um levantamento bibliográfico, seguido de descrições macroscópicas, que buscaram identificar os diferentes grupos de materiais existentes na região, dividindo-os em sete grupos: (1) paragnaisses, (2) mármores impuros, (3) quartzitos (4) cataclasitos/brechas; (5) hidrotermalitos; (6) colofanitos e (7) cobertura de solo e saprolito com quartzo leitoso. O estudo petrográfico identificou que as rochas exibem metamorfismo na fácies anfibolito superior, marcado pela presença de biotita, granada e feldspato alcalino. Fica evidente o processo de retrometamorfismo e metassomatismo sódico, evidenciados pela cloritização de biotita, albitização dos feldspatos, riebeckitização dos anfibólios e hematitização, além de posterior sericitização e saussoritização da albita. O estudo geoquímico identificou 35 zonas mineralizadas, com espessura variando entre 60cm e 18m, com valores de P2O5 e U chegando a 15,11% e 8380,39 ppm respectivamente. Destacam-se zonas com espessura superior a 10 metros e teor de P2O5 e U superior ou próximo a 10% e 1000 ppm respectivamente. A química mineral evidenciou que o colofano, mineral minério das rochas estudadas, quimicamente trata-se de flúor-apatita de natureza amorfa, com conteúdo de P2O5, CaO e F variando de 36,46 a 42,18%, 50,56 a 56,69%, 1,23 a 2,22% respectivamente. Foi identificado um mineral de SiO2 e UO3 que variam de 13,90 a 26,49% e 55,12 a 77,47 % respectivamente. Acredita-se tratar de coffinita, entretanto é necessária utilização de outra técnica mais adequada para a identificação e classificação. A modelagem geológica/geoquímica mostrou que a área estudada possui 67,08% de material considerado estéril e 32,92% de material mineralizado para fósforo, com teor superior a 4%. No que diz respeito ao volume, 90,88% são compostos por rochas estéreis, enquanto 9,12% é composto por rochas mineralizadas. As mineralizações se encontram geograficamente concentradas, além de estarem dispostas próximas das superfícies, o que são pontos positivos para uma possível abertura de mina a céu aberto. As rochas do Alvo Mandacarú possuem semelhanças com as rochas do Depósito Itataia, visto que ambas estão situadas num contexto geológico/geográfico similar, onde em ambos a mineralização está vinculada a albitização (metassomatismo sódico), ligados a fluidos hidrotérmicos. Entretanto, maiores conteúdos de P2O5 e U em Itataia podem ser explicados por melhores condições estruturais para concentração do minério, além de uma possível baixa efetividade de algumas das fases mineralizantes no alvo Mandacarú. Novos trabalhos de química mineral, inclusões fluidas e geoquímica isotópica são recomendados, visando melhorar o entendimento dos processos e das disparidades das mineralizações entre os depósitos.

  • BRUNO LUÍZ LEITE MARTINS
  • PETROGRAFIA, QUÍMICA MINERAL E MAPEAMENTO DO COMPLEXO GABRÓICO CANINDÉ E MINERALIZAÇÕES DE FE-TI ASSOCIADAS, DOMÍNIO CANINDÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO
  • Orientador : CARLOS DINGES MARQUES DE SA
  • Data: 25/02/2022
  • Dissertação
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  • O Sistema Orogênico Sergipano contém, em sua porção setentrional, uma intrusão de composição gabroica, denominada por Complexo Gabroico Canindé (CGC). O CGC é composto por variadas fácies que vão desde termos ultramáficos até termos máficos. Para além do grande interesse desta intrusão do ponto de vista petrológico e geotectônico ela contém mineralizações de Fe-Ti e Cu-Ni, inicialmente descobertas em 1979. O foco do presente estudo são as mineralizações de Fe-Ti e sua relação genética com as rochas do CGC. Realizaram-se trabalhos de campo, petrográficos e de química mineral que abordaram tanto as rochas gabroicas quanto as mineralizações de Fe-Ti, a fim de se determinarem as suas condições de formação. Constatou-se que essas mineralizações ocorrem em campo sob 3 formas distintas: (i) Mineralizações maciças em blocos dispersos; (ii) Mineralizações maciças e reentrantes em rochas pertencentes ao Unidade Novo Gosto-Mulungu (UNGM); (iii) Mineralizações disseminadas em rochas do CGC. Trabalhos de campo revelaram que os locais de ocorrência são maiores do que os descritos em trabalhos anteriores, com posições preferenciais na interface entre o CGC e a Unidade Novo Gosto-Mulungu. Através de petrografia e análises por microscopia eletrônica de varredura determinou-se que esses três tipos de ocorrência de campo, correspondem respectivamente à: (i) e (ii) denominadas de magnetita cumulato e de hematita-ilmenita-magnetita-espinélio cumulato, os minerais de óxidos de Fe-Ti (magnetita, ilmenita e hematita) preenchem proporções iguais ou superiores a 45%, com minerais da série dos Al-espinélio e coríndon preenchendo a proporção restante; relativo a ocorrência (iii) encontra-se disseminada na fácies magnetita hornblenda diorito, formando pequenos aglomerados dispersos em toda a amostra, com proporções inferiores a 10%, representado por magnetita e ilmenita. Após estudo petrográfico e textural das mineralizações, pode-se constatar que estas passaram por um histórico complexo de gênese e resfriamento, do qual buscamos reconstituir os estágios de decomposição da solução sólida original, resultando no desenvolvimento de uma variedade de texturas formadas por exsoluções de ilmenita e Al-espinélio em cristais de Ti-magnetita. Estas foram usadas como guias para explicar a história de formação e resfriamento das mineralizações. Nossa investigação revela que a solução sólida original foi enriquecida em Ti-Al-Fe-Mg e que resultou, à medida que se prosseguiu o resfriamento, em exsoluções de ilmenita do tipo treliça e sanduiche, atribuídas à oxidação do ulvoespinélio em temperaturas acima do solvus da magnetita-ulvoespinélio. Também ocorrem exsoluções em lamelas de hercinita acicular em cristais de Ti-magnetita e pequenos agregados de cristais da série dos Al-espinélios. Posteriormente ocorre a formação de coríndon, devido à oxidação de cristais de Al-espinélios. Constatou-se que tais processos de formação são similares aos observados e descritos nas mineralizações de Fe-Ti do Complexo de Lac Doré (Canadá). No estudo de química mineral obtiveram-se as análises por MEV-EDS dos minerais essenciais, plagioclásio, piroxênio, biotita e anfibólio. Os teores de Anortita do plagioclásio variam de albita até oligoclásio. Os minerais do grupo das micas correspondem a biotita e flogopita. Os minerais do grupo do piroxênio foram classificados como clinoenstatita, enstatita, diopsídio e augita. As composições do anfibólio possuem grandes variações químicas que os define como pertencentes aos grupos do anfibólio Cálcico, e eles foram classificados como actinolita, kaersutita, Mg-hastingsita, tchermakita e Fe-hornblenda. As mineralizações de Fe-Ti do CGC são fruto de processo magmáticos de cristalização fracionada que deu origem ao CGC, ocorrendo de forma posterior a formação da fácies magnetita hornblenda diorito. Em episódios posteriores, envolvendo processos de filter pressing, ocorreu a formação da mineralização penetrativa de Fe-Ti, em rochas metassedimentares pertencentes à UNGM.

  • DANILO DOS SANTOS BARRETO
  • MINERALIZAÇÕES FILONIANAS HIDROTERMAIS DE FLUORITA DO STOCK MINGU, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO: MINERALOGIA, GEOQUÍMICA E INCLUSÕES FLUIDAS
  • Orientador : CARLOS DINGES MARQUES DE SA
  • Data: 25/02/2022
  • Dissertação
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  • O Stock Mingu é um granito intrusivo no Domínio Macururé do Sistema Orogênico Sergipano (SOS), porção sul da Província da Borborema. As suas mineralizações de fluorita acompanhadas por sulfetos de Cu e Pb foram geradas por processos hidrotermais intensos, evidenciados não só pelos filões mineralizados, mas também pela cor avermelhada das rochas graníticas que os contém. Petrograficamente constata-se que as rochas do stock são desde biotita monzogranitos a quartzomonzonitos e monzogranitos, os dois últimos encaixantes dos filões. A química destas rochas evidenciou a sua afinidade com a série shoshonítica, serem alcalinos e metaluminosos. No contacto com estes granitos, próximo à região em que se encontram os filões de fluorita, encontra-se a Unidade Batalha constituída por metadolomitos. A mineralogia dos filões é constituída por quartzo 1 e 2, fluorita, calcita, calcopirita, galena e outros carbonatos, óxidos e sulfatos em pequenas quantidades. O estudo de inclusões fluidas revelou que os fluidos circularam a temperaturas no intervalo de 350 °C a 94 °C, ocorrendo as principais fases de deposição dos minerais dos filões a em média 170 °C e 120 °C. São fluidos salinos com salinidades médias entre os 5 e os 15 wt% NaCl eq., sendo que as temperaturas dos seus eutéticos indicam a provável presença dos cátions bivalentes de K, Ca, Mg. Estes fluidos, resultando provavelmente da influência dos metadolomitos da Unidade Batalha sobre fluídos que circulavam pela falha belo monte Jeremoabo, foram os responsáveis pelos processos hidrotermais no Stock Mingu.

2021
Descrição
  • THASSIA LUIZA SANTANA COSTA
  • "ESTUDO DA DINÂMICA COSTEIRA E PERSPECTIVAS DE GESTÃO DIRECIONADA AOS PROCESSOS EROSIVOS DAS PRAIAS ABAÍS/CAUEIRA/SACO - LITORAL SUL DE SERGIPE"
  • Orientador : TAIS KALIL RODRIGUES
  • Data: 30/08/2021
  • Dissertação
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  • Ocupações irregulares na Zona Costeira vêm provocando inúmeros conflitos de uso, bem como a modificação dos ambientes naturais existentes e consecutivamente de seus ecossistemas, com diversificadas atividades ocorrendo no ambiente litorâneo, face a sua atração natural. O gerenciamento costeiro tem se tornando uma temática cada vez mais global, devido ao fato de que muitos países costeiros estão presenciando processos intensos de erosão costeira e aumento do nível do mar, provocados por condições naturais ou intervenções humanas. Desse modo, é de extrema importância compreender o comportamento e a dinâmica praial, visando interpretar de qual forma a gestão deverá atuar sobre os riscos existentes. Atualmente há registros suficientes que indicam um processo erosivo na linha de costa das praias do litoral sul sergipano, estas praias são importantes destinos turísticos que tem experimentado nas últimas décadas um intenso e constante processo de exploração de seus recursos naturais. Além disso, a urbanização cada vez mais próxima da linha de costa associado à falta de um plano específico de gerenciamento costeiro poderá resultar em problemas ambientais e em diversos prejuízos econômicos e sociais. É importante ainda mencionar que a área objeto de estudo, sofre processos judiciais complexos por parte da Procuradoria do Ministério Público Federal (MPF), que visa a remoção de algumas casas que correm risco de serem afetadas pelos processos erosivos já registrados. Somado a esse fator, o Litoral Sul foi decretado Área de Proteção Ambiental (APA), através do Decreto nº 13.468 de 22 de janeiro de 1993, o que legalmente deveria limitar as ocupações irregulares, mas por ausência de gestão e indicação das áreas vúlneraveis ocorre de forma contrária. Dessa forma, o estudo apresentado analisa a dinâmica costeira do litoral sul de Sergipe, utilizando os dados levantados através do grupo de pesquisa da dinâmica e modelagem costeira da Universidade Federal de Sergipe (UFS) para a realização da caracterização da morfologia costeira das praias através da aplicação de dados de campo e de programa de modelagem. Desse modo, a análise granulometrica foi dada através do programa SysGran, os dados de ondas, marés, perfis de praia e transporte de sedimentos foram analisados no program do Sistema de Modelagem Costeira (SMC – Brasil 3.0) e os mapas para caracterizar e setorizar a área estudada foram construídos através do programa QGiz, a combinação desses fatores caracterizam a morfologia costeira do ambiente em análise e a susceptibilidade dos impactos aos eventos oceanográficos na linha de costa. As analises realizadas poderão fomentar a execução do planejamento do Manejo da APA Sul quanto aos processos erosivos, onde no contexto atual os dados existentes são insuficientes para apresentar um cenário técnico na tomada de decisões, sendo assim este trabalho propõe oportunizar a utilização das informações cientificas encontrada para aplicação de políticas e modelos gerenciados de medidas adaptativas, considerando principalmente os parâmetros legais e o desenvolvimento econômco e social de forma mais sustentável.

  • ANDRÉ LUIZ REZENDE LIMA
  • "PETROLOGIA DO STOCK ALTOS VERDES, DOMÍNIO MACURURÉ, PROVÍNCIA BORBOREMA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 23/08/2021
  • Dissertação
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  • O Stock Altos Verdes (SAV), com idade U-PbShrimp de 625 ± 4 Ma, faz parte do magmatismo sincrônico à colisão Brasiliana (≈630 Ma), presente no Sistema Orogênico Sergipano. O SAV ocorrem intrusivo em rochas metassedimentares do Domínio Macururé e ao sul é tectônico, via Zona de Cisalhamento São Miguel do Aleixo, com o Domínio Vaza-Barris e à norte, Zona de Cislhamento Belo Monte-Jeremoabo, com o Domínio Marancó. As rochas do SAV apresentam coloração cinza clara, estrutura anisotrópica marcada pelo alinhamento mineral, texturas porfirítica, allotriomórfica e granulação média. A presença de enclaves máficos microgranulares, centimétricos a métricos, com formas arredondadas ou alongadas e sob formato de diques sin-plutônicos indicam que processo de mistura entre magmas máfico e félsico foi importante na estruturação do SAV. As rochas do SAV têm composições de diorito, monzonito e monzodiorito (enclave) e são constituídas por plagioclásio, quartzo, biotita, anfibólio, epídoto, feldspato alcalino, titanita, apatita, minerais opacos e zircão. Nas rochas metassedimentares as presenças de oligoclásio, biotita, muscovita, ilmenita e granada, associado a rochas com albita, muscovita, epídoto, ilmenita e clorita, indicam a presença de metamorfismo regional das condições das fácies xisto verde e anfibolito. O estudo mineraloquímico permitiu inferir que a presença de zonações químicas oscilatória-normal em sugerem que o magma tenha evoluído por cristalização fracionada. Todavia, a zonação oscilatória pode ser o registro dos aportes de magmas máficos responsáveis pelos enclaves presentes no SAV. Utilizando cristais de anfibólio como geobarômetro, pôde-se inferir a profundidade de cristalização do anfibólio como 25 km. A composição dos cristais de biotita indica afinidade orogênica para os magma do SAV. A geoquímica das rochas do SAV permitiu classificar esse magmatismo como potássico, metaluminoso, com afinidades com as suítes shoshoníticas e cálcio-alcalina de alto K2O. O ambiente de geração do magma responsável pelo SAV foi orogênico, do tipo arco vulcânico.

  • BRUNO EDUARDO CARDOSO SILVA
  • "PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA DA SUÍTE INTRUSIVA CANINDÉ, FAIXA DE DOBRAMENTOS SERGIPANA, NE-BRASIL"
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 20/08/2021
  • Dissertação
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  • A Suíte Intrusiva Canindé (SIC) está localizada nas proximidades da cidade de Canindé do São Francisco (SE). A SIC é constituída por um corpo gabroico alongado, na direção NW-SE, intrudido nas rochas metavulcanossedimentares da Unidade Novo Gosto-Mulungu. Nesse trabalho, os estudos se concentraram nas porções leste e oeste da SIC, e tiveram como objetivo principal compreender as relações de campo e os processos magmáticos envolvidos na geração das rochas da SIC, através do estudo petrográfico e geoquímico das rochas. Na porção leste são observados gabros contendo injeções magmáticas quartzo-feldspáticas, que não exibem feições de mistura física com a rocha gabroica, e que caracterizam processo de mingling. Localmente, foi observado o contato entre o gabro e o biotita granito da Suíte Intrusiva Sítios Novos, que apresenta feições indicativas de plasticidade entre os magmas, as quais sugerem colocação contemporânea dos dois magmas. Microscopicamente, os gabros da porção leste apresentam, de forma incipiente, reações de cloritização da augita e da hornblenda, epidotização da titanita e serecitização do plagioclásio. Essas reações são atribuídas à migração de componentes voláteis das injeções magmáticas. Na porção oeste do corpo gabroico, fluídos hidrotermais percolaram fraturas associadas à fase deformacional D3e modificaram a mineralogia primária dos metagabros e metadiabásios da porção oeste. Nos metagabros são observadas reações de cloritização da augita e hornblenda, epidotização da titanita e plagioclásio. Este último também pode ocorrer serecitizado, saussuritizado ou carbonatado. Os fluídos hidrotermais modificaram, de forma localizada, a mineralogia primária do metadiabásio, que apresenta vênulas de injeção de fluído. As rochas da SIC foram classificadas quimicamente, como gabros e a análise da geoquímica dos elementos maiores, traço e ETR evidenciou uma afinidade geoquímica cálcio-alcalina para a SIC. A análise de diagramas binários, com o Zr como índice de diferenciação, permitiu identificar a presença de processos magmáticos como o fracionamento de apatita e a acumulação de plagioclásio nas rochas da porção oeste, e o fracionamento de óxidos na maioria das rochas, com exceção do metadiabásio, que apresenta acumulação gravitacional de óxidos. Os diagramas multielementares de elementos incompatíveis e ETR indicam a presença de duas fontes distintas, uma mais enriquecida (rochas da porção leste) e outra mais empobrecida (rochas da porção oeste). A análise do comportamento das amostras em diagramas discriminantes de ambiente geotectônico, associada a presença de anomalias negativas de Nb, Ta e Ti nas rochas, sugerem que a SIC foi gerada em um ambiente de arco continental.

  • LAISA QUÉLE SILVA DOS SANTOS
  • "PETROGÊNESE DO STOCK FAZENDA ALVORADA, DOMÍNIO MACURURÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 20/08/2021
  • Dissertação
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  • O Stock Fazenda Alvorada (SFA), com aproximadamente 7 km2, é um dos representantes do magmatismo granítico potássico do Domínio Macururé, Sistema Orogênico Sergipano. O stockpossui forma arredondada e ocorre intrusivo nas rochas metassedimentares do Grupo Macururé. A idade U-PbSHRIMPde 630,3 ± 4,2 Ma é interpretada como a idade de cristalização das rochas do SFA. O SFA é composto por biotita sienogranito, quartzo monzonito, quartzo sienito e quartzo monzodiorito. A mineralogia essencial dessas rochas é composta por plagioclásio, feldspato alcalino, quartzo e biotita, e os acessórios são muscovita, epídoto, apatita, zircão, titanita, magnetita, clorita e allanita. As análises químicas pontuais revelaram que os cristais de plagioclásio dessas rochas são albita e oligoclásio. A microclina apresenta composições próximas ao polo puro do Or. A biotita é primária e encontra-se reequilibrada. A presença de epídoto magmático sugere cristalização em altas pressões. Dados geoquímicos de rocha total indicam que as rochas do SFA são metaluminosa e peraluminoso e apresentam afinidade com as rochas da associação shoshonítica. Os padrões multielementares e de ETR são similaridades e diagramas Harker exibem alinhamento, sugerindo correlação genética. O enriquecimento de ETRL em relação aos ETRP e as depleções de Nb, Ta, Ti são compatíveis com rochas que se originaram de magmas com assinatura de arco. Os resultados obtidos utilizando elementos maiores e traços, evidenciam que essas rochas exibem assinaturas típicas de rochas potássicas geradas em um ambiente de arco continental e tiveram evolução controlada por cristalização fracionada. As condições termobarométricas de cristalização, definidas a partir de dados químicos de minerais, mostram temperaturas variando de 810°C a 901°C, pressões de 2,4-4,1 kbar e condições de alta fugacidade de oxigênio. As rochas do StockFazenda Alvorada representam uma intrusão que se colocou em estágio sin-colisional da estruturação do Sistema Orogênico Sergipano.

  • PEDRO VICTOR OLIVEIRA GOMES
  • "ANÁLISE MULTITEMPORAL DOS AJUSTES MORFOLÓGICOS NO BAIXO RIO SÃO FRANCISCO (NORDESTE, BRASIL): IMPACTOS DA BARRAGEM DE XINGÓ NA DINÂMICA FLUVIAL"
  • Orientador : FELIPE TORRES FIGUEIREDO
  • Data: 27/05/2021
  • Dissertação
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  • Após a sucessiva construção de 6 grandes barragens ao longo do último século, principalmente após a construção da barragem de Xingó, o baixo curso do rio São Francisco (BSF) sofreu reduções na descarga média de água e na sua capacidade de transportar a carga sedimentar em direção a sua foz. Apesar disso, a discussão sobre a avaliação do papel das barragens e do clima nos ajustes morfológicos do rio São Francisco é escassa. Para preencher essa lacuna e avaliar o papel do reservatório de Xingó nos ajustes morfológicoss, esse trabalhou objetivou a caracterização e quantificação dos ajustes que ocorreram no BSF. Para isso foi utilizada uma série temporal de 35 anos, assim como dados de descarga de água e sedimentos ao longo de 17 trechos entre a barragem de Xingó e a cidade de Penedo (estado de Alagoas). Para avaliar a influência das mudanças climáticas ao longo do BSF, realizamos ajustes de regressões lineares confrontando dados de pluviosidade e vazão durante os períodos pré (1941-1961) e pós-Xingó (1995-2018). As imagens de satélite demonstraram um predominância de ajustes morfológicos internos ao canal em relação aos externos, com uma baixa taxa de migração lateral e uma pequena variação da sinuosidade do canal.Após a construção de Xingó, o percentual de barras de meio de canal manteve-se constante nos grupos mais próximo à barragem (G1 e G2), enquanto o G3 apresentou um aumento nas de leito. Entretanto, com a diminuição das vazões devido à redução das chuvas na bacia de drenagem, os sedimentos passaram a ser depositados cada vez mais próximos da barragem. Este processo levou também ao aumento da taxa de entrelaçamento do canal no BSF. Foi com o início desse período de seca prolongada (2013-presente) que as maiores diminuições na largura do canal ocorreram em todos os trechos analisados. Esse período de estiagem foi responsável pela diminuião de 40,4% da vazão no período pós-Xingó, representando o principal controle das vazões de água e dos ajustes morfológicos decorrentes dessa diminuição. Portanto, a redução nas descargas defluentes da barragem de Xingó, assim como as demais localizadas rio acima, é, em grande parte, uma consequência da redução da pluviosidade na bacia do rio São Francisco.

  • MARCEL VINICIUS SANTOS LEANDRO
  • "PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL DAS ROCHAS ALCALINAS DO BATÓLITO SIENÍTICO ITABUNA, PROVÍNCIA ALCALINA DO SUL DO ESTADO DA BAHIA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 14/05/2021
  • Dissertação
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  • A única ocorrência de rochas alcalinas subsaturadas em SiO2no Cráton São Francisco estão delimitadas à Província Alcalina do Sul do Estado da Bahia (PASEBA). Uma província formada por magmatismo alcalino anorogênico neoproterozóico que intrudiu rochas granulíticas e gnáissico-migmatíticas do Cráton do São Francisco. Dentre os diversos plútons que constituem a PASEBA neste trabalho foram estudadas rochas do maior corpo, o Batólito Sienítico Itabuna (BSI), aflorante na porção norte próximo aosmunicípios de Itabuna, Itajuipe e Uruçuca. O Batólito Sienítico Itabuna é constituído por sienitos, monzonitos, foidsienitos e em menores volumes dioritos e gabros. Rochas representativas do BSI foram investigadas com petrografia clássica e eletrônica. As análises químicas dos minerais foram obtidas com Espectrômetro de Comprimento de Onda (WDS) acoplado a uma Microssonda Eletrônica (EPMA) e Espectrômetro de Energia Dispersiva (EDS) acoplado a um Microscópio Eletrônico de Varredura. As rochas possuem granulação de fina a grossa. Os minerais essenciais são feldspato alcalino, plagioclásio e nefelina, que juntos com a biotita, anfibólio e clinopiroxênio são os fenocristais mais frequentes. A matriz é composta principalmente por feldspatos alcalino, plagioclásio e nefelina. Os teores de Anortita do plagioclásio variam de albita até labradorita. A biotita corresponde quimicamente a siderofilita, lepidomelano e Fe-biotita. O clinopiroxênio foi classificado como diopsídio, hedenbergita e augita. As composições do anfibólio possuem grandes variações químicas que os define como pertencentes aos grupos do anfibólio Cálcico, Fe-Mg-Mn-Li e Na-Ca. Os minerais acessórios presentes são: apatita, sodalita, cancrinita, ilmenita, magnetita, pirita, calcopirita, zirconolita, olivina, allanita, baddeleyíta, zircão, calcita, monazita, barita, bastnesita e thorita. Identificou-se composições de cristais primários na biotita, anfibólio, allanita e zirconolita. A substituição acoplada ETR3++ Si4+= Ca2++P5+identificada nos cristais de apatita pode auxiliar a formação dos cristais de monazita. Identificou-se nessas rochas a presença de cristais diminutos que indicam ação de fluidos magmáticos como os carbonatos, pirita, monazita e thorita. Inferiu-se temperaturas magmáticas (<989 oC) pressões média para colocação do magma (<5.2 kbar) e fugacidade de oxigênio alta em cristais de clinopiroxênio. Temperaturas <790 oC e pressões <2.2 kbar foram obtidas nos cristais de biotita primários. E parâmetros pós-magmáticos com base nos pares de exsolução ilmenita e magnetita (temperaturas máximas de 765 oC). Inferiu-se a cristalização fracionada como principal processo responsável pela evolução das rochas do Batólito Sienítico Itabuna, uma hipótese também adotada para outros plutons da PASEBA. A compilação e interpretação dos dados gerados foramsintetizadas sob a forma de um artigo científico.

  • LUISA SAMPAIO FRANCO
  • "ANÁLISES HIERÁRQUICA E DE REGRESSÃO LINEAR APLICADAS AOS MAPEAMENTOS DE SUSCETIBILIDADE E DE RISCO AOS MOVIMENTOS DE MASSA (BAIRRO CIDADE NOVA, ARACAJU – SE, BRASIL)"
  • Orientador : FELIPE TORRES FIGUEIREDO
  • Data: 16/04/2021
  • Dissertação
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  • O município de Aracaju, capital de Sergipe, tem em sua paisagem periférica, na região norte, a preservação de tabuleiros costeiros com elevações de até 100 m e inclinações do terreno superiores à 30º, naturalmente favoráveis à ocorrência de movimentos gravitacionais de massa. Nos anos 2000 e 2010 esta região, especificamente o Bairro Cidade Nova, área do presente estudo, sofreu com a intensificação da abertura de cortes em taludes para construção de moradias, o que tem acarretado eventos discretos de escorregamentos de solo, com prejuízos materiais, e colocado pessoas em riscos de morte no período chuvoso. Como forma de contribuir para redução deste risco, que vem sendo monitorado de forma qualitativa e de pouco detalhe, foi proposto no presente trabalho o mapeamento semiquantitativo. Foram adotados como métodos o processo de análise hierárquica e regressão linear, com o objetivo de realizar o mapeamento de suscetibilidade e de risco em escala de detalhe. Com a ponderação dos parâmetros em software GIS, a fotointerpretação de imagens de satélite e imagens aéreas oblíquas, obteve-se que 3,08% do terreno está em condição de muita alta suscetibilidade a movimento de massa e que 356 moradias se encontram em situação de risco, necessitando do mapeamento em escala de detalhe casa a casa. Após aplicação do método AHP, o mapeamento de campo revelou 43 setores de risco, um aumento de 80% no número de setores sob risco alto, e 75 % no número de setores de risco muito alto em relação ao mapeamento da Defesa Civil de Aracaju. Apesar disto, houve redução de 61,6 % de pessoas em risco muito alto e 57 % em risco alto, o que demonstra a relevância do método.

2020
Descrição
  • GABRIEL FRANCISCO JOSÉ VALOIS FREIRE DE MELLO JUNIOR
  • “PETROLOGIA DOS CORPOS CROMITÍFEROS LAJEDO E BARRA-ALGODÕES, SEQUÊNCIA MÁFICA-ULTRAMÁFICA DO COMPLEXO VALE DO JACURICI, BAHIA”
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 27/11/2020
  • Dissertação
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  • As rochas da sequência máfica-ultramáfica do Complexo Vale do Jacurici hospedam o maior depósito de cromo da América Latina. Entretanto, a gênese de formação do depósito do Complexo Vale do Jacurici ainda é pouco compreendida e durante muito tempo os estudos limitam-se a quatro (Medrado, Ipueira, Monte Alegre e Várzea do Macaco) das 15 ocorrências existentes ao longo desse complexo. O objetivo deste trabalho é fornecer novos dados petrográfico, mineraloquímico, geoquímico e estrutural dos corpos cromitíferos Lajedo e Barra-Algodões, de forma a estabelecer um possível panorama genético do Complexo Vale do Jacurici. Dados estruturais obtidos em ambos os corpos, sugerem uma discordância entre os corpos, apontando uma não conformidade para estruturas dobradas, diferentemente do que é visto em outros corpos do complexo. Estudos petrográficos mostram indícios da deformação e metamorfismo sofrido por essas rochas através de flogopitas pré-cinemáticas e paragênese metamórfica de baixa temperatura, além da presença de sulfetos secundários. Análises de química mineral indicam a formação do deposito tenha ocorrido com a participação de mais de um pulso magmático. Além deste, os dados mineraloquímicos sugerem que processos de contaminação crustal tenham atuado na formação dessas rochas. As rochas ultramáficas estudadas apresentam afinidade magmática komatiítica.

  • WILCILENE SANTOS DE ARAGÃO
  • “NOVA ABORDAGEM METODOLÓGICA DE MODELAGEM COMPUTACIONAL E DETERMINAÇÃO DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA PROSPECÇÃO DE FÓSSEIS DA MEGAFAUNA QUATERNÁRIA"
  • Orientador : ALEXANDRE LIPARINI CAMPOS
  • Data: 24/11/2020
  • Dissertação
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  • As descobertas fósseis da megafauna quaternária em Sergipe tiveram início em 1884, com ocorrência predominantemente em afloramentos do tipo tanque. Atualmente há registros de ocorrências de herbívoros das espécies Catonyx cuvieri, Equus neogeus, Eremotherium laurillardi, Notiomastodon platensis, Pachyarmatherium brasiliense, Paleolama major, Toxodon platensis, além de registros indeterminados de Glyptotherium e Mylodontidae. No grupo dos carnívoros a única espécie com ocorrência para o estado é Smilodon populator. Modelos de paleodistribuição podem auxiliar na identificação de regiões com maiores chances de ocorrência pretérita das espécies e a combinação de projeções desses modelos com algoritmos de priorização de áreas como o Zonation, pode constituir um framework metodológico aplicável à prospecção fóssil. O objetivo deste trabalho é determinar regiões com maior potencial fossilífero em Sergipe, através do uso de dados de paleodistribuição das espécies, vieses tafonômicos, informações geomorfológicas e uso dos espaços geográficos adicionados ao software Zonation, e comparar com o que é conhecido na literatura para o Estado. A construção dos modelos de paleodistribuição foi realizada utilizado o Maxent, algoritmo que combina registros de ocorrências com dados climáticos espacializados para a confecção de mapas de adequabilidade climáticas. A validação desses mapas foi feita através da análise dos valores da métrica AUC (AUC - Area Under the ROC Curve). Na etapa de determinação de áreas prioritárias foi utilizado o Zonation, que combina os mapas de adequabilidade gerados com dados espaciais de registros de cavernas, variação da elevação e densidade rural do Brasil. As 14 espécies estudadas apresentaram modelos com boa performance preditiva (AUC > 0,75) possibilitando o uso dos mapas obtidos no Zonation. Como resultado, obtivemos um mapa único com as áreas de maior probabilidade de ocorrência fossilífera para todo o conjunto de espécies analisado. Utilizando o estado de Sergipe como referência, as áreas mapeadas com alta prioridade fossilífera para o estado corroboram com as regiões já conhecidas com ocorrência fossilífera e que estão disponíveis na literatura. Outras áreas onde ainda não se conhece ocorrência de fósseis se mostraram potencialmente fossilíferas, podendo ser alvo de futuros esforços de prospecção, inclusive como forma de validação para o modelo apresentado. Diante dos resultados positivos obtidos, pode-se considerar que essa metodologia é válida para outros estudos que tiverem o mesmo objetivo, podendo servir como um arcabouço metodológico consistente para o mapeamento de áreas de priorização para prospecção fóssil. Futuros estudos empíricos serão importantes para refinar os resultados da metodologia proposta, bem como possibilitar uma validação mais abrangente da mesma.

  • ERIK SANTOS SOUSA
  • "PETROLOGIA DO MAGMATISMO EDIACARANO NA PORÇÃO CENTRAL DO DOMÍNIO MACURURÉ: STOCKS GRACCHO CARDOSO E QUEIMADINHA"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 25/09/2020
  • Dissertação
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  • O Domínio Macururé (DM) é um dos sete domínios geológicos que compõe o Sistema Orogênico Sergipano (SOS), que corresponde aos terrenos localizados na porção sul da Província da Borborema. No DM ocorre cerca de 60 intrusões graníticas ediacaranas com afinidades cálcio alcalina de alto-K e shoshonítica. Os stocksGraccho Cardoso (SGC) e Queimadinha (SQ) fazem parte de um alinhamento de rochas de natureza shoshonítica na porção centro-leste do DM. Os stockssão constituídos por biotita quartzo dioritos e biotita quartzo monzodioritos de coloração cinza, granulação média e textura porfirítica, (fenocristais de plagioclásio) com matriz composta de plagioclásio, quartzo, feldspato potássico, biotita e anfibólio. O fluxo magmático orienta os cristais de biotita e plagioclásio do SGC. Enclaves e xenólitos ocorrem de forma subordinada nestes stocks. Nas bordas do SQ observa-se a existência de bandamento gnáissico paralelo à foliação metamórfica regional. Os cristais de plagioclásio (An13-73) são antipertíticos, apresentam frequentemente zoneamento cíclico e normal. O feldspato alcalino é anédrico, pertítico e a biotita é o principal mineral máfico e a hornblenda é subordinada no SGC. Epídoto e titanita apresentam formas euédrica e anédrica e ocorrem inclusos na biotita. Apatita, zircão, allanita, ilmenita, magnetita e rutilo são os minerais acessórios. A composição da biotita varia de Fe-biotita a Mg-biotita, indicando aumento da fugacidade de oxigênio. O anfibólio tem composição de magnésio-hornblenda e cristalizou em pressões entre 4 e 6 kbar (~20 km). As análises geoquímicas revelam que as rochas dos dois stockstêm afinidade cálcio-alcalina de alto-K a shoshonítica, magnesiana, metaluminosa a peraluminosa. Estas rochas são enriquecidas em ETRL em relação aos ETRP e os vales pronunciados em Nb, Ta e Ti indicam que os magmas foram gerados em zonas de subducção. A idade de cristalização U-PbSHRIMP obtida para o SGC de 603 ± 8 Ma em associação com os dados de campo, petrológicos e geoquímicos permitem inferir que ambos os stockssão de colocação sin-colisional.

  • HERBERT JOSÉ CRUZ RESENDE
  • "PETROLOGIA DO BATÓLITO POÇO REDONDO, DOMÍNIO POÇO REDONDO, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 10/07/2020
  • Dissertação
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  • O Batólito Poço Redondo (BPR), com idade de 623 ± 7 Ma, é uma intrusão de 210 km2, alongada no sentido NW-SE e localizada na região noroeste do Estado de Sergipe. Nessa pesquisa foram obtidos dados petrográficos e químicos para as rochas deste batólito e encaixantes migmatíticas. O BPR é intrusivo no Domínio Poço Redondo (DPR), Sistema Orogênico Sergipano, o qual contém vários corpos intrusivos. Ao Norte, o BPR faz contato tectônico com as rochas vulcanossedimentares do Domínio Canindé, pela Zona de Cisalhamento Macururé. Ao Sul, os contatos são intrusivos com as rochas gnáissico-migmatíticas do DPR. O BPR aflora em grandes lajedos nas partes mais altas do relevo, em leitos de riachos intermitentes, drenagens e em açudes secos, na forma de blocos in situe rolados. Em campo estas rochas apresentam estruturas de fluxo magmático e tectônica e contêm xenólitos de migmatito. As rochas do BPR são monzogranito e granodiorito de cor cinza, de granulação média a fina, com textura predominantemente equigranular, por vezes inequigranular e com fenocristais de feldspatos. Ao microscópio, estes granitos (s.l.) têm textura hipidiomórfica, localmente com foliação magmática que orienta cristais de biotita e feldspatos. A mineralogia essencial das rochas do BPR é composta de: fenocristais oligoclásio e de andesina, por vezes zonados, e cristais menores geminados; quartzo, com evidências de deformação no estado sólido, como migração de borda e formação de subgrãos; megacristais de feldspato alcalino poiquilíticos, por vezes pertíticos, e como cristais menores; e biotita primária, poiquilítica, por vezes com estruturas de deformação, como extinção ondulante e planos de clivagem retorcidos. A mineralogia acessória é composta por cristais de muscovita, clorita, epídoto, titanita, allanita, apatita, monazita, zircão e minerais opacos. Os granodioritos e monzogranitos do BPR são metaluminosos a peraluminosos, magnesianos, cálcio-alcalinos a álcali-cálcicos e altamente fracionados (SiO2> 68%). O paleossoma é granodiorito e o leucossoma tem composição que varia entre granodiorito, monzogranito e sienogranito. A mineralogia do leucossoma dos migmatitos é similar à presente no BPR, contudo os cristais de plagioclásio dos migmatitos são mais cálcicos (oligoclásio até bytownita), predominando labradorita no paleossoma. Os dados geoquímicos do leucossoma migmatítico são similares aos das rochas do BPR. Esses novos dados petrográficos e químicos, somados às relações de contatos intrusivos, presença de xenólitos migmatíticos no BPR e dados isotópicos relatados na literatura, permitem advogar a hipótese que o magmatismo responsável pela geração do Batólito Poço Redondo possa ser resultado da fusão parcial dos migmatitos do Complexo Migmatítico Poço Redondo.

  • IAGGO OLIVEIRA CORREIA
  • "FAIXAS DE PROTEÇÃO À EROSÃO COSTEIRA NO DELTA DO RIO SÃO FRANCISCO"
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 16/03/2020
  • Dissertação
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  • A erosão costeira no delta do rio São Francisco, intensificada pela construção de barragens ao longo do seu curso, contribuiu para destruição do povoado do Cabeço, no Estado de Sergipe. Para minimizar ou evitar danos similares no futuro, recomenda-se implementar delimitações de até onde é seguro ocupar em determinado tempo, denominadas de faixas de proteção costeiras. Este trabalho objetivou determinar faixas de proteção para o delta do rio São Francisco. Foram utilizados registros da vazão fluvial e imagens dos satélites Landsat-5 e 8, de 1986 a 2017. A regressão linear quantificou as taxas de variação posteriormente classificadas em comportamentos da linha de costa. Os valores mais erosivos foram utilizados para delimitar larguras de segurança à erosão costeira. Uma validação da eficiência do método numérico, utilizado para determinar faixas de proteção, foi realizada de 1986 para 2017. As faixas de proteção foram projetadas de 2017 para 2037 associadas ao critério em que as faixas projetadas pelo método numérico localizadas sobre unidades de conservação ou ecossistêmicas seriam recuadas aos limites internos das unidades. De 1986 a 2017, a vazão fluvial média foi reduzida em 24%, não acentuando os valores das taxas mais erosivas, mas contribuindo para o aumento de 32% de trechos em erosão na linha de costa. Os valores mais erosivos dos lados alagoano (-55,23 ± 10,06 m/ano) e sergipano (-153,13 ± 0,11 m/ano) do delta apresentaram intensidades diferentes devido às dinâmicas costeiras distintas. Foi validada a eficiência do método numérico de delimitação de larguras de segurança à erosão costeira, e exposta a necessidade do uso do critério de recuo de faixas baseado em características locais. Portanto, as faixas de proteção para 2037 utilizaram método numérico (largura de 3.062 m no lado sergipano) e o critério de recuo ao limite interno da APA de Piaçabuçu (lado alagoano). Este modelo pode minimizar ou evitar riscos socioeconômicos à erosão costeirae incentivar a sustentabilidade ambiental.

  • LEONARDO BARBOSA DE OLIVEIRA
  • "CARACTERIZAÇÃO DE RESERVATÓRIOS TURBIDÍTICOS ATRAVÉS DE MODELAGEM DE PROPRIEDADES ELÁSTICAS: UMA APLICAÇÃO NA FORMAÇÃO CALUMBI, BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS"
  • Data: 20/02/2020
  • Dissertação
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  • Reservatórios arenosos canalizados em ambientes de águas profundas são de grande importância para a atividade de exploração e produção de petróleo, visto que podem constituir importantes jazidas de petróleo. A natureza bidimensional dos afloramentos descritos na literatura e o caráter pontual das informações adquiridas através de poços compõem fatores limitantes para a adequada caracterização deste tipo de ambiente sedimentar e de suas heterogeneidades. A ausência de informação entre os pontos amostrados por poços em um reservatório petrolífero é usualmente suplantada através da utilização de dados sísmicos 3D. A modelagem geológica mitiga os efeitos da baixa resolução da sísmica e pode ser otimizada na distribuição espacial de propriedades das rochas ao incorporar volumes sísmicos invertidos que dispõem de dados ao longo de todas as camadas litológicas. Este estudo apresenta uma modelagem sintética de propriedades elásticas associadas a propriedades físicas para criticar e otimizar a modelagem geoestatística implementada em dados reais de reservatórios turbidíticos da seção maastrichtiana da Formação Calumbi, Sub-bacia de Sergipe. Aspectos geomorfológicos e litológicos descritos na literatura e em afloramentos análogos na Sub-bacia de Alagoas, associados às suas repostas em função de suas velocidades compressionais, velocidades cisalhantes, densidades e espessuras, foram sucessivamente testados para reduzir a incerteza na distribuição espacial entre os pontos que apresentam uma alta resolução vertical de dados. Os resultados obtidos apontam as variações de velocidades da onda P e da onda S como principais influenciadores no sinal sísmico e no atributo de diferenças entre a impedância P e S. Uma equação permitiu modelar os efeitos destes atributos e, deste modo, implementar correções nos aspectos geométricos e faciológicos das rochas avaliadas.

  • ILLANA ROCHA OLIVEIRA
  • "PETROGÊNESE DOS STOCKS MOCAMBO E FRUTUOSO, DOMÍNIO MACURURÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 19/02/2020
  • Dissertação
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  • Os stocks Mocambo (SM) e Frutuoso (SF), ambos com aproximadamente 3,0 km2, possuem formas alongadas e ocorrem intrusivos nos metassedimentos do setor centro-leste do Domínio Macururé (DM). As rochas dos stocks apresentam foliações magmáticas e tectônicas com orientação geral NE-SW, paralelas àquelas encontradas nas rochas metassedimentares encaixantes. A idade U-PbSHRIMP de 614 ± 7 Ma é interpretada como a idade de cristalização das rochas do SM. As rochas dos stocks apresentam grandes similaridades petrogáficas, são rochas leucocráticas com granulação média a grossa. O SM é composto por quartzo dioritos e quartzo monzodioritos. A rochas do SF são quartzo dioritos porfiríticos. Enclaves magmáticos máficos (MME) de diferentes tipos ocorrem nesses stocks. No SF, foi observado um enxame de enclaves poligênicos que correspondem a dioritos. A presença de enclave e texturas ígneas de resfriamento nessas rochas indica que houve a coexistência de pelo menos dois magmas distintos na câmara magmática, um magma máfico, mais quente, e um magma félsico mais frio. As análises químicas pontuais revelaram que os cristais de plagioclásio dessas rochas são oligoclásio e albita. A microclina apresenta composições próximas ao polo puro do Or. A biotia é primária e encontra-se reequilibrada. No SF e seus enclaves, o anfibólio cálcico ocorre associado aos cristais de biotita, e os dados indicam que esses se cristalizaram em pressões médias de 7,0 Kbar, correspondendo a profundidades de 26 km, e em um ambiente de alta O2. A presença de epídoto magmático também sugere cristalização em altas pressões. Os dados geoquímicos indicam que as rochas do SF e MME são essencialmente metaluminosas, enquanto no SM são metaluminosas a fracamente peraluminosas. Todas as rochas estudadas são magnesianas e apresentam afinidade com as rochas da associação shoshonítica. Os padrões multielementares e de ETR são similaridades em suas geometrias e diagramas Harker exibem forte alinhamento, sugerindo correlação genética. O enriquecimento de ETRL em relação aos ETRP e as depleções de Nb, Ta, Ti são compatíveis com rochas que se originaram de magmas com assinatura de arco. Os resultados obtidos utilizando elementos maiores e traços, evidenciam que essas rochas exibem assinaturas típicas de rochas potássicas geradas em um ambiente de arco continental e tiveram evolução controlada por cristalização fracionada e mistura de magmas. Razões de elementos traços indicam que a fonte desses magmas pode estar associada ao manto litosférico enriquecido (metassomatizado) abaixo de uma zona de subducção. Adicionalmente, sugere-se que os stocks Mocambo e Frutuoso representam intrusões que se colocaram em estágio cedo a sin-colisional com relação à orogenia Brasiliana, e absorveram parte dessa deformação.

  • OTAVIO LEITE CHAVES
  • "CARACTERIZAÇÃO E MODELAGEM GEOLÓGICA 3D DE RESERVATÓRIOS TURBIDÍTICOS E SEUS IMPACTOS NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO"
  • Data: 10/02/2020
  • Dissertação
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  • Com a melhoria dos dados sísmicos 3D de alta resolução, juntamente com o intenso estudo de afloramentos análogos, o conhecimento sobre os depósitos de canais turbidíticos cresceu bastante nos últimos anos. Porém, mesmo com esses avanços tecnológicos e conceituais, a previsibilidade para esse tipo de reservatório continua sendo muito difícil, principalmente, em áreas com caráter exploratório. Os diferentes tipos de padrões de empilhamentos, além da variedade de preenchimento sedimentar desses depósitos, geram heterogeneidades internas difíceis de serem identificadas devido a limitação dos dados existentes na exploração de hidrocarbonetos. Uma forma de analisar o grau de conexão dos depósitos turbidíticos, principalmente em áreas com poucos poços perfurados e sem histórico de produção, é realizando um teste de formação. A modelagem geológica 3D e a simulação de fluxo são ferramentas que possibilitam uma análise de incerteza associadas ao comportamento de produção de diferentes cenários de ocorrência desses reservatórios, variando os parâmetros estáticos da geologia e os parâmetros dinâmicos da engenharia de reservatório. O trabalho teve como objetivo verificar o grau de comunicação hidráulica nos diferentes cenários de empilhamentos e preenchimentos de complexos de canais, a partir da simulação numérica de um teste de formação com vazão de produção constante de duzentas horas de fluxo. A mudança na deposição do complexo canalizado com predominância de migração lateral para um contexto de maior empilhamento vertical fez com que o grau de confinamento aumentasse. Os diferentes cenários de ocorrência de barreiras geraram pequenos confinamentos, mostrando que para ter muita influência na conectividade hidráulica, os depósitos canalizados precisam de barreiras de permeabilidade bastante efetivas. O aumento da permeabilidade intensificou o alcance da investigação do teste, encontrando barreiras mais rapidamente. O padrão de empilhamento e a variação de permeabilidade foram os fatores mais influentes nos resultados do teste de formação.

  • MAURICIO BRITO HUTTNER
  • "USO DE BADELEÍTA EM GEOCRONOLOGIA E GEOLOGIA DOS DIQUES ENTRE PONTO NOVO E QUEIMADAS, NE DA BAHIA"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 07/02/2020
  • Dissertação
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  • Rochas subsaturadas em sílica, máficas e ultramáficas têm baixa abundância ou até ausência de zircão. Uma alternativa utilizada para datar essas rochas tem sido a badeleíta, um óxido de zircônio que apresenta propriedades minerais similares ao zircão, mas método de concentração diverso. Em 2002 um método alternativo de concentração de badeleíta foi proposto, mas até então não era utilizado no Brasil. Este trabalho apresenta em detalhes uma variação desta metodologia aplicada à realidade brasileira a partir de baixos volumes de amostra, em rotina e que se mostrou eficaz na para concentrado de badeleíta e micro cristais de zircão, inclusive em rochas vulcânicas. Esta metodologia foi testada em amostras de um enxame de diques que inclui um gabro rico em badeleíta datado em 911 ± 27 Ma. Este enxame está associado a um grande lineamento magnético regional segmentado e que se estende das proximidades da cidade de Senhor do Bonfim até as proximidades de Salvador, na Bahia. Ele se encontra integralmente no Cráton São Francisco (CSF), preferencialmente sobre o Cinturão Móvel Salvador Curaçá. Uma área representativa de 50 km x 60 km centrada no gabro datado entre Ponto Novo e Queimadas, Bahia, foi mapeada com o auxílio de dados geofísicos e imagens multiespectrais de satélite para o estudo destes diques. O estudo petrográfico destas rochas revelou três grupos de rocha: sienitos, monzogabros e gabros. Os sienitos são formados por fenocristais de albita imersos em uma matriz de anfibólio/clinopiroxênio, feldspato potássico, quartzo, ilmenita, biotita e ± apatita. Os monzogabros são formados por ripas de labradorita, augita, feldspato potássico, quartzo, ilmenita ± apatita. Os gabros são formados por ripas de labradorita, augita, ilmenita, ± apatita, ± pirita, ± ortopiroxênio e ± quartzo. As principais fases acessórias do gabro são badeleíta, zircão e zirconolita. A composição do gabro, bem como sua idade, são similares ao encontrado em Salvador na Província Litorânea, e reforçam a tese de continuidade destas rochas para dentro do CSF. A composição mineral dos três grupos de rocha encontrados na região é sugestiva de uma origem comum sob diferentes graus de diferenciação.

2019
Descrição
  • ALYSSON FELIPE BEZERRA LÔBO
  • "PETROGRAFIA E QUÍMICA MINERAL DE ROCHAS CALCIOSSILICÁTICAS NO DOMÍNIO MACURURÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 24/08/2019
  • Dissertação
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  • Nos afloramentos dos metassedimentos (ardósias, filitos e quartizitos) e nos xistos do Domínio Macururé são frequentemente observadas a presença de rochas calciossilicáticas (RCS) formando camadas centimétricas e concordantes com o acamamento sedimentar primário. Foram selecionadas 9 amostas de RCS em diferentes regiões do Domínio Macururé para este estudo. A petrografia permitiu identificar a presença de três grupos distintos de RCS. No primeiro grupo, as rochas preservam a mineralogia e estrutura sedimentares, sendo formadas por fragmentos angulosos de rocha, fenoblastos de quartzo e muscovita imersos em matriz de granulação fina. O segundo grupo é composto por amostras que mostram as feições do metamorfismo regional, e aparentemente é o tipo mais abundante, e os minerais presentes são: diopsídio, hornblenda, quartzo, muscovita, minerais opacos e zircão. O terceiro grupo é formado por amostras que apresentam texturas de metamorfismo estático e as rochas são formadas por quartzo, hornblenda, granada, muscovita, biotita, plagioclásio, carbonato, muscovita, zoisita, tendo como minerais acessórios são apatita, ilmenita, zircão. O plagioclásio destas rochas apresentam composições variando albita a oligoclásio, anfibólios (Mg-hornblenda, edenita, Tschermakita); a mica marrom corresponde a biotita e flogopita; epídotos (Al-epídoto e zoisita) e as granadas apresentam composições indicativas de equilíbrio nas fácies xisto verde e anfibolito. Varias reações são apresentadas para explicar a formação dos minerais metamórficos nestas rochas, considerando-se os minerais inclusos.

  • CÁSSIO BRENER ANDRADE ALMEIDA
  • “EVIDÊNCIAS DE MINGLING NA UNIDADE GENTILEZA, DOMÍNIO CANINDÉ, FAIXA DE DOBRAMENTOS SERGIPANA”
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 19/08/2019
  • Dissertação
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  • A Faixa de Dobramentos Sergipana (FDS) está localizada na região nordeste do Brasil e se caracteriza como um cinturão de dobramentos e cavalgamentos pré-cambriano, formado a partir da colisão continental entre o Cráton Congo-São Francisco e o Maciço Pernambuco-Alagoas, durante a Orogenia Brasiliana/Pan-Africana. A FDS apresenta complexidade geológica evidenciada por cinco domínios estruturais e litológicos denominados de Canindé, Poço Redondo-Marancó, Macururé, Vaza Barris e Estância. O Domínio Canindé (DC) está situado na região setentrional da FDS e possui forma alongada, direção NW-SE, paralelo ao Rio São Francisco (SE), com 4 a 10 km de largura, composto pelas unidades Novo Gosto-Mulungú, Gentileza e Suíte Intrusiva Gabróica, além de granitos diversos que intrudem as unidades mais antigas do domínio. O objeto de estudo deste trabalho são os afloramentos de corte de estrada, com 1,4 Km de extensão, situados ao longo da rodovia SE-200, ao norte da cidade de Canindé do São Francisco (SE). O objetivo do trabalho foi identificar e caracterizar a mineralogia, os aspectos texturais e as feições demingling presentes nos afloramentos, resultantes da interação de um termo máfico (anfibolito – Unidade Gentileza) e félsico (metamonzogranito/ metasienogranito - Granito Boa Esperança). As etapas de trabalho contemplaram oito trabalhos de campo, estudos macro e microscópicos e análise geoquímica de rocha total. As feições de mingling observadas nos afloramentos são estrutura tipo pillow, filtragem-prensagem e porções complexas com injeções félsicas. O anfibolito da Unidade Gentileza é maciço e granular, por vezes foliado, com textura equigranular média a fina. Microscopicamente, o anfibolito é inequigranular, hipidiomórfico, com mineralogia composta por hornblenda (28-56,7%), biotita (1,2-12,1%), plagioclásio (18,3-39,9%), quartzo (0,2-6,5%), minerais opacos (0,4-5,4%), titanita (0,8-4,5%), zircão (< 1%), apatita (0,3-1,6%), sericita (0-7,9%), clorita (0-2,3%), epidoto (< 1%) e carbonato (0-3%). O metamonzogranito (Granito Boa Esperança) é maciço, coloração que varia de bege a rosa-amarelado claro e é inequigranular. Microscopicamente, o metamonzogranito possui granulometria média a grossa, composto por quartzo (36,5-38,5%), K-feldspato (20,4-33,3%), plagioclásio (19,3-27,6%), biotita (1,6-3,8%), minerais opacos (1,5-3,2%), titanita (0,3-1,3%), apatita (0,2-0,3%), sericita (5,8-7,1%), epidoto (0,2-0,6%) e clorita (0,2-0,6%). O metasienogranito (Granito Boa Esperança) possui cristais inequigranulares e granulometria fina a média, composto por quartzo (47%), K-feldspato (34%), plagioclásio (5%), biotita (1%), minerais opacos (2%), titanita (1%), apatita (1%), sericita (8%) e epidoto (1%). Os dados geoquímicos indicam que o protólito dos anfibolitos corresponde, em sua maioria, à andesitos basálticos e andesitos. No diagrama multi-elementar de elementos-traço, as amostras de anfibolito apresentam um padrão de enriquecimento de LILE e de HFSE em relação aos ETRP, com anomalias negativas de Ta, Ti e P, e positiva de La. O padrão de ETR para o anfibolito mostra enriquecimento de ETRL em relação aos ETRP. Os dados geoquímicos dos anfibolitos são compatíveis com magmas gerados em ambiente geotectônico do tipo intraplaca continental, possivelmente representado por um rifte continental, enquanto que os dados do metamonzogranito/metasienogranito sugerem um magma gerado em ambiente de granitos de arcos vulcânicos.

  • FÁBIO BEZERRA DAMASCENO
  • "PETROGRAFIA, QUÍMICA MINERAL, GEOQUÍMICA E ISÓTOPOS DE S DAS MINERALIZAÇÕES DE Cu-Ni DO COMPLEXO GABRÓICO CANINDÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : CARLOS DINGES MARQUES DE SA
  • Data: 16/08/2019
  • Dissertação
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  • O Complexo Gabroico Canindé (CGC) é um corpo máfico-ultramáfico que apresenta mineralizações de Cu-Ni, localizado no nordeste do Brasil. Com cerca de 240 km2, o CGC é intrusivo em rochas metavulcanossedimentares do Domínio Canindé (DC), no Sistema Orogênico Sergipano. Sua colocação ocorreu durante um evento distensional intracontinental a 690 ± 16 Ma. É constituído por uma diversidade de rochas gabroicas que têm como minerais principais plagioclásio, anfibólio e piroxênio, como minerais assessórios são observados óxidos e sulfetos, além de uma assembleia mineralógica secundária. Os resultados mineraloquímicos permitiram a identificação de diversos sulfetos, de Fe-Zn-Cu-Ni, onde a mineralização de Cu-Ni ocorre representada por calcopirita (FeCuS2) e pentlandita ((Fe,Ni)9S8), que ocorrem de forma disseminada nos gabros. Os dados obtidos determinaram que os sulfetos de Cu-Ni primários apresentam suas bordas alteradas para spionkopita (Cu39S28) e violarita (FeNi2S4), resultado de um processo de oxidação por fluido hidrotermal, em evento pós-magmático. As análises geoquímicas indicaram que as rochas são básicas a ultrabásicas, variando de gabro a gabro-peridotítico, com comportamento de óxidos indicando processos de cristalização fracionada. A composição isotópica do enxofre situa-se entre 1,3‰ < δ34S < 2,7‰, mostrando uma fonte de S não magmática, associando a δ34S ao contexto geológico e dados de campo, foi possível propor que houve enriquecimento em S relacionado a contaminação crustal pela assimilação de folhelhos negros da unidade encaixante do DC. Os nossos resultados permitiram propor um modelo metalogênico para estas ocorrências, onde classificou-se estas mineralizações como magmáticas com adição de enxofre por contaminação crustal, apresentando um posterior enriquecimento em Cu-Ni associado remobilização de elementos devido a exposição à fluidos hidrotermais.

  • DOUGLAS BARRETO DE OLIVEIRA
  • "PETROLOGIA DO STOCK SERRA DA VACA, DOMÍNIO POÇO REDONDO, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 26/07/2019
  • Dissertação
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  • O StockSerra da Vaca (SSV) aflora por 19 km2é alongado NE-SW e localiza-se no Domínio Poço Redondo, no Sistema Orogênico Sergipano. O SSV é intrusivo nos migmatitos de Poço Redondo e nos granitos do Batólito Poço Redondo. O SSV é constituído predominantemente por biotita granodioritos, com álcali-granito e sienogranitos subordinados. As rochas do SSV apresentam cor cinza estrutura dominante isotrópica e textura equigranular. A mineralogia essencial dessas rochas é composta por plagioclásio, microclina e quartzo. Os minerais acessórios são epídoto, zircão, apatita e minerais opacos. O plagioclásio apresenta zonação normal, indicativo de cristalização fracionada e as suas composições variam de albita nas rochas mais evoluídas e andesina nas menos evoluídas. O feldspato alcalino é pertítico e as exsoluções têm composições próximas aos polos puros de albita e ortoclásio. A biotita é máfico principal nas rochas e tem razão Fe/(Fe+Mg) variando de 0,47-0,84 e Altotal de 2,859-3,927 átomos por fórmula unitária. Estas composições indicam que os cristais de biotita são primários e primários reequilibrados e cristalizada a partir de magma cálcio-alcalino. A presença do epídoto primário (19,9<%Ps<28,85) sugere condições de cristalização oxidantes e a pressão mínima de 5 kb (~25 km). Os dados geoquímicos indicam que as rochas do SSV são fortemente evoluídas (70%<SiO2<77,5%), peraluminosas e magnesianas. A filiação magmática dos granodioritos é cálcio-alcalina de alto K, enquanto que os termos mais evoluídos apresentam afinidade shoshonítica, sugerindo que a cristalização do feldspato alcalino seja tardia. Os dados químicos de elementos maiores sugerem que o magma SSV tenha se formado a partir da fusão de protólitos ígneos. As razões 11<(La/Yb)N <70 dos granodioritos e álcali granito indicam forte fracionamento. As anomalias de Eu são pouco pronunciadas para a maioria das amostras do SSV (0,57<Eu/Eu*<0,97), a exceção do álcali-granito e sienogranitos que exibem forte anomalia negativa (0,16-0,30). A relação entre elementos traços (Th, Ta, Hf, Y, Nb, R, Rb) indica que esses granitos foram gerados em ambiente orogênico e um período pós-colisional.

  • FRANCIELY DA SILVA SANTOS
  • “EVOLUÇÃO DO TAMANHO CORPORAL DOS AMONOIDES (MOLLUSCA, CEPHALOPODA) DA BACIA SEDIMENTAR DE SERGIPE-ALAGOAS AO LONGO DO CRETÁCEO”
  • Orientador : ALEXANDRE LIPARINI CAMPOS
  • Data: 05/07/2019
  • Dissertação
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  • Dentro dos estudos macroevolutivos, o tamanho corporal tem sido considerado um dos fenótipos mais diagnósticos na compreensão da interação dos organismos com o ambiente diante da influência dos princípios físicos, ecológicos e evolutivos. Para a determinação dos padrões evolutivos de tamanho corporal, os fósseis são as principais ferramentas que possibilitam visualizar as variações morfológicas ao longo do tempo geológico. Um dos padrões evolutivos mais expressivos, a Regra de Cope, corresponde a uma tendência ao aumento corporal dos organismos ao longo do tempo geológico, expresso como uma vantagem adaptativa. Alguns modelos evolutivos incluem o equilíbrio pontuado, estases e Ornstein-Uhlenbeck,que já foram documentados em diferentes grupos de organismos. A Bacia de Sergipe-Alagoas apresenta um rico e abundante conteúdo fossilífero de organismos marinhos, principalmente de moldes de conchas externas dos extintos amonoides, em um intervalo temporal de pelo menos 25 Ma (Aptiano superior ao Campaniano). Devido à abundância nos registros das rochas cretáceas da Bacia de Sergipe-Alagoas, os amonoides foram selecionados para serem investigados nesse trabalho. Portanto, o objetivo dessa pesquisa foi investigar se o tamanho das conchas de amonoides variaram ao longo do Cretáceo, a partir da técnica de morfometria geométrica, bem como, averiguar por qual modo ocorreu a evolução de seu tamanho corporal. Foram analisados 2045 fósseis, sendo adquiridas as fotografias de 506 amonoides selecionados. Os fósseis selecionados são de diferentes espécies, tombados no Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Sergipe, compreendendo as idades, Aptiano tardio ao Turoniano/Coniaciano (entre ~115 Ma e 90 Ma). As imagens foram tratadas nos softwares TPSutil e TPSdig, inserindo sete marcadores anatômicos em cada foto, em vista lateral, obtendo assim um valor de centroide (Cs) para cada fóssil. A análise morfométrica e a investigação dos modelos evolutivos foram realizadas na plataforma R utilizando respectivamente os pacotes “geomorph” e “PaleoTS”. Os resultados mostraram um aumento no tamanho corporal dos amonoides ao longo do Cretáceo da Bacia de Sergipe-Alagoas e o modelo que melhor representa o padrão evolutivo do tamanho corporal dos amonoides foi o equilíbrio pontuado. Diante do cenário paleoambiental da Bacia de Sergipe-Alagoas durante o Cretáceo, as possíveis causas para o aumento do tamanho corporal estão relacionadas com eventos geológicos e/ou paleoambientais que ocorreram no momento da pontuação (94 Ma). Portanto, a ampliação dos mares ao longo do Cenomaniano e possíveis eventos de extinção ao final do mesmo poderia ter levado ao deslocamento do tamanho ótimo dos amonoides da Bacia de Sergipe-Alagoas.

  • DIEGO MELO FERNANDES
  • “PETROGÊNESE DO STOCK FAZENDA LAGOAS, CENTRO NORTE DO DOMÍNIO MACURURÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO”
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 15/06/2019
  • Dissertação
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  • O StockFazenda Lagoas (SFL), com 20 km2, tem idade de cristalização de 623±4 Ma e éintrusivo nos metassedimentos do Domínio Macururé. O seu contato a norte é afetado pela Zona de Cisalhamento Belo Monte-Jeremoaboque gnaissifica as rochas do SFL. O SFL é essencialmente constituído porquartzo monzonitos, tendo monzogranitose granodioritos subordinados. Os enclavesmicrogranulares são abundantes e correspondem a dioritos. As rochas podem apresentar textura porfirítica e a mineralogia registra deformação no estado sólido a qual foi associada ao cisalhamento regional (kinksem plagioclásio, rotação de felspatos e biotita, ribbonem quartzo). Os cristais de plagioclásio exibem zonações cíclicas normal e inversa e o feldspato alcalino zonação inversa. A composição do plagioclásio varia de oligoclásio-andesina nos monzonitos e nos enclaves varia de oligoclásio-labradorita. A composição da biotitamarromindica origem à partir de magma orogênico.Os anfibólios ígneos correspondem a pargasitae edenita, a barometria comalumínio totalindicou pressões que variam 6,7-7,8 kbar (15-25km) para os monzonitos e de 7,2-9,8 kbar (20-30 km) para os enclaves. A geoquímica indicou afinidade shoshonítica e cálcio-alcalina de alto potássio o magma formador do SFL. Texturas e evolução geoquímica indicam atuação dos processos de cristalização fracionada e mistura entre magmas félsico (monzonito) e máfico (dioritos) foram importantes na formação das rochas do SFL.

  • LAÍSA PEIXOTO RAMOS
  • "GEOMORFOLOGIA DA ZONA COSTEIRA DO SUL DO ESTADO DE SERGIPE"
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 30/04/2019
  • Dissertação
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  • A zona costeira constitui um ambiente que naturalmente atraí pessoas devido, principalmente,às suas belezas e aos recursos naturais. Como consequência da ocupação humana, informações relevantes sobre a geologia e geomorfologia, a exemplo de dunas e manguezais, estão sendo perdidas. O mapa geomorfológico constitui um inventário dos aspectos do substrato e dos processos que ocorrem em uma determinada região. Assim, os objetivos deste trabalho foram: (i) refinar o mapa geológico-geomorfológico existente utilizando técnicas de sensoriamento remoto; (ii) caracterizar o substrato sedimentar; (iii) confeccionar um mapa geomorfológico da zona costeira do sul do Estado de Sergipe. A metodologia incluiu: processamento digital de imagens (PDI), modelo digital de terreno (MDT), trabalho de campo, análise granulométrica e estatística dos sedimentos, confecção do mapa geomorfológico. A partir da análise e integração dos dados obtidos pelas técnicas de processamento digital de imagens e modelo digital de terreno foi possível refinar, redefinir e renomear as unidades geomorfológicas. A zona costeira do sul de Sergipe apresenta duas unidades geomorfológicas: tabuleiros costeiros e planície costeira, que estão em contato entre si por falésias inativas. A planície costeira foi dividida em sete subunidades: terraços marinhos internos, dunas pretéritas, terras úmidas/lagoa, terraços marinhos externos, dunas atuais/interdunas, planícies de maré/manguezais e praias. Em função das diferentes características geomorfológicas e sedimentológicas das unidades/subunidades mapeadas, cada unidade apresentou uma resposta para o processamento digital de imagens e o modelo digital de terreno. No processamento digital de imagens foi possível perceber as diferenças entre: (i) tipos de vegetação existentes na área de estudo, destacando-se principalmente os manguezais; (ii) locais com substrato arenoso exposto, como dunas atuais e praias, devido ao comportamento espectral das areias quartzosas; (iii) áreas com “água limpa” e “água com sedimento em suspensão”, como terras úmidas e lagoa e (iv) alinhamentos e truncamentos dos cordões litorâneos internos e externos. O modelo digital de terreno foi de especial importância para destacar as unidades com diferenças topográficas, como tabuleiros costeiros, dunas pretéritas e dunas atuais. Este trabalho ressaltou a importância do sensoriamento remoto e da utilização de suas técnicas para o aprimoramento do mapeamento geomorfológico de zonas costeiras.

  • JOÃO PAULO DA SILVA SANTOS
  • "LINHA DE COSTA E FAIXA DE PROTEÇÃO À EROSÃO COSTEIRA: ESTUDO DE CASO NAS PRAIAS DO SACO, DO ABAÍS E DA CAUEIRA, SUL DE SERGIPE"
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 30/04/2019
  • Dissertação
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  • A linha de costa do sul de Sergipe, limitada ao norte e ao sul pelas desembocaduras dos rios Vaza Barris e Piauí/Real, apresenta comportamento de erosão, acumulação ou estabilidade. Os eventos de erosão costeira provocam danos nas estruturas antrópicas. Os métodos de contenção, a exemplo das faixas de proteção que necessitam de dados de taxa de variação da linha de costa, são recomendados para as áreas sob recuo. Desta forma, os objetivos deste trabalho foram identificar o comportamento da linha de costa e verificar a eficiência de faixas de proteção nas praias do Saco, do Abaís e da Caueira no sul de Sergipe. A metodologia consistiu no(a): (i) análise multitemporal da linha de costa (1971 a 2017) com o uso de imagens de satélites e fotografias aéreas, (ii) cálculo da taxa e do envelope de variação da linha de costa, (iii) análise conjunta da morfologia dos deltas de maré vazante e da linha de costa situados na desembocadura dos rios Piauí/Real e (iv) análise da eficiência do uso de faixas de proteção por dois métodos distintos: largura fixa de 33 m (método 1) e, largura obtida pela taxa de variação da linha de costa e pelo tipo de construção (método 2). Estas faixas, demarcadas na retaguarda da linha de costa de 1971, foram comparadas com a linha de costa de 2017. No período investigado, a taxa de variação da linha de costa, para as praias do Saco, do Abaís e da Caueira foram de -14,8 a +13,6 m/ano, -0,15 a +2,02 m/ano e -0,37 a -2,44 m/ano, respectivamente. Os valores do envelope de variação foram de 57 a 409 m para a praia do Saco; de 19 a 95 m para a praia do Abaís e de 22 a 125 m para a praia da Caueira. O maior valor do envelope na praia do Saco refletiu a condição de elevada variabilidade morfológica em linhas de costa contíguas às desembocaduras fluviais. As praias investigadas apresentaram comportamento de acresção, estabilidade, erosão e erosão extrema. A análise conjunta da morfologia dos deltas de maré vazante e das linhas de costa corroborou a existência de influência da dinâmica do delta na configuração da linha de costa da praia do Saco. O cenário erosivo mais preocupante ocorreu e, ainda ocorre, na praia do Saco, que apresentou trechos com erosão extrema. As causas dos eventos erosivos são diversas e associadas ao balanço sedimentar negativo. A largura da faixa de proteção pelo método 1 teria evitado danos nas estruturas antrópicas das praias do Abaís e da Caueira, porém não teria sido suficiente na porção sul da praia do Saco. Por outro lado, o método 2 mostrou valores inferiores a 33 m apenas na praia do Abaís. Sendo assim, se as faixas de proteção (método 2) tivessem sido implementadas em 1971, muitos dos danos às estruturas antrópicas teriam sido evitados. Dessa forma, os dados deste trabalho servem de subsídios ao planejamento ambiental da área de estudo.

  • TATIANA MENEZES DA SILVA
  • "IDENTIFICAÇÃO DAS DEFORMIDADES DENTÁRIAS EM FÓSSEIS DE TUBARÕES DA FORMAÇÃO CALUMBI (CRETÁCEO SUPERIOR), BACIA SERGIPE-ALAGOAS E POSSÍVEIS CAUSAS ASSOCIADAS"
  • Orientador : ALEXANDRE LIPARINI CAMPOS
  • Data: 15/03/2019
  • Dissertação
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  • O Oceano Atlântico Sul foi formado ao longo do período Cretáceo e parte de sua história é preservada na sub-bacia sedimentar de Sergipe. Uma de suas formações geológicas mais recentes é a Formação Calumbi (Campaniano ao Recente). O Calumbi-1 (CAL01) é um dos afloramentos dessa unidade, localizado a 1 km ao sul do entroncamento entre a estrada Calumbi e da Ferrovia Centro Atlântica, em Nossa Senhora do Socorro, Sergipe. O CAL01 possui uma diversidade de registros fósseis, incluindo dentes de tubarões. Através dos dentes fossilizados é possível identificar e classificar tais organismos estudando a sua morfologia, e também inferir sobre a preferência alimentar desses seres. Através da morfologia, também é possível reconhecer dentes patológicos. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi comparar e descrever dentes fósseis de tubarões com indicações de anomalias dentárias. Os objetivos específicos foram apresentar as possíveis causas associadas à anomalia e a frequência de deformidades dentárias por gênero e/ou espécie identificada. O material aqui descrito está alojado no Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Sergipe (LPUFS), sendo proveniente de coletas realizadas durante anos de estudos no CAL01. Foram analisados 2.116 dentes fósseis, sendo que 0,75% apresentaram deformidades dentárias. Observou-se que 16 dentes de Squalicorax pristodontus, Squalicorax kaupi, Cretolamna appendiculatae Serratolamna serrata(combinadas) tinham alguma anomalia como ausência do sulco nutritivo, cúspides laterais não desenvolvidas, inversão de polaridade, cúspide arredondada, cúspide curvada, ausência de cúspide, coroa reduzida, dentículos extranumerários, concavidade basal profunda e formato assimétrico. As causas mais prováveis reconhecidas para tais anomalias foram doenças, tipo de dieta, mutações genéticas ou deficiências nutricionais, sendo as mais recorrentes, para os dentes analisados, relacionadas à dieta durofágica, provocando ferimentos nos tecidos formadores dos dentes.

  • ISABEL CRISTINA BEZERRA SANDES SILVA
  • "CICLOS ISOTÓPICOS E TAXA DE CRESCIMENTO EM Mussismilia hispida (VERRILL, 1902): UM REGISTRO PARA O ATLÂNTICO SUL"
  • Orientador : ALEXANDRE LIPARINI CAMPOS
  • Data: 28/02/2019
  • Dissertação
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  • Esqueleto de corais escleractínios incorporam dados geoquímicos capazes de registrar com precisão mudanças ambientais, possibilitando a reconstrução climática da história dos oceanos tropicais, auxiliando na compreensão das atuais mudanças climáticas globais. Essas assinaturas geoquímicas (e.g. isótopos de carbono (δ13C) eoxigênio (δ18O) podem revelar informações sobre a temperatura da superfície do mar (TSM), salinidade, cobertura de nuvem, entre outras. O Atlântico Sul Tropical ainda possui uma carência de estudos paleoclimáticos utilizando arquivos com base em corais. Esta pesquisa objetiva estimar a taxa de crescimento e investigar as alterações dos δ13C e δ18O incorporados no esqueleto do coral Mussismilia hispidadurante seu crescimento, na região do Atol das Rocas, além de verificar o potencial de uso desses dados como proxyno estudo de variações ambientais. Para tanto, foram utilizadas três colônias de M. hispida(MH1, MH2 e MH3), nas quais foram feitas amostragens a cada 5 mm com uma microfuradeira de dentista, o carbonato retirado foi armazenado e analisado no Laboratório de Isótopos Estáveis da Universidade Federal de Pernambuco por espectrometria de massa determinando os valores do δ13C e δ18O. As médias obtidas para o δ13C foram (0,91‰, 0,40‰ e 0,57‰) e δ18O (-3,29‰, 4,09‰ e -4,27‰), para as colônias 13MH1, 13MH2 e 13MH3 respectivamente. Além disso, foram estimadas a taxas de crescimento médio (mm/ciclo) e o número de ciclos para: 13MH1 2.83 ±0.51; 13MH2 3.21±0.86; and 13MH3 3.71±0.82.Doponto de vista para utilização de corais como arquivo climático a espécie possui uma taxa de crescimento suficiente para a obtenção de informações de alta resolução.A fim de consolidar essa espécie como um arquivo natural confiável é necessário expandir as investigações aqui realizadas para outras regiões do nordeste brasileiro.

  • FÁBIO DOS SANTOS PEREIRA
  • "PETROGÊNESE DA SUÍTE MÁFICA DO DOMÍNIO MACURURÉ, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 19/02/2019
  • Dissertação
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  • Os plútons Capela (20 km2), Dores (5 km2), Aquidabã (5 km2), Camará (10 km2), Campo Grande (4 km2) e Pedra Branca (1 km2) constituem a suíte máfica do Domínio Macururé, Sistema Orogênico Sergipano. Estes corpos têm formas elípticas e ocorrem estruturados segundo a foliação regional das encaixantes metassedimentares. As idades U-Pb SHRIMP em zircão obtidas para os plútons Capela (631 ± 3 Ma), Aquidabã (636 ± 4 Ma) e Campo Grande (629 ± 9 Ma) indicam a colocação contemporânea das intrusões. Os plútons são constituídos dominantemente por dioritos e gabros, com termos graníticos subordinados. O Plúton Capela difere dos demais pela presença de cumulatos hornblendíticos. A mineralogia dessas rochas é composta por plagioclásio, anfibólio cálcico, biotita magnesiana, enstatita, augita, diopsídio, quartzo e microclina. Almandina rica na molécula de grossulária ocorre apenas nas rochas dos plútons Capela e Dores. Epídoto, titanita, apatita, allanita, zircão, pirita e ilmenita são os principais minerais acessórios. O caráter magnesiano dos silicatos máficos, aliado a presença de epídoto e titanita magmáticos traduz cristalização sob condições de alta fugacidade de oxigênio, próximas ao tampão NNO. Granada cálcica e epídoto magmáticos, em paragênese com anfibólio e plagioclásio reflete pressões de cristalização mínimas de 8 kbar. As composições químicas de piroxênios, anfibólios e biotita indicam afinidade com rochas da série cálcio-alcalina e similaridade com suítes cumuláticas de arco. Dados geoquímicos de rocha total mostram que essas rochas são cálcio-alcalinas de alto potássio a shoshoníticas, magnesianas e metaluminosas a fracamente peraluminosas. Enriquecimento em ETRL em relação ETRP e acentuadas depleções em Nb, Ta e Ti indicam magmatismo relacionado a subducção. A composição de elementos traços sugere que os gabros e dioritos foram gerados por fusão parcial de um manto litosférico subcontinental enriquecido e evoluíram por cristalização fracionada. Os granitos não exibem correlação genética com as rochas máficas e certamente representam líquidos gerados durante a colocação dos magmas básicos na crosta continental inferior. Evidências de campo e petrográficas, aliadas a dados geoquímicos e geocronológicos indicam que as rochas máficas do Domínio Macururé se colocaram em estágio cedo a sin-colisional durante a estruturação de um arco continental no Sistema Orogênico Sergipano, a cerca de 630 Ma.

  • ISABELA RAMOS SOARES
  • "MAPEAMENTO SÍSMICO DA FM. CALUMBI NO CAMPO DE CARAPITANGA, BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS (SE)"
  • Orientador : FELIPE TORRES FIGUEIREDO
  • Data: 31/01/2019
  • Dissertação
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  • O Campo de Carapitanga é produtor de petróleo e gás na Formação Calumbi, inserida no contexto drifte da bacia Sergipe-Alagoas. O campo é classificado como um campo de acumulação marginal e, assim como maioria dos campos terrestre do país, encontra-se com seu estágio de produção em declínio. A Formação Calumbi apesar de ter importante papel na produção de hidrocarboneto na sub-bacia Sergipe, tem sua geologia pouco discutida abertamente, sendo objeto de discussão no tocante ao seu ambiente deposicional e continuidade de reservatório. A análise sísmica, utilizando os conceitos de interpretação sismoestratigráfica como terminações, padrões externos e arquitetura externa de refletores, aliado a revisão bibliográfica acerca de ambientes deposicionais de plataforma costeira e águas profundas, permitiu o reconhecimento e mapeamento de fácies sísmicas no campo de Carapitanga, localizado na foz do Rio São Francisco. Com o reconhecimento e mapeamento desses refletores foi possível identificar a predominância de fácies sísmicas com padrões caóticos e sub-paralelos, que evidenciam através da arquitetura externa, a presença de complexo de canais que se sobrepõem, com preenchimento interno por depósitos de gravidade, e depósitos de extravasamento, resultado do abandono de canais anteriores. Este modelo contrasta com outras áreas de deposição ao sul da bacia em que a Formação Calumbi foi depositada sob condições plataformais influenciada por ondas.

  • DANILO DOS SANTOS TELES
  • "GEOLOGIA E GEOQUÍMICA DO STOCK SERRA DAS INTÃS, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO, NE BRASIL"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 31/01/2019
  • Dissertação
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  • O Stock Serra das Intãs (SSI) é um corpo de 5 km2, tem forma elipsoide, com orientação NW-SE que ocupa a região axial de um sinforme localizada entre os municípios de Gararu e Porto da Folha. Esse stock é intrusivo nos metassedimentos do Grupo Macururé do Sistema Orogênico Sergipano. O SSI é constituído por muscovita biotita monzogranitos, holeucocráticos de cores cinza esbranquiçada, granulação média a fina, textura equigranular, localmente com estrutura gnáissica. Biotita é o mineral máfico nestas rochas e a muscovita mostra-se associada a biotita, estas micas incluem cristais subédricos de apatita, titanita e zircão. Análises químicas de feldspatos e biotita permitiram identificar a composição dos cristais de plagioclásio como tendo zonação composional normal, variando de albita (An2-10%) até oligoclásio (An10,1-15,4%) e o feldspato alcalino (Or91-94,5%Ab5,4-9,7%) similares ao descritos. Os dados químicos de cristais de biotita permitiram classificá-las como Fe-biotita, primárias reequilibradas associadas a magmas cálcio-alcalinos orogênicos. As rochas são peraluminosas a metaluminosas, e apresentam afinidades com as séries cálcio-alcalinas de alto potássio e shoshonítica, que se posicionam no campo dos granitos cordilherianos magnesianos. Elas apresentam enriquecimento dos LILEs em relação aos HFSE, com vales pronunciados em Nb, Ta, P e Ti; e têm enriquecimento dos ETRLeves em relação aos ETRPesados, com fracas anomalias negativas em Eu. A assinatura geoquímica do SSI é compatível com uma ambiência de arco de granitos sin-colisionais.

  • GERMAN MENESES HERNANDEZ
  • "PANORAMA E VANTAGENS DO USO DE ANÁLOGOS DE RESERVATÓRIO DE ÁGUAS PROFUNDAS, EXEMPLO DA FORMAÇÃO CALUMBI, CAMPO CIDADE DE ARACAJU, BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS"
  • Orientador : FELIPE TORRES FIGUEIREDO
  • Data: 30/01/2019
  • Dissertação
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  • Depósitos sedimentares marinhos de águas fundas como leques submarinos e de correntes de turbidez constituem os mais abundantes e por isso importantes reservatórios de petróleo do mundo. Entretanto o fato de terem alto custo para extração e produção motivou a indústria a buscar análogos de reservatório de subsuperfície em afloramentos de rocha de fácil acesso, como forma de compreender entre outras características a distribuição de camadas porosas. Apesar disso a forma de abordagem deste tipo de estudo ainda é discutível, por que varia muito em cada trabalho, na busca pelo análogo ideal. Como forma de entender cada caso a presente contribuição ilustra em detalhe a abordagem de mais 100 artigos relacionados ao tema, discutindo sua concentração por tipo de bacia em cada contexto tectônico e se o foco do trabalho foi qualitativo ou quantitativo. Além disso destaca-se a importância de se estudar um exemplo real do campo Cidade de Aracaju (Formação Calumbi), da Bacia de Sergipe-Alagoas, como forma de contribuir para discussão sobre análogos de águas profundas.

  • KAROLINE FERREIRA DA SILVA MECENAS
  • "AS ROCHAS VULCÂNICAS DA ILHA SÃO JORGE, AÇORES (PORTUGAL): PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA"
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 30/01/2019
  • Dissertação
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  • A Ilha São Jorge faz parte do Grupo Central do Arquipélago dos Açores (Portugal), que está situado próximo à junção tríplice, entre as placas litosféricas Norte-Americana, Euro-Asiática e Africana, na região do Atlântico Norte. O vulcanismo nesta ilha é do tipo fissural, com a orientação preferencial WNW-ESE, o que revela a importância do controle tectônico durante a atividade vulcânica. O vulcanismo estudado é influenciado pela interação entre o Hotspotdos Açores e a Cordilheira Meso-Atlântica. A vulcanoestratigrafia da ilha é composta por três complexos vulcânicos denominados Topo (leste da ilha), Rosais (oeste da ilha) e Manadas (centro da ilha). Segundo Ribeiro (2011),a idade geocronológica mais antiga relatada para a Ilha São Jorge é 1,3 ± 0,0035 Ma (40Ar/39Ar). Com base emdados petrográficos, as rochas da ilha apresentam granulometria média a fina, texturas porfirítica, microporfirítica, glomeroporfirítica, intergranular, pilotaxítica, traquítica e intersertal. De acordo com dados geoquímicos, as rochas forma classificadas como basanitos (4,9-12,2% de olivina, 4,6-23,2% de augita, 5,4-8,3% de plagioclásio, 0-0,3% de minerais opacos e 59,2-81,9% de matriz), basaltos alcalinos (0,6-3,3% de olivina, 0-3,5% de augita, 6,3-17,5% de plagioclásio, 0-1,2% de kaersutita, 0-1,8% de minerais opacos e 79,2-88,2% de matriz) e hawaítos (0-5,6% de olivina, 0-3,2% de augita, 0-22,2% de plagioclásio, 0-1,1% de kaersutita, 0-1,6% de minerais opacos e 69-99,7% de matriz).A matriz apresenta composição mineralógica semelhante à composição dos fenocristais (olivina, augita, plagioclásio, kaersutita e minerais opacos), além de vidro vulcânico e vesículas com formas arredondadas e alongadas. Texturas de reabsorção, embainhamento, bordas de reação e zonação são feições comuns nos fenocristais das rochas estudadas e indicam que o magma sofreu descompressão rápida, com variação brusca de temperatura e pressão. Os padrões de elementos-traço mostram enriquecimento em LILE e HFSE em relação aos ETRP. Os padrões de ETR apresentam enriquecimento em ETRL em comparação aos ETRP, com anomalia negativa de Eu. Os padrões são similares, com trendssubparalelos, sugerem que as rochas foram geradas por baixas taxas de fusão parcial. As rochas apresentam afinidade alcalina sódica, sendo originadas a partir de um magma mantélico enriquecido. Os dados químicos são compatíveis com dados de magmas gerados em ambiente do tipo intraplaca oceânico (OIB).

2018
Descrição
  • HUGO RAPHAEL SANTOS DE CASTRO
  • "ARQUITETURA DEPOSICIONAL DA FORMAÇÃO SERRARIA, BACIA SERGIPE-ALAGOAS"
  • Orientador : FELIPE TORRES FIGUEIREDO
  • Data: 17/09/2018
  • Dissertação
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  • A criação da acomodação em bacias rifte é controlada principalmente pela tectônica. Entretanto, durante estágios iniciais de riftes, a atividade de falhas normais é dispersa e incipiente, o que torna difícil definir o rift onset. O padrão de empilhamento sedimentar dos ambientes deposicionais relacionados ao rift pode ser decisivo quanto a essa questão. Esse trabalho objetiva avaliar o registro sedimentar da Formação Serraria (Tithoniano ou Berriasiano da Bacia de Sergipe-Alagoas), que foi depositada na Depressão Afro-Brasileira durante a distensão inicial do rifteamento sul-atlantino. 14 litofácies foram descritas, interpretadas e agrupadas em sete associações de fácies de origem fluvial, eólica ou flúvio-deltaica. Essas unidades genéticas foram quantificadas a fim de fornecer interpretações mais precisas sobre o ambiente deposicional. Na base da formação ocorre deposição de barras e lençóis de areia dentro de pequenos canais sobre os pelitos lacustres da Formação Bananeiras. Existe uma mudança da arquitetura estratigráfica na seção intermediária, onde os canais fluviais tornam-se mais caudalosos, promovendo maior empilhamento de barras arenosas e cascalhosas. Eventuais depósitos de crevasse splay e campos de dunas restritos poderiam ocorrem adjacentemente aos canais fluviais. Em direção ao topo, a Formação Serraria passa a ser dominada por depósitos de frentes e planícies deltaicas. As associações de fácies de origem fluviais e eólica representam uma diminuição progressiva da acomodação, enquanto que o intervalo fluvio-deltaico superior representa um aumento da acomodação, marcando o clímax do estágio inicial de rifte. Os arenitos fluviais denominados “Caioba”, que ocorrem sobre a Formação Serraria, indicam reestabelecimento das drenagens, dado o tectonismo decrescente. Dessa forma, o padrão de empilhamento sedimentar da Formação Serraria representa ciclos de maior frequência dentro de um trato de sistemas tectônico de início de rifte.

  • MAURÍCIO ALMEIDA DE PINHO NETO
  • "PETROLOGIA DO BATÓLITO SÍTIOS NOVOS, DOMÍNIO POÇO REDONDO, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 07/08/2018
  • Dissertação
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  • O Batólito Sítios Novos (110 km2) é uma intrusão alongada NE-SW, com idade de 631 ± 4 Ma, que concorda com a orientação regional, e se localiza na região sul do Domínio Poço Redondo, no Sistema Orogênico Sergipano. Este batólito é constituído por monzogranitos leucocráticos com textura allotriomórfica equigranular e inequigranular, e ocasionalmente apresentam diques de pegmatíticos. Enclaves máficos são raros. A região sul do batólito é afetada por zona de cisalhamento regional e os monzogranitos adquirem estruturas milonítica e gnáissica. Oligoclásio e albita são os plagioclásios presentes nestes granitos e a microclina ocasionalmente pertítica. A biotita é o mineral máfico dominante e a sua composição indica afinidade com suítes orogênicas (cálcio-alcalina e peraluminosa). A muscovita ocorre na maioria das amostras. Zircão, titanita, magnetita, ilmenita, apatita,thorita, allanita e monazita ocorrem como minerais acessórios. Basanesita e barita ocupam frequentemente microfratuas nestas rochas. A geoquímica dos monzogranitos evidencia que são rochas fracionadas (SiO2até 77%), peraluminosa a metaluminosa e alocam-se em diagramas geoquímicos no campo dos granitos do Tipo I. Os espectros dos ETR apresentam fracionamento moderado (15<(LaN/YbN)<70), com anomalia negativa em Eu indicando fracionamento de plagioclásio. Em diagramas multielementares as amostras deste batólito apresentam vales pronunciados em Nb, P, Ba e Ti, e picos mais ou menos acentuados em Th, Pb e Zr. Essa assinatura geoquímica indica que o magma que formou estes monzogranitos apresentam assinatura orogênica. Estes monzograntios têm como fonte provável a fusão parcial de crosta tonalítica.

  • CARLOS SANTANA SOUSA
  • "PETROLOGIA E GEOCRONOLOGIA DO BATÓLITO RIO JACARÉ, DOMÍNIO POÇO REDONDO, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 06/08/2018
  • Dissertação
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  • O Batólito Rio Jacaré (BRJ; 167 km²), localiza-se na parte sul do Domínio Poço Redondo, Sistema Orogênico Sergipano, é uma intrusão ediacarana (617 ± 4,3 Ma). No BRJ é frequente a foliação magmática e não se observa deformação no estado sólido. Enclaves máficos microgranulares são abundantes, têm composições diorítica e tonalítica, e preservam feições de mingling e mixing. Estes têm cor cinza escura a preta, tamanhos de até 2 m, granulação fina e textura hipidiomórfica. As rochas do BRJ têm composições monzogranítica, granodiorítica e quartzo monzonítica, cor cinza, granulação média a gross­­­a, e com texturas inequigranular e porfirítica. As rochas do BRJ e seus enclaves têm mineralogia similares. Os minerais máficos são biotita, hornblenda e óxidos de ferro-titânio. Os plagioclásios (andesina e oligoclásio) exibem zoneamentos composicionais múltiplos, dominantemente normais, sugerindo existência de fracionamento magmático. O feldspato alcalino (ortoclásio e microclina) tem composição de Or75-98-Ab25-2. A mica marrom é biotita (0,3<Fe/(Fe+Mg)<0,6) magmática e apresenta-se reequilibrada. Os cristais de anfibólio correspondem a Mg-hornblenda, edenita e actinolita. A Mg-hornblenda e edenita são magmáticas, cristalizaram-se sob condições de alta fO2, a profundidade máxima de 25 km e temperatura de 786,3 °C. Epídoto magmático é encontrado nas rochas do BRJ e a sua presença sugere elevada taxa de ascensão do magma. Os dados geoquímicos mostram que as rochas do BRJ são magnesianas e metaluminosas e pertencem a Série Cálcio-Alcalina de Alto Potássio e Alcali-Cálcica e que seus enclaves exibem afinidade Shoshonítica. As razões La/Yb (13-133)e as anomalias negativas de Eu evidenciam um alto grau de fracionamento. As anomalias negativas de Ta, Nb, Ti e P revelam a origem orogênica e os conteúdos de Y, Nb e Rb indicam para o BRJ composições similares a magmas pós-colisionais.

  • HIAKAN SANTOS SOARES
  • "PETROGRAFIA, QUÍMICA MINERAL E GEOQUÍMICA DOS STOCKS MONTE PEDRAL, SANTA MARIA, BOA ESPERANÇA, BOM JARDIM E NITERÓI, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 06/08/2018
  • Dissertação
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  • A Suíte Intrusiva Serra do Catu ocorre na região norte do Sistema Orogênico Sergipano, nos domínios Poço Redondo e Canindé. Nessa região existem cinco stockscom composições diversas: Monte Pedral (álcali-feldspato sienito e quartzo álcali-feldspato sienito); Boa Esperança (quartzo álcali-feldspato sienito e álcali-feldspato granito); Santa Maria (granitos); Niterói (monzogranito, quartzo monzonito e quartzo monzodiorito); Bom Jardim (granito, quartzo monzonito, granodiorito, quartzo monzodiorito e diorito). Os dados geocronológicos do StockSanta Maria em U-PbSHRIMP, mostram uma idade de cristalização de 611 ± 4 Ma. A presença de textura porfirítica, zonações múltiplas em fenocristais de feldspatos, particularmente em ortoclásio e microclina, associado à abundância de enclaves máficos são características que distinguem estas rochas das demais intrusões do Domínio Canindé. Os stocksMonte Pedral e Boa Esperança são hipersolvuse os demais (Bom Jardim, Niterói e Santa Maria) correspondem a um plutonismo subsolvus. A mica marrom corresponde a biotita e flogopita, apresentando afinidade cálcio-alcalina. A Mg-hornblenda e a Tschermakita são os anfibólios primários nessas rochas e cristalizaram-se em condições oxidantes e profundidades variando de 12 km (3 Kbar) até 26 Km (7 Kbar.) Os dados geoquímicos revelam que essas rochas possuem afinidade shoshonítica, enriquecimento em ETR leves em relação aos pesados e anomalias negativas em Ta, Nb, P, Sr e Eu. Essas rochas cristalizaram-se a uma temperatura máxima de 864 ºC.

2017
Descrição
  • ÌTALO SANTANA SANTOS
  • “STOCKS GRANÍTICOS PROPRIÁ, AMPARO DO SÃO FRANCISCO, FAZENDA ALVORADA, SETOR SUDESTE DO SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO: GEOLOGIA, PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA”
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 31/08/2017
  • Dissertação
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  • Estudos geológico, petrográfico e geoquímico foram realizados em três stocks (Propriá, Amparo do São Francisco e Fazenda Alvorada) que são intrusivos nos metassedimentos do Domínio Macururé e localizam-se no nordeste do Estado de Sergipe. Os stocks de Propriá (9,5km2), Amparo de São Francisco (6,5 km2) e Fazenda Alvorada (6,8 km2) apresentam formas arredondadas, deformam a foliação regional e localmente formam hornfels. O Stock Propriá é constituído por sienogranitos porfiríticos, tem abundantes enclaves máficos microgranulres quartzo monzoníticos e diques sienograníticos com turmalina. O Stock Amparo do São Francisco é constituído por quartzo monzonitos e granodioritos porfiríticos, enclaves máficos microgranulares são abundantes e têm composições quartzo monzonítica, quartzo monzodiorítica e quartzo sienítica. O Stock Fazenda Alvorada é essencialmente quartzo monzonítico com termos sienogranitos subordinados e diferencia-se dos demais stocks pela ausência de enclaves de da textura profirítica. A biotita é o mineral máfico dominante, os fenocristais de plagioclásio exibem forte zoneamento (oligoclásio – andesina) e os fenocristais de k-feldspato são muito ricos em inclusões. Os minerais acessórios são titanita, epídoto, allanita, apatita, e zircão. As relações dos enclaves máficos microgranulares com as rochas e as texturas presentes (p.ex. porfirítica, zonação complexa em cristais de plagioclásio, apatita e biotita aciculares, e abundância de inclusões em cristais de feldspatos) sugerem que a mistura entre magmas (máfico e félsico) tenha tido papel importante na formação das rochas destes stocks. Os dados geoquímicos evidenciam caráter metaluminoso, magnesiano, alcalino e subalcalino. As rochas do Stock Propriá são cálcio-alcalinas de alto K2O e as dos outros dois stocks (Amparo do São Francisco e Fz. Alvorada) são shoshoníticas. Os dados de elementos de elementos-traço evidenciam relativo enriquecimento em Ba, Sr, Rb, moderados valores de Zr, Hf e Th, fracionamento moderado dos ETR, fraca ou ausente anomalia negativa em Eu, e vales pronunciados do Ti, Ta e Nb em diagramas multielementares. Estas características geoquímicas sugerem participação importante de componente mantélica na geração destes stocks. A reunião destas características geoquímicas tornam o magmatismo representado pelos stocks estudados correlacionável ao shoshonítico encontrado no Stock Glória Norte, igualmente presente no Domínio Macururé. A alocação destas rochas em diversos diagramas geoquímicos de inferência geotectônica indicam trata-se de magmas orogênicos (Tipo Arco) e intrusivos em período pós-colisional.

  • JOSIENE MARIA DE ALMEIDA SANTOS
  • "GEOLOGIA, PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA DAS ROCHAS METAVULCÂNICAS ÁCIDAS DA ESTRADA REAL, RIO DE CONTAS (BA)"
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 04/08/2017
  • Dissertação
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  • As rochas metavulcânicas ácidas estudadas afloram na Estrada Real, Rio de Contas (BA), sudoeste do Estado da Bahia. Estas rochas representam a Formação Novo Horizonte, porção basal do Grupo Rio dos Remédios (Supergrupo Espinhaço) e estão associados ao desenvolvimento da fase sin-rifte na Bacia Espinhaço Oriental, na Chapada Diamantina. A metodologia utilizada para a realização deste estudo consistiu no trabalho de campo, petrografia e geoquímica. Vinte e uma amostras foram selecionadas para análise petrográfica e sete amostras para análise química de rocha total. As rochas possuem tonalidade cinza a cinza escuro, são afaníticas e apresentam foliação incipiente a bem marcada. Petrograficamente, apresentam textura porfiroblástica, lepidoblástica e blasto-porfirítica. A mineralogia é constituída por blasto-pórfiros de quartzo, porfiroblastos de andaluzita e cianita, pseudomorfos de granada, feldspatos, biotita, muscovita, sericita, clorita, epidoto, monazita, zircão e minerais opacos imersos em uma matriz quartzo-feldspática. As metavulcânicas foram classificadas como riolitos. O diagrama multi-elementar de elementos-traço mostra enriquecimento de LILEs em relação aos HFSEs. As anomalias negativas de Sr, P, Nb-Ta e Ti são notáveis. Os padrões de distribuição dos Elementos Terras Raras evidenciam enriquecimento em ETRL em relação aos ETRP e anomalia negativa de Eu. A formação dessas rochas em um ambiente de rifte continental é sugerida, a partir de um manto previamente modificado por subducção.

  • MILENA PRADO FONTES
  • “MINETTES DO STOCK MONZONÍTICO GLÓRIA NORTE: EVIDÊNCIA DE MAGMATISMO ULTRAPOTÁSSICO PÓS-OROGÊNICO COM ASSINATURA DE SUBDUCÇÃO NO SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO”
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 23/06/2017
  • Dissertação
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  • Lamprófiros ocorrem como enclaves microgranulares no Stock Monzonítico Glória Norte (588 ± 5 Ma) que se localiza na parte central do Domínio Macururé, do Sistema Orogênico Sergipano, no Estado de Sergipe. Estes enclaves lamprofíricos, foram classificados como minettes e ocorrem concentrados em uma área com aproximadamente 1 km de diâmetro na região sudeste do stock. Os minettes apresentam texturas porfirítica (feldspatos limitados a matriz), panidiomórfica, granulação da matriz média e correspondem a sienitos. Os minerais máficos presentes além da biotita são: diopsídio, augita, hornblenda e titanita. Ortoclásio pertítico e andesina, biotita, carbontato, apatita, zircão são igualmente presentes na matriz. Os dados químicos dos minettes (K2O/Na2O>3, 6>%MgO>8, K2O>3%) indica magmatismo ultrapotássico orogênico (baixos valores de Nb, Ta, Ti) e resultante da fusão de manto enriquecido (Th/Yb>9 e 0,05<Ta/Yb<0,2). As informações obtidas neste estudo indicam que magmas máficos ultrapotássicos foram presentes durante o período pós-tectônico no Sistema Orogênico Sergipano.

  • LEIDIANE CERQUEIRA DE CARVALHO DE LIZ
  • "PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA DOS ORTOANFIBOLITOS DAS UNIDADES NOVO GOSTO E GENTILEZA, DOMÍNIO CANINDÉ, FAIXA DE DOBRAMENTOS SERGIPANA, NE-BRASIL"
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 05/05/2017
  • Dissertação
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  • No Domínio Canindé, porção norte da Faixa de Dobramentos Sergipana, NE-Brasil, ocorrem rochas ígneas máficas metamorfizadas das unidades Novo Gosto e Gentileza. Estas rochas representam peças importantes na evolução geológica da faixa. O Domínio Canindé foi palco de diversas interpretações quanto ao ambiente geotectônico e petrogenético, devido à intensa deformação e metamorfismo, que obliteraram boa parte das feições originais das rochas do domínio. Neste trabalho são apresentados e discutidos dados petrográficos e geoquímicos dos ortoanfibolitos das unidades Novo Gosto e Gentileza, com o intuito de discorrer sobre os processos ígneos envolvidos na gênese dos protólitos, de forma a contribuir com a definição do ambiente tectônico de formação e dos principais aspectos evolutivos do Domínio Canindé. Os dados petrográficos indicam que as rochas estudadas possuem uma paragênese estabelecida no Fácies Anfibolito, marcada por hornblenda e plagioclásio, com transformações retrometamórficas para o Fácies Xisto Verde, definidas por biotita, epídoto, clorita e sericita. Essas transformações, que são mais intensas em áreas com concentrações de zonas de cisalhamento, são possivelmente o resultado da ação de fluidos hidrotermais. Apesar dos processos metamórficos superimpostos, foi possível observar feições ígneas reliquiares, marcadas por texturas blasto-glomeroporfirítica, blasto-intergranular e blasto-subofítica. Os dados químicos indicam, que os protólitos das rochas estudadas da Unidade Novo Gosto, correspondem à basaltos de afinidade toleítica, que podem ser divididos em alto-Ti (> 2% TiO2) e baixo-Ti (< 1,19% TiO2). As rochas da Unidade Gentileza correspondem, em sua maioria, à andesitos e andesitos basálticos de afinidade toleítica a cálcio-alcalina. A interpretação dos dados geoquímicos sugere que os protólitos ígneos das rochas estudadas foram formados em um ambiente de rifte continental, derivados de magmas gerados a partir de diferentes proporções de misturas entre reservatórios enriquecidos e empobrecidos, com contribuição de componentes tipo-OIB. Razões e correlações entre elementos incompatíveis sugerem a participação de contaminação crustal na geração dos protólitos ígneos das duas unidades.

  • RAYANE GOIS DE LIMA
  • "QUÍMICA MINERAL, PETROGRAFIA E GEOQUÍMICA DAS ROCHAS VULCÂNICAS DA ILHA DECEPTION, ANTÁRTIDA"
  • Orientador : ADRIANE MACHADO
  • Data: 24/02/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho teve como objetivo, o estudo petrográfico, geoquímico e de química mineral das rochas vulcânicas da Ilha Deception, Antártida. A interpretação dos dados de química mineral dos minerais primários, das rochas vulcânicas das fases pré e pós caldeira, permitiu identificar a presença de olivina do tipo crisólita e augita como clinopiroxênio dominante. Os fenocristais de plagioclásio foram classificados como bytownita e labradorita, sendo a andesina de ocorrência rara e restrita a fase pré-caldeira. Na matriz, os micrólitos de plagioclásio são dominantemente do tipo labradorita. A caracterização química dos depósitos efusivos das fases pré e pós caldeira foi realizado, através do tratamento e interpretação de dados químicos de rocha total. O processo magmático envolvido na gênese das rochas vulcânicas foi a cristalização fracionada de olivina ± clinopiroxênio ± plagioclásio ± minerais opacos.

  • ALICE MARIA QUEIROZ DE MELO
  • "IDADES U-Pb DE ZIRCÃO DETRÍTICOS E SUAS IMPLICAÇÕES NA PROVENIÊNCIA DE SEDIMENTOS DA PARTE INFERIOR DA FORMAÇÃO PENEDO, BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS, NE DO BRASIL"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 22/02/2017
  • Dissertação
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  • Dentre as diversas técnicas empregadas para estudos de proveniência, a análise geocronológica aliada ao levantamento de paleocorrentes tem se destacado com excelentes resultados. Esta pesquisa teve o objetivo de identificar as fontes dos arenitos da seção aflorante que deu nome à Formação Penedo, inserida na Bacia de Sergipe-Alagoas. Este afloramento localiza-se na cidade de Penedo, estado de Alagoas, nordeste do Brasil. A metodologia de trabalho constituiu de levantamento bibliográfico contínuo; missões de campo para coleta de amostra e levantamento de paleocorrentes; preparação das amostras para concentração dos cristais de zircão detríticos; determinação química-isotópica dos cristais com a datação U-Pb, por meio de Espectrometria de Massa por Ablação a Laser (LA-ICP-MS); tratamento de dados e elaboração desta dissertação. O registro sedimentar de paleocorrentes indicaram aporte vindo de norte, enquanto os cristais analisados indicaram idades variando do Mesoarqueano (3.098 ± 33 Ma) ao Paleozóico (530 ± 12 Ma). Este conjunto de idades está relacionado a cinco grupos de fontes: granitos neoproterozóicos relacionados ao ciclo Brasiliano; rochas mesoproterozóicas do Complexo Cabrobró; rochas do embasamento paleoproterozóico provindas do Complexo Arapiraca; e por fim, rochas de idades neo e mesoarqueanas provenientes do Domo Jirau do Ponciano, sul do estado de Alagoas. Trabalho complementar sobre a caracterização química de cristais de zircões de diversos litotipos ígneos (apresentados nesta dissertação na forma de anexo), indicaram que estes cristais da Formação Penedo eram em grande parte oriundos de rochas ígneas básicas ou com afinidade mantélica, ratificando as fontes aqui indentificadas por meio de geocrologia e paleocorrente.

  • LAYSA RAISA DE SOUZA VIEIRA
  • "COMPOSIÇÃO DO SEDIMENTO DAS PRAIAS ENTRE O PONTAL DO PEBA E PONTAL DO CORURIPE – ALAGOAS, COM ÊNFASE NOS COMPONENTES BIOGÊNICOS"
  • Orientador : CYNTHIA LARA DE CASTRO MANSO
  • Data: 15/02/2017
  • Dissertação
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  • As praias constituem depósitos de material inconsolidado cuja composição e textura estão diretamente relacionadas com a fonte de material disponível e os processos costeiros que modificam os sedimentos durante longos períodos. Sedimentos marinhos rasos e costeiros são comumente de natureza heterogênea, compostos por misturas variáveis de partículas silicilásticas e bioclasticas. Amostras superficiais coletadas na face de praia de dezoito estações distribuídas ao longo de 36 km de litoral no sul de Alagoas foram analisadas quanto a composição e aspectos texturais. A granulometria e grau de seleção foram obtidos através do peneiramento mecânico a seco, com processamento das amostras no Sistema de Análises Granulométricas (SYSGRAN). Trezentos grãos aleatórios de cada fração granulométrica superior a 0,125mm foram identificados por meio de lupa binocular. A granulometria oscilou entre areia média e areia muito fina, com predomínio da última, em maioria moderadamente selecionadas. Sedimentos de granulometria mais grossa foram encontrados no Pontal do Peba e nas estreitas praias de Miaí de Cima e Barreiras. A sedimentação nas praias estudadas mostrou predomínio de grãos siliciclásticos, sobretudo quartzo. As maiores concentrações de grãos bioclásticos estão nas proximidades do Pontal do Peba e a norte deste ponto a proporção de bioclastos gradualmente diminui. Os principais componentes biogênicos encontrados foram as conchas de moluscos e fragmentos de algas vermelhas e Halimeda. Espinhos e fragmentos de equinodermos, briozoários e carapaças de foraminíferos também contribuem expressivamente para o depósito praial. O padrão de distribuição dos sedimentos sugere que, além dos grãos oriundos do interior do continente, a plataforma continental constitui uma importante fonte de sedimentos para as praias.

  • SANMY SILVEIRA LIMA
  • "CARACTERIZAÇÃO DAS INTER-RELAÇÕES ENTRE GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA A PARTIR DO SENSORIAMENTO REMOTO E GEOPROCESSAMENTO NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JAPARATUBA, SERGIPE – BRASIL"
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 07/02/2017
  • Dissertação
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  • As técnicas de processamento de imagens e dados permitiu caracterizar e analisar as inter-relações geológico-geomorfológicas da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba, localizada no estado de Sergipe – Brasil. Para a obtenção dos resultados, com base na metodologia, foram aplicadas técnicas de filtragem em dados orbitais resaltando as estruturas lineares presentes na região. Os métodos viabilizaram uma análise semi-quantitativa, onde os diagramas de roseta mostram que as três variáveis (lineamentos, drenagem e representação linear de topos) estudadas na pesquisa estão agrupadas de forma preferencial a direção NW-SE. O diagnóstico também evidenciou que a rede de drenagem e a representação linear de topos na área são complexas e variáveis, apresentando densidades e padrões distintos controlados pelos lineamentos e pela litologia. A utilização dos dados de sensores remotos aliados às técnicas de geoprocessamento mostram-se eficazes na análise e caracterização da área de estudo, uma vez que foi possível obter informações sobre as estruturas geológicas e o modelado de maneira rápida.

2016
Descrição
  • SIMONE SORAIA SILVA SARDEIRO
  • "MODELAGEM DIGITAL DE TERRENO DO MUNICÍPIO DE GRACCHO CARDOSO, NORDESTE DE SERGIPE"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • No ambiente dos os Sistemas de Informações Geográficas, o Modelo Digital de Terreno (MDT) representa, de maneira matemática, uma feição natural que ocorre na superfície terrestre. A proposta dessa dissertação foi confeccionar um modelo digital de terreno para o município de Graccho Cardoso, na escala 1:62.500, e analisar o os seus produtos (mapa de curva de nível, mapa de declividade, mapa de curva de nível, modelo sombreado, e mapas geológico e geomorfológico sobrepostos ao modelo digital de terreno). O município de Graccho Cardoso está localizado na região norte do Estado de Sergipe, à cerca de 120 km de distância de Aracaju. A área de estudo foi selecionada por apresentar diversidade geomorfológica e geológica e dispor de Imagens de Satélite (SRTM) com boa resolução para a escala de trabalho escolhida. Os resultados obtidos pela integração dos diversos mapas mostram que esta muitas correlações com os dados tradicionais de levantamentos cartográficos.

  • EDSON MAGALHAES BASTOS JUNIOR
  • "VULNERABILIDADE/FRAGILIDADE AMBIENTAL À EROSÃO NO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA/SE"
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 27/06/2016
  • Dissertação
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  • O município de Nossa Senhora da Glória/SE está situado no semiárido nordestino, e apresenta um contexto geológico-geomorfológico marcado pela sua inserção no pediplano sertanejo, de cujas superfícies pediplanadas se desenvolveram sobre uma litologia variável, predominantemente integrante do Domínio Macururé, na Faixa de Dobramentos Sergipana. Essas superfícies, das quais parte estão disposta em sistema de interflúvios tabulares, com alta dissecação desenvolvida durante o Quaternário, são atualmente ocupadas predominantemente pela atividade agropecuária, em maior proporção, com grandes extensões de áreas cultivadas e pastaginizadas que circundam alguns nichos de remanescentes florestais arbóreos e arbustivos. Estes são interligados por uma cobertura herbácea multivariada e duas redes: uma de drenagem hidrográfica natural, e outra de circulação terrestre (acessos viários). Isto tornou relevante algumas evidências de erosão localizadas na forma de ravinas individuais, fatos geomorfológicos que sugeriram uma morfodinâmica de inclinação antropogênica. Por esta razão, a pesquisa apoiou-se na utilização das geotecnologias, para o mapeamento da vulnerabilidade e fragilidade ambiental à erosão em toda extensão superficial do município. O arcabouço teórico-metodológico partiu da articulação de dois modelos referenciais nas Geociências que culminaram na elaboração de uma carta síntese. As etapas de desenvolvimento metodológico foram enquadradas em quatro níveis gerais e progressivos de realização, e seguiu a interpretação de Modelos Digitais de Elevação e imagens orbitais óticas multiespectrais, e a integração e derivação de dados sobre litologia, pedologia, clima, vegetação e uso da terra em ambiente de Sistemas de Informações Geográficas. O estudo demostra que atualmente predominam unidades ecodinâmicas em situação de estabilidade dinâmica, embora a associação entre solos litólicos altamente expostos, relevos altamente dissecados em interflúvios tabulares e zonas de vertentes côncavo-convergentes, interseccionadas por estradas, guardam potencial fator de risco a alterações futuras desse equilíbrio.

  • CAREN DAIANE MOUZINHO GUIMARÃES
  • "IDENTIFICAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES DE MECASTER (ECHINODERMATA: ECHINOIDEA) DO CRETÁCEO DA BACIA SERGIPE-ALAGOAS, NORDESTE DO BRASIL"
  • Orientador : CYNTHIA LARA DE CASTRO MANSO
  • Data: 18/05/2016
  • Dissertação
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  • Neste trabalho foram analisados os equinoides espatangoides Mecaster batnensis (Coquand, 1862), Mecaster fourneli (Agassiz & Desor, 1847) e Mecaster africanus (Coquand, 1862) provenientes da sub-bacia de Sergipe e depositados nas coleções de Invertebrados fósseis da Fundação Paleontológica Phoenix. Entre os espécimes estudados foram encontrados exemplares de Mecaster texanus (Roemer, 1849) sendo esta espécie registrada pela primeira vez para o Cretáceo de Sergipe. Foi observado que as espécies Mecaster batnensis e M. africanus distribuídos do Cenomaniano ao Turoniano apresentaram um número menor de pares de poros no ambulacro III do que as demais espécies neste mesmo intervalo, o que poderia indicar que teriam tido a capacidade de se enterrar a uma menor profundidade no sedimento, já que os pódios destes poros seriam mais espaçados. As espécies Mecaster fourneli e M. texanus foram distribuídas entre o Turoniano e o Coniaciano e apresentaram um maior número de pares de poros no ambulacro III, podendo indicar que estas espécies teriam se enterrado mais profundamente e seu contato com a interface água/sedimento através dos pódios mais efetivo. Todas as espécies de Mecaster estiveram presentes na bacia durante o Turoniano, onde teriam ocupado habitat distinto. Enquanto Mecaster batnensis e M. africanus teriam procurado locais talvez mais profundos onde teriam vivido enterrados mais próximo da interface sedimento/água e afastados de prováveis predadores, M. fourneli e M. texanus teriam preferido ambientes mais rasos onde teriam driblado seus predadores se enterrando mais profundamente no sedimento.

  • ADJANINE CARVALHO SANTOS PIMENTA
  • "ESTUDO MINERALÓGICO E GEOQUÍMICO EM ROCHAS DO STOCK ITAJU DO COLÔNIA, SUL DA BAHIA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 29/04/2016
  • Dissertação
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  • O magmatismo alcalino no Estado da Bahia é caracterizado pela ocorrência de diversos corpos que ocorrem em diversas regiões e idades. Uma das expressões mais significativas desse magmatismo é a representada pela Província Alcalina do Sul do Estado da Bahia. Dentre as intrusões desta província, destaca-se o Stock Itaju do Colônia, com cerca de 1km², e predominantemente constituído por nefelina sienitos e sodalita sienitos. Atualmente, este stock é o único no Brasil onde são existem depósitos econômicos de sodalita sienito de cor azul intensa, comercialmente conhecidos com Granito Azul Bahia. O presente trabalho reúne dados obtidos de diversas técnicas analíticas de caracterização mineralógica como microscopia eletrônica de varredura, química mineral e geoquímica de rochas. Vários minerais foram descritos pela primeira vez em Itaju do Colônia, como por exemplo pirocloro, ancilita, bastnasita, torita, keiviita, xenotímio e euxenita. As informações obtidas permitiram inferir a existência de um importante evento metassomático materializado pela presença de esfarelita, barita, galena, fluorita e fluorcarbonatos. Os dados geoquímicos de rocha confirmaram o caráter peralcalino miasquítico deste stock, sendo constatado um significativo enriquecimento de alguns elementos traços como Zr (até 1.520 ppm), Nb (até 470 ppm), Ta (até 79 ppm), Zn (75 ppm) e Ce (44 ppm). Os espetros de ETR são fracamente facionados e marcados por anomalias negativas em Eu.

  • LUCAS DA HORA MENDONÇA
  • "CONTRIBUIÇÃO À PETROLOGIA DE STOCKS GRANÍTICOS DOS MUNICÍPIOS DE CANHOBA E AQUIDABÃ, NE SERGIPANO"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 31/03/2016
  • Dissertação
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  • Os stocks graníticos de Canhoba (≈6,0 km2), Gravatá (≈3,5 km2) e Lagoa do Mato (≈5,0 km2) ocorrem intrusivos na parte nordeste dos metassedimentos do Domínio Macururé no Sistema Orogênico Sergipano. Esses stocks exibem formas arredondadas, incluem xenólitos angulares de metassedimentos e nas regiões dos contatos apresentam abundantes diques e pegmatitos graníticos. Os granitos apresentam foliação tectônica bem desenvolvida marcada pelo alinhamento de cristais de muscovita e quartzo. Dominam composições graníticas leucocráticas existindo também tipos granodioríticos, com muscovita e biotita. Os estudos petrográfico e mineraloquímicos revelaram que o mineral máfico dominante é a biotita, os plagioclásios são albita e oligoclásio, e tem-se ainda muscovita e titanita, minerais opacos, epídoto, zircão e F-apatita são os minerais acessórios. Os cristais de biotita têm 0,4<Fe/(Fe+Mg)<0,7, sendo as mais ferrosas aquelas dos stocks Canhoba e Gravata. Com base nos conteúdos de FeO, MgO, Al2O3 os cristais de biotita indicam que esses granitos apresentam afinidades peraluminosas (Canhoba e Gravatá) e cálcio-alcalina (Lagoa do Mato). As temperaturas obtidas com a biotita são muito baixas para refletirem condições ígneas, devendo indicar condições metamórficas. Os dados geoquímicos confirmaram a afinidade subalcalinas, peraluminosa a metaluminosa e cálcio-alcalina de alto potássio desses granitos. O Stock Lagoa do Mato pertence ao grupo dos granitos magnesianos enquanto dos demais (Canhoba e Gravatá) são ferrosos. A cristalização precoce do zircão no magma foi calculada como entre 772 e 811 oC o que é razoável para magmas riolíticos. Em diagramas multielementares observam-se vales pronunciados em Nb, Ta e Ti, fato este que associado ao forte fracionamento dos ETRLeves, refletem a afinidade orogênica das rochas dos stocks estudados. Em diagramas geotectônicos esses granitos posicionam-se em ambiente de arco vulcânico. Estes dados reforçam a hipótese corrente que os granitos que ocorrem no Domínio Macururé sejam orogênicos.

  • ADRIANO EZEQUIEL SILVA
  • "ANÁLISE DA VULNERABILIDADE E RISCO COMO SUBSÍDIO AO PLANEJAMENTO URBANO DO MUNICÍPIO DE PIRAMBU (SE)"
  • Orientador : ANTONIO JORGE VASCONCELLOS GARCIA
  • Data: 16/03/2016
  • Dissertação
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  • O município de Pirambu localizado no litoral norte do estado de Sergipe se destaca dentre os demais devido às suas potencialidades naturais, relativamente preservadas. Dentro da área do município, a zona costeira é a que desperta maior interesse imobiliário, devido aos 23 km de praias, sendo algumas dessas protegidas por Lei. Na zona interfásica o destaque fica por conta da presença de dunas, manguezais, rios e lagoas, como por exemplo, Lagoa do Sangradouro e a Lagoa Redonda. Este estudo avaliou a vulnerabilidade e o risco ambiental, com enfoque urbano, nesse município. Para tanto foi realizado uma abordagem teórica “estado-da-arte” fundamentada no método Geossistêmico, partindo inicialmente nas contribuições teóricas de Bertrand (1971) e na análise Ecodinâmica de Tricart (1977), passando pelas técnicas de mapeamento e diagnósticos propostos pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE), as quais foram devidamente adaptadas à realidade local, complementadas por incursões de campo. Como resultados, obtive-se um mapa temático com as interpretações das geofácies da área de estudo, introduzindo os riscos naturais e antrópicos, as restrições legais em algumas dessas áreas, tendo como finalidade subsidiar o planejamento do uso e da ocupação do solo, com sugestões de aptidão para fins urbanos em trabalhos futuros.

  • GABRIELA MENEZES ALMEIDA
  • "ESTUDO DE PROVENIÊNCIA DA SEDIMENTAÇÃO APTIANA AFLORANTE NA PORÇÃO NORTE DA SUB-BACIA DE ALAGOAS"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 29/02/2016
  • Dissertação
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  • Os afloramentos Praia de Japaratinga, Barreiras do Boqueirão e Morro de Camaragibe, sub-bacia de Alagoas, estão localizados nos municípios de Japaratinga e Passo de Camaragibe, ao norte do Estado de Alagoas. Essas exposições exibem fácies de depósitos de um sistema flúvio-deltaico-turbidítico, até então atribuídos à Formação Maceió, de idade eoptiana. As fácies caracterizadas nesses afloramentos compõem depósitos de fluxos gravitacionais catastróficos com duas direções principais de paleocorrentes: uma dominante para SW, a qual tem seus estratos em parte erodidos por fluxos canalizados com paleocorrente de direção SE, indicando no mínimo a existência de duas áreas fontes distintas. Este trabalho objetivou indicar a proveniência desses sedimentos unindo dados de análise faciológica, petrografia, palinologia, geoquímica de rocha total e geocronologia em zircão detrítico via LA-ICP-MS. O posicionamento estratigráfico dos afloramentos estudados, foi utilizada a palinologia em siltitos e folhelhos para obtenção de idade deposicional. A presença de pólen da espécie Sergipea tenuiverrucata, indicativa de idade eoaptiana, para os folhelhos negros ricos em conchostráceos e fragmentos de peixes, presentes no topo da seção no afloramento Barreiras do Boqueirão. Essa idade coloca tais afloramento estratigraficamente acima da Formação Maceió, considerada como depositada entre o Eoaptiano e Mesoaptiano. No tocante à proveniência, tanto a geoquímica de rocha total, quanto a geocronologia dos zircões mostraram assinaturas distintas para as duas principais direções de paleocorrentes. As idades de zircão detrítico encontradas nas amostras estudadas apontam a Província Borborema como área fonte. Duas frequências distintas de idades foram caracterizadas: o predomínio de cristais com idades neoproterozóicas para a fácies de paleocorrentes SW, e de idades neoproterozóicas com contribuição de terrenos paleoproterozóicos e mesoproterozóicos para a fácies de paleocorrente SE.

  • LAERTE RODRIGO SANTOS
  • "PETROLOGIA DO STOCK CANINDÉ VELHO, SISTEMA OROGÊNICO SERGIPANO, NE BRASIL"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 27/02/2016
  • Dissertação
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  • O Stock Canindé Velho é uma intrusão monzonítica com 6 km2 e com idade U-PbShirimp de 640 ± 4 Ma, que ocorre no extremo nordeste do Sistema Orogênico Sergipano, no Domínio Canindé, ao lado da Represa de Xingo. Ele é intrusivo nos terrenos graníticos da Suíte Curralinho. Os contatos são intrusivos e controlados por fraturas. Identificou-se nesse stock a presença das rochas biotita hornblenda quartzo monzodiorito, hornblenda biotita quartzo diorito e o enclave tem composição de biotita diorito. Essas rochas não apresentam evidencias de metamorfismo, tem estruturas e texturas ígneas sendo interpretadas como pós-tectônicas. Elas têm como minerais máficos predominantes hornblenda, biotita e o diopsídio. A mineraloquímica permitiu identificar os cristais presentes como: diopsídio com composição restrita (0,62<Wo<0,88; 0,370<En<0,389; 0,124<Fs<0,160); anfibólios que correspondem a ferrohornblenda-ferrotschemark e ferroednita-ferrohastingsita no monzodiorito, tschermakita-magnésiohornblenda no diorito e magnesiohornblenda-actinolita no enclave, e pressões de cristalização entre 5 e 7 kbar; a biotita tem alumínio total compreendido entre 2,2 – 2,6 apu, baixo titânio (0,092-0,352 apu) e forneceu temperaturas de 600-652 oC; plagioclásios correspondem a oligoclásio e andesina (26-32% An); epídoto; zircão e flúor-apatita. Os dados geoquímicos indicam que as rochas do stock são metaluminosas, cálcio-alcalinas e alcalino-cálcicas, e exibem assinatura de magmas envolvidos com subducção (vales em Nb, Ta, Ti, P) em diagramas multielementares. As temperaturas de cristalização do zircão foram estimadas como compreendidas entre 813 e 900 oC. A reunião dos dados petrográficos, mineralógicos, geoquímicos e geocronológicos permitem inferir que o evento tectônico mais importante, que deforma o embasamento no Domínio Canindé ocorreu antes de 636 Ma.

  • JAILSON JÚNIOR ALVES SANTOS
  • "INTRUSÃO SIENÍTICA DO COMPLEXO ALCALINO FLORESTA AZUL, BAHIA: MINERALOGIA E GEOQUIMICA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 13/02/2016
  • Dissertação
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  • A Província Alcalina do Sul do Estado da Bahia é constituída por um alinhamento NE-SW de corpos sieníticos brasilianos. Essa província caracteriza-se pela presença de rochas sub-saturadas em SiO2. Dentre os corpos existe o Complexo Alcalino Floresta Azul, que corresponde a um batólito constituído por duas intrusões, uma granítica e outra sienítica. Este estudo aborda a Intrusão Sienítica formada por rochas com granulação média a grossa, e composta por microclínio, albita, annita, feldspatoides e acessórios. Interações das rochas com fluidos tardios formam cancrinita e sodalita a partir da nefelina, e a calcita. Utilizando-se da microscopia eletrônica de varredura, com EDS, foi possível identificar a presença e a composição química dos minerais acessórios (e.g. ancilita, pirocloro, monazita, baddeleyíta, zirconolita, torianita, estroncionita e hidroxifluoretos). A mineralogia essencial apresenta composições monótonas indicando reequilíbrio a baixas temperaturas. No estudo da assembleia acessória usual foram identificados os minerais opacos ocorrendo principalmente sob a forma de óxidos (magnetita e ilmenita) e também sulfetos (pirita e esfarelita), o carbonato dominante é calcita, mas observa-se esporadicamente a estroncionita. A apatita está associada a ancilita e monazita e o zircão ocorre anédrico. Nos diagramas de Currie, específicos para rochas alcalinas, foi observada tendência miasquítica e os termos mais evoluídos alocam-se no campo agpaítico. As rochas posicionam-se, em diagramas geoquímicos, nos campos metaluminoso a peraluminoso. Os espectros de ETR apresentam um enriquecimento em ETR leves e a ausência de anomalia significativa de Eu indica condições oxidantes. Os principais resultados desta pesquisa foram a identificação de minerais acessórios até então não descritos na Província Alcalina do Sul do Estado da Bahia, assim como sua caracterização geoquímica.

  • LUCIANA VIEIRA DE JESUS
  • "DINÂMICA DAS PRAIAS (ARTISTAS E ATALAIA) E DA LINHA DE COSTA CONTÍGUAS À DESEMBOCADURA DO RIO SERGIPE, ARACAJU, SERGIPE"
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 05/02/2016
  • Dissertação
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  • As praias dos Artistas e da Atalaia, localizadas no município de Aracaju/SE, estão sujeitas à atuação dos agentes costeiros (ondas, correntes e ventos) e da dinâmica do rio Sergipe. Nessas praias, no período de 2007 a 2008, ocorreram eventos erosivos severos que acarretaram na destruição de diversas estruturas antrópicas (praça de eventos, bares, restaurantes, etc.). Esses eventos erosivos motivaram a realização dessa dissertação de mestrado, cujo objetivo foi analisar a dinâmica das praias e da linha de costa contíguas à margem direita da desembocadura rio Sergipe, Aracaju, SE. A metodologia consistiu em: (i) análise de perfis de praia e da variação no volume de sedimentos (2008 a 2015); (ii) análise multitemporal (2009 a 2015) da linha de preamar máxima (LPM) através de imagens de satélite; (iii) cálculo da taxa de variação da LPM; (iv) determinação de faixas de proteção à costa (setback); e (v) caracterização granulométrica e composicional dos sedimentos. Os resultados mostraram que as praias apresentaram grande variabilidade morfológica, com alternância entre processos erosivos e deposicionais, com predominância de erosão na praia dos Artistas e de deposição na praia da Atalaia. A LPM, em todos os perfis, também variou significativamente, não seguindo uma tendência linear de avanço e/ou recuo. No período investigado (2008-2015), prevaleceram processos erosivos nos perfis 1, 2, 3 e 6 (-320, -150, -3,5, -130 m³/m, respectivamente) e a LPM recuou, enquanto que, nos perfis 4 e 5 prevaleceram processos deposicionais (+162, +485 m³/m, respectivamente) e a LPM progradou. As taxas de recuo da LPM na área investigada, variando de 0,5 a 13 m/ano, permitiram o estabelecimento de duas faixas de proteção: de 360 metros para construções leves e de 730 metros para construções pesadas. Por outro lado, os sedimentos que compõem as praias investigadas são de granulometria areia média, moderadamente selecionados e de composição, predominantemente, quartzosa. O conteúdo de minerais pesados nos sedimentos é baixo e representado, essencialmente, por ilmenita, zircão e rutilo. Essas características das praias e dos sedimentos são fundamentais em projetos de recuperação de praias através da alimentação artificial. Dessa forma, esse trabalho serve de subsídios para o planejamento urbano e ambiental da área de estudo.

2015
Descrição
  • ANDRÉ ALVES DOS SANTOS
  • "PROVENIÊNCIA DOS SEDIMENTOS DE PORÇÃO AFLORANTE DO MEMBRO ANGICO, FORMAÇÃO RIACHUELO, DA SUB-BACIA DE SERGIPE"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 30/07/2015
  • Dissertação
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  • A Bacia de Sergipe-Alagoas possui uma das mais completas sucessões estratigráficas das margens leste e sudeste do Brasil. Na Sub-Bacia de Sergipe a Formação Riachuelo aflora na cidade homônima em Sergipe, a cerca de 30 km a noroeste da capital do estado. Esta formação registra os primeiros sedimentos depositados sob condições marinhas e é subdividida em três membros: Angico, Taquari e Maruim. Estas rochas representam um exemplo de sedimentação relacionada à fase Drifte, durante a abertura do Oceano Atlântico Sul. Neste trabalho foram obtidos os dados isotópicos U-Pb (LA-ICP-MS) de 82 grãos detríticos de zircão, em duas amostras de arenitos pertencentes ao Membro Angico. Foi possível indicar cinco principais grupos de intervalos de idade, que sugerem as seguintes fontes: G1 [901 Ma a 1152 Ma – 11%] Sistema Orogênico Sergipano (Província Borborema); G2 [1439 Ma a 1508 Ma – 4%] Província Borborema e Cráton do São Francisco; G3 [1762 Ma a 2467 Ma – 27%] Núcleo Serrinha (Cráton do São Francisco); G4 [2603 Ma a 2892 Ma – 30%] Núcleo Serrinha (Cráton do São Francisco); e G5 [2953 Ma a 3468 Ma – 28%] Núcleo Serrinha (Cráton do São Francisco). A maioria das idades obtidas (85%) são paleoproterozoicas a paleoarqueanas, e provavelmente, o Núcleo Serrinha (Cráton do São Francisco) foi a principal área-fonte para os sedimentos do Membro Angico.

  • TÁSSIA VANESSA PAES DANTAS SILVA
  • "MAPEAMENTO GEOLÓGICO-GEOMORFOLÓGICO COM O USO DE GEOTECNOLOGIAS DO DOMÍNIO VAZA BARRIS, FAIXA DE DOBRAMENTO SERGIPANA"
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 03/07/2015
  • Dissertação
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  • Neste trabalho será apresentada uma análise geológica/geomorfológica na escala de 1:100.000 do Domínio Vaza Barris, utilizando técnicas de geoprocessamento, com o propósito de fornecer subsídios ao planejamento geoambiental. A área de estudo é representada pelo Domínio Vaza Barris o qual exibe um complexo gnáissico aflorando em dois embasamentos, sendo envolvido por uma cobertura metavulcano-sedimentar altamente deformada. Este trabalho tem como metodologia o mapeamento e a aplicação de técnicas de fusão de imagens de satélite Landsat 8 com dados da SRTM para a análise geológica e geomorfológica por zonas homólogas e a utilização de imagens RapidEye para a classificação do Uso da Terra empregando o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). Como resultados houve a elaboração da compartimentação geológica/geomorfológica do Domínio Vaza Barris, foram gerados o Modelo Digital do Terreno, Relevo Sombreado, Curvas de Nível, Perfis Topográficos, Mapas de Declividade, Mapa Hipsométrico e Anáglifo. A integração entre as interpretações de imagens Landsat 8, SRTM e dados de campo permitiu a identificação de sete tipos de modelados geomorfológicos na área de estudo: Modelado de Aplanamento Degradado Inumado, Modelados de Dissecação Homogênea de Topos Aguçados, Modelados de Dissecação Homogênea de Topos Convexos, Modelado de Acumulação em Rampas de Colúvio, Modelado de Dissecação Estrutural de Topos Convexos, Modelado de Pedimentos e Modelados de Aplanamento Retocado Inumado. A partir do NDVI foi gerado o mapa de Usos da Terra onde os pixels foram agrupados em classes de valores e classificadas como: Nuvens, Solo Exposto, Pastagem/Áreas Edificadas, Corpos D’Água, Vegetação Arbustiva e Vegetação Arbórea. O presente trabalho alcançou importantes resultados com a utilização das geotecnologias na confecção do Mapa Geológico/Geomorfológico e o Mapa de Usos da Terra para servir de subsídio no planejamento ambiental do Domínio Vaza Barris.

  • LÍLIA ANDRADE PINTO
  • "CARACTERIZAÇÃO MINERALÓGICA DA MATÉRIA-PRIMA EXTRAÍDA PELA INDÚSTRIA CERAMISTA NO MUNICÍPIO DE CEDRO DE SÃO JOÃO, SERGIPE"
  • Orientador : ARACY SOUSA SENRA
  • Data: 01/07/2015
  • Dissertação
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  • Este trabalho teve como objetivo identificar a mineralogia da matéria-prima utilizadas pelas indústrias cerâmicas do município de Cedro de São João, Sergipe. As áreas trabalhadas são os depósitos aluvionares, constituídos de cascalhos, areias, siltes e argilas; e o Grupo Igreja Nova, cujo interesse está voltado para o Membro Boacica da Formação Batinga, constituído de siltitos laminados, com estratificação cruzada e frequentes gradações para arenitos e folhelhos. A metodologia utilizada iniciou-se com pesquisas bibliográficas a respeito da obtenção de material argiloso no município, junto ao cadastro mineiro do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. Foram feitos trabalhos de campo, em que foram coletadas 9 amostras nos depósitos aluvionares e na Formação Batinga. A etapa seguinte foi a de análise em laboratório, em que foi utilizada a técnica de difratometria de raios-x para a identificação de minerais. Os resultados encontraram como fases minerais ilita e caulinita, embora não tão expressivas, em amostras da Formação Batinga e quartzo. Nas amostras dos depósitos aluvionares, os minerais identificados não são argilominerais, porém apresenta clorita e mica (muscovita), além da albita e quartzo. Dados do DNPM mostram que os requerimentos de licenciamento do município estão sobre os depósitos aluvionares, enquanto que os processos de autorização de pesquisa e concessão de lavra referem-se às áreas da Formação Batinga, uma vez que é necessário o conhecimento da área, através da autorização de pesquisa para que passe a fase de concessão de lavra. As conclusões deste trabalho podem subsidiar interesses acadêmicos e comerciais sobre as substâncias extraídas pelas indústrias cerâmicas na região.

2014
Descrição
  • MURIEL NASCIMENTO DE FIGUEIREDO
  • "MODELOS DEPOSICIONAIS COMPARADOS DOS RESERVATÓRIOS ARENÍTICOS SANTONIANOS - CAMPANIANOS DA FORMAÇÃO CALUMBI, BACIA SERGIPE-ALAGOAS"
  • Orientador : ANTONIO JORGE VASCONCELLOS GARCIA
  • Data: 03/10/2014
  • Dissertação
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  • A importância dos turbiditos e dos depósitos a eles relacionados como reservatório de petróleo vem desde o ano de 1975, quando se iniciou a fase de exploração de petróleo na plataforma continental brasileira, se reafirmando em 1985 e 1997 com o início da exploração respectivamente em água profundas e ultraprofundas. Este trabalho tem o objetivo contribuir com novos dados e interpretações a respeito da porção onshore aflorante da Fm. Calumbi, relacionando os dados encontrados e interpretados com a qualidade dos possíveis reservatórios. A Bacia de Sergipe-Alagoas, localiza-se na parte nordeste da margem continental brasileira, sendo a sua evolução tectono-sedimentar dividida em 5 fases: sinéclise; pré-rifte; rifte; transicional e drifte, sendo a Formação Calumbi relacionada nesta útlima. Os ambientes de sedimentação dominantes na Formação Calumbi são os de plataforma continental e de águas profundas, sendo a plataforma continental do tipo dominada por ondas e tempestades e o ambiente de águas profundas dominado por fluxos gravitacionais. Neste trabalho foram descritos 8 afloramentos Campanianos-Santonianos da Formação Calumbi e 11 lâminas, sendo 6 representativas destes afloramentos e 5 referentes a trabalhos anteriores. Após isto, deu-se a correlação estratigráfica entre estes afloramentos, incluindo também afloramentos descritos por trabalhos anteriores. Os afloramentos descritos fazem parte de um ambiente plataformal que dominou a sedimentação proximal da Formação Calumbi no Cretáceo Superior (Campaniano - Santoniano).

  • ISABELA BARBOZA VIEIRA
  • "COMPOSIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DOS FORAMINÍFEROS DO TALUDE CONTINENTAL SUPERIOR AO LONGO DA COSTA DE SERGIPE, BRASIL"
  • Orientador : EDILMA DE JESUS ANDRADE
  • Data: 09/06/2014
  • Dissertação
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  • Neste trabalho foram analisadas 18 amostras de sedimento provenientes do talude continental superior de Sergipe, coletadas em janeiro de 2007. O principal objetivo do trabalho foi analisar a composição e o padrão de distribuição dos foraminíferos recentes ao longo do talude continental superior de Sergipe. Em cada uma das amostras foram triadas 300 carapaças de foraminíferos, totalizando 5400 exemplares. As amostras de sedimento foram quarteadas, em seguida foram lavadas, pesadas (1g de sedimento) e triadas para análise dos foraminíferos, conforme a metodologia usual. Do total de foraminíferos analisados foram identificados 4.504 exemplares de foraminíferos bentônicos e 896 exemplares de planctônicos. Foram identificadas 167 espécies. Os foraminíferos planctônicos apareceram em todas as amostras analisadas. Foram identificados sete gêneros de foraminíferos planctônicos representados por 10 espécies. As espécies planctônicas com maior frequência foram Globigerinoides conglobatus, G. ruber, G. trilobus, Globorotalia menardii e Globigerina bulloides. Os resultados obtidos trazem o conhecimento inédito sobre a composição dos foraminíferos que ocorrem ao longo do talude continental superior da costa do Estado de Sergipe. Os dados são compatíveis aos encontrados por outros autores em diferentes regiões da costa do nordeste brasileiro. Foi possível revisar, a partir de diversas literaturas, algumas mudanças taxonômicas dos foraminíferos a nível genérico e específico.

  • MANUELA GAVAZZA DA SILVA
  • "GEOINDICADORES DE EROSÃO E ACUMULAÇÃO DAS PRAIAS DO MUNICÍPIO DE ARACAJU, SE"
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 28/04/2014
  • Dissertação
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  • O litoral do município de Aracaju, Sergipe, com cerca de 24 km de extensão, é limitado a norte pela desembocadura do rio Sergipe e a sul pela desembocadura do rio Vaza-Barris. O objetivo dessa dissertação de mestrado é caracterizar o processo de erosão e de acumulação das praias do município de Aracaju através da utilização de geoindicadores de erosão e de acumulação costeira. A metodologia incluiu campanhas de campo de inverno/2012 e de verão/2013, análise granulométrica e estatística de sedimentos da face de praia intermediária, espacialização dos dados de geoindicadores e mapeamento da ocupação humana no programa ArcGis 9.3.1 e, elaboração do mapa de risco à erosão costeira. Olitoral de Aracaju caracteriza-se por apresentar praias, oceânicas e de desembocadura, bordejadas por depósitos sedimentares quaternários inconsolidados e estruturas de contenção. O processo erosivo é mais efetivo nas praias situadas nas áreas contíguas às desembocaduras dos rios Sergipe (praia dos Artistas) e Vaza-Barris (praia do Mosqueiro) e no setor entre estas (praia do Naufrágos). Em função do nível de ocupação humana e da vulnerabilidade à erosão, o risco à erosão costeira é alto na praia dos Artistas, moderado na praia do Naufrágos e baixo na praia do Mosqueiro. Desta forma, esta pesquisa serve de subsídios ao planejamento ambiental da área investigada.

  • ANA CAROLINE SOARES OLIVEIRA
  • "PETROGENESE DO STOCK GRANÍTICO MONTE ALEGRE, NOROESTE DO DOMINIO MACURURE, FAIXA SERGIPANA"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 12/03/2014
  • Dissertação
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  • O Stock Granítico Monte Alegre constitui uma pequena intrusão (5 km2) do Domínio Macururé da Faixa Sergipana. Essa faixa é um sistema de dobramentos consolidado no Neproterozóico, e nesse contexto, o Stock Granítico Monte Alegre integra um conjunto bastante expressivo de rochas graníticas tidas como pós-tectônicas ao clímax do Ciclo Brasiliano. As rochas deste stock estão agrupadas em três fácies petrográficas: Fácies Porfirítica, Fácies Equigranular Leucocrática e Fácies Enclaves, sendo a Fácies Equigranular Leucocrática a que predomina. Os estudos petrográficos permitiram identificar a existência de biotita quartzo monzonitos, muscovita granitos granitos com muscovita e biotita e de forma subordinada, quartzo monzodioritos, cuja mineralogia essencial é andesina/oligoclásio, feldspato alcalino, quartzo, muscovita, biotita e os acessórios apatita, epídoto magmático, titanita, zircão, carbonato e opacos. Os enclaves são de monzonito e monzodiorito, tendo como minerias máficos predominantes biotita e diopsídio.

    A geoquímica indicou que as rochas do stock são alcalinas potássicas, sendo os enclaves metaluminosos e os granitos e quartzo-monzonitos peraluminosos. Em diagramas do tipo Harker observam-se correlações positivas com o aumento da sílica para K2O, Al2O3 e Na2O, expressando o fracionamento de plagioclásio, minerais máficos e acessórios. Os valores totais de ETR tendem a decrescer com o fracionamento e isso também é observado nas anomalias negativas de Eu. Nos diagramas de ambiência tectônica os granitos ocupam o campo das rochas sin-colisionais enquanto os quartzo monzonitos e enclaves ocupam o campo dos granitos de arcos vulcânicos.

    O modelo petrogenético proposto para a formação das rochas porfiríticas é a mistura em diferentes graus entre magma máfico e félsico, materializado pela presença de diques sin-plutônicos. Os muscovita granito são interpretados como resultantes da fusão parcial de metassedimentos quando da colocação das rochas porfiríticas.

  • VINÍCIUS ANSELMO CARVALHO LISBOA
  • "PETROLOGIA E GEOCRONOLOGIA DO MACIÇO GLÓRIA NORTE, FAIXA DE DOBRAMENTOS SERGIPANA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 11/03/2014
  • Dissertação
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  • O Domínio Macururé, localizado na porção norte da Faixa de Dobramentos Sergipana, é caracterizado por apresentar um grande volume de granitos (s.l.) de idade neoproterozóica. O Maciço Glória Norte (MGN), que ocorre na porção centro-norte do Domínio Macururé, representa uma das mais importantes intrusões que se colocaram após o pico de deformação e metamorfismo no orógeno (+ 650 Ma). Nesse estudo identificou-se a presença de duas fácies petrográficas nesse maciço: quartzo-monzonítica porfirítica, quartzo-monzonítica fanerítica, além de diques leucocráticos. Os enclaves, diversos tipos, são uma feição recorrente em toda a extensão do maciço, assim como textura que evidenciam misturas entre magmas. Os estudos microscópicos permitiram a identificação de várias texturas e instabilidade e uma sequência de cristalização marcada pelo aumento de fluídos ao longo da evolução do magma. Os dados geoquímicos revelam uma afinidade com as rochas da série shoshonítica, e seus enclaves exibem afinidade ultrapotássica com conteúdos de MgO e K2O sempre maiores que 3%. Nos diagramas ETR percebeu-se um enriquecimento de ETR leves em relação aos pesados, além de fortes anomalias de Ta, Nb, Ti, P, Sr, e Eu, principalmente nos enclaves. As temperaturas médias calculadas pelo geotermômetro de Zr revelam que o início da cristalização no MGN se deu entre 810°C e 784°C, e teve seu fim entre 730°C e 700°C. A idade obtida através do método U/Pb SHRIMP (588 + 5,2 Ma), posiciona o magmatismo que deu origem ao MGN, no Período Ediacarano, marcando a ocorrência de um magmatismo a 588 Ma, que não foi afetado de forma significativa por eventos tectônicos.

  • CLEVERTON CORREIA SILVA
  • "PETROLOGIA E GEOCRONOLOGIA DO STOCK GRONODIORÍTICO LAGOA DO ROÇADO, DOMÍNIO MACURURÉ, FAIXA SERGIPANA"
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 27/02/2014
  • Dissertação
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  • O Stock Granodiorítico Lagoa do Roçado, intrusivo nos metassedimentos do Domínio Macururé, localiza-se na região central da Faixa Sergipana, é um corpo com aproximadamente 7 km2, com forma alongada e, sem deformações. Suas rochas são essencialmente equigranulares, ocorrendo por vezes inequigranulares com coloração cinza. Nota-se na parte central do stock, presença frequente de enclaves máficos microgranulares. Os estudos petrográficos possibilitou identificar que esse stock é essencialmente constituído por granodioritos com biotita, hornblenda e diopsídio, tendo como acessórios, titanita, allanita, pistacita, zircão, apatita e minerais opacos. Os dados geoquímicos revelam que suas rochas são cálcio-alcalinas de alto potássio com um enclave máfico microgranular exibindo afinidade com a suíte shoshonítica. A boa correlação linear identificada nos diagramas de Harker entre os tipos félsicos e máficos é sugestiva que o processo de mistura de magmas seja o responsável pela variação química encontrada. Os espectros dos ETR das rochas apresentam fracionamento dos ERTLeves em relação aos ETRPesados e uma fraca anomalia negativa em Eu indicando fracionamento de plagioclásio. Essas rochas quando lançadas nos diagramas de afinidade tectônica de Pearce posicionam-se no campo dos granitos pós-tectônicos. As análises isotópicas em zircão para a amostra de biotita-hornblenda-granodiorito (187), foram obtidas por SHRIMP IIe no Laboratório de Geocronologia da Universidade Paulo. Os cristais de zircão exibem-se como primas alongados e proporções comprimento versus largura 3:1. Imagem CL revelam que esses cristais mostram-se limpidos ou com zonação oscilatória, característica típica de zircão magmático. Os dados U/Pb em zircão mostram uma idade concordante de 618 ± 4 Ma (MSWD = 0.7) para o Stock Granodiorítico Lagoa do Roçado. Esta idade, é similar a idade U/Pb em titanita do Maciço Coronel João Sá (626±2 Ma) localizado na parte oeste do Domínio macururé, o qual apresenta características petrográficas e geoquímicas similares as do Stock Granodiorítico Lagoa do Roçado. Estas idades podem marcar o fim da deformação neoproterozoica na Faixa Sergipana.

  • JOANE ALMEIDA DA CONCEIÇÃO
  • "PETROLOGIA DO STOCK GRANÍTICO GLÓRIA SUL, FAIXA SERGIPANA, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA"
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 27/02/2014
  • Dissertação
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  • Na Faixa Sergipana existe um grande volume de granitos, com expressividade no Domínio Macururé. Nesse domínio os corpos graníticos são classificados como Tipo Glória. O Stock Granítico Glória Sul apresenta uma área de aproximadamente 41 km2, com geometria levemente arredondada, com rochas exibindo uma grande homogeneidade composicional e textural, sendo constituídas por granitos leucocráticos de coloração esbranquiçada na maior parte do stock, exibindo tipos de coloração acinzentada, textura equigranular. É evidente a presença de enclaves máficos microgranulares e por vezes percebe-se que as rochas exibem anisotropismo marcado pela orientação dos cristais de micas. Modalmente as rochas do stock são classificadas como granitos e seus enclaves como álcali-feldspato quartzo sienito. As rochas apresentam como mineralogia essencial constituída por quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio (albita – oligoclásio), muscovita, biotita, diopsídio e hornblenda, e como minerais acessórios epídoto magmático, titanita, zircão, apatita, carbonato. A química de elementos maiores é caracterizada por teores de SiO2 entre 56,38 – 73,19%, Al2O3 entre 13,82 – 15,86%, TiO2 entre 0,07 – 0,98%, K2O entre 1,57 – 7,05%, Na2O entre 2,48 – 4,67%, CaO entre 0,69 – 5,46%, Fe2O3 entre 0,64 – 5,76%, MgO entre 0,10 – 4,5%, MnO entre 0,01 – 0,12% e P2O5 entre 0,02 – 0,58%. Os valores dos elementos traços mostram-se bem diferenciados, evidenciando que os enclaves máficos microgranulares apresentam valores mais elevados em comparação aos granitos, com teores de Ba variação entre 319 – 1179 ppm, Rb variando entre 55,3 – 351 ppm, Sr variando entre 183,6 – 693,5 ppm, Zr variando entre 54,2 – 224,2 ppm, Nb variando entre 3,4 – 20,8 ppm e Y variando entre 1,6 – 16,7 ppm. Estas rochas mostram valores de ETR (ΣETR 38,58 – 299,21 ppm), Lan/Ybn variando entre 12,57 – 137,22 ppm e Eu/Eu* variando entre 0,72 – 1,94 ppm. Para uma classificação do ambiente geotectônico o diagrama utilizando os parâmetros de Y+Nb versus Rb, as rochas estudadas posicionam-se no campo dos granitóides sin-colisionais com exceção dos granitos com granada.

2013
Descrição
  • FILIPA MARIA CABRITA DA CUNHA PEREIRA
  • Sedimentologia e Estratigrafia de Afloramentos do Membro Maruim da Formação Riachuelo na Sub-Bacia de Sergipe
  • Orientador : ANTONIO JORGE VASCONCELLOS GARCIA
  • Data: 25/09/2013
  • Dissertação
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  • O tema desta dissertação é a caracterização sedimentar e estratigráfica dos depósitos carbonáticos presentes em afloramentos do Membro Maruim, Formação Riachuelo, localizados nos municipios de Laranjeiras e Maruim. O estudo foi realizado em 4 afloramentos de pedreiras desativadas, onde se observaram a litofaciologia, geometria interna e externa de depósitos, através da análise na macroesclaa e microescala. Estes depósitos correspondem a sedimentos de contexto de rampa carbonática dominada por grãos não esqueletais, com predominância de peloides e oncoides e subordinadamente ooides. Os bioclastos predominantes são equinoides, moluscos e algas vermelhas solenoporáceas. Os depósitos destes afloramentos apresentam ciclicidade, por vezes bem marcada, que refletem o ambiente sedimentar em que foram depositados, bem como a posição relativa do nível relativo do mar no momento das suas deposições.

  • TALITA FERNANDA CARVALHO GENTIL
  • PETROLOGIA E GEOQUÍMICA DO BATÓLITO SHOSHONÍTICO SERRA DO BREJO NO DOMÍNIO POÇO REDONDO, FAIXA SERGIPANA (SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA)
  • Orientador : HERBET CONCEICAO
  • Data: 23/08/2013
  • Dissertação
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  • A região alvo deste estudo localiza-se na parte norte da Faixa Sergipana. O Batólito Serra do Brejo (BSB) está associado ao magmatismo tipo Serra do Catu, que é atribuído pela literatura regional a um plutonismo pós-tectônico, com idade em torno de 617 Ma. O BSB constitui-se um corpo alongado E-W, com ~111 km2, e que trunca as estruturas regionais dominantemente NW-SE. O principal objetivo do trabalho é gerar dados geológicos, petrográficos, geoquímicos do BSB e com essas informações melhor compreender o significado deste magmatismo na parte norte da Faixa Sergipana. Para que os objetivos fossem atingidos foram realizados trabalhos de campo, com coleta de amostras, descrição petrográfica dos principais tipos de rochas identificadas e, em amostras representativas, estudos geoquímicos. Três fácies petrográficas foram identificadas: Granítica, Sienítica/Sienítica Máfica e Enclave. Ao microscópio a feição mais expressiva é a granulação média, algumas vezes exibindo foliação magmática, que orienta os cristais subeuédricos de microclínio pertítico, de albita ou oligoclásio e dos máficos (diopsídio, hornblenda e biotita). Cristais de titanita, apatita e zircão constituem os acessórios. A Fácies Enclave foi interpretada como formada por autólitos, pois suas rochas apresentam a mesma mineralogia que os sienitos e granitos encaixantes. Os dados geoquímicos obtidos em amostras de tipos petrográficas representativos revelam que as elas tem conteúdo de SiO2 variando de 60% até 70% SiO2. A Fácies Enclaves tem conteúdo 43-45% de SiO2 (correspondendo a gabro peridotítico) e 52-55% de SiO2 (correspondendo a gabro e diorito). Em diagramas de classificação geoquímica as amostras exibem ao mesmo tempo afinidade alcalina e sub-alcalina, características essas usualmente atribuídas a rochas das associações shoshoníticas. Elas são metaluminosas existindo termos peraluminosos e, em diagrama de Pearce (Rb vs. Y+Nb), elas posicionam-se dominantemente no campo dos granitos originados em ambientes de arco vulcânico, mas concentrados no campo dos granitos pós-colisionais.

  • ALQUIZIA DORCAS DANTAS DE SANTANA
  • DATAÇÃO RADIOCARBONICA-AMS DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO JUSTINO, CANINDÉ DO SÃO FRANCISCO, SERGIPE
  • Orientador : MARIA DE LOURDES DA SILVA ROSA
  • Data: 23/08/2013
  • Dissertação
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  • A presente dissertação tem como objetivo apresentar os resultados alcançados por meio de pesquisas arqueológicas sistemáticas de laboratório que interligadas com informações advindas das Geociências, possibilitou um compreensão cronológica do Sítio Arqueológico Justino. Para essa pesquisa foi utilizado isótopos de 14C como ferramenta de análise por meio da técnica AMS. A finalidade deste estudo fundamentou na reavaliação cronológica das idades de quatro ocupações do Sítio Justino, localizado em Canindé do São Francisco, Sergipe, com o propósito de obter datações diretas através de amostras de dentes e ósseas. No entanto, essas amostras não apresentam volume de colágeno que permitisse a datação. A presença de carvão vegetal em vários andares estratigráficos do sítio, que ocorriam em estruturas de fogueiras antigas, foram coletadas para obtenção de idades. Os resultados obtidos, evidenciam quatro ciclos distintos da ocupação humana na região de Xingo, a saber: 2.510±30 AP, 4.390±30 AP, 7.530±30 AP, 12.220±50 AP.

  • FELIPPE PESSOA DE MELO
  • ANÁLISE DAS FEIÇÕES GEOMORFOLÓGICAS E DOS PROCESSOS MORFODINÂMICOS NA DINÂMICA DO SÍTIO URBANO: O CASO DE GARANHUNS-PE.
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 16/04/2013
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como finalidade realizar uma análise das inter-relações das feições geomorfológicas e dos processos morfodinâmicos na evolução do sítio urbano de Garanhuns-PE. Dessa forma, fornecer subsídios para implantação de políticas públicas, que contemplem a implantação de um modelo de uso e ocupação do solo sustentável. No transcorrer da pesquisa foram utilizadas as tecnologias do Sensoriamento Remoto e SIG, para confecção de um banco de dados georreferenciado, o qual foi alimentado com dados matriciais do INPE/DGI, INCRA e Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil, arquivos SRTM da EMBRAPA (Projeto Brasil em Relevo) e informações vetoriais da CPRM, IBGE. O que possibilitou a interpretação dos fenômenos espaciais que estão ocorrendo no perímetro de estudo e representa-los através de cartas temáticas e imagens 3D. A partir dos referidos mapas e modelos 3D foi possível realizar as correlações entre as características físicas do espaço geográfico e seu sistema de ações. Tornando possível a identificação e o monitoramento pelos órgãos municipais das principais áreas de riscos para ocupação antrópica da paisagem devido sua suscetibilidade aos processos morfodinâmicos.

  • NAEDJA VASCONCELOS PONTES
  • MAPEAMENTO ESTRATIGRÁFICO E GEOQUÍMICO ATRAVÉS DE ISÓTOPOS DE ENXOFRE EM SEQUÊNCIAS PELÍTICAS E MISTAS DA BACIA SERGIPE-ALAGOAS
  • Orientador : ANTONIO JORGE VASCONCELLOS GARCIA
  • Data: 26/03/2013
  • Dissertação
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  • O objetivo deste trabalho visa caracterizar a geoquímica de folhelhos no período Cretáceo da Formação Morro do Chaves, Bacia Sergipe-Alagoas. Foram estudadas 16 amostras de folhelhos submetidas a análise de carbono orgânico total (COT), enxofre total (S), piróise rock eval e razão isotópica de enxofreδ34S. Como resultado, as condições paleoambientais foram caracterizadas como um ambiente lagunar que possivelmente ocorreu invasões marinhas no sistema.

  • RICARDO MONTEIRO FARIAS
  • "CARACTERIZAÇÃO LITOESTRATIGRÁFICA E PALEONTOLÓGICA DO MEMBRO BOACICA DA FORMAÇÃO BATINGA, NEOCARBONÍFERO DA BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS"
  • Orientador : EDILMA DE JESUS ANDRADE
  • Data: 22/02/2013
  • Dissertação
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  • O Membro Boacica da Formação Batinga, da bacia de Sergipe-Alagoas, ocorre sobre os altos estruturais de Japoatã (SE), Penedo e Palmeira Alta (AL), sendo caracterizado pela intercalação rítmica de siltitos laminados, folhelhos e arenitos muito finos, atribuídos a um sistema deposicional de frentes deltaicas e prodeltas. Apesar do conteúdo fóssil muito pobre, algumas análises recuperaram palinomorfos característicos do Eo a Mesopensilvaniano (Neocarbonífero), e alguns níveis são localmente abundantes em icnofósseis. As associações icnológicas são pouco diversificadas, representadas por icnitos de repouso ou locomoção. A descoberta de icnofósseis, associada ao surgimento de novos afloramentos, favoreceu a realização de novos estudos litoestratigráficos e paleontológicos mais detalhados nesta unidade. Esse estudo teve como principal objetivo realizar a caracterização litoestratigráfica e paleontológica em dois afloramentos desta unidade, Batinga 5 e Pescocinho 3. As seções caracterizam-se por intercalações rítmicas de folhelhos, siltitos laminados e maciços de coloração cinza esbranquiçados, com arenitos muito finos de coloração creme, exibindo padrões cíclicos ora de coarsening upward ora de fining upward refletindo mudanças no processo deposicional. Os arenitos de maneira geral apresentam estruturas de climbing-ripples. De acordo com sucessões estratigráficas levantadas nestes afloramentos, oito fácies sedimentares foram observadas, constatando-se que os depósitos sugerem fácies de prodelta, frente deltaica, lobos turbidíticos, fundo de lago, crevasses, fluviais e de detritos englaciais. Os icnofósseis foram observados ao longo de algumas fácies analisadas e em diferentes litotipos (folhelhos, siltitos e arenitos), porém não são tão abundantes em Batinga 5. Os icnofósseis apresentaram-se como estruturas de bioturbação, caracterizando icnitos de repouso, locomoção e pastagem. As pistas são de tamanhos reduzidos apresentando-se como pistas bilobadas, retas ou curvas, ovaladas, impressões em forma de “grãos de café” e outras pistas irregulares com cruzamentos aleatórios. Os traços que foram classificados como pertencentes à icnoespécie Isopodichnus problematica Schindewolf, 1921 e aos icnogêneros Rusophycus Hall, 1852, Helminthoidichnites Fitch, 1850, Aulichnites Fenton & Fenton, 1937, são mais frequentes nos siltitos e folhelhos. A icnoespécie Paganzichnus carboniferus Pazos, 2000 juntamente com os icnogêneros Gordia Emmons, 1844 e Scoyenia White, 1929, são mais frequentes nas fácies arenosas do prodelta, embora também sejam encontrado em fácies sílticos-argilosas. Provavelmente, esses traços foram gerados, por atividades de artrópodes, crustáceos branquiópodos e de organismos nematomorfos. Também foi verificado um morfotipo não identificado que foi chamado de Morfotipo “A” que exibe pequenos traços curtos com formas alongadas, com uma trajetória reta a pouco curva, com direções variadas e está preservados em hiporrelevo convexo ou epirrelevo côncavo estando frequentes tanto em fácies lamosas prodeltaicas quanto em fácies arenosas da frente deltaica. A associação dos traços aqui estudados caracteriza um ambiente subaquoso, lamoso, relativamente calmo e raso podendo representar as icnofácies Mermia (lacustre) e Scoyenia (transicional).

  • JOSEVÂNIA DE OLIVEIRA
  • "REVISÃO SISTEMÁTICA DOS EQUINÓIDES (ECHINODERMATA) DA FORMAÇÃO JANDAÍRA (CRETÁCEO) BACIA POTIGUAR, NORDESTE DO BRASIL"
  • Orientador : CYNTHIA LARA DE CASTRO MANSO
  • Data: 22/02/2013
  • Dissertação
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  • O Cretáceo foi um período de muitas mudanças na superfície terrestre que contribuíram para o desenvolvimento de uma rica biodiversidade de organismos. A Bacia Potiguar está situada na costa Nordeste do Brasil, ocupando parte setentrional dos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. É uma bacia formada a partir do rift ocorrido no período Cretáceo durante a instalação do Oceano Atlântico Sul. Os representantes da classe Echinoidea estão presentes na Formação Jandaíra de forma abundante chegando a formar extensos bancos compostos por suas carapaças. Este estudo teve como principal objetivo fazer a revisão sistemática das espécies de equinoides da Formação Jandaíra, da Bacia Potiguar. Nesse trabalho foram analisados, descritos e ilustrados 223 exemplares de equinoides provenientes de seis localidades na Formação Jandaíra. Esses exemplares foram obtidos a partir de coletas realizadas em 2003 e 2011 e fazem parte do acervo da coleção da Fundação Paleontológica Phoenix (FPH). Das sete espécies de equinoides identificadas e revisadas, três foram de equinoides “regulares” Rosadosoma riograndensis (Maury, 1925), Phymosoma major (Coquand, 1862) e Goniopygus durandi (Perón & Gauthier, 1881); e quatro de “irregulares” Petalobrissus setifensis (Cotteau, 1866), Petalobrissus cubensis (Weisbord, 1934) Mecaster fourneli (Agassiz & Desor, 1847), e Mecaster texanum (Roemer, 1852). A espécie de Phymosoma tinocoi Santos, 1960, foi colocada neste estudo como sinônimo júnior de Phymosoma major (Coquand, 1862). Os dados biométricos dos equinoides “regulares” mostraram que o diâmetro da carapaça influencia de forma significativa a altura da carapaça e o diâmetro do perístoma. Os exemplares de equinoides “regulares” apresentaram-se em diferentes estágios ontogenéticos, assim como os “irregulares”, porém as características morfológicas foram semelhantes independentes dos seus estágios. Os exemplares das espécies Petalobrissus setifensis e P. cubensis foram comparados entre si e com aqueles registrados para outras regiões, assim como os exemplares de M. fourneli e de M. texanum. Em relação à distribuição paleobiogeográfica na Formação Jandaíra foi observado nas localidades aqui estudadas que as espécies de equinoides “irregulares” apresentaram maior distribuição geográfica quando comparadas as espécies “regulares”. Com base nas bibliografias consultadas e a partir de estudos que estão sendo realizados sobre amonoides e biválvios inoceramídeos foi possível indicar que as espécies de equinoides “regulares” ocorrem mais frequentemente do Turoniano ao Santoniano e os “irregulares” do Turoniano ao Campaniano da Formação Jandaíra. Esse estudo foi de grande importância, pois contribuiu no esclarecimento das possíveis sinônimos juniores e das variações morfológicas apresentadas pelos exemplares de equinoides em diferentes estágios ontogenéticos.

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