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Ciente
Dissertações/Teses

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2023
Descrição
  • FELIPE SOUZA CASTRO
  • UM GOLE PRÁ O SANTO, UMA REZA PRÁ DEUS: A Festa de São Pedro de Heliópolis-BA (1985-2005)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 30/10/2023
  • Dissertação
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  • O presente estudo tem a finalidade de analisar o processo de criação da festa de São Pedro do município de Heliópolis/BA, levando em consideração a formação da municipalidade e a construção da identidade cultural. A festa foi criada após a emancipação do município e desde então, tornou-se uma tradição importante que representa a identidade cultural da região. Este evento é considerado um dos maiores realizados na cidade, pois envolve elementos tanto sagrados quanto profanos. A festa de São Pedro de Heliópolis/BA, não foi um evento pensado e idealizado pelos próprios moradores da cidade, mas sim pelo então prefeito José Emídio Tavares de Almeida, conhecido pela população local como Zé do Sertão. Nesse sentido, a festa surgiu da vontade de alguém, para produzir efeitos sobre uma coletividade, uma vez que ela passa a representar a identidade do município. É a partir do processo de criação da festa que nasce o problema para o desenvolvimento desta pesquisa: como uma festa pensada e/ou idealizada pelo poder público, foi incorporada pela comunidade local e passa a ser uma das principais representações da identidade cultural do município de Heliópolis/BA? Como a festa impacta na casa e na rua, ou seja, na vida privada e pública? Como a sociedade está estruturada em torno da festa? Nesse contexto, nota-se que na vida privada, a festa é vista como uma oportunidade para reunir familiares e amigos, partilhar uma comida típica da região e viver um momento de efervescência com o profano. Já na vida pública, a festa é vista como um momento de afirmação da identidade cultural do município, onde os moradores mostram aos visitantes a riqueza de sua cultura.

  • INGRID BATISTA SANTOS
  • O ENCONTRO CULTURAL DE LARANJEIRAS E O PROTAGONISMO INTELECTUAL DE BEATRIZ GÓIS DANTAS (1972-2023)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 29/09/2023
  • Dissertação
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  • O presente estudo objetiva analisar as contribuições da antropóloga Beatriz Góis Dantas no Simpósio do Encontro Cultural de Laranjeiras. Seja por meio da análise de formação acadêmica e atuação profissional, seja pelas áreas de pesquisa abordadas por ela, notadamente como se deu o seu interesse pela cidade de Laranjeiras-SE e como ela iniciou seus estudos por diversos temas pertencentes àquela localidade. Laranjeiras, desde 1968, tornou-se corriqueira dos fazeres de Dantas. Além de uma vasta cultura popular, o município realiza anualmente o Encontro Cultural de Laranjeiras, desde 1976. É o evento de duração mais longínqua e ininterrupto sobre o folclore e a cultura popular do país. A pesquisadora contribuiu da sua elaboração à realização e, durante as quarenta e oito edições, participou diversas vezes, apresentando algum resultado das inúmeras pesquisas que desenvolveu ou como debatedora de alguma comunicação, ou ainda, produzindo livros, artigos, fontes a respeito do evento. Ao falar nesse acontecimento, o nome da antropóloga logo é mencionado, associando-a esse espaço do qual se utilizou para produzir e partilhar conhecimento.

  • GRASIELE FERREIRA DO NASCIMENTO
  • DITADURA E EDUCAÇÃO: CURRÍCULO E ESTUDOS SOCIAIS NA ESCOLA POLIVALENTE (ALAGOINHAS/BA) E NA ESCOLA DE 1º E 2º GRAUS PROF. ABELARDO ROMERO DANTAS (LAGARTO/SE), DE 1968 A 1980.
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 31/08/2023
  • Dissertação
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  • As reformas educacionais de 1º e 2º graus foram alguns dos processos responsáveis por inserir os governos militares na política externa, e nas tratativas da entrada de capital estrangeiro no país por meio de acordos internacionais, como os firmados entre o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a United States Agency of International Development (USAID), que vieram a contribuir com a propaganda governamental respaldada pela defesa da educação profissional. Todavia, como reação, surgiram importantes movimentos de resistência organizados por entidades estudantis e associações de professores. O presente trabalho dedica-se a analisar as políticas educacionais das décadas de 1960 e 1970, para compreender a estruturação dos instrumentos de poder do Estado militar, marcadamente centralizador e ideológico. Indaga-se e reflete sobre as interferências políticas nos movimentos pedagógicos, em especial os que prezavam por uma educação humanizada. De modo que, as propostas governamentais no campo da educação alteraram a disposição e a organização do ensino de História, sobretudo na educação básica, com a introdução da matéria Estudos Sociais, como obrigatória no currículo do 1º grau, em detrimento das disciplinas de História e Geografia separadamente, promovendo o esvaziamento dos conteúdos voltados as ciências humanas. Esta pesquisa empenha-se em investigar a forma como se deu a organização do currículo das humanidades, com a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, e do Parecer 853, de 11 de novembro de 1971, e os modos de sua aplicação nos estados da Bahia e de Sergipe, escolhendo duas instituições de ensino, com forte respeito popular, a Escola Polivalente de Alagoinhas (BA) e a Escola de 1º e 2º graus Prof. Abelardo Romero Dantas (Lagarto/SE). A utilização de documentos oficiais, como leis e decretos de âmbito nacional, documentos produzidos pelas secretarias escolares e pelos próprios professores, como diários de classe e atas de reuniões, correspondências enviadas pelo Conselho Estadual de Educação e fotografias, foram importantes fontes históricas para se alcançar os resultados desta pesquisa. Por meio da história comparada e da análise qualitativa, apesar de distintas em trajetórias e projetos de ensino, buscou-se estabelecer conexões e identificar as aproximações em torno dessas duas realidades educacionais, inseridas em um contexto político-econômico-social-cultural autoritário e de elevada complexidade para o entendimento das relações sociais no espaço escolar.

  • JOSÉ PEDRO SOARES SANTOS
  • O Boticário: A trajetória do João Ladisláu de Figueiredo e Mello (1772 – 1856)
  • Data: 31/08/2023
  • Dissertação
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  • O presente estudo contempla a trajetória de João Ladisláu de Figueiredo e Mello
    (1772 – 1856), obscuro personagem cuja biografia entrecruza com diversos episódios
    políticos da Bahia, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. João Ladislaú
    Figueiredo e Mello teve suposta participação na Conjuração baiana (1798), nas
    agitações políticas durante o Governo do Conde dos Arcos (1810-1818), na Revolução
    Constitucional (1821), no o processo de Independência (1822-1823) e, até mesmo, na
    Sabinada (1837-1838).
    Atuando como boticário, em Salvador, nos últimos anos do século XVIII, os
    primeiros registros da atuação política de JLFM
    1
    , por vias não oficiais, remonta ao ano
    anterior à Conjuração Baiana de 1798. Apesar de seu nome não constar nos autos
    produzidos contra os conspiradores republicanos, há indícios de que o referido boticário
    fazia parte de uma rede de indivíduos que articulavam a criação de uma Republica
    Bahianense
    O presente estudo contempla a trajetória de João Ladisláu de Figueiredo e Mello
    (1772 – 1856), obscuro personagem cuja biografia entrecruza com diversos episódios
    políticos da Bahia, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. João Ladislaú
    Figueiredo e Mello teve suposta participação na Conjuração baiana (1798), nas
    agitações políticas durante o Governo do Conde dos Arcos (1810-1818), na Revolução
    Constitucional (1821), no o processo de Independência (1822-1823) e, até mesmo, na
    Sabinada (1837-1838).
    Atuando como boticário, em Salvador, nos últimos anos do século XVIII, os
    primeiros registros da atuação política de JLFM
    1
    , por vias não oficiais, remonta ao ano
    anterior à Conjuração Baiana de 1798. Apesar de seu nome não constar nos autos
    produzidos contra os conspiradores republicanos, há indícios de que o referido boticário
    fazia parte de uma rede de indivíduos que articulavam a criação de uma Republica
    Bahianense
    O presente estudo contempla a trajetória de João Ladisláu de Figueiredo e Mello
    (1772 – 1856), obscuro personagem cuja biografia entrecruza com diversos episódios
    políticos da Bahia, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. João Ladislaú
    Figueiredo e Mello teve suposta participação na Conjuração baiana (1798), nas
    agitações políticas durante o Governo do Conde dos Arcos (1810-1818), na Revolução
    Constitucional (1821), no o processo de Independência (1822-1823) e, até mesmo, na
    Sabinada (1837-1838).
    Atuando como boticário, em Salvador, nos últimos anos do século XVIII, os
    primeiros registros da atuação política de JLFM
    1
    , por vias não oficiais, remonta ao ano
    anterior à Conjuração Baiana de 1798. Apesar de seu nome não constar nos autos
    produzidos contra os conspiradores republicanos, há indícios de que o referido boticário
    fazia parte de uma rede de indivíduos que articulavam a criação de uma Republica
    Bahianense
    O presente estudo contempla a trajetória de João Ladisláu de Figueiredo e Mello
    (1772 – 1856), obscuro personagem cuja biografia entrecruza com diversos episódios
    políticos da Bahia, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. João Ladislaú
    Figueiredo e Mello teve suposta participação na Conjuração baiana (1798), nas
    agitações políticas durante o Governo do Conde dos Arcos (1810-1818), na Revolução
    Constitucional (1821), no o processo de Independência (1822-1823) e, até mesmo, na
    Sabinada (1837-1838).
    Atuando como boticário, em Salvador, nos últimos anos do século XVIII, os
    primeiros registros da atuação política de JLFM
    1
    , por vias não oficiais, remonta ao ano
    anterior à Conjuração Baiana de 1798. Apesar de seu nome não constar nos autos
    produzidos contra os conspiradores republicanos, há indícios de que o referido boticário
    fazia parte de uma rede de indivíduos que articulavam a criação de uma Republica
    Bahianense

    O presente estudo contempla a trajetória de João Ladisláu de Figueiredo e Mello(1772 – 1856), obscuro personagem cuja biografia entrecruza com diversos episódios políticos da Bahia, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. João Ladislaú Figueiredo e Mello teve suposta participação na Conjuração baiana (1798), nas agitações políticas durante o Governo do Conde dos Arcos (1810-1818), na Revolução Constitucional (1821), no o processo de Independência (1822-1823) e, até mesmo, na Sabinada (1837-1838). Atuando como boticário, em Salvador, nos últimos anos do século XVIII, os primeiros registros da atuação política de João Ladislau Figueiredo e Mello, por vias não oficiais, remonta ao anoanterior à Conjuração Baiana de 1798. Apesar de seu nome não constar nos autos produzidos contra os conspiradores republicanos, há indícios de que o referido boticário fazia parte de uma rede de indivíduos que articulavam a criação de uma Republica Bahianense

  • ALYSSON SANTANA BARBOSA
  • OS CONSTRUTORES ANÔNIMOS E SUAS CONSTRIBUIÇÕES PARA A ARQUITETURA ARACAJUANA (1920-1950)
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 31/08/2023
  • Dissertação
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  • Este trabalho tem como objetivo estudar os construtores anônimos e outros trabalhadores braçais ligados à construção civil da cidade de Aracaju que foram apagados historicamente, no período entre os anos de 1920 e 1950, evidenciando as contribuições desses prestadores de serviços para o desenvolvimento patrimonial local. Como objeto de estudo, selecionamos a contribuição de tais profissionais, tendo em vista a participação ativa destes na modernização estética da capital do estado sergipano. Seja em prédios públicos ou privados, diversas edificações passaram pelas mãos de pedreiros, marceneiros, pintores, artistas plásticos, e até mesmo projetistas não licenciados que colaboraram com sua mão de obra. A partir de tal recorte, intentamos descobrir quem são e quais foram os motivos pelos quais a literatura acadêmica esqueceu essas pessoas, que, apesar da grande contribuição, acabaram sendo apagadas da historiografia. Adotamos como base metodológica a interdisciplinaridade, além da análise documental, partindo de periódicos, projetos arquitetônicos do período estudado e processos judiciais, os quais colaboraram com a identificação desses personagens. Inicialmente, versaremos a respeito do apagamento desses trabalhadores braçais e as manobras que eles efetuavam ao se unirem em favor da classe, fundando o Centro Operário Sergipano e lutando para conter os abusos que seus patrões operavam contra seus empregados. Em seguida, discorreremos a respeito dos aspectos arquitetônicos de Aracaju, juntamente com as normas para serem edificados, além da identificação de alguns construtores e suas respectivas obras. Ademais, ponderamos sobre a importância da Escola de Aprendizes Artífices de Sergipe como formadora de construtores artistas/artesões e a influência de imigrantes europeus sobre a mão de obra local.

  • GUSTAVO PEREIRA SANTOS
  • Patrimônio e Memória: O Theatro Sete de Setembro na Construção da Identidade Penedense (1884-1950)
  • Orientador : LUCIENE LAGES SILVA
  • Data: 31/08/2023
  • Dissertação
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  • Este trabalho se dedica a investigar a construção da identidade coletiva de Penedo-AL por meio do Theatro Sete de Setembro entre 1884, ano de sua fundação, e 1983, ano de seu tombamento. Penedo durante o século XIX possuía uma grande zona de influência econômica no Baixo São Francisco, o que propiciou a construção do teatro por meio da Imperial Sociedade Philarmônica Sete de Setembro. Durante o final do império e início da República, a cidade se desenvolveu e conseguiu se consolidar como uma das principais cidades da região, principalmente com a participação do porto fluvial. Procuramos entender, desta forma, como o Theatro Sete de Setembro participou da sociedade penedense em um momento de efervescência econômica e social na região do Baixo São Francisco, bem como quais grupos seriam seus frequentadores, na construção da identidade coletiva da cidade. Observamos o contexto da cidade de Penedo do século XIX, discutindo o papel da mantenedora do teatro na sua construção e, em seguida, a construção do teatro, propriamente dita, os elementos da arquitetura neoclássica e como eles estão presentes na estrutura externa e interna. Os conceitos norteadores da pesquisa têm como foco a memória coletiva e identidade. Por fim, jornais do período que serviram de fonte, a discussão se dá em torno dos eventos que aconteceram no teatro durante o período, seja por meio de cerimônias da associação proprietária, seja através de apresentações artísticas ou uso do teatro como cinema. Ao final, faremos uma breve consideração final sobre o papel do teatro na cidade de Penedo durante esses 100 anos analisados.

  • JOSÉ EDWYN SILVA GOMES
  • COSTURANDO O FIO DA MEMÓRIA: A TRAJETÓRIA DE ROSALINA SANTOS, COSTUREIRA NEGRA NA “ARACAJU ROMÂNTICA” (1924 - 2021)
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 30/08/2023
  • Dissertação
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  • Nos areais da “Aracaju Romântica dos anos 1940 e 1950” histórias de mulheres e homens negros se desenrolaram, verdadeiras tramas foram protagonizadas por estes sujeitos até então “excluídos da história”. Apresentamos uma análise da trajetória de vida de Rosalina Santos, costureira das “madames” brancas da capital, neta de ex-escravizados. Rosalina Santos nasceu em Divina Pastora/SE em 1924 e se destacou como costureira ou “modista” da dita “alta sociedade aracajuana”. Apresentamos aspectos do seu cotidiano, identificando nas suas memórias a importância da família, principalmente da sua madrinha na sua formação, a permanência da mentalidade escravista e o racismo presente nas relações de trabalho. Quais foram os efeitos do racismo cotidiano na sua trajetória? Como foi possível tornar-se costureira dessa clientela? Quais eram as condições de trabalho para mulheres negras nesse período? Quais foram as suas estratégias? Por fim, o que restou da África nas suas memórias?

  • MAISA BISPO NUNES
  • ZONAS BOÊMIAS NO CENTRO DE ARACAJU NA DÉCADA DE 1920 A 1950: REDUTOS E EXCLUSÕES NA MODERNIDADE
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 30/08/2023
  • Dissertação
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  • A cidade de Aracaju foi idealizada para se tornar a nova capital de um Sergipe mais moderno, rico e civilizado. A partir da proclamação da república no Brasil em 1889 novas ideias, inovações tecnológicas, modos de agir e viver em sociedade vieram exportados dos países ricos e industrializados, ditando também novas formas de entretenimento que influenciaram a pequena capital sergipana. Uma marcante expressão da modernidade foi a boemia, que na cidade de Aracaju possuía seus mais icônicos espaços como cabarés, cassinos, clubes e bares concentrados na região central da década de 1920 até o início de seu declínio na década de 1950. Os escritos e memórias daquela época revelam espaços boêmios cheios de sociabilidade, histórias, risos e um cenário vívido de minúcias que marcou o Bairro Centro da cidade. A boemia era frequentada por diversas classes sociais, porém todos possuíam o seu devido lugar. A cidade moderna delimitava e excluía, criando espaços que não eram permitidos a todos. Essas delimitações também se expressavam nos espaços da boemia, sejam nos zoneamentos desses estabelecimentos, nos indivíduos que ali se deleitavam livremente ou nos que eram reprimidos por essa mesma organização social. A revisita a essas memórias e sua análise social é desenvolvida através de documentos que expressam o cotidiano envolto a boemia e a modernidade, se utilizando de periódicos, depoimentos, e escritas memorialistas, buscando posteriormente uma aproximação do tema com o cenário na atualidade.

  • MARCOS PONCIANO DA SILVA
  • SUJEITOS E BASTIDORES DO INSUCESSO DA CRIAÇÃO DA DIOCESE DE ARAPIRACA, ALAGOAS (2003)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 30/08/2023
  • Dissertação
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  • Este trabalho tem como objetivo analisar a relação de enfrentamento entre o bispo e o padre da Diocese de Penedo-AL, e sua possível influência na não concretização da elevação da cidade de Arapiraca-AL à categoria de diocese em 2003. A pesquisa está estruturada em três capítulos: "Precisa silenciar logo", "O movimento pró-diocese de Arapiraca" e "O desfecho da trama". Iniciamos a narrativa com o destaque para um e-mail enviado entre clérigos da Diocese de Penedo, no qual se critica o vazamento da notícia sobre a criação da diocese em Arapiraca, que não agradou às autoridades e pedia-se sigilo. Essa situação nos leva a explorar as relações de poder presentes no contexto, utilizando como referência teórica as ideias de Pierre Bourdieu. Ao longo da pesquisa, buscamos identificar o autor do e-mail e discutir o conceito de "acontecimento", valendo-nos das contribuições teóricas de François Dossie. Essa reflexão sobre o acontecimento nos leva a conectar a relação entre memória, silêncio e história, embasados nas ideias de Loiva Otero Félix. Para entender a complexidade do tema, nos aprofundamos nas memórias fragmentadas encontradas no e-mail e nas entrevistas de história oral realizadas. Seguindo a orientação de Carlo Ginzburg, buscamos dar sentido aos pequenos detalhes para desvendar os principais motivos que geraram conflito interno na Igreja local e a desmotivação do grupo que trabalhava na formação da nova diocese de Arapiraca. A análise das determinações, posicionamentos e reações diante do envio e leitura do e-mail serve como base para a compreensão dos acontecimentos que envolveram a não concretização da diocese de Arapiraca em 2003. Ao final, esperamos oferecer novas perspectivas sobre a relação entre os clérigos e suas influências na tomada de decisões eclesiásticas, contribuindo para o conhecimento sobre esse tema específico e para os estudos de história e sociologia da religião.

  • MERCIA SANTOS CARDOSO
  • “Sofrem duramente os operários” : indústria têxtil, classe operária e poder disciplinar em Neópolis (1946-1955)"
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 30/08/2023
  • Dissertação
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  • O nascimento das fábricas modificou a sociedade, transformando as relações sociais, os hábitos e, consequentemente, o cotidiano. O processo da industrialização criou o ambiente fabril e, com isso, surgiu uma nova forma de trabalho, onde as pessoas tornaram-se operários assalariados, dispondo de longas horas do seu tempo diário para o trabalho fabril. Neste sentido, os horários restritos, bem como as longas jornadas de trabalho, compunham um cotidiano em que o maior tempo de vida diária transcorria dentro das paredes das fábricas. No Brasil, a industrialização nos moldes do sistema de fábrica ganhou força durante os primeiros anos da república. Em Sergipe, as fábricas têxteis desempenharam um papel fundamental para o desenvolvimento econômico do estado, proporcionando mudanças sociais, políticas e culturais. Assim, a presente pesquisa procura entender aspectos do cotidiano do operariado têxtil de Neópolis durante 1946-1955. Para conhecer esses operários, foram utilizadas reclamações trabalhistas movidas contra a Peixoto, Gonçalves & Cia, além de documentos produzidos pelos operários relatando suas insatisfações com a Empresa Têxtil (ambas as fábricas fundadas em 1906). As fontes utilizadas procedem do Arquivo do Geral do Judiciário de Sergipe (AGJSE). Para compreender essas relações, o referencial teórico desta pesquisa fundamenta-se no conceito de disciplinarização, proposto por Michel Foucault, objetivando compreender o processo de disciplinarização no cotidiano dos operários têxteis de Neópolis.

  • BRENO ASSIS ALBUQUERQUE FRANCO
  • RIACHUELO NOS JORNAIS SERGIPANOS (1860 - 1930)
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 29/08/2023
  • Dissertação
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  • Na segunda metade do século XIX, sobre um solo de massapê, na região do Vale do Cotinguiba nasce um núcleo humano, que logo é promovido à freguesia. Dentro dessa evolução citadina a então freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Riachuelo, tem seu florescer arraigado a uma produção agrícola e muitos desencontros nas narrativas que se contam hoje. É pois, quanto cidade, a então Riachuelo - SE, tem seu desenvolvimento urbano definido no final do século XIX, através de movimentações econômicas, políticas e culturais em uma região rica em potencial agrícola. No entanto é com a diversificação econômica que se percebe um maior desenvolvimento da cultura urbana, impulsionado por um desenvolvimento agroindustrial, continuidade de um processamento de açúcar que se dá na região ainda no século XVIII. Em um primeiro momento, esse trabalho se dedica a traçar a herança carregada pela história da cidade, os empreendimentos agrícolas, e a conferência das narrativas sobre a origem do núcleo humano. Seguido pelo entendimento de uma diversificação econômica e tecnológica como mecanismos de transformação da cidade, esse baseado na exploração da mão de obra, agora organizada não mais em engenhos, mas sim num núcleo humano com influência de uma economia de consumo. E por fim os reflexos do fechamento do Engenho Central na cidade, visto até então como final de um ciclo econômico para a região. Desse modo, entende-se a necessidade da revisitação de narrativas e memórias que o estudo da cidade de Riachuelo pode oferecer, assim como revisitar lacunas para construir a compreensão histórica e indenitárias da cidade.

  • JOSÉ APARECIDO DA SILVA ROCHA
  • CONSTRUINDO A IDENTIDADE AFRODESCENDENTE: ENSINO DE HISTÓRIA NA ESCOLA PROFESSOR LUIZ ALBERTO DE MELO, PAU D’ARCO, ARAPIRACA (2005-2021)
  • Data: 24/08/2023
  • Dissertação
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  • Este estudo analisa como o ensino de história na Escola Professor Luiz Alberto de Melo contribui para a compreensão e formação da identidade negra na comunidade quilombola de Pau D’Arco, em Arapiraca. A pesquisa analisa o Projeto construindo a identidade afrodescendente, entre os anos de 2005-2021, um evento que faz parte do calendário letivo da escola. O evento é a culminância de um ano de ensino e aprendizagem em que os estudantes organizam exposições e apresentações. Este trabalho suscita a seguinte indagação: como a prática docente em história tem contribuído para a formação do sujeito na perspectiva de ser negro e membro e remanescente de quilombola? O ensino de história é visto como uma ferramenta de importância para a compreensão da identidade étnica e racial, uma vez que, a prática docente abordando temas sobre a cultura afro-brasileira, temas eurocêntricos com uma abordagem sobre a história de lutas e resistência negra, poderá levar o estudante negro a compreender seu lugar nesta história. A análise acerca da prática do ensino de história, na escola é parte deste trabalho que utilizou da metodologia da pesquisa em história oral através de relatos, entrevistas e formulários. Esta pesquisa percorre os caminhos do povoamento, demonstrando como a escola pode ser um ambiente transformador na perspectiva de promover ações que ultrapassam a sala de aula e atingem os membros, através da prática do ensino utilizando metodologias críticas para o sujeito entender-se como parte de um coletivo de remanescentes de quilombo denominado Pau D’Arco.

  • THAÍS MONIQUE COSTA MOURA
  • Masculinidades em tempos de Desencanto: Usos e desusos da História Medieval nas Redes Sociais da Internet no Brasil (2018-2022)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 18/08/2023
  • Dissertação
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  • O manuseamento e a recriação do passado são fontes de mobilização social por governos autoritários em diversos períodos da história. No que se refere no Brasil contemporâneo aos grupos da extrema direita, notamos um uso político-partidário do período medieval e a produção de conteúdos midiáticos que encontram alguma relação com a Idade Média na política nacional. Esses usos do imaginário medieval sem qualquer compromisso com o período histórico, mantém a “estética” medieval a fim de gerar propagandas políticas embasadas de reinvindicações contemporâneas. Estas aplicações sustentam a mesma ambivalência que outras vezes a Idade Média foi retratada, ora sendo um período positivo, ora sendo negativo. Nesse sentido, esta dissertação se destina a analisar como a História Medieval foi utilizada como pulsão de mobilização nas redes sociais de grupos da extrema direita brasileira contemporânea. Para compreendermos a conjuntura de tal manipulação do passado, buscamos nos dedicar a entender outros contextos de utilização da Idade Média como fonte de mobilização social, para melhor compreendermos as especificidades do uso do passado medieval em terras brasileiras. No que se refere ao nosso corpo documental da pesquisa, nos dedicamos a analisar as fontes imagéticas, audiovisuais e textuais de grupos da extrema direita contemporânea brasileira (2018-2021) vinculados na Internet. Nos dedicamos a demonstrar que as manipulações do passado da Idade Média possuem especificidades no território brasileiro graças a mudanças políticas e sociais contemporâneas, que culminam em um terreno fértil para estas produções e almejamos entender de que modo estes grupos entendem o período medieval e os homens medievais. Desta forma, percebemos que tais usos da história se mostram como uma forma de buscar no passado aspirações para um futuro glorioso, em resposta a um presente em que estes homens se sentem pertencentes a um desencanto coletivo.

  • AILTON SILVA DOS SANTOS
  • HISTÓRIA E MEMÓRIA SOCIAL DO TEATRO LAGARTENSE: CONFORMAÇÃO E ESTREIA DO COBRAS & LAGARTOS
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 14/08/2023
  • Dissertação
  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho visa analisar um dos aspectos da cultura plural e multifacetada da cidade de Lagarto/SE: o teatro. Focando nas memórias de integrantes e de alguns espectadores referentes as suas experiências de vida e a primeira apresentação pública da Companhia de Teatro Cobras & Lagartos. O fenômeno teatral na cidade não é algo novo e nem foi estabelecido por esta Cia. Contudo, a partir de sua fundação, ações e componentes, ele foi impulsionado de formas até então nunca vistas na cidade e gerou frutos atuantes e consolidados na cultura, chegando a se caracterizar como principal representante do teatro do interior sergipano. Contudo, não ficou somente nos limites da cidade, pois expandiu-se para o Estado e chegou a conquistar um prêmio de âmbito nacional, se tornando, também Ponto de Cultura financiado pelo Ministério da Cultura do Brasil. O período estudado, compreendido principalmente pelas fontes utilizadas, possibilita a análise da conformação e para isso precisamos conhecer os caminhos de sua concepção e como ele debutou, apresentando-se pela primeira vez publicamente. Trata-se de um fenômeno da memória social que ocorreu no ano de 2003. Não se pretende discorrer narrativamente e de maneira processual o objeto desta pesquisa, apresentando datas e acontecimentos em uma demarcação temporal com começo e fim. A intenção é conhecer, e assim buscar compreender, os elementos e histórias interconectadas que ao se condensarem, culminaram na Cia de teatro Cobras & Lagartos. É, desse modo, uma pesquisa de história social do teatro, construída por meio da análise das memórias, documentos e transcriação de entrevistas semiestruturadas com base na história de vida, tendo a História Oral como principal técnica para captação de fontes, e os fundamentos do Paradigma Indiciário, a maneira de auxílio à interpretação de algumas falas e/ou manifestações opacas, como metodologias primordiais para busca de características e indícios que permitam melhor compreender esse fenômeno histórico.

  • LUÍSA VILAS BOAS DOS SANTOS
  • Nas telas do contemporâneo, a face do passado: Urraca I e suas representações nos softwares sociais (2010-2022)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 28/07/2023
  • Dissertação
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  • Atualmente muitas batalhas são travadas online. Através de comentários, pontos de vista são defendidos, discursões são feitas anonimamente, dados são vazados e guerras reais são iniciadas. Sendo um palco para assuntos políticos e manifestações culturais é no cyberespaço que vemos a história ser reutilizada e recontada. A rainha medieval ibérica Urraca I(1081-1126) se insere nestes embates do presente como mais uma figura que é trazida do passado com base nas necessidades atuais. Sua imagem é apresentada nos softwares sociais como um símbolo real de resistência a sociedade patriarcal medieval, geralmente homenageada no Dia das Mulheres (uma vez que morreu no dia 8 de março de 1126) a rainha é apresentada como alguém que lutou para governar e também como um exemplo de mulher que sofreu maus-tratos em seu casamento e resistiu. Ela também se torna símbolo dentro dos embates autonomistas entre leoneses e castelhanos na Espanha. Os leonistas buscam a autonomia do território de Leão, onde seja possível desenvolver os aspectos culturais de seu povo. Esse embate resgata fatos históricos medievais e contemporâneos e transbordam nas redes sociais utilizando da rainha ibérica como estandarte político. Assim, nas mídias as representações da monarca se encontram em conflito, e para entender esses usos de sua imagem regressamos ao passado, compreendendo quem foi Urraca I, e em que contexto ela está inserida, e também a origem do movimento autonomista leonês, nos questionando o porquê esses conflitos utilizam tanto da imagem da monarca como motor para seus embates. Chegando à conclusão que neste período tão emblemático da história que é a Idade Média, a Urraca é um símbolo que desponta por fugir dos padrões de sua época, mas em seus usos políticos partidário, ela vai além de apenas um ícone feminino se tornando um símbolo para a criação de um sentimento regionalista.

  • MARIA DA CONCEIÇÃO BEZERRA DOS SANTOS SOBRINHA
  • A trajetória "Mãe Bilina" de Laranjeiras (1879-1974): "nasci pra ser a dona das Colônias de Santa Bárbara"
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 14/04/2023
  • Dissertação
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  • Esta dissertação se dedica a estudar a trajetória de Umbelina Araújo, “Mãe Bilina” de Laranjeiras. Primeira aloxa da Irmandade de Santa Bárbara Virgem e liderança das taieiras de Laranjeiras. Nascida em 21 de agosto de 1879, descendia de dois negros egressos do cativeiro, sendo neta de quatro africanos, dos quais herdou o seu amor e respeito ela cultura africana. Umbelina faleceu na madrugada do dia 27 de setembro de 1974, aos 95 anos de idade, cheia de arrependimentos por não ter ido conhecer a África. Mas ao longo da sua longeva vida, buscou construir a sua emancipação e a da sua comunidade nagô. Ao longo das próximas páginas, buscaremos compreender como se dera as primeiras décadas do pós-abolição na cidade de Laranjeiras-SE, por meio da trajetória de Dona Umbelina.

  • KAROLINE PADILHA DE PAULO
  • AS FACHADAS AZULEJARES SERGIPANAS: SIMBOLOGIA, MEMÓRIA E HISTÓRIA
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 28/02/2023
  • Dissertação
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  • Esse trabalho tem como objetivo compreender a azulejaria de fachada como prática cultural e manifestação simbólica das passadas dinâmicas sociais de Sergipe, delimitando como recorte espaço-temporal de estudo, seu território no final do século XIX para o início do XX, intervalo no qual essa prática ocorreu na região. Observando sua questões sociais, técnicas, artísticas e culturais, procurou-se por meio da análise independente dos municípios sergipanos, assim como de suas variáveis em nível regional, compreender sua manifestação dessa arte azulejar, finalmente se inserindo no campo do imaginário social da época, das representações coletivas e do seu papel simbólico nas relações socioespaciais urbanas de poder. Por fim, igual grande objetivo se fez a análise comparativa interterritorial formada a partir das quinze edificações de arquitetura civil distribuídas entre os municípios de Laranjeiras, Maruim, Estância, Lagarto, e Simão Dias. Por meio dessa, foi possível registrar um rico repertório artístico-iconográfico, que em sua multiplicidade formal de apropriação e disseminação, mostrou como essa arte, e reconhecida prática cultural, se fez única em território sergipano. Para tanto, além de textos de reconhecidos escritores sobre o tema, uma extensa análise documental se desenvolveu por meio de leis, decretos, jornais antigos, inventários, fontes iconográficas e oralidade. Ao final, como resultado da leitura histórico-bibliográfica e material dessas fachadas azulejares, foi realizado por meio da elaboração de desenhos, documentações fotográficas e textuais, importante registro dessa memória sergipana.

  • BRUNO SILVA DE OLIVEIRA
  • TENSÕES NO CENTRO, NO MEIO E NA MARGEM: CORPOS DISSIDENTES NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB (1975-1983)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 27/02/2023
  • Dissertação
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  • Muitas são as histórias que versam sobre o que hoje compreendemos como comunidadeLGBT+ no Brasil, com suas aproximações e especificidades. Esta pesquisa conta eanalisa diversas histórias, narrativas sobre formas de violências e resistências no fazercotidiano de pessoas com suas orientações sexuais e identidades de gênero dissidentes.A pesquisa também se debruça em análises sobre as ressignificações de espaçospúblicos na cidade de Campina Grande – PB, bem como o fazer de novos espaços desociabilidade de frequência de homossexuais, travestis, lésbicas e bissexuais. Apesquisa faz uso de fontes jornalísticas, o jornal Diário da Borborema, fundado nestacidade em 1957, e da história oral, entrevistas realizadas com homens homossexuaiscisgêneros que viveram nesta cidade entre as décadas de 1970 e 1980. Para a articulaçãode nossas discussões se fez necessário o estudo de várias obras que tratam desses corpos em contexto de ditadura, bem como produções sobre o regime ditatorial a fim decompreendê-lo juntamente com o modo como essas pessoas, com suas sexualidadesconsideradas desviantes, encontravam-se na mira dos aparatos de vigilância e repressãodo Estado em estreito diálogo com populares, os quais corroboravam com tais ações.Contribuir com tais discussões nos permite trazer novos apontamentos sobre a temática,além de descentralizar tais produções ao privilegiar nossas investigações numa cidadelocalizada no interior da Paraíba.

2022
Descrição
  • ÍNGARA CAROLINNE DA SILVA SANTOS
  • MORTE E CULTURA FÚNEBRE NA ITABAIANINHA OITOCENTISTA (1870-1880)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 25/11/2022
  • Dissertação
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  • Esse trabalho objetiva analisar a morte através do cotidiano presente nos discursos provinciais e municipais envoltos na construção do Cemitério Senhor do Bomfim da Vila de Itabaianinha-SE. A pesquisa abrange o período de 1870-1880, visando compreender as diferentes transformações no cotidiano da morte e como os discursos públicos foram importantes para a construção do cemitério Senhor do Bomfim. A mudança do local de enterramento da igreja para o cemitério público gerou debates dentro da sociedade, pois os higienistas, com seus discursos em torno da morte, pediam o fim de enterramentos em igrejas, visto que a sociedade no momento estava sendo contaminada por doenças epidêmicas, principalmente a cólera. Isto ocasionou o processo de secularização destes espaços. A construção do cemitério público ganhou uma representação social frente a morte e aos mortos no que tange a preservação de sua memória dentro da sociedade. Neste sentido, a presente pesquisa perpassa os modos como a sociedade itabaianinhense lidou com o processo de morte e vida e como foram construídos os discursos públicos relativos à efetivação do cemitério Senhor do Bomfim.

  • AYRTON MATHEUS DA SILVA NASCIMENTO
  • “PORQUE O LUGAR DE ÍNDIO Ʌ” A REESTRUTURAÇÃO E EXPANSÃO DA UFAL, CAMPUS DO SERTÃO, E SEUS EFEITOS NA/PARA A EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO SUPERIOR DE POVOS INDÍGENAS (2010-2022)
  • Data: 30/08/2022
  • Dissertação
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  • A presença de Povos Indígenas na Educação Superior e nos espaços universitários configura-se relativamente enquanto um fenômeno novo consequente do caráter elitista que perdurou e se estabeleceu nos espaços universitários. Desestabilizado pelas políticas de democratização do ensino, em virtude das lutas dos movimentos sociais e da adoção de políticas públicas de incentivo ao ingresso e a permanência no ensino Superior Público, sancionadas no contexto brasileiro mais precisamente entre os anos 2007-2013. Nesse sentido, buscamos, a partir das políticas de interiorização das universidades, iniciadas no governo Lula (2007), e do programa de expansão e reestruturação (REUNI), investigar a formação e o acesso ao ensino superior dos grupos Indígenas e os impactos/reflexos provocados com o seu ingresso nessa modalidade de ensino em um período que se compreende entre os anos de 2010-2020, tendo como locus investigativo o Alto sertão de Alagoas, com a UFAL, Campus do Sertão, buscando perceber o protagonismo e a sua inserção de indígenas no ensino superior. Concernente aos aspectos teórico-metodológicos, e em consequência da pandemia da COVID-19, optamos por uma abordagem qualitativa, no qual buscamos mobilizar o ferramental da História Oral, pelo emprego de entrevista semiestruturada, com (ex)estudantes Indígenas, de grupos beneficiados. Já as técnicas de análise se configuram primordialmente pelo emprego da Análise de Conteúdo. Nos permitindo perceber como essas presenças tem provocado (re)desenhos significativos em termos de trajetórias desses povos, a partir das suas inserções nos espaços acadêmico-universitários e das suas respectivas comunidades.

  • WILMA SANTOS DE SIQUEIRA
  • EDIÇÃO SEMI-DIPLOMÁTICA DO MANUSCRITO N.º 40 DA COLEÇÃO LINHARES DA BIBLIOTECA NACIONAL
  • Orientador : LUCIENE LAGES SILVA
  • Data: 30/08/2022
  • Dissertação
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  • A pesquisa desenvolvida neste trabalho constitui-se de um estudo histórico-filológico que visa a uma edição semidiplomática de um documento anônimo da Biblioteca Nacional: o Documento de nº 40, da Coleção Linhares, que descreve a comarca de Sergipe d’El Rey e outras adjacentes em fins do século XVIII. A edição semidiplomática consiste na reconstrução de um texto mediante as regras de transcrição com grau médio de interferência do editor (CAMBRAIA, 2005); porém, enquanto se compõe uma edição, o estudo de qualquer documento suscita questionamentos e hipóteses sobre sua criação e origem. Por isso, a reprodução do documento demandou o envolvimento de diversas áreas do conhecimento, tais como a história, a filologia, a codicologia e a paleografia. Nesse contexto, nossa pesquisa é uma análise de um documento histórico, e temos como objetivos específicos, além de nos aprofundarmos na análise filológica, observar aspectos da historiografia colonial e comparar textos do mesmo período ou relacionados a ele. Para tanto, desenvolvemos um estudo comparativo entre o corpus e algumas das cartas em Recopilações de Notícias Soteropolitanas e Brasílicas, de Luiz dos Santos Vilhena (1921); Informações sobre a Província de Sergipe em 1821, de Antônio Fernandes (1892); e a obra Memória sobre a Capitania de Serzipe, de Marcos Antônio de Souza (1808).

  • ANDRÉ CAVALCANTE MORATO
  • “ENTRE O DITO E O NÃO DITO”: Os “heróis” e os militares “comuns” da Guerra de Canudos.
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 29/08/2022
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem o objetivo de compreender os militares da guerra de Canudos a partir das representações dos oficiais como heróis e depreender quem foram os “comuns”. Em um primeiro momento, vamos compreender o “dito” sobre a Guerra e os militares. A intenção é apreender, a partir da leitura do periódico carioca O Paiz, como a guerra foi noticiada na imprensa e de qual forma foram demonstrados os oficiais como “heróis”. Na segunda parte, entenderemos a importância do Exército para a construção das representações desses sujeitos. A partir da ideia do que foi “lembrado”, apreciaremos homenagens aos oficiais e evidenciaremos locais construídos para a perenização da memória desses militares. Na última parte do trabalho será dado espaço ao “não dito”, lançando o olhar aos anônimos que não tiveram seus nomes em destaque e nem foram homenageados. Entenderemos “quem” foram esses militares, observando reivindicações, memórias e implicações da guerra para eles próprios e suas famílias. A pesquisa valer-se-á de referências conceituais memória, representações e poder, respectivamente dos autores Jacques Le Goff, Roger Chartier e Pierre Bourdieu.

  • MARCOS PAIXÃO BASTOS DOS SANTOS
  • ““A MORTE DA HIGIENE PÚBLICA”: OS IMPACTOS SOCIOECONÔMICOS DO SURTO EPIDÊMICO DE SARAMPO EM PATROCÍNIO DO COITÉ (BA) ENTRE OS ANOS DE 1920 E 1930
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 10/08/2022
  • Dissertação
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  • O presente trabalho buscou compreender, por intermédio da História Social, as transformações do cotidiano da sociedade de Patrocínio do Coité-Ba, motivadas pela criação das políticas higienistas que surgiram pós epidemia do sarampo, na década de 1920. A dissertação se utilizou de fontes primárias e secundárias, visando identificar relações econômicas e sociais das epidemias com os maus hábitos da população local. Ao mesmo tempo, possibilitou a compreensão dos fatores para o surgimento de moléstias miasmáticas e contagiosas. No tocante a metodologia, foram analisados de forma qualitativa dados recolhidos no Jornal O Paladino (1919-1939) e em outras fontes, tais como o Código de Postura (1927), Relatórios de Estado da Bahia (1924-1926) e Fotografias. A análise concentrou-se nas mazelas da população que, junto às condições climáticas, desencadearam surtos epidêmicos que resultaram em vítimas fatais entre a população infantil e adulta; detém-se também, ao estudo do posicionamento das autoridades frente aos dilemas das políticas higienistas.

  • RODRIGO ABRAHÃO MOISÉS DA SILVA
  • Aurélio Viana e a Trajetória do Partido Socialista Brasileiro em Alagoas (1948-1958).
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 10/03/2022
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem como objeto a análise da trajetória do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Alagoas entre 1948 a 1958, período que compreende desde a sua fundação no Estado até a sua consolidação local. Resultado da junção de vários grupos de esquerdas, abrangendo uma militância pluridimensional, o PSB nacional, em seu início, procurou se firmar enquanto partido político ao mesmo tempo em que buscava uma identidade ideológica própria. Em Alagoas, fundado por Aurélio Viana, o PSB buscou se estabelecer enquanto alternativa de esquerda, principalmente no campo institucional eleitoral, apesar dos desafios e particularidades da política alagoana. A partir da análise de documentos do Partido Socialista Brasileiro, referenciais bibliográficos, jornais do período, principalmente o Jornal de Alagoas, Atas da Assembleia Legislativa, Diário Oficial do Estado e documentos do TSE e do TRE-AL, buscamos entender os caminhos traçados pelos socialistas alagoanos durante parte do período liberal democrático.

  • MARCOS MANOEL DO NASCIMENTO SILVA
  • O sertão que virou "mar": memória, cultura e identidade no Projeto de Irrigação Jusante, Glória - BA (1988-2021)
  • Data: 24/02/2022
  • Dissertação
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  • Em 1976, seguindo a lógica capitalista de promoção da modernização e do desenvolvimento, dá-se início no Nordeste, durante a vigência de uma Ditadura Civil-Militar, a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga (UHLG), na região do Submédio São Francisco, no município de Petrolândia - PE. De responsabilidade da Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF, a sua conclusão se deu em 1988, quando o país voltava à democracia. Esse empreendimento produziu reassentamentos compulsórios, culminando na desterritorialização e reterritorialização de milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais dos estados de Pernambuco e Bahia. Através da observação desse fato histórico, ancorado na História Social da Cultura, me propus a mergulhar nas memórias desse sertão que virou “mar”. Objetivei analisar de quais maneira (s) o reassentamento dos/as trabalhadores/as rurais moradores do povoado Malhada do Sal para a Agrovila 06 do Projeto de Irrigação Jusante, Glória - BA, impactou nas práticas culturais de cultivo da terra, na relação com o rio São Francisco, nas práticas de culto religioso, e quais as implicações desse processo sobre as suas identidades. O recorte temporal corresponde aos anos de 1988 a 2021. Metodologicamente, a fim de tecer uma história vista de baixo, fiz uso da História Oral como fonte primária, da análise de documentos, reportagens audiovisuais, fotografias, discursos e pronunciamentos. Quanto ao quadro teórico, operacionalizei os conceitos de modernização conservadora (PIRES e RAMOS, 2009; SOUZA, 2011), cultura/costumes, negociação e conflito (THOMPSON, 1998), memória (BOSI, 2003; HALBWACHS, 2003; POLLAK, 1989; POLLAK, 1992), identidade (HALL, 2014; HALL, 2019, NORA, 1993; WOODWARD; 2014). As fontes revelaram que a modernização conservadora serviu de base para a agroindustrialização do Submédio São Francisco; que há uma disputa entre o Estado e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais pelas memórias do processo de reassentamento; que as referidas práticas culturais sofreram modificações ao longo do tempo, e, numa tentativa estratégica de resistência ao novo modelo de vida, os sujeitos entrevistados assumiram novos papeis de identidades.

  • FERNANDA CAROLINA PEREIRA DOS SANTOS
  • "PODEROSOS CAPITALISTAS": PRÁTICAS CREDITÍCIAS, DINÂMICAS INTERNAS E RELAÇÕES SOCIAIS NO SUL SERGIPANO (1800-1849).
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 17/02/2022
  • Dissertação
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  • As relações creditícias eram importantes mecanismos de movimentação financeira, seja para o financiamento da produção ou para suprir as necessidades materiais cotidianas, figurando lugar de destaque em um contexto de expansão econômica, dinamização mercantil e reorganização político administrativa. Dessa forma, o presente trabalho buscou explorar as práticas creditícias em Sergipe num período de modificações significativas, marcado pelo crescimento populacional, dinamização econômica e emancipação política. Como ponto de observação foi escolhido Estância, porto continental e distribuidor sergipano, que figurou como um importante centro econômico oitocentista. A análise desenvolvida preocupou-se em caracterizar o seu espaço agrário e suas principais características populacionais e de riqueza; o perfil dos devedores e emprestadores, apurando os montantes dos capitais envolvidos nas transações, e quando possível, a duração dos empréstimos, o peso das execuções, a origem geográfica dos devedores, bem como as relações sociais. Nos ocuparemos ainda de observar, no bojo da construção do Estado Nacional, como importantes modificações, ocorridas na primeira metade do século XIX, deram novos contornos às negociações creditícias. Para tanto, foram compulsados mapas de população, ações de crédito, correspondências, inventários post mortem, legislações e atas do senado imperial. As fontes elencadas permitiram fornecer um panorama do nível de endividamento e do volume de crédito na região, além de demonstrar os complexos e mutáveis mecanismos de seu funcionamento.

  • BRUNA GABRIELLA SANTIAGO SILVA
  • Erguer a voz: as representações das mulheres negras na literatura de cordel de Jarid Arraes
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 11/02/2022
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como objetivo refletir como a escrita de Jarid Arraes estabelece o enfrentamento e desconstrução dos estereótipos em torno da mulher negra na literatura de cordel contemporânea. Para tal iremos analisar a construção dos estereótipos e como a população negra é representada nos mais diversos campos de saberes e as principais consequências dessas imagens pejorativas. No que tange a literatura de cordel traçaremos um panorama da representação das mulheres negras nos principais autores do século XX,a cunho comparativo com os cordéis produzidos no século XXI, a partir, da emergência de novos (as) sujeitos (as) sociais no campo na criação dos folhetos. Por meio da contribuição da história do tempo presente buscamos analisar como Jarid Arraes se destaca nessa cena trazendo a recepção, o impacto e a publicação dos folhetos da cordelistas, bem como, os recentes temas abordados pela mesma como o feminismo

  • MARYANA GONÇALVES SOUZA
  • ENSINO DE HISTÓRIA, CIVISMO E PODER DISCIPLINAR: A INTERIORIZAÇÃO DO GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964 NA BAHIA
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 27/01/2022
  • Dissertação
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  • A educação é um fenômeno produzido por uma realidade social organizada ao longo do tempo, composta por instituições, indivíduos, ideias e práticas. O universo educacional brasileiro das décadas de 1960, 70 e 80 foi afetado pela ditadura civil-militar instaurada no país com o golpe de Estado de 1964. O presente trabalho busca apresentar o posicionamento político-ideológico da diretoria do Centro Cívico Major Cosme de Farias, sediado no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, a respeito dessa ditadura e como o poder disciplinar agiu por meio desta instituição. Esta instituição escolar está localizada em Guanambi, cidade do interior baiano, e foi responsável pela formação de muitas crianças e jovens nesse período e ainda hoje. Dessa forma, essa pesquisa investiga como uma instituição escolar do interior baiano foi influenciada pelas mudanças decorrentes da política educacional dos militares no poder; a ideologia do civismo e o sentimento ufanista do regime ditatorial e as suas diversas formas de expressão através dos Centros Cívicos; os conteúdos de História presentes e articulados às ações do Centro Cívico Major Cosme de Farias durante este período, mesmo diante da atenuação do seu ensino por meio do Parecer n.º 853/71, de 12 de novembro de 1971; e, por fim, os desvios de conduta deste CCE perante as leis e normas estabelecidas pelo regime ditatorial. As fontes utilizadas nesta produção foram as leis, decretos, relatórios, planejamentos, estatuto, livros de atas, diários de classe, folhas docentes de frequência, fichas discentes, livros didáticos, trabalhos discentes, avaliação escolar e jornais, localizadas no arquivo e no depósito do Colégio Luiz Viana. Este acervo documental permite visualizar como a educação no interior baiano foi afetada por uma “cultura autoritária” e a atuação de um Centro Cívico sob este contexto nesta região.

2021
Descrição
  • EWERTON MATHEUS MENEZES SOUSA BRITO
  • A REPRESENTAÇÃO DA MORTE, DO GÊNERO E DO TEMPO: ASPECTOS MEDIEVAIS NO ROMANCE DA PEDRA DO REINO
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 30/11/2021
  • Dissertação
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  • A pesquisa propõe analisar a forma como a representação da morte, o gênero e o sagrado se cortejam na obra do Romance d’A Pedra do Reino e do príncipe do sangue do vai-e-volta, escrita pelo autor paraibano Ariano Suassuna, analisando certos usos de reminiscências medievais do mundo ibérico nessa obra. Partiremos do pressuposto que apenas analisando a biografia do escritor, em conjunto com a gênese e a trajetória do campo literário e sua relação com o campo do poder, poder-se-á encontrar os princípios da existência dessa obra de arte naquilo que ela tem de histórico. As análises fundamentam-se nos escritos do historiador Philippe Ariès e do sociólogo Pierre Bourdieu, em conjunto com os estudos filológicos e estéticos de Erich Auerbach, bem como de outros interlocutores. Adotamos os conceitos de “morte domada”, “mito”, “representação figural”, “campus” e “habitus”, entre outros, para apreender a visão providencial e figural que é a estrutura central da narrativa e dos sujeitos no romance. A morte, o gênero, o bem, o mal, o sexo, o além, o passado, o presente e o futuro estão todos ligados, são partes de um todo teleológico, apenas vislumbrado por aqueles corajosos o bastante para enfrentar a Moça Caetana e se deixar sangrar pelas suas garras. Suassuna, um homem cristão, sertanejo e rural, cria um universo trágico e cômico, cristalizando aspectos da mentalidade medieval acerca do homem diante da morte, do tempo e do sagrado no Brasil do século XX.

  • JANE CLEIDE DOS SANTOS SILVA
  • SENHORAS DE ENGENHO EM SERGIPE NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 30/11/2021
  • Dissertação
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  • Ao longo das últimas décadas, o crescente e relevante aumento de produções acadêmicas com pesquisas de qualidade sobre o tema da mulher formam um amplo campo temático e diversificado de trabalhos sobre a vida e condição feminina. Com propósito de contribuir para esse campo, voltamos nosso olhar para atuação de mulheres na condução de propriedades açucareiras em Sergipe Del Rey na primeira metade do século XIX, com o intuito de redescobrir a posição e atuação de mulheres que viveram no mundo dos engenhos, de famílias aristocráticas e prestígio social, herdeiras e proprietárias de unidades açucareiras tão importantes para a economia local. Para tanto, usamos fontes como inventários post-mortem, processos cíveis de tutela e curadoria, registros de engenhos, relatórios de presidentes de província e outros. Nossos resultados apontam que a família era elemento central na gestão dos bens e dos negócios no século XIX. A mulher era um personagem importante para as uniões econômicas e políticas entre as famílias sergipanas. A despeito de seu lugar subalterno, mulheres proprietárias de engenhos e fazendas de cana de açúcar em Sergipe atuaram diretamente na administração de seus negócios, propriedades e família, em sua maior parte como viúvas.

  • MAX WESLEY SANTOS CARDOSO
  • POR UMA HISTÓRIA DO MOVIMENTO HOMOSSEXUAL EM SERGIPE: DA COMUNIDADE CATÓLICA HOMOSSEXUAL NO FINAL DOS ANOS DE 1970 À FORMAÇÃO DO GRUPO DIALOGAY (1981-1983)
  • Orientador : ALFREDO JULIEN
  • Data: 30/11/2021
  • Dissertação
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  • No final da década de 1970, começou a se organizar no Brasil, especificamente no eixo Rio-São Paulo, um movimento politizado de homossexuais demarcado pelo surgimento do Jornal
    Lampião da Esquina e pela formação do grupo SOMOS, ambos frutos de um amplo processocultural, intelectual e político de saída do armário por parte dos sujeitos homossexuais. Essemovimento de saída do armário ficou consagrado pela bibliografia como MovimentoHomossexual Brasileiro (MHB), sendo essas experiências tratadas como criadoras e sinônimosdo movimento homossexual no país. Recentemente, tem-se alargado essa compreensão demovimento homossexual para pensar a existência de vários Movimentos Homossexuais dadasas plurais experiências e dinâmicas organizativas que ocorreram em várias regiões do país. Ditoisso, partindo dessa ampliação das noções da categoria de movimento homossexual, estaDissertação busca recompor o histórico do movimento homossexual em Sergipe, entendendo aestrutura de oportunidades culturais, sociais e políticas que permitiram a emergência domovimento dentro do processo de abertura política, mostrando seu processo deinstitucionalização com a formação do Grupo Dialogay de Sergipe (GDS), analisando, dessaforma, os discursos, ações e conexões ativas do movimento homossexual em Sergipe até 1983,quando, por conta da epidemia de HIV/Aids, há um processo de desmobilização do movimento.Por meio de uma ampla discussão teórico-conceitual, das pistas ofertadas pelo depoimento daliderança homossexual Wellington Gomes Andrade e das documentações do Dialogay, estaDissertação buscará compreender como se deu a dinâmica do movimento homossexual emSergipe nos seus primeiros anos.

  • PRICILA NEVES DOS SANTOS
  • IMPRENSA, PODER E ANTICOMUNISMO: TRAJETÓRIA JORNALÍSTICA E POLÍTICA DE JOSÉ DE CARVALHO DÉDA (SIMÃO DIAS/SE, 1946-1969)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 30/11/2021
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem por objetivo analisar a trajetória política e profissional de José de Carvalho Déda, a partir da análise dos discursos jornalísticos do semanário A Semana de (1946-1969). Para isso, desenvolveu-se um estudo de cunho político-ideológico nessa imprensa, produzida na cidade sergipana de Simão Dias, como também se buscou informações nas suas memórias publicadas em formato de livros e em seus discursos políticos sistematizados e veiculados em A Semana. Para os organizadores do jornal, o comunismo era contrário aos seus princípios e daí saíram em defesa da posição da Igreja Católica contra os ditos “ateus e anticristãos”. A linha política de A Semana traz traços do conservadorismo da época, ao mesmo tempo que esboça uma proposta humanista em defesa da população mais humilde. De modo que, esse emblemático jornalista, político e advogado prático (rábula), da área civil e criminal, apropriou-se de um discurso anticomunista e cristão nos embates político-partidário da época, chegando a assumir o cargo de deputado por três legislatura consecutivas na Assembleia Legislativa estadual (1947-1950; 1951-1954; 1955-1958), e ainda, saiu em defesa da denominada “Revolução de 1964”, tendo se colocado sempre em defesa do povo. Assim, a metodologia aplicada nesta pesquisa foi a de análise de discurso, no caso jornalístico, que se alinha a uma perspectiva que busca compreender o texto a partir dos campos simbólicos e sociais do sujeito emissor. A documentação principal analisada foi a do próprio periódico A Semana, de tamanho tabloide, fundado e editado por Carvalho Déda, tendo existindo na conjuntura política sergipana do final do Estado Novo, passando pelo golpe de Estado de 1964 e fechando às portas no período da ditadura civil-militar. Durante esta última fase, ocorreram mudanças na direção do jornal, bem como houve a instituição da censura e perseguições políticas no país, nesse contexto percebeu-se uma guinada mais progressista no jornal que vigorou até o seu término em 1969.

  • MÍRIAM DE LIMA CABRAL
  • A CIDADE EM MOVIMENTO “ESPAÇOS DE RECORDAÇÃO” E PATRIMÔNIO EM FOTOGRAFIAS (1930-2019)
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 29/11/2021
  • Dissertação
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  • A pesquisa que surge nas páginas seguintes é fruto do entender Palmeira dos índios, a partir de seus patrimônios, de seus “espaços de recordação”, expresso através de fotografias e das construções ainda existentes e resistentes as intempéries do tempo. Falar de Patrimônio estudando o caso de Palmeira dos Índios não é tarefa fácil, sobretudo por ser um conceito com definições amplas. Relacionado com a nossa vida, o patrimônio, de caráter cientifico, porém, trata da vida, das memórias, experiências, ruas, cidades, lugares. Em si, o patrimônio trata dos saberes que sãos construídos na sociedade, numa perspectiva de passado, presente e futuro. Pretendemos discutir os lugares de memória e espaços de recordação da cidade a partir de edificações que marcaram a história e que encontram-se inseridas no cotidiano dos habitantes a partir de fotografias antigas e atuais de Palmeira dos Índios, escritos de memorialistas da cidade, imagens e recortes de jornais onde constam, registradas histórias, memórias, curiosidades, do crescimento da cidade. Nesse caso, o ponto chave da pesquisa será o centro de Palmeira dos Índios, onde os Lugares de Memória: Casa Museu Graciliano Ramos, Solar dos Leite, Praça das Casuarinas, Antiga estação ferroviária, Cristo do Goiti e outros estão situados e tem relevância para o contexto sócio histórico da cidade, além de estudar a história do tempo presente da cidade, da necessidade de se verificar o que foi feito com os lugares passados da cidade, ruínas, modificações, o que se tem feito para preserválos ou ressignificá-los. Sendo assim a pesquisa se abre como um leque de várias possibilidades para o estudo desses lugares através das fotografias, pois “coube a fotografia figurar como material de excelência para o historiador do patrimônio permitindo a recuperação das tantas “reproduções” do passado.

  • TAIS DANIELLE ALCANTARA DE ARAUJO SILVA
  • ENSINO DE HISTÓRIA EM SERGIPE: POLÍTICA, EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO (1964-1970)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 25/11/2021
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa investiga a política educacional, o ensino e as mudanças que se estabeleceram durante a ditadura civil-militar brasileira, que acabaram refletindo na política educacional em Sergipe, seus propósitos e suas consequências. A mesma está delimitada pelo recorte temporal que compreende os anos 1964 e 1970. A História do Brasil entre os anos de 1964 e 1985 foi marcada por uma ditadura civil-militar, caracterizada por extremo autoritarismo, repressão, violência. Houve também a suspensão dos direitos constitucionais e a perseguição policial. Diante dessa conjuntura política, sucedeu-se a intervenção nas instituições em níveis federal, estadual e municipal, inclusive no que diz respeito ao setor educacional. Nesse sentido, buscou-se também compreender o aparato repressivo-ideológico de governos democráticos e autoritários com o intuito de perceber as formas de dominação e legitimação empregadas para conter as manifestações de professores e estudantes oposicionistas em sala de aula, a privação de caráter crítico e da liberdade de pensamento. Buscou-se ainda, fomentar a discussão dos efeitos das imposições, compreender as práticas implantadas, como as mudanças curriculares – modificação, incorporação e retirada de algumas disciplinas escolares – regidas por leis, decretos, em vários níveis educacionais e os desdobramentos na vida dos educandos e educadores, bem como em suas formações, e em toda uma esfera social. Os procedimentos teóricos e metodológicos adotados resultam da história oral, com a utilização de entrevistas, análise de pareceres educacionais e de legislação, como os diversos Decretos Federais, a Lei Orgânica Sergipana e Resoluções, com finalidade de coletar informações que ajudassem a esclarecer o estudo da questão.

  • PEDRO ANDRÉ DE SOUSA PEIXOTO
  • A IGREJA DE GENEBRA NO BRASIL: A EXPANSÃO DO CALVINISMO NO CAMPO EVANGÉLICO CONTEMPORÂNEO
  • Orientador : PERICLES MORAIS DE ANDRADE JUNIOR
  • Data: 28/10/2021
  • Dissertação
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  • Como principal intento do trabalho, investigamos os indícios de um crescimento do Calvinismo no campo evangélico brasileiro nas décadas de 2000 e 2010. De início, produzimos uma definição de Calvinismo, selecionando os atributos doutrinários mais significativos desenvolvidos ao longo de sua história, como o primado da soberania de Deus sobre todos os aspectos da existência, em especial na questão da salvação do homem. Em seguida, ao proceder breve análise histórica do Protestantismo brasileiro, iniciado continuamente a partir de meados do 1800, percebemos a escassa participação e diminuta influência de doutrinas distintivamente calvinistas sobre o desenvolvimento doutrinário da fé evangélica no país. Finalmente, constatamos que apesar do precedente histórico adverso, nos primeiros anos da década de 2000, iniciou-se um período de notável crescimento da propagação de conteúdo calvinista no Brasil. Isso passou a ocorrer através de diferentes meios, principalmente os disponibilizados pela Internet como blogs, sites, redes sociais e YouTube. A propagação se ampliou e perdurou ao longo das décadas de 2000 e 2010, produzindo uma infinidade de vestígios da sua existência. Organizamos cronologicamente uma parte desses indícios, permitindo assim a escrita de algumas das primeiras letras de sua história, a história da expansão do Calvinismo no campo evangélico brasileiro ao longo das décadas de 2000 e 2010. Após sua comprovação e apresentação, incluimos um breve exemplo de análise de alguns aspectos da representação do Calvinismo crescente e da identificação dos calvinistas. O trabalho é desenvolvido a partir do princípio basilar da História Social, de conceber o objeto através da perspectiva da coletividade. Se aproveita mais especificamente da estrutura analítica da História Cultural. Assim, observamos o desenvolvimento das representações do Calvinismo, concomitantemente ao processo de identificação dos calvinistas. Instrumentalizamos conceitos como campo, representação e identificação. Outros termos dão suporte aos anteriores como construção e desenvolvimento, de sentido relativamente próximo ao de prática, além de popularização, próximo ao de apropriação. Diante das especificidades do objeto, como escassez de dados quantitativos organizados e de pesquisas acadêmicas sobre este; procedemos análise indutiva, listando uma série de fontes e concebendo-as como indícios da expansão calvinista.

  • TAYLANA LIS DE ARAUJO PEREIRA
  • Astrologia em Portugal no Século XVI: o caso do astrólogo cristão-novo Manuel Rodrigues, preso pelo Tribunal do Santo Ofício de Lisboa em 1583
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 24/09/2021
  • Dissertação
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  • Cada vez mais diversos estudos e trabalhos têm comprovado a importância e a contribuição queos judeus sefarditas e em seguida os cristãos-novos, seus descendentes, tiveram na propagaçãodas práticas místicas e esotéricas que se desenvolveram na Península Ibérica durante a IdadeMédia e a Idade Moderna (especialmente nos séculos XVI e XVII). Influenciados pelo segundocapítulo da tradição mística judaica, conhecido como a Kabbalah, que foi desenvolvida noséculo XII, na esteira das Cruzadas, muitos judeus se dedicaram a astrologia. Já os cristãosnovos,deram continuidade a estas práticas místicas e esotéricas desenvolvidas na PenínsulaIbérica, alguns influenciados pelos seus antepassados, e outros como resposta a sua difícilhistória e também como forma de resistência aos dogmas do catolicismo. Assim, o processoinquisitorial nº 7544 da Torre do Tombo pertencente ao astrólogo e cristão-novo ManuelRodrigues reanima ainda mais essas hipóteses e afirmações a respeito do papel que os cristãosnovosdesempenharam na expansão das práticas místicas e esotéricas, especialmente emPortugal. A partir de um caso específico, iremos analisar a importância da astrologia emPortugal, no século XVI, assim como as razões das demandas populares em buscar consultasastrológicas com o réu. O recorte espaço-temporal cobre especificamente o território de Lisboaentre os anos de 1583 a 1584. Acusado de praticar astrologia judiciária e de possuir livrosproibidos pelo Concílio Tridentino, Manuel Rodrigues, foi preso em um momento em que acensura inquisitorial cada vez mais enrijecia as suas regras e engrossava os seus catálogos comobras consideradas heréticas e proibidas. Durante quase um ano do seu processo o réuconseguiu escandalizar os inquisidores com suas confissões sobre práticas e crençasastrológicas, e também pelo teor herético das obras que estavam em sua posse, incluindo atépinturas consideradas “desonestas”, apreendidas em sua residência.Dessa forma, partindo da perspectiva do método indiciário e da micro-história procuraremosdetectar as particularidades e as vivências desse sujeito, cuja cosmovisão foi objeto deperseguição da Inquisição Portuguesa. Logo, o nosso foco é partir da redução de escala eanalisar a trajetória deste indivíduo, o significado e o sentido que ele atribuía a astrologia, o seucotidiano e suas estratégias utilizados para minimizar o impacto das retaliações de umainstituição marcada pela intolerância e pelos estigmas sociais.

  • ÁLVARO FERREIRA TAVARES JÚNIOR
  • TENSÕES, CONFLITOS E EMBATES NO MUNICÍPIO DE BOM CONSELHO-PE: A DISPUTA POLÍTICA ENTRE O CORONEL JOSÉ ABÍLIO E O PADRE ALFREDO DÂMASO (1925-1934)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 20/09/2021
  • Dissertação
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  • Nessa dissertação discutimos as atuações de Padre Alfredo Dâmaso e do Coronel José Abílio no município de Bom Conselho – PE, entre o final da década de 1920 e da década de 1930, e todas as tensões e os conflitos entre eles. Buscamos evidenciar uma análise do coronelismo como principal tema nesse estudo, pois, pela importância e ligação direta desse sistema com as cidades da época e os dois personagens aqui tratados, servirá para compreender as formas políticas, sociais e culturais que criaram amplas redes de relações de poder entre grandes políticos, oligarcas e religiosos durante esse período. Através de autores como Victor Nunes Leal, José Murilo de Carvalho, Marcos Vinicios, Boris Fausto, Emília Viotti da Costa, fundamentamos nossas discussões com a utilização de fontes documentais disponíveis no Memorial do Pe. Alfredo Dâmaso, localizado em Bom Conselho-PE e em recortes de alguns jornais tanto de Pernambuco como de outras localidades do país.

  • MALLÚ TICIANE SANTOS COSTA
  • “VIVA A REPÚBLICA” – Análise das disputas pelo poder em Sergipe entre os Republicanos Históricos e os Adesistas (1889-1898)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 30/08/2021
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa se propôs a analisar as disputas políticas que ocorreram em Sergipe no início da República e que tiveram como atores principais os republicanos históricos contra os antigos grupos monarquistas que aderiram ao novo sistema de governo após o golpe de 15 de novembro de 1889. Teve como finalidade estudar as práticas políticas adotadas por ambos os grupos, como ocorriam as disputas pelo poder e quais as mudanças que ocorreram no cenário político sergipano após a mudança de regime. O estudo consistiu em analisar fontes históricas como jornais, obras literárias de republicanos históricos, cartas de adesão à República produzidas pelos ex-monarquistas, entre outros

  • PEDRO SAMYR DE SOUZA BARROS
  • JORNALISMO E LUTA DISCURSIVA: O ANTICOMUNISMO NA IMPRENSA ALAGOANA (1954-1964)
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 30/07/2021
  • Dissertação
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  • Este trabalho tem como objetivo, fazer uma análise do discurso anticomunista de partes da imprensa alagoana entre os anos de 1954 e 1964. O anticomunismo esteve em evidência no Brasil desde a revolução russa de 1917, porém, foram nas décadas de 1930 e 1960 que se desenvolveu com mais força. Se trata de uma ideologia política contrária ao comunismo e é seguindo por certos grupos políticos e instituições que aparentemente se preocupam com suas propriedades privadas e com o andamento das lutas sociais, porém sempre se mostram capazes de atos antidemocráticos que são guiados pelas suas ideologias. Utilizamos como metodologias para a construção dos nossos argumentos a pesquisa em acervos históricos, onde coletamos os periódicos, a Análise do Discurso para dialogarmos de forma mais profunda com os textos jornalísticos e a revisão bibliográfica, que possibilitou contextualizar os jornais dentro do seu tempo. Sabemos que vários grupos conservadores de Alagoas, e de todo o Brasil, se posicionaram ideologicamente contra certos políticos e suas ideias que visavam o melhoramento da vida dos setores mais pobres da sociedade que eram vistos como comunistas e perigosos. Os grupos sociais, como os empresários e religiosos, eram possuidores de grande riqueza, propriedades, faziam partes de círculos sociais da elite local e também dominavam partes da imprensa em Alagoas que, por sua vez, foi utilizada para fomentar o anticomunismo no Estado, visando dentre outras coisas, proteger seus bens e obter o controle social a partir das notícias que causavam impacto em quem as liam. Em contrapartida, a imprensa controlada pelos comunistas alagoanos tinha abordagem diferente, já que se posicionavam contrariamente aos setores ricos, estabelecendo, dessa forma, outra visão da sociedade naqueles momentos. Os jornais pesquisados, pertencentes à Igreja Católica, ao grupo empresarial comandado por Arnon de Melo e ao Partido Comunista do Brasil do diretório alagoano, foram fundamentais para entendermos com os diversos círculos da sociedade alagoana realizaram suas ações de acordo com seus interesses, ideologias e tempo histórico. Escolhemos esses periódicos e algumas das suas edições pelo motivo de serem expressões políticas dos seus idealizadores que contribuíram para a formação dos pensamentos que integram nosso trabalho e propostas. Os jornais são dignos objetos para a produção do saber histórico, sendo fundamentais na construção de novas abordagens e problematizações. Outrossim, ao carregarem consigo grande parte da história da humanidade, tornam-se verdadeiros sujeitos da história que permite-nos lançar novos olhares sobre o passado. Ao pensarmos nosso objeto, nossas metodologias e nossas fontes de forma conjunta, concluímos que Alagoas e seus atores sociais estiveram inseridos no contexto do anticomunismo e da Guerra Fria, tornando-se um capítulo importante da história brasileira neste contexto.

  • ROBÉRIO JOSÉ SANTOS JÚNIOR
  • A REPRESENTAÇÃO DA MORTE EM PARIPIRANGA-BAHIA: Ritos, Práticas e Discursos (1919-1961).
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 21/05/2021
  • Dissertação
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  • O presente trabalho analisa a representação da morte em Paripiranga-Bahia entre as décadas de 1919 a 1961, trazendo à baila os principais acontecimentos que estão ligados direta ou indiretamente à morte. A priori, vamos compreender os principais fatos que marcaram a formação inicial da cidade, destacando o personagem Padre João de Matos Freire de Carvalho como também todo o processo de construção de um novo cemitério para o local, atendendo aos anseios das novas leis higienistas advindas da Europa, as quais ganharam força no Brasil nas primeiras décadas do século XX. Em seguida, iremos verificarmos as representações fúnebres nos discursos produzidos pelos homens de imprensa que trabalhavam no jornal O Paladino (1919-1938), observando, sobretudo, as notas necrológicas e as anunciações voltadas para o assunto em questão. Por último, analisaremos o papel do jornal O Ideal para a concretização das novas práticas fúnebres na cidade de Paripiranga-Bahia (1953-1961), elencando a trajetória do periódico como um importante meio de comunicação social, as críticas estampadas pelo impresso e as crônicas do dia de finados, compreendendo assim, que não foram somente o Padre João de matos Freire de Carvalho e a Igreja Católica os únicos responsáveis pelos assuntos ligados à morte seja direta ou indiretamente, mas também, os jornais e os homens de imprensa os quais contribuíram nesse contexto social e religioso.

  • BRUNO DE ABREU OLIVEIRA
  • NOS TRILHOS DA MEMÓRIA: A REPRESENTAÇÃO DAS FERROVIAS NO IMAGINÁRIO SERGIPANO
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 27/04/2021
  • Dissertação
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  • A era das ferrovias teve início em 1830 quando foi inaugurada a primeira linha férrea para transporte de mercadorias e passageiros de forma regular, entre as cidades de Liverpool e Manchester. No Brasil, o sistema ferroviário teve início na segunda metade do século XIX, estimulado pelo Governo Imperial. O trem simbolizava a corporificação do progresso e desenvolvimento, além de ser designado como um transmissor da civilidade. No caso de Sergipe, isso não foi diferente. Dito isto, essa pesquisa propõe analisar as modificações que permaneceram vívidas na memória e no ideário ferroviário do povo sergipano, entre os anos de 1913-1979, período de atuação no tráfego de passageiros. Inicialmente foram avaliados os primeiros anos das ferrovias em Sergipe, durante as etapas de inaugurações (1913-1915). Em uma segunda parte foi realizada uma análise da trajetória ferroviária por meio dos discursos jornalísticos entre os anos de 1915 a 1950. E, por último, construímos um diagnóstico de como a memória ferroviária continua viva na sociedade sergipana, analisando os rastros deixados pelos últimos anos de atuação das locomotivas sergipanas nas décadas de 50,60 e 70. Por meio de ferramentas como a leitura e análise de fontes, como Mensagens de Governo e jornais de época, aliada a revisão bibliográfica sobre o tema e o uso da História Oral, vamos compreender o imaginário e a memória ferroviária existente em Sergipe.

  • JOHNATAS DOS SANTOS COSTA
  • GÊNERO ALEGRE, PORNOGRAFIA E REPRESENTAÇÕES FEMININAS: Um estudo sobre o jornal O Rio Nu (1898-1916)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 15/04/2021
  • Dissertação
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  • Conhecido por sua linguagem simples e sagaz, suas ilustrações de mulheres seminuas e um texto humorístico e malicioso, o jornal de “gênero alegre” O Rio Nu circulou na cidade do Rio de Janeiro – e além – entre os anos de 1898 e 1916. Esta dissertação tem como objetivo compreender duas facetas desse periódico bem-sucedido: a sua postura como transgressor moral e como “educador” civilizatório. Em um primeiro momento, vamos entender como uma polêmica, em 1910, envolvendo o impresso e o diretor dos Correios, Joaquim Ignácio Tosta, revela-nos muito sobre as visões que alguns setores da sociedade carioca do início dos Novecentos possuíam acerca da obscenidade e da pornografia. Já na segunda parte da pesquisa, lançaremos luz sobre o periódico como perpetuador de concepções sociais acerca da mulher. Por meio do estudo de contos publicados pelo impresso, vamos apreender quais as representações de mulher foram divulgadas a fim de realçar uma postura civilizatória d’O Rio Nu para com os seus leitores masculinos ao forjar um modelo de feminilidade que deveria ser almejado por eles.

  • DÁRIO SOUSA NASCIMENTO NETO
  • A HISTÓRIA DIRIGIDA: CENSURA E FILMES HISTÓRICOS NO CINEMA BRASILEIRO NO PÓS AI-5
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 30/03/2021
  • Dissertação
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  • O recurso ao filme histórico surgiu como uma possibilidade de maior liberdade criativa junto a Censura para os cineastas brasileiros a partir da edição do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968. Se antes, a realização de filmes históricos se dava de forma espontânea no cinema nacional, com o AI-5 os governos militares alçaram a temática histórica a um lugar de privilégio da produção cinematográfica criando novos meios de obtenção de recursos na realização dos filmes. Tal fenômeno de dirigismo cultural do Cinema pelos governos militares é analisado, tendo em vista as disputas de versões do que viria a ser a História do Brasil entre estes dois polos. Com a História no Cinema brasileiro sendo instrumentalizada pela propaganda política governamental, a presente pesquisa utiliza 5 filmes lançados durante a década de 1970, quais sejam: A Guerra dos Pelados (1971, Sylvio Back); Como Era Gostoso o Meu Francês (1971, Nelson Pereira dos Santos); Os Inconfidentes (1972, Joaquim Pedro de Andrade); Xica da Silva (1976, Carlos Diegues) e Anchieta, José do Brasil (1978, Paulo César Saraceni). Através da conjugação das fontes fílmicas com as fontes documentais produzidas pelo Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP) a pesquisa buscou analisar as dissonâncias e concordâncias entre as representações fílmicas e o desejo de exaltação dos valores nacionais expresso pelos militares através da História na atuação da Censura. Assim, a metodologia de análise fílmica empregada é a do historiador Pierre Sorlin que elenca três etapas que deverão ser tomadas como base para a análise do conjunto de filmes, quais sejam, os Pontos de Fixação, a Estrutura dos Filmes e os Sistemas Relacionais. Os Pontos de Fixação escolhidos foram as representações da Igreja Católica, tendo em vista o seu papel hegemônico dentro da História do Brasil, além das representações dos corpos negros e indígenas, essenciais na compreensão dos processos pelos quais nosso país atravessou durante sua História, mas bastante marginalizados pela historiografia tradicional do período. A respeito da análise documental, os pressupostos delineados por Pierre Sorlin para a análise fílmica servem à pesquisa como norte, mas os documentos extrapolam tais representações, o que possibilitou a pesquisa ampliar o seu escopo acerca da verificação do modus operandi da Censura, bem como os mecanismos de desvios acionados pelos diretores para burlar as restrições da liberdade de expressão em tempos de ditadura militar.

2020
Descrição
  • CANDIDA SANTOS DE OLIVEIRA
  • LENTES, MEMÓRIAS E HISTÓRIA: OS FOTÓGRAFOS LAMBE-LAMBE EM ARACAJU
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 30/11/2020
  • Dissertação
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  • O fotógrafo lambe-lambe pode ser considerado um importante agente responsável pela democratização e pela popularização do retrato fotográfico entre as classes menos privilegiadas de nossa sociedade. Em Aracaju não foi diferente. Este trabalho analisa a prática da fotografia lambe-lambe que por um período foi marginalizada e deixou de existir em função do surgimento das novas tecnologias - câmeras fotográficas digitais - a partir da década de 1990 adentrou ao mercado fotográfico e a prática ‘artesanal’ deixa de existir. É papel do historiador coletar e assegurar que não se percam experiências que possam proporcionar o enriquecimento cultural da sociedade. Nesse sentido, o enfoque de abordagem foi estruturado sobre duas vertentes: a história da fotografia e sua relação com a técnica e dimensão estética do lambe-lambe, dos lugares de ofício e atores sociais.

  • MARCOS VINÍCIUS ANDRADE LIMA
  • O LUGAR DA CHESF NO PLANO DE RECUPERAÇÃO DO VALE DO RIO SÃO FRANCISCO SOB A PERSPECTIVA SOCIOAMBIENTAL DO APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO REALIZADO EM PAULO AFONSO - BA (1948-1979)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 30/11/2020
  • Dissertação
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  • Já no Segundo Reinado se discutia o aproveitamento do Rio São Francisco nocombate às sucessivas secas do Nordeste. Contudo, essa ideia carecia dematuridade técnica. Ainda com estudos em andamento, foi elaborado no GovernoDutra, o Plano Geral para o Aproveitamento Econômico do Vale do São Francisco,argumentando que obras visando a melhoria na qualidade de vida dos ribeirinhos,eram inadiáveis. Afim de atingir essa meta, tão urgente quanto desafiadora, oGoverno Federal aprovou o investimento de 1% do PIB nessa empreitada, por vinteanos. Dessa medida nasceu a CHESF, operando inicialmente em Paulo Afonso,onde a água represada por suas hidrelétricas, seria teoricamente empregadatambém noutros projetos. Contudo, nessa ocasião o Brasil ainda não possuía umalegislação ambiental forte o suficiente, para adequar os planos à realidade do VelhoChico, sendo portanto imperativo, que as obras fossem realizadas a despeito dosatingidos, contrariando inclusive, algumas cláusulas ambientalistas, dispostas nosempréstimos contratados no exterior. Tais financiamentos viabilizaram o ProjetoNacional Desenvolvimentista, que por sua vez, pregava vigorosamente o uso daenergia elétrica como condição de existência da sociedade moderna, demonstrandoa fragilidade da matriz energética de um Nordeste agrário, anterior a CHESF. Logo,a eletricidade gerada pela CHESF, alicerçou o desenvolvimento regional, pois tornouviáveis, as políticas públicas posteriores, carecidas de energia para implementaçãoa partir da segunda metade do século XX.

  • EDEN FILIPE SANTOS VIEIRA
  • POPULAÇÃO MESTIÇA EM SERGIPE D’EL REY: da ocupação colonial à integração ao Estado Nacional (Título Provisório)
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 30/11/2020
  • Dissertação
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  • Este trabalho investiga como os sujeitos mestiços estiveram presentes e participaram da constituição da sociedade colonial em Sergipe Del Rei e como essa população foi percebida e considerada na crise colonial e constituição do Estado nacional. Para tanto, lança-se mão de documentação produzida pelas autoridades coloniais, correspondências, pareceres, requisições etc., além de mapas de população e outras documentações produzida pelo governo provincial sergipano. Nota-se que a mestiçagem foi um fator fundamental para constituir a população sergipana, tanto entre livres, quanto escravos, mas, para além disso, os sujeitos mestiços foram personagens importantes nos esforços portugueses de defesa e ocupação do território. Não obstante, pesavam sobre eles a contínua desconfiança das autoridades coloniais, o que moldou a forma como o novo Estado Nacional percebeu e integrou esses sujeitos.

  • JOSÉ WILTON SANTOS FRAGA
  • A caracterização de al-Andalus nas Terceiras Taifas: aplicando o conceito modo de produção tributário
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 31/08/2020
  • Dissertação
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  • O vazio de poder deixado pelo fim da dominação almóada em al-Andalus será ocupado por líderes locais insurgentes nas chamadas terceiras taifas. Para além dos eventos políticos, pouco se sabe sobre a organização social na qual estava estruturada a propriedade da terra antes da conquista castelhana na primeira metade do século XIII. Desse modo, o que a historiografia presenciou foi a consolidação do “paradigma de Guichard”, baseado no conceito de sociedade tributária e nos “feitos tribais” para caracterizar al-Andalus, principalmente o seu meio rural, a diferenciado das sociedades feudais ocidentais com a presença de senhorios. O conceito de sociedade tributária é retirado da proposta de Samir Amin a respeito do modo de produção tributário. Nela o feudalismo é apenas uma variante desse modo de produção quase universal. Mais tarde o conceito de modo tributário seria reelaborado por John Haldon, sendo a equiparação entre renda e tributo sua contribuição mais relevante. Dito isso, outra proposta relevante de caracterização da sociedade andaluza é o conceito de “formação social islâmica” elaborada por Manuel Acién, que também parte das propostas de Amin. Levando tudo isso em consideração, este trabalho tentará exemplificar as propostas de Haldon tendo como cenário específico as terceiras taifas; e notar o respaldo das teses de Acién a respeito da teoria política muçulmana medieval baseada no ato bayca, além dos outros postulados do seu marco teórico que fundamentam o conceito de formação social islâmica. Para tal fim, será realizada uma análise dos documentos disponíveis, trabalhando com a hipótese de que as fontes refletem a principal característica duma sociedade tributária, a disputa por excedentes. Além de ressaltar o papel de legitimação do instrumento político-jurídico bayca nessa disputa. Passando antes, claro, pelos debates historiográficos nos quais estão inseridos os citados conceitos, a caracterização de al-Andalus e o período das terceiras taifas.

  • AILTON RODRIGUES ROCHA SANTOS FREIRE
  • OS CAIXEIROS DE SERGIPE ATRAVÉS DO JORNAL A CLASSE: REPRESENTAÇÕES E ASSOCIATIVISMO (1921-1930)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 25/08/2020
  • Dissertação
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  • A profissão de caixeiro era exercida em várias cidades brasileiras no século XX e tinha uma importante contribuição na diversificação da engrenagem comercial dos centros urbanos, sendo numerosos e diversificados os empregados que a exerciam. Em Sergipe, mais especificamente em Aracaju, os caixeiros atuavam em vários ramos do comércio local e compunham uma parcela dos trabalhadores urbanos. Por esse motivo, esta pesquisa investiga a trajetória destes trabalhadores em Sergipe e recorre ao jornal A Classe, órgão da Associação dos Empregados no Comércio de Sergipe, para melhor compreendê-los durante as décadas de 1920 a 1930. Examina-se este periódico levando-se em consideração o seu caráter institucional e o quanto obedece às leis e aos padrões do campo jornalístico, os quais influenciam na forma e no conteúdo de suas edições. Além disso, busca-se compreender como o jornal A Classe forjou representações sociais sobre os caixeiros sergipanos e a forma como estes empregados o utilizava na divulgação das suas reivindicações. Por conseguinte, a pesquisa sustenta-se tanto nos aportes teóricos e historiográficos quanto nas tipologias documentais, dentre as quais: jornais, imagens, relatórios institucionais, mensagens governamentais, legislação trabalhista e código comercial.

  • IVES LEOCELSO SILVA COSTA
  • The Most Noble Knights of the World: a Cavalaria na Campanha de Crécy (1346)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 21/08/2020
  • Dissertação
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  • O século XIV marcou um período de transição na prática da guerra medieval. A Cavalaria, considerada por muitos historiadores como a força dominante nos campos de batalha da Idade Média Central (séculos XI-XIII), passou a ser repetidamente desafiada por soldados de infantaria. No centro destas mudanças estava a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), longo confronto entre as dinastias Plantageneta (e posteriormente Lancaster) e Valois, detentoras das coroas da Inglaterra e da França, respectivamente. Diante de pesadas derrotas da Cavalaria francesa para arqueiros e guerreiros desmontados ingleses em batalhas como a de Crécy (1346), criou-se uma tendência na pesquisa histórica medieval de considerar que o século XIV marcou o declínio da Cavalaria. Entretanto, uma outra corrente, que ganhou fôlego a partir de metade da década de 1970, procurou revisar esta questão. No cerne deste debate reside o conceito de Cavalaria, instituição complexa e multifacetada que abarca o guerreiro aristocrático a cavalo, mas não se limita a ele, possuindo elementos militares, sociais, culturais e políticos. Isto posto, esta pesquisa de Dissertação se dedica a analisar a Cavalaria como era compreendida por aqueles que estavam engajados na dura luta da fase inicial da Guerra dos Cem Anos. Para este fim, elegemos a campanha que culminou com a Batalha de Crécy, escolhendo estudar a Cavalaria no suposto ponto de inflexão de sua decadência. Pretendemos demonstrar, através da análise de crônicas e manuais – suplementada por cartas, tratados e poemas – que a Cavalaria permanecia uma força crucial para a aristocracia do século XIV, legitimando o poder de reis e informando a conduta de guerreiros, e que somente nos feitos das armas ela pode ser plenamente compreendida.

  • RAFAEL DE OLIVEIRA CRUZ
  • O TERCEIRO REINADO EM QUESTÃO: ISABEL I, UMA (IM)POSSÍVEL IMPERATRIZ NAS LAUDAS IMPRENSA PROVINCIAL (1886-1889)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 30/07/2020
  • Dissertação
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  • As notícias do agravamento da enfermidade do imperador D. Pedro II e a consequente investidura da princesa D. Isabel como regente do Império em 1887, fez multiplicar entre a imprensa de diversas partes do país as expectativas em torno de um possível Terceiro Reinado. Sendo a política no Brasil oitocentista um campo essencialmente masculino, o dispositivo constitucional que permitia a sucessão feminina ao trono não era garantia de aceitação entre diversos segmentos que acreditavam ser a esfera doméstica o espaço reservado aos papeis femininos. Este trabalho pretende lançar um debate sobre esse momento em que se construíam percepções do iminente reinado de Isabel I, a partir dos periódicos que circulavam nas províncias da Bahia e de Sergipe, tentando perceber de que maneira a imprensa desses dois espaços, localizados geograficamente afastados da Corte Imperial no Rio de Janeiro, projetavam – quer apoiando, quer rejeitando – as possibilidades de uma monarquia encabeçada por uma mulher tida como excessivamente religiosa e casada com um estrangeiro. Pretendemos assim, fazer um estudo sobre as concepções sociais e políticas que permeavam os discursos de tais periódicos, em um momento que pululavam questões sobre a abolição da escravidão, a ideia do federalismo e da república, buscando entender se o gênero da herdeira do trono brasileiro teria sido um dos fatores que minaram os apoios pela continuidade da monarquia em no final do século XIX.

  • MARIA ALINE MATOS DE OLIVEIRA
  • Em busca da liberdade: memória do Movimento Feminino pela Anistia em Sergipe (1975-1979)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 16/07/2020
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa analisa a atuação do Movimento Feminino pela Anistia de Sergipe, fundado em 1978. A ditadura civil-militar no Brasil foi instaurada em 1964, com um golpe de Estado. Perseguições, torturas, mortes, desaparecimentos e exílios foram os mecanismos arbitrários utilizados pelos militares, para manter o regime ditatorial no poder. A década de 1970 representou um marco de crise no sistema vigente; nesse sentido, a oposição uniu forças e, assim, surgiu o Movimento Feminino pela Anistia em 1975, liderado pela advogada Therezinha Godoy Zerbine, que se propôs a romper regras e instituir uma Campanha Nacional pela Anistia em prol da redemocratização do país. Essa campanha se expandiu por diversos estados brasileiros. E em apoio ao Movimento Nacional, foi fundado em Sergipe o núcleo do Movimento Feminino pela Anistia, liderado pela professora universitária Núbia Marques, por um grupo de mulheres, militantes e familiares de presos políticos. Este trabalho tem a finalidade de investigar o Comitê Feminino pela Anistia de Sergipe; e, para isso, pretende-se compreender como foi divulgado o Movimento no estado, quais campanhas, eventos e meios de comunicação foram utilizados com o objetivo de apresentar a luta do MFPA à sociedade sergipana. Da mesma forma, pretende-se entender a memória do MFPA e analisar o papel da mulher como protagonista da história e instrumento de força política, ao fundar o Comitê Feminino no estado. Em relação à metodologia da pesquisa, utiliza-se a história oral, com a realização de entrevistas aos membros que formaram o Comitê Feminino, como também a análise de jornais sergipanos da época e de relatórios do Serviço Nacional de Informações. Por fim, a pesquisa pretende contribuir para a produção historiográfica brasileira, destacando o protagonismo feminino na campanha pela anistia em Sergipe e no Brasil.

  • ANA CRISTINA TEODÓZIO
  • Enredos de Resistência da Família Paiva: violência política, solidariedade e afetuosidade (1971 – 2015)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 14/07/2020
  • Dissertação
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  • Mais de quarenta anos após o desaparecimento de seu pai, preso, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar brasileira, o escritor Marcelo Rubens Paiva retornou com sua escrita memorialística ao lançar o romance Ainda estou aqui. A obra conta a sua história familiar, centrada na mãe, Eunice Paiva, e deixa como legado o trauma gerado pela morte do pai aos leitores de suas memórias. Desse modo, de caráter autobiográfico e publicado em 2015, o romance se constituiu em obra denúncia contra a opressão ditatorial, tornando-se uma arma na luta contra o esquecimento do desaparecimento político e morte do ex-deputado federal Rubens Beyrodt Paiva. Analisar esta obra significou recuperar a memória de um dos períodos mais tensos da história do Brasil, bem como deixar viva a memória de desrespeito aos direitos humanos. A base interpretativa com a qual se trabalhou nesta pesquisa foi a de que a escrita da memória empregada por esse autor assumiu uma função social e moral. Social à medida que fornece subsídios para esclarecimento e compreensão dos fatos de determinado período histórico a partir de um ponto crucial – o desaparecimento de seu pai – contestando a versão oficial. E moral ao realizar aquilo que se entende como uma prestação de contas com a própria consciência, com as ações adotadas por si e por sua família diante da postura antiditatorial assumida. A pesquisa objetivou, assim, compreender a história de luta e resistência dessa família que sofreu a violência política impetrada pelo regime ditatorial, e discutir o uso da autobiografia como lugar de memória, resistência e denúncia. Buscou ainda, analisar as políticas públicas de memória e de reparação aos crimes da ditadura brasileira, utilizando com fonte para o desenvolvimento de suas ideias, os escritos autobiográficos Ainda estou aqui (2015) e Feliz ano velho (1982), do escritor Marcelo Rubens Paiva; a biografia de Rubens Paiva (2013) escrita por Jason Tércio; entrevistas escritas e faladas; matérias de jornais; cópias de processos judiciais e um relatório da Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio).

  • AMANDA DE OLIVEIRA SANTOS
  • Entre Traços e Contextos: As charges de José Carvalho Déda no jornal A Semana (1959-1968)
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 27/03/2020
  • Dissertação
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  • A presente dissertação tem como objetivo analisar a atuação jornalística do político José de Carvalho Déda no processo de confecção de charges e caricaturas no semanário sergipano A Semana, no período de 1959-1968, explorando as relações e intenções ideológicas contidas nos desenhos gráficos, contribuindo para a historiografia sergipana. Este periódico foi editado na cidade de Simão Dias, possuindo três fases de circulação. Em sua segunda fase foi incorporada a seção “A Piada da Semana”, utilizada somente para a divulgação das charges e caricaturas, nas quais Carvalho Déda pode representar elementos importantes sobre a política, sociedade e cultura sergipana, possibilitando compreender as intencionalidades no discurso jornalístico e político. Para o desenvolvimento da pesquisa, além das charges e caricaturas, foi utilizado um corpus documental diversificado, como jornais, cartas, fotografias, mapas, discursos, entrevistas, documentários e livros publicados. No âmbito metodológico, a pesquisa contou com a análise exploratória e qualitativa do acervo de fontes. Todo esse suporte serviu para situar o trabalho de Carvalho Déda nos embates políticos da época, destacando-se em temas como a reforma agrária e os direitos sociais em um momento de radicalização política em Sergipe e no Brasil.

  • DANIEL ALVES DOS SANTOS
  • ARAPIRACA NO ESTADO DE ALAGOAS: HISTÓRIA, DISCURSO E (ARTE) FATOS NA INVENÇÃO DA TERRA DO FUMO – (1950-1990)
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 27/03/2020
  • Dissertação
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  • Arapiraca, no interior do estado de Alagoas, é uma cidade com grande importância no cenário da economia, política e cultura estadual. A partir de 1950, esta cidade sofreu um ciclo industrial manufatureiro no qual o fumo era a principal matéria prima das indústrias que se instalaram na cidade e agiram na transformação urbana, bem como do espaço rural. O setor de beneficiamento do fumo é, até os dias atuais, encarado como o principal fator de contribuição para que Arapiraca se tornasse conhecida como a Terra do Fumo. Assim, essa dissertação analisa como se constituiu a visibilidade e dizibilidade de Arapiraca a partir de sua experiência com a cultura fumageira e sua invenção enquanto a Terra do Fumo. Para tanto,nos valemos de uma diversidade de fontes que nos serviram para a construção do corpus da pesquisa. Foram utilizados materiais jornalísticos, documentos do legislativo local, fotografias, entrevistas em áudio e vídeo, símbolos oficiais como Hino e Bandeira de Arapiraca, músicas, monumentos da arquitetura local, todos analisados sem hierarquia, com a mesma importância. Como ponto de partida, pressupomos que para a invenção de Arapiraca enquanto “Terra do Fumo” foi necessário criar uma série de elementos discursivos e não discursivos para elaboração de uma memória entrelaçando os grupos que participaram desse processo, dando sentido a toda uma simbologia na elaboração regional como uma divisão criando a Arapiraca fumageira em oposição a uma totalidade da Alagoas Canavieira. O resultado do que as fontes nos ajudaram a construir está dividido nos três capítulos ora apresentados nessa dissertação. O primeiro deles traz o processo de desenvolvimento histórico e regional de Arapiraca e as imbricações que puseram esta cidade numa posição de destaque no estado de Alagoas. No segundo capítulo, buscaram-se compreender as relaçõesconflituosas da elaboração de uma dizibilidade e visibilidade em relação à Terra do Fumo, assim como evidenciar-se a participação de diversos personagens nessa elaboração, sendo estes, empresários, políticos, cantadores de feira e mulheres destaladeiras de fumo, todos atuando na construção de um imaginário local. No terceiro capítulo, vemos como as condições históricas fizeram brotar uma série de elementos, entre eles um discurso pictórico que inventava a “Terra do Fumo” como também uma “identidade fumageira”. Artes plásticas, arquitetura e música na elaboração de uma memória arapiraquense. Conclui-se que Arapiraca “Terra do Fumo” é resultado de uma série de fatores econômicos, sociais e culturais, todos relacionados compondo um mesmo discurso de elaboração desta cidade.

  • VANESSA NASCIMENTO SOUZA
  • COM COROA DE RAINHA, PANELAS NA COZINHA E CALÇAS DE BAINHA: cotidiano das mulheres de elite paripiranguense (1945-1970)
  • Orientador : PERICLES MORAIS DE ANDRADE JUNIOR
  • Data: 16/03/2020
  • Dissertação
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  • A presente dissertação tem como objetivo identificar os espaços de lazer e as formas de sociabilidade das mulheres vinculadas à pequena elite social de Paripiranga, na Bahia, entre os anos de 1945 e 1970. A intenção é investigar os múltiplos papéis femininos no espaço urbano; registrar as histórias e experiências na cotidianidade da cidade. Interessa, pois, analisar o modelo de educação recebido, – seja no ambiente familiar ou em Colégios Internos, e seus reflexos na vivência cotidiana em sociedade. Neste sentido, importa recuperar os discursos dos integrantes da elite, principalmente divulgados pela imprensa local; sobre as transgressões ou mesmo os enquadramentos dos comportamentos das mulheres ricas, num espaço repleto de limitações; e ao mesmo tempo, com brechas para a sua atuação. Além das fontes jornalísticas, para o desenvolvimento da pesquisa foi utilizado também depoimentos, fotografias, romances da Coleção Biblioteca das Moças, o mapa da cidade de 1913, o Código de Posturas municipais de 1928 e o Projeto de Lei Nº 2/55, enviado à Câmara de Vereadores visando modificar o Código de Posturas vigente. A metodologia voltou-se ao estudo de caso, por trabalhar com histórias de vida das mulheres de elite paripiranguense, numa abordagem qualitativa. Contudo, o corpus documental possibilitou a compreensão dos papeis sociais da personagem feminina, que por vezes permaneceu no espaço do lar - enquanto filha/esposa, mas também percorreu a esfera pública como rainha da beleza ou profissional de destaque.

  • BÁRBARA BARBOSA DOS SANTOS
  • MOLÉSTIAS DO CORPO ESCRAVO: DOENÇAS E MORBIDADE ENTRE CATIVOS EM SERGIPE (1865- 1888)
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 20/02/2020
  • Dissertação
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  • A presente dissertação busca iluminar o cenário do cotidiano escravo na província de Sergipe a partir das experiências de adoecimento. Na confluência das histórias da saúde e escravidão, salientamos o impacto das doenças e morbidade escrava na sociedade escravista sergipana durante a segunda metade do século XIX. Para tanto, analisamos assentos paroquiais de óbitos, inventários post-mortem, relatórios de presidente de província, relatos de contemporâneos ao período estudado e periódicos que corriam na província. Esta documentação nos permitiu perceber como os senhores e o Estado comportam-se frente ao adoecimento de seus cativos, bem como as circunstâncias em que a saúde escrava foi afetada, reconstruindo estas vivências. O perfil nosologico da população mostra quais as doenças acometiam os cativos de Aracaju, como também apontam as condições de vida a que a população servil estava exposta. Esta pesquisa apresenta as doenças como foi condutor para se compreender a vida de homens e mulheres submetidos à escravidão nesta região do Império, o que torna esse estudo inédito para a historiografia de Sergipe.

  • CASSIANO CELESTINO DE JESUS
  • Dissidências Sexuais e de Gênero no Medievo Ibérico: um estudo sobre a sodomia no discurso jurídico de Alfonso X (1252-1284)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 08/01/2020
  • Dissertação
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  • Na Idade Média, vários são os corpos que não importam. Diversos são os sujeitos classificados como abjetos, a quem se nega até mesmo o direito de viver. Neste período, é totalmente proibido e punido todas as práticas sexuais consideradas ilícitas e pecaminosas. A sodomia, como um desvio de gênero e classificada como um pecado “contra naturam”, insere-se dentro deste quadro de gênero e sexualidades desviadas. Além de ser uma conduta condenada conforma a época, o conceito de sodomia adquiriu diversas definições em diferentes contextos históricos e culturais. Neste sentido, esta dissertação objetiva-se analisar os discursos jurídicos sobre a sodomia durante o reinado de Alfonso X (1252-1284), a partir da perspectiva de gênero e da análise do discurso. O estudo gira em torno de duas obras de caráter jurídico do período, isto é, Fuero Real e Las Siete Partidas. Como um estilo de masculinidade desviante, a sodomia é efeito do discurso monárquico que, articulado com os da Igreja, (re)criam e mantem as classificações e hierarquizações de gênero de acordo com aquilo que é tido como “natural”.

2019
Descrição
  • FERNANDA CAVALCANTI MATOS BEZERRA
  • O PAPEL HISTÓRICO DAS MERCADORAS CRISTÃS-NOVAS NA ILHA DA MA-DEIRA: O CASO JUSTA PEREIRA
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 19/12/2019
  • Dissertação
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  • Essa dissertação versa sobre a análise da participação das cristãs-novas no comércio da cidade do Funchal, na década de 1590. Para abordar este tema foi preciso retomar o cenário de perseguições religiosas na Ilha da Madeira e analisar a composição da economia açucareira, entre outras atividades, desenvolvidas nos séculos XV e XVI, que contaram com o envolvimento dos sefarditas. Nesta sociedade, os bens mais valiosos eram os vinhos, mas o modelo assentado no binômio cultivo/comércio do açúcar e seus derivados, também possibilitou que a ilha mantivesse uma posição relevante no início da era Moderna. Tal riqueza propiciou, especialmente para os mercadores cristãos-novos, posições na hierarquia social islenha. Os principais aportes teóricos que fundamentam este estudo são: Charles R. Boxer, Stuart B. Schwartz, John Russel-Wood, Louis Dubin, Fernanda Olival, Alberto Vieira e Amândio J. M. Barros. Para a análise das informações coletadas, foi utilizado o levantamento de processos inquisitoriais. A guisa de conclusão, salienta-se que na última década do século XVI, o elemento feminino de algumas famílias criptojudaicas do Funchal, a exemplo da linhagem Pereira, residentes na Rua dos Mercadores e adjacências, por contrair negócios e bens de raiz, também desempenharam um papel importante na economia funchalense. A maior parte dessas mulheres eram conserveiras, fanqueiras, tendeiras e padeiras. Desta feita, é possível inferir que parte do comércio da capital da Ilha da Madeira teve a contribuição das mercadoras cristãs-novas, tais como Justa Pereira.

  • ALLAN THEMÍSTOCLES GALDINO FERREIRA
  • DA JANELA À ALCOVA: A LITERATURA URBANA ALENCARIANA E AS ESTRATÉGIAS AMOROSAS NO RIO DE JANEIRO OITOCENTISTA (1856-1875).
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 10/12/2019
  • Dissertação
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  • Os romances urbanos de José de Alencar (1829 – 1877) possuem indícios das mais variadas táticas amorosas utilizadas pelos jovens e adultos abastados dos idos dos oitocentos, especialmente os sitiados na então capital do Império do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. Sua produção literária remete a um período chave na história do país e é uma boa representação da sociedade em seu entorno. Além disso, a trajetória pessoal do escritor se comungou com a consolidação da burguesia no império, a migração lenta mas gradual desse grupo do campo para a cidade, o que deu subsídios para a ascensão do romance no Brasil, em consonância com as transformações que ocorriam na então corte carioca. Assim, as obras alencarianas soam como porta-vozes dessa sociedade, sendo as primeiras edições dos folhetins e romances urbanos as bases onde se ancoram a pesquisa que se segue. Cinco Minutos (1856), A Viuvinha(1857), Lucíola (1862), A Pata da Gazela (1870) e Senhora (1875) foram romances escritos por Alencar pelos quais o presente estudo pretende responder as seguintes questões: 1) Quais as estratégias amorosas representadas nas fontes elencadas? 2) Quais os pressupostos disciplinares no tocante ao amor e à sexualidade podem ser identificados? 3) Quais os valores economico-sociais estão presentes nas obras? Essas questões se imbricam umas nas outras e com a análise delas foi possível evidenciar alguns aspectos sobre a vida afetiva e sexual dos cariocas oitocentistas, o que os influenciavam a nível econômico e social (e alguns aspectos religiosos), como se moviam nas táticas amorosas, as restrições na interlocução entre homens e mulheres, como enfrentavam esses desafios e paqueravam, namoravam, os locais e formas de contato e encontro, os noivados, a preparação para o casamento e a vida conjugal, as negociatas e a caça pelos dotes, a educação que tinham acesso, e, nisso tudo, como amavam e pensavam amar. Sendo assim, no espaço temporal adotado - 1856 a 1875 - foi possível perceber uma gama variada de táticas amorosas empreendidas pelos jovens e adultos cariocas, em uma sociedade urbana envolta de valores capitalistas e religiosos, que, no emolduramento e consolidação dos grupos burgueses, propiciou a ascensão dos romances na corte. Obras essas que ao mesmo tempo que aproximava os leitores da realidade em seu entorno, os educavam, os disciplinavam no tocante ao amor, à afetividade e à sexualidade.

  • JÉSSICA MESSIAS DOS SANTOS
  • Clubes sócio recreativos e outros lugares de lazer em Aracaju: poder, distinção e hierarquia social (1888-1915)
  • Orientador : AUGUSTO DA SILVA
  • Data: 23/08/2019
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa busca identificar e analisar os espaços de lazer, públicos e privados na cidade de Aracaju entre 1888 e 1915. Entendemos que os espaços de lazer constituem-se como lugares privilegiados para a compreensão das diferenças e mesmo dos conflitos sociais de determinado tempo histórico. Nossa hipótese de trabalho é que no período pós-abolição houve um processo de disciplinamento e ordenamento das manifestações de lazer na sociedade brasileira – no caso aqui em foco, a cidade de Aracaju – que se materializa na regulamentação da festa do carnaval e na constituição de vários clubes recreativos privados ligados ao esporte, ao lazer e ao entretenimento público de uma maneira geral.

  • DENISE BISPO DOS SANTOS
  • Para além dos fios: cabelo crespo e identidade negra feminina na contemporaneidade
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 13/06/2019
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como objetivo compreender os fenômenos que levaram um grupo de mulheres negras a assumir o cabelo crespo tornando-o expressão de luta contra o racismo, estratégia de resistência e redefinição da identidade feminina negra contemporânea. Nesse sentido, no intuito de entender a influência do cabelo para a subjetividade dessas mulheres, foram analisados quatro paradigmas capilares, são eles: Cabelo Alisado, Pluralidade Capilar, Black Power e Transição Capilar. Por meio das contribuições do campo da História do Tempo Presente que nos fornece possibilidades de analisar a movimentação de sujeitos sociais em torno do aspecto capilar na contemporaneidade, realizou-se a coleta de dados em revistas da Raça Brasil, narrativas de mulheres das cidades de Aracaju/SE e Salvador/BA e relatos de grupos em redes virtuais. No que tange aos resultados encontrados, infere-se esse retorno capilar às múltiplas dimensões como o diálogo com o corpo feminino, afirmação de identidade, insurgência de um movimento virtual e presencial em torno da questão capilar, bem como, troca de experiências e vivências no sentido de que são intensamente constituídas de subjetividade, prisma fundamental para que adquirissem os significados no contexto atual. Dessa maneira, a presente pesquisa busca contribuir com a reflexão acerca da construção da identidade de mulheres que vivenciam e ressignificam as representações capilares pautadas na intensa relação com os paradigmas que giram em torno do cabelo crespo.

  • MÁRCIA OLIVEIRA GAMA
  • “EM NOME DA SANTÍSSIMA TRINDADE ENCOMENDO A MINHA ALMA”: MORRER NA CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO/SE (1864 1886).
  • Orientador : LOURIVAL SANTANA SANTOS
  • Data: 13/06/2019
  • Dissertação
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  • O presente trabalho é o fruto de dois anos de uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Sergipe, realizada com o auxílio da CAPES. Esta dissertação tem como principal objetivo analisar a morte e o morrer da cidade de São Cristóvão na segunda metade do século XIX (1864 -1886). A Cidade de São Cristóvão foi fundada em 1590 por Cristóvão de Barros, localiza-se no estado de Sergipe e é a quarta cidade mais antiga do Brasil, foi a capital de Sergipe até 17 de março de 1855, quando o presidente da província de Sergipe, Inácio Barbosa, elevou o povoado Santo Antônio do Aracaju à posição de cidade de Aracaju e realizou a mudança da capital da província. Os sancristovenses possuíam uma forte familiaridade com seus mortos, realizavam diversos rituais fúnebres, alguns tinham início ainda em vida, outros em morte, ambos são explorados durante o trabalho. Analisaremos os rituais fúnebres realizados em vida, como a redação do testamento, a realização dos sacramentos, a procissão do viático; assim como analisaremos os rituais fúnebres realizados após a morte, o uso da mortalha, a encomendação da alma, procissão e os locais de inumação. Utilizamos como fontes: os testamentos, inventários, o livro de assentamos de óbito número 1 (1864 -1886) da Paróquia Nossa Senhora da Vitória (Igreja Matriz), os relatórios dos Presidentes da Província de Sergipe Del Rey sobre: Cemitérios, Hospitais e Saúde Pública. Foram utilizados os métodos quantitativo e qualitativo para que houvesse um maior aproveitamento das informações das fontes.

  • LÍVIA MARIA ALBUQUERQUE COUTO
  • "Dios, qué buen vassalo, si oviesse buen señor!": as relações de negociação e poder monárquico em Castela no século XIII à luz do Poema de Mio Cid (1207)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 05/06/2019
  • Dissertação
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  • O reinado de Alfonso VIII (1158-1214) foi um período intensamente marcado por uma série de conflitos políticos e militares. Com o intuito de compreender este período da história castelhana e contribuir acerca do que é pesquisado sobre o medievo ibérico, buscamos analisar a relação deste monarca com uma parcela específica da sociedade, isto é, a aristocracia guerreira/senhorial.

    Para tal, nos valeremos do Poema de Mio Cid, escrito durante o reinado de Alfonso VIII, o qual nos permitirá analisar como o discurso sobre as negociações senhoriais e o poder monárquico eram representados na corte castelhana. Assim, esperamos compreender não apenas o modelo de aristocracia idealizado, como também as relações de negociação almejadas pela monarquia.

    Nesse sentido, destacamos como Alfonso VIII se utilizou da literatura de corte com o objetivo de melhorar os tensionamentos com a aristocracia e o auxiliar na legitimação do seu poder. Ao atribuir características propagandistas como, por exemplo: Equilíbrio, Lealdade, Cortesia, Generosidade Religiosa e o ideal de Herói/Guerreiro, o monarca castelhano buscou moldar a realidade social a seu favor. Logo, entendemos que para atribuir discursos de negociação baseados nessas características e fortalecer seu poder monárquico, utilizou-se de situações específicas do Poema de Mio Cid.

    Por isso, é necessário pensar o conteúdo poético do documento dentro de um contexto, relacionando o seu discurso ao social e às relações de poder específicas de Castela do século XIII. Sendo necessário destacar que o documento foi produzido entre as duas principais guerras do reinado de Alfonso VIII (Alarcos e Las Navas).

    Por fim, acreditamos na ideia de que Alfonso VIII patrocinou a produção do Poema de Mio Cid e que este seria um instrumento propagandístico para as relações sociais e de negociação entre a monarquia castelhana e a aristocracia.

  • IVONEIDE SANTOS
  • Da Terra para as águas: a trajetória de José Augusto dos Santos (1929-2006)
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 26/04/2019
  • Dissertação
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  • Escrever sobre a história de uma vida consistiu em uma tarefa difícil, por outro lado estimulou o desejo de narrar e compreender a trajetória de um personagem excluído, com pouca leitura, negro, descendente de pai negro, mãe branca, natural de Sergipe e pertencente ao candomblé. De tal modo, esta pesquisa objetiva construir a biografia deste homem por nome José Augusto dos Santos (1929-2006), à luz do gênero biográfico, por meio do entendimento dos pesquisadores citados no referencial teórico, a exemplo de Dosse (2015) que avaliou a aspiração de alguns historiadores se debruçarem sobre o relato de vida dos anônimos da história. Portanto, esta pesquisa encontra-se dividida em três momentos. No primeiro capítulo, dialogamos com as classificações construídas em torno do gênero biográfico: suas mudanças, permanências e relação com a História. No segundo capítulo, debruçamos sobre a trajetória de José Augusto dos Santos, conhecido por Zé D’ Obakossô, seu envolvimento com o candomblé em Aracaju/SE, Duque de Caxias/RJ e São Cristóvão/SE. E, por fim, descrevemos sobre a visibilidade pública, depoimentos de filhos-de-santo, participação em evento cultural e premiação, homenagem In memoriam de José Augusto dos Santos. Para a consecução desta pesquisa consultamos os seguintes documentos: jornais, revistas da época com materiais favorecendo José Augusto, registros de ata, passaporte, rascunhos de livro que confeccionara, livro escrito pelo biografado, certidão de casamento, isenção do serviço militar, fotos, Cd gravado pelos familiares com as músicas na área do candomblé escrita por José Augusto, certidão de óbito e translado.

  • AIRLES ALMEIDA DOS SANTOS
  • Entre o Visível e o Invisível: A Morte Enquanto Estratégia de Legitimação do Poder Régio da Primeira Dinastia Portuguesa (1325-1383)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 04/04/2019
  • Dissertação
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  • A primeira Dinastia Portuguesa – Afonsina ou de Borgonha – é caracterizada pela personalidade guerreira e reconquistadora de seus reis como também pelo desempenho desses monarcas na área jurídica. O período compreendido entre os reinados de D. Dinis e D. Fernando foi marcado pelo aperfeiçoamento do sistema judiciário, oficialização do português enquanto idioma do reino, fomento às artes e ao conhecimento com a criação da primeira universidade e assinatura do tratado de Alcanizes (1279) que estabelecia a fronteira com Castela. Momento também de intermináveis guerras contra a monarquia castelhana e outros reinos europeus, epidemias de peste e a crise dinástica de 1383-85 que levou a entronização de uma nova dinastia, a de Avis. Os acontecimentos que se seguiram após o falecimento de D. Fernando revelam uma perturbação na ideia de continuidade do poder e o ano de 1383 marca definitivamente o fim da Era Afonsina.

    Nesta pesquisa de mestrado em História, nossa finalidade é demonstrar como o fenômeno da morte encontra-se inserido nas relações de poder na Baixa Idade Média Portuguesa. Por meio da análise dos testamentos produzidos pelos reis D. Dinis (governo de 1279 a 1325), Afonso IV (de 1325 a 1357), Pedro I (de 1357 a 1367) e D. Fernando (de 1367 a 1383) e os textos cronísticos sobre seus respetivos reinados tivemos como objetivo em nossa pesquisa examinar como a elaboração da imagem da morte, o culto a esses mortos ilustres, as manifestações e símbolos fúnebres representam as lutas simbólicas pela permanência da autoridade e do poder régio, ou seja, como a manipulação da morte aparece enquanto um forte elemento pela perpetuação do poder dos monarcas da Primeira Dinastia em Portugal. Assim, entre corpos e sepulturas, entre o visível e o invisível, os rituais fúnebres serviam para legitimar o papel dos reis, cabeça do reino, perante o resto da sociedade. Se a tipologia pluralista do poder era uma característica da política na Baixa Idade Média, no plano simbólico e ideológico a busca por legitimação de poder era um esforço constante da monarquia. A estrutura de legitimação simbólica era sempre utilizada como forma para consolidar o papel desses monarcas enquanto ocupantes de um lugar de destaque na sociedade medieval lusitana: o poder real se impõe simbolicamente e através da morte mostraremos como isso acontece.

  • WILIAN SIQUEIRA SANTOS GOMES
  • GUITARRAS ELÉTRICAS, CABELUDOS, TRANSVIADOS E IÊ-IÊ-IÊ: ARACAJU NO EMBALO DA JOVEM GUARDA (1965 – 1969)
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 29/03/2019
  • Dissertação
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  • Este trabalho apresenta uma análise histórica da cena cultural de Aracaju na segunda metade da década de 1960, com foco em uma parcela da juventude local envolvida com a estética do Rock’n’roll. Inspirados nos Beatles e nos conjuntos ligados à Jovem Guarda, garotos e garotas começaram a tocar instrumentos elétricos e logo estavam embalando a capital sergipana ao ritmo do iê-iê-iê. Nossa análise busca compreender a recepção das informações sobre o novo ritmo, o aprendizado musical, a formação dos conjuntos, a subida aos palcos e sua repercussão e o declínio da popularidade, advindo de mudanças de estilo ou encerramento de atividades. São objetos dessa análise também as reações da sociedade aracajuana ao presenciar grupos de jovens com cabelos grandes e roupas exóticas se apresentarem em seus clubes sociais, cinemas, ginásios e programas de rádio. Também analisamos as reações da sociedade aracajuana diante das novas formas de vestir e de estética corporal, quando os grupos de jovens cabeludos e com roupas exóticas se apresentavam em clubes sociais, cinemas, ginásios e programas de rádio. Esses espaços de sociabilidade revelaram que o iê-iêiê serviu de trilha sonora para parcelas de jovens das classes médias urbanas. O recorte temporal escolhido, de 1965 a 1969, coincide com um período de restrições da liberdade de expressão onde o Estado exercia controle rígido sobre qualquer atividade que pudesse expressar contestação aos modelos vigentes. Por meio da metodologia da história oral, foram realizadas entrevistas com participantes do movimento. Documentos relativos ao controle de diversões públicas e às carreiras dos músicos envolvidos, periódicos e fotografias completam o corpo de fontes deste trabalho. A matriz teórica da pesquisa teve base na nova história cultural, com suas possibilidades de interpretação das ações humanas, por meio de práticas e representações dos objetos e símbolos para a apreensão dos significados e dos processos de criação, distribuição e recepção. Como resultado, a pesquisa apresenta uma contribuição para a história da produção cultural de Sergipe, desvendando, de modo quase inédito a participação da juventude de sua capital em um movimento musical e comportamental de repercussão mundial, mesmo com as restrições impostas pelo regime ditatorial instalado no país. Ao mesmo tempo, mostra a posição periférica de Aracaju no espectro da indústria cultural brasileira, ainda em fase de desenvolvimento, reveladora da dificuldade de penetração da música produzida em Sergipe no mercado nacional.

  • JOSINEIDE LUCIANO ALMEIDA SANTOS
  • O ocaso da memória: A história do Engenho Oitocentas no Baixo Cotinguiba Sergipe
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 29/03/2019
  • Dissertação
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  • O presente trabalho busca verificar a relevância do lugar de memória de uma determinada unidade açucareira de Sergipe, chamada Oitocentas, sua trajetória e a transição ao longo de décadas. Trata-se um engenho bangue, usina de pequeno porte, depois engenho de fogo morto. Nosso objetivo, portanto, foi reconstituir a história e as memórias desse lugar, partindo da análise e levantamento historiográfico das obras que versam sobre a cultura do açúcar em Sergipe e acerca do engenho Oitocentas, na cidade de Rosário do Catete-SE. Para a melhor compreensão do universo ligado à cultura do açúcar, foram investigados e identificados documentos do acervo iconográficos, fontes manuscritas da família Vieira de Azevedo e bens que projetam o reconhecimento do valor memorial e histórico desta unidade. Para tanto, contamos com elementos da cultura material e com o uso da metodologia da história oral, com depoimentos de várias pessoas ligadas aquele passado.

  • MONIQUE HELLEN SANTOS REIS CERQUEIRA
  • ENTRE CARTAS E JORNAIS: O DISCURSO SOBRE A GUERRA DO PARAGUAI COMO UMA AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 29/03/2019
  • Dissertação
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  • A Guerra do Paraguai (1864-1870) ou Guerra da Tríplice Aliança, comumente mais chamada pelos países platinos, foi um dos eventos do Segundo Império responsável por promover um incipiente sentimento de pertencimento entre os brasileiros do século XIX. Dessa forma, a pesquisa buscou compreender as estratégias políticas usadas pelo Império com a guerra, analisando a identidade política que fora forjada durante o período, de modo que mantivesse a concordância e a estabilidade entre as províncias, além de toda representatividade simbólica para manipular essa construção no imaginário coletivo da sociedade no pós-guerra. Acha-se pertinente a ideologia criada sobre a guerra e refletida na questão da identidade como ferramenta usada para integrar e consagrar a monarquia. Assim, foram usadas fontes primárias como os principais jornais em circulação da época, haja vista os periódicos serem redes de sociabilidade que permitem expressar os debates ideológicos de determinado grupo social e seu poder de influência nas massas; duas cartas do Barão de Mauá (1813-1889) enviadas a Manuel Antônio da Rocha Faria (1830-1894), um dos líderes do corpo de Voluntários da Bahia, e ao conselheiro José Maria Paranhos (1819-1880), referentes às tensões e negociações antes e pós-conflito; duas cartas de Francisco Octaviano de Almeida Rosa (1825-1889) ao Barão de Penedo (1815-1916) discutindo sobre a situação política do Império; além de um documento sobre a construção de uma fábrica de pólvoras na província de Mato Grosso retirando a “inocência” de um Brasil que não pensou em uma guerra. Ademais, percebemos que o jogo político partidário influenciou para o enfraquecimento das estratégias políticas em torno da guerra, apesar da construção simbólica evocada sobre o patriotismo pelos intelectuais nos jornais.

  • RAIANNE PEREIRA DE OLIVEIRA
  • A memória cultural sergipana na perspectiva do Departamento de Cultura e Patrimônio Histórico e Artístico de Sergipe (DCPH, 1970-1975)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 29/03/2019
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como objetivo compreender o processo de construção e formalização da memória cultural sergipana a partir do trabalho desenvolvido pelo Departamento de Cultura e Patrimônio Histórico (DCPH), política pública estadual de preservação criada e atuante em Sergipe no contexto da ditadura civil-militar, especificamente, no período de 1970-1975. A procura de meios para se legitimar e preocupado com os rumos que a produção cultural ia tomando no país pós-64, o Estado autoritário passou a investir de forma massiva na construção de uma política cultural “patrimonialista” cuja prioridade, evidentemente, consistia em ampliar o já existente, mas defasado sistema de proteção do “Patrimônio Histórico e Artístico Nacional” (concentrado única e exclusivamente em torno da DPHAN (atual IPHAN) desde 1937). A solução para esse problema foi estudada e condensada no “Compromisso de Brasília” (1970), documento produzido pelo MEC, que recomendava em caráter obrigatório a criação de órgãos de cultura em todos os estados como caminho à descentralização das ações de preservação no Brasil. Além de valorizar cultural e economicamente a região, essa intervenção direta do Estado na área tinha como objetivo despertar a sociedade para o civismo, aproximá-la dos símbolos e representações da cultura nacional. Buscando entender as particularidades que envolvem a trajetória do DCPH em Sergipe (os fatores condicionantes, agentes sociais envolvidos, diretrizes, ações e desafios), esta pesquisa utiliza como referência estudos relativos à construção da memória e do patrimônio contemporaneidade e apoia-se na análise de documentos oficiais, fotografias, jornais da época, bem como na metodologia da história oral.

  • CAROLLINE ACIOLI OLIVEIRA MELO
  • O som do JUCHE: a instrumentalização ideológica do K-pop da banda Moranbong como ferramenta de legitimidade do regime norte-coreano do século XXI
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 22/03/2019
  • Dissertação
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  • O presente trabalho é fruto de inquietações diante da apropriação do K-Pop com vias à educação ideológica pelo estado norte-coreano. O objeto de pesquisa constitui as canções da Moranbong Hill Orchestra, uma banda sinfônica exclusivamente feminina cujas performances e produção musical contém um discurso voltado à formação ideológica, à legitimação do regime e à reafirmação de uma identidade nacional fundada na Ideia Juche. A investigação buscou compreender a relação entre o Estado e a Arte, a qual é estabelecida com base na ideologia kimilsungiana-kimjongiliana, e que norteia as várias dimensões da ordem social da República Popular Democrática da Coreia (RPDC). Para isso, analisamos fontes oficiais – textos e discursos atribuídos aos presidentes da dinastia Kim, em especial Kim Jong-Il – e não oficiais, como os relatos de desertores. Além disso, estudamos a filosofia confuciana, pois ela está enraizada na cultura e nas relações sociais do país, além de ter exercido uma influência relevante na constituição da Ideia Juche. Nosso quadro teórico contou com a contribuição de trabalhos de diversas áreas do conhecimento que possibilitaram uma visão mais abrangente e complexa sobre a RPDC, desde os estudos da área de Relações Internacionais e História, passando pelas Ciências Sociais e pela Musicologia. Compondo o eixo teórico estão os conceitos de ideologia, poder, representação e identidades a partir das perspectivas de vários autores – Foucalt, Chartier, Castells, Zizek, Eagleton, Hobsbawn, etc. – e a forma como são operacionalizados em suas interações políticas e com a Arte, bem como suas materializações nas relações sociais. Ademais, as propostas metodológicas de D’Assunção e Tatit integraram o nosso arcabouço e possibilitaram um exame aprofundado do juche e das canções selecionadas para a análise. Ao longo desse estudo, tratamos da instrumentalização pedagógica-ideológica da música popular com vias à reafirmação do regime após os impactos da crise da década de 1990, e a legitimação do socialismo kimilsungiano-kmjongiliano diante das novas demandas e desafios do século XXI.

  • ANDREA ROCHA SANTOS FILGUEIRAS
  • O MERCADO MUNICIPAL DE ARACAJU E SEUS TEMPOS: PRINCÍPIO, PERDA E REINVENÇÃO (1926-2000)
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 11/03/2019
  • Dissertação
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  • O Mercado Municipal de Aracaju é composto por três edificações o Antonio Franco (1926), o Thales Ferraz (1949) e o Albano Franco (1998), atualmente chamado de Gina Franco. Pensando em compreender como foi a apropriação deste espaço ao longo do tempo, idealizamos a presente pesquisa: O MERCADO MUNICIPAL DE ARACAJU E SEUS TEMPOS: PRINCÍPIO, PERDA E REINVENÇÃO (1926-2000), que tem por objetivo reconstituir a história do mercado e as mudanças que ali se operaram ao longo dos anos, compreendendo o seu surgimento, principais acontecimentos e reinvenção. Desta forma, descrevemos fragmentos da sua história tendo o desafio de tentar registrar alguns olhares dos que vivenciaram esse cotidiano em cada época. Para reconstruímos essa trajetória recorremos a historiografia sergipana; a publicações em jornais, revistas e em documentos oficiais; ao uso de imagens e à metodologia da história oral, foi realizado um estudo semântico, apresentando as identidades do Mercado. Sendo um patrimônio reconhecido oficialmente pelo estado de Sergipe por integrar o Centro Histórico da cidade de Aracaju.

  • AMANDA MARQUES DOS SANTOS
  • IGREJA, PODER E IMPRENSA: O IDEÁRIO ANTICOMUNISTA NO SEMANÁRIO SERGIPANO A CRUZADA (1937-1970)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 27/02/2019
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa investiga o ideário anticomunista do clero sergipano a partir do jornal A Cruzada, analisando, para tanto, as matérias de cunho político-ideológico-religioso. Deste modo, busca-se realizar um estudo comparativo entre a Ditadura Varguista (1937-1945) e a Ditadura civil-militar (1964-1985) através dos discursos jornalísticos produzidos por representantes do clero conservador e/ou de intelectuais cristãos que colaboraram na produção deste semanário, que marcou a história do estado de Sergipe de 1918 a 1970. Defende-se, para tanto, a existência de uma heterogeneidade no pensamento conservador sobre o anticomunismo apresentado no jornal A Cruzada. O referido periódico é visto como uma “rede de sociabilidades” que articula os debates ideológicos e os jogos de afinidades desses intelectuais. Considera-se que o ideário anticomunista foi a chave discursiva e ideológica para a deflagração destes dois golpes de Estado, que contou com formas distintas de atuação dos militares das forças armadas, e pode ser visto como uma oposição à ideologia e aos objetivos comunistas. A análise do discurso foi uma importante metodologia de pesquisa, que se alinha a uma perspectiva que a compreende como um modo de entender o texto a partir dos campos simbólico e social dos sujeitos. Deste modo, o jornal A Cruzada foi escolhido por ser visto como uma ferramenta de propagação do discurso religioso e ideológico de viés anticomunista, que vigorou nos períodos correspondentes ao Estado Novo e a Ditadura Civil-Militar, sendo que nesta última foi identificado uma posição mais progressista a respeito deste tema, influenciada pela formação social dos intelectuais envolvidos em sua produção.

  • NELSON SANTANA SANTOS
  • Entre consciências vigiadas e identidades híbridas: a trajetória de Antônio Henriques, aliás Isaac Cohen Henriques, e os percursos culturais e identitários dos cristãos-novos face à atuação da Inquisição Portuguesa no âmbito da Diáspora Atlântica Sefardita (1603-1662).
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 11/02/2019
  • Dissertação
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  • Durante o domínio holandês sobre o nordeste do Brasil (1630-1654) a prática do judaísmo foi oficialmente permitida, diversamente do que ocorrera no restante do período colonial. Após a reconquista portuguesa, a religião judaica voltou a ser proibida e aos seus adeptos, ali residentes, foi concedido o prazo de três meses para que deixassem a região. A maioria dos judeus partiu para outros países, sobretudo para a própria Holanda. Aos poucos que ficaram restava a prática compulsória do cristianismo e o risco de serem presos e processados pela Inquisição. A presente dissertação busca investigar os possíveis conflitos identitários vivenciados pelos cristãos-novos presos (e processados) pela Inquisição portuguesa, residentes na Capitania de Pernambuco, neste período imediatamente posterior ao final do domínio holandês. Busca verificar se a circunstância de estarem tais cristãos-novos situados num contexto de transição de um ambiente de liberdade de consciência religiosa para um cenário de retomada da obrigatoriedade do catolicismo e da vigilância inquisitorial engendrou conflitos identitários e, em caso positivo, quais as características destes eventuais conflitos, assim como das eventuais estratégias adotadas no sentido de superá-los. Para tanto, optou-se por estudar a trajetória de Antônio Henriques, aliás Isaac Cohen Henriques, o único cristão-novo preso pela Inquisição Portuguesa no período pós-holandês pela prática pública do judaísmo durante o domínio neerlandês sobre o Brasil. A importância do estudo de sua trajetória se deve ao fato de tratar-se do único caso (suficientemente documentado) de um cristão-novo que viveu a dúplice experiência do exercício público do judaísmo e da posterior decisão de permanecer no Brasil após a saída dos holandeses, mesmo sob o risco de ser preso e condenado pela Inquisição.

2018
Descrição
  • SELMA DA SILVA SANTOS
  • Mulheres negras nas comarcas sergipanas (1888-1940): gênero, "raça" e classe.
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 02/08/2018
  • Dissertação
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  • Em Sergipe, o nascer da república e o seu processo impactaram as relações sociais, o cenário econômico enfraquecido, antes centrado na mão-de-obra escrava, se voltava para o trabalho assalariado, decorrência da decadência da cultura canavieira sergipana em conjunto com o fim do sistema escravista. O açúcar enquanto carro chefe da economia sergipana impactava cidades interioranas como Laranjeiras e Maruim, que juntamente com Aracaju se destacavam no cenário econômico, político e cultural. No meio dessas transformações a população também mudava o seu cotidiano, a cidade se modernizava, urbanização de ruas, as indústrias se faziam mais presentes no estado, principalmente as fábricas têxteis, o que impactou o modo de viver das pessoas que viram nessas mudanças oportunidades de uma vida melhor em outras cidades. A migração de pessoas entre as cidades refletia nos censos demográficos apresentando crescimento contínuo da população. As mulheres foram absorvidas pelas fábricas, que em busca de mão-de-obra barata via nesses sujeitos uma força produtiva muito lucrativa, e no trabalho doméstico, no entanto, eram trabalhos mal remunerados e sem qualificação profissional. As mulheres adentraram em espaços públicos e em lugares antes ocupados em sua maioria por homens. É neste cenário de mudanças que a presente pesquisa pretende descortinar a vida das mulheres negras e pobres das comarcas sergipanas. A partir dos processos crimes dos casos de defloramento, vamos apresentando o cotidiano dessas mulheres no momento que acionavam a justiça para defenderem sua honra ou de um ente familiar. Os processos crimes ocorridos nas cidades de Laranjeiras, Maruim e Aracaju, municípios e capital de Sergipe respectivamente, enquanto fonte histórica nos fornece informações para este trabalho delimitado dentro do marco temporal de 1888 até a década de 1940. A partir de uma abordagem descritiva e analítica, os dados foram colhidos especialmente nos testemunhos e no corpo de delito, analisados de forma qualitativamente e quantitativamente e com uso de tabelas, para assim traçar um perfil dos sujeitos objetos deste estudo. A presente pesquisa também busca corroborar com o campo da História social levantando indícios de autonomia das mulheres negras e seus modos de vida, mesmo a sociedade impondo um papel social subalternizado e objetivado, invisibilizando seu protagonismo

  • ERNANIA SANTANA SANTOS
  • Uriel da Costa: A Trajetória Intelectual de um Judeu Suicida em Amsterdam, no Século XVII
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 16/07/2018
  • Dissertação
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  • Este trabalho trata da trajetória da vida intelectual de um cristão-novo, centrada a partir das cidades do Porto, onde nasceu, de Amsterdam, para onde expatriou e Hamburgo, onde morou por alguns anos; observando até que ponto as influências nesses lugares por onde esteve, foram imprescindíveis para a sua alternância de pensamento até o término de sua vida. O período cronológico que delimita nosso estudo é de 1580-1640, compreendido como o período Filipino e da União Ibérica em que Espanha e Portugal estavam sob o domínio de uma só coroa, mas também cinco décadas após a criação do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, enfocando basicamente a questão judaica. A pesquisa está baseada em uma documentação já explorada, mas, também de alguns processos que complementaram nosso entendimento acerca do tema e trazendo mais uma interpretação, haja vista, que dá conta de explicar a sua alternância ou evolução de pensamento a partir das paisagens culturais. Também analisamos o elemento cristão-novo inserido em uma vasta Região ao Norte da Europa no século XVII. A pesquisa nos permitiu acompanhar o desenvolvimento de Uriel da Costa e dos cristãos-novos no interior e exterior de Portugal. Através das denúncias e dos processos foi possível perceber com que intensidade o Criptojudaismo se deu no Porto mesmo com a ameaça da vigilância mantida pela Inquisição.

  • REGINALDO VILELA DE LIMA
  • SAMBA DE COCO DE ARCOVERDE-PE: PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE UM PATRIMÔNIO CULTURAL (1980-2010)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 26/04/2018
  • Dissertação
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  • A dissertação objetiva analisar e compreender o Samba de Coco como expressão do patrimônio cultural imaterial de Arcoverde-PE, por meio de suas práticas e representações artístico-culturais, durante o período de 1980-2010. Para atingir essa proposta foi necessário o desenvolvimento de algumas problematizações na perspectiva de como as transformações adotadas ao longo do tempo estudado revitalizaram essa manifestação cultural, e como os conceitos de tradição, autenticidade e originalidade foram ressignificados nas atividades, nos saberes e nos fazeres culturais dos grupos: Coco Raízes de Arcoverde, Irmãs Lopes e Coco Trupé de Arcoverde. Esta pesquisa está inserida na dimensão da História Cultural, na perspectiva analítica da micro-história, considerando a historicidade local como importante referente e os praticantes de Samba de Coco como fontes de memórias e informações históricas sobre a manifestação. A principal estratégia metodológica foi à utilização da História Oral, cujos depoimentos não serviram apenas como fontes subsidiárias para ilustrar o que porventura algum documento oficial venha afirmar. Foram analisados elementos como: músicas, fotografias, anúncios festivos e documentos dos arquivos da Secretaria Municipal de Cultura, que tratam do festival Lula Calixto, consagrado na história da cidade pela diversidade cultural que representa. Objetivou-se com isso, analisar o caráter das programações dos festivais culturais da cidade e localizar o momento histórico em que emergem os conceitos relacionados à cultura, exótico e tradição, que vieram permear os discursos em defesa do patrimônio cultural

  • RAILTON SOUZA SANTOS
  • ENTRE O TRABALHISMO E O COMUNISMO: PROJETOS PARA O BRASIL NAS PÁGINAS DOS JORNAIS SERGIPANOS, FÔLHA TRABALHISTA E FÔLHA POPULAR (1961 – 1964).
  • Orientador : LOURIVAL SANTANA SANTOS
  • Data: 20/04/2018
  • Dissertação
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  • Esse estudo enfatiza o exercício de poder e a sua influência na sociedade, a partir de dois periódicos, a saber, Fôlha Trabalhista, órgão do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), produzido no interior do Estado e a Fôlha Popular, divulgadora das ações do partido político PCB, que circulava na capital nos anos de 1961 e 1964. Busca-se compreender o posicionamento desses veículos em relação ao debate em torno do pensamento e das ações políticas das forças tidas como de esquerda ( Trabalhismo e Comunismo), enfocando a atuação dessas forças em Sergipe. Essa pesquisa é norteada pela metodologia de crítica do jornal em suas diferentes partes, como as colunas sociais, classificados e propagandas, bem como os editoriais, desde que essas abordem temas da política nacional. Parte-se do pressuposto de que a imprensa é uma representação do real, e não é o retrato fiel da realidade, mas de momentos selecionados da realidade, visto que o processo de seleção do que publica-se nos jornais é determinado tendo em vista os próprios critérios jornalísticos que, por sua vez, são motivados pela ideologia política, a qual a imprensa está associada.

  • MARÍLIA TELES CAVALCANTE
  • ‘Calabar está onde não está’: História, Memória e Mito
  • Orientador : CARLOS DE OLIVEIRA MALAQUIAS
  • Data: 06/04/2018
  • Dissertação
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  • ‘Calabar está onde não está’ é uma condição simbólica, refletida em sua ‘presença ausente’ nas discussões a respeito de sua deserção ser ou não traição, uma controvérsia histórica de séculos. Em busca de respondê-la foram elaboradas produções de história, rememorações e comemorações, que são nossas fontes para desenvolvimento dessa pesquisa. Partindo inicialmente do pressuposto de Calabar como mito, o que pretendemos é indicar quais os interesses em cada contexto e o que essa figura mítica nos permite compreender sobre cada um deles. A trama nos permite observar as relações entre história, memória e mito, desde o fim do século XIX até 2017, num esforço de apresentar fontes e conclusões, nos diversos contextos, e, através da história da memória, acompanhar os processos de evocação da figura mítica de Calabar. Dividida em três partes, analisamos a produção do Instituto Histórico Alagoano ao seu respeito, as ‘novas fontes apresentadas’, os revisionismos e disputas sobre sua atitude, percebendo como na história vai sendo construída sua imagem; em seguida, acompanhamos a construção de sua memória em Porto Calvo, AL, sua cidade ‘natal’, observando como se apropriam da história dele, visando o ‘turismo cultural’, e como procuram gerar entre a população um sentimento de identificação com Calabar. Por fim, observamos a importante comemoração do ‘Bicentenário da Emancipação de Alagoas’ ocorrida em 2017, focando nas atividades desenvolvidas que retomaram Calabar, nas cidades de Porto Calvo e Maceió. Concluindo a permanência de Calabar como mito, apresentando em que ponto da querela (traidor ou herói) estamos e o que, também ela, nos permite refletir sobre a construção da identidade alagoana hoje.

  • THAÍSE DOS SANTOS SILVA
  • EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NACIONAL NO BRASIL E ARGENTINA (1969-1981)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 27/03/2018
  • Dissertação
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  • A pesquisa analisa, de forma comparativa, as ditaduras brasileira e argentina no período dos governos Emílio Garrastazu Médici e Jorge Rafael Videla (1969-1981), para identificar traços do anticomunismo nas políticas educacionais voltadas para a Educação Básica, que resultaram em práticas autoritárias nas escolas e perseguições políticas. Neste período, Argentina e Brasil estavam imersos no contexto da Guerra Fria, que se apresentava por meio das disputas por hegemonia e influência entre o bloco capitalista, representado pelos EUA e o comunista, liderado pela URSS. A investigação busca compreender ainda, como a educação tornou-se um dos campos mais visados pelos militares no poder influenciados pela ideologia de Segurança Nacional no combate à infiltração marxista. Os governos instituíram mudanças nos currículos, na legislação educacional e definiram práticas de controle do comportamento das comunidades escolares nos dois países. A orientação principal era de que o inimigo estaria espalhado e disfarçado no meio social, sendo a escola um importante lugar para a disseminação de ideias a serem combatidas. A partir da comparação das políticas e práticas escolares nesses dois países latino-americanos, que conviveram e convivem com dificuldades advindas da concentração de renda, desigualdades e aumento da pobreza, procurou-se examinar as similitudes e diferenças na forma de organização e execução de uma Educação Básica autoritária. Entre as fontes principais, selecionamos resoluções, folhetos, decretos, atas, relatórios, denúncias, processos judiciais e boletins das forças armadas dos dois países.

  • MARIA FERNANDA DOS SANTOS
  • Felisbelo Freire, o IHGB e a polêmica História da Cidade do Rio de Janeiro (1902)
  • Orientador : SAMUEL BARROS DE MEDEIROS ALBUQUERQUE
  • Data: 26/03/2018
  • Dissertação
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  • Em 1902, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) avaliou e emitiu pareceres sobre uma controversa obra do médico e historiador sergipano Felisbello Firmo de Oliveira Freire (1858-1916), intitulada História da Cidade do Rio de Janeiro. A referida obra concorria à concurso promovido pelo prefeitura do Rio, aberto em 1896, prevendo o intervalo de cinco anos para conclusão dos trabalhos. Único concorrente, Felisbello Freire teve sua obra avaliada no âmbito do IHGB, fato que se desdobrou em amplos e conflituosos debates entre os sócios da consagrada "Casa da Memória Nacional". Explorando os vestígios da polêmica em torno desse livro e dialogando com a bibliografia historiográfica sobre o IHGB, estudamos a recepção crítica à História da Cidade do Rio de Janeiro, que só seria publicada em 1912.

  • ANTONIO CLEBER DA CONCEIÇÃO LEMOS
  • DA “CAUSA CONSTITUCIONAL” À “CAUSA DA INDEPENDÊNCIA”: os discursos e debates parlamentares da representação da Bahia nas Cortes Gerais de Lisboa e na Assembleia Geral Constituinte do Rio de Janeiro (1821-1823)
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 23/03/2018
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo geral analisar os discursos e debates dos deputados baianos nas Cortes Gerais de Lisboa (1821-1822) e na Assembleia Geral Constituinte do Rio de Janeiro (1823), com vistas a entender o processo de participação política das lideranças políticas da província nessas experiências constitucionais. Tendo como objetivos específicos: analisar os debates da deputação baiana; discutir a construção dos discursos dos deputados baianos em torno da relevância da província para a construção do Estado; entender as propostas de formação do pacto político por parte dos deputados baianos. A justificativa para o presente estudo se encontra na relevância que a situação de conflito armado na Bahia teve para os acontecimentos que desenrolaram no processo de Independência do Brasil, sendo que a formação da constituição era condição fundamental para a fundação do Estado, onde a guerra na Bahia também era fato relevante para o mesmo processo. Dentre as fontes analisadas, encontram-se os diários das Cortes e da Assembleia, periódicos, correspondências, atas e relatórios. A metodologia empregada foi inspirada na História Política Renovada e na História Social dos Conceitos, que buscam discutir os processos políticos a partir dos conceitos, discursos, redefinições institucionais e projetos colocados em disputa pelos sujeitos que atuam nas esferas públicas de poder, constituindo culturas políticas. Entretanto, o trabalho não perde de vista a análise sobre acontecimentos, instituições e trajetórias de sujeitos políticos, para que assim, seja possível que os discursos investigados sejam compreendidos.

  • MARIA VIVIANE DE MELO SILVA
  • NO ESCURINHO DO CINEMA, UMA LUZ DE MORAL CRISTÃ EM PALMEIRA DOS INDIOS-AL (1940-1960)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 23/03/2018
  • Dissertação
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  • O cinema, por natureza, abstrai as pessoas da realidade. Provoca arroubos e alimenta tensões. Nesse sentido, instituições organizadas em torno de uma fé, a exemplo da Igreja Católica, desde o início do século XX, viam nas salas de cinema, seu conteúdo exibido e seus impactos sociais, como lugares que precisavam sofrer uma vigilância moral, sob pena de seus membros se tornarem pervertidos em razão do contato com filmes que não fossem adequados ao seu credo. Considerando a presença de três salas de exibição cinematográfica em Palmeira dos Índios-AL, durante as décadas de 1950- 1970, visamos entender a postura da Igreja em relação a elas, analisando a relação entre o cinema e moral cristã, numa perspectiva da história do lugar e sua transversalidade com a história cultural. A partir do estudo da recepção das películas atrelando à interferência católica, procuramos compreender como a frequência aos cines influenciou no cotidiano das pessoas e atuou na formação social palmeirense. Tendo como embasamento as premissas da História Cultural, analisamos a documentação que inclui, principalmente, o Jornal Católico O Semeador e o Jornal Juventude Palmeirense os quais contém artigos tecendo críticas ao cinema bem como periódicos, documentos oficiais, filmes exibidos na época e outros registros. Os resultados da pesquisa apontam para a disseminação da influência exercida pela Igreja Católica em relação aos filmes exibidos e ao público que frequentavam as salas de exibição em Palmeira dos Índios-AL, evidenciando sua postura vigilante e moralizadora à sociedade.

  • BRUNA OLIVEIRA MOTA
  • E por esta razon conuino que fuessen los Reyes, e lo tomassen los omes por Señores: Uma análise da Legitimidade, Autoridade e Poder no reinado de Alfonso X através das suas redes de negociações senhoriais (1252-1284)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 23/03/2018
  • Dissertação
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  • No dia 31 de maio de 1252, diante dos aristocratas mais importantes do reino, Alfonso X foi coroado rei de Castela e Leão em uma cerimônia pública e desprendida de ritos de sacralização tradicionais das monarquias medievais. A trajetória política do reinado alfonsino foi marcada por períodos de incessantes conflitos e tensões sociais, as causas de referidas perturbações estavam diretamente ligadas à produção e tentativa de instauração de um audacioso programa de governo que buscava, sobretudo, a unificação legislativa e a renovação do direito do reino, algo não efetivado.

    Diante de um cenário político de sublevações e na necessidade de garantir o apoio dos seus súditos para as suas demandas de governo, Alfonso X produziu uma gama de normas jurídicas – coercitivas e concessivas – que tinham por finalidade o fortalecimento da sua autoridade régia, ao mesmo tempo em que buscava ferramentas legislativas que possibilitassem equilibrar novamente a sua relação com a sociedade política do reino num eterno jogo de poderes. Temos entendido tais aspectos como algo inerente às negociações senhoriais que nortearam as relações entre este monarca e as aristocracias laicas e eclesiásticas do período.

    Ao tomarmos as características acima apresentadas como norte de investigação e ao analisarmos um corpus documental composto por crônicas e documentos jurídicos elaborados sobre e no período alfonsino, tivemos como objetivo em nossa pesquisa examinar as relações de negociações desenvolvidas por Alfonso X ao longo do seu reinado, procurando entender as constantes crises de autoridade monárquica, abalos de legitimidade e, consequentemente, as ações políticas e jurídicas instauradas por ele na busca pela efetivação do poder. Assim, pudemos defender o quanto a fragmentação política não significou a ausência da legitimidade, da autoridade e, tampouco, do poder. Ao contrário, a descentralização apenas salientou mais os mecanismos de negociações, aspecto fundamental na constituição e manutenção da sociedade senhorial na Idade Média Central.

  • JOSÉ ADEILSON DOS SANTOS
  • “UM BOI ZEPELIM ENFEITIÇADO…”: trajetória de vida do vaqueiro “Doutor de Vito” e as vaquejadas “pega-de-boi no mato” no sertão sergipano dos anos 1950
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 23/03/2018
  • Dissertação
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  • Nesta dissertação tratamos da manifestação cultural “vaquejada de pega-de-boi no mato” realizada no ambiente dos sertões nordestinos e, por conseguinte, sergipano. É própria do ambiente da pecuária extensiva, do “ciclo do couro” (século XIX), perante o processo de ocupação e povoamento da região com a criação de gado “à solta” no ambiente das áreas de “caatinga”. É secularmente compreendida como festa, cuja continuidade até os dias atuais é protagonizada pelos sujeitos sertanejos como “prática” e “representação” - categorias de análise (de Roger Chartier) que nos servem de referências teóricas para este estudo. O objetivo do mesmo é a apresentação e discussão do tema “vaquejada de pega-de-boi no mato”, como importante expressão da cultura popular e de identidade regional dos homens do sertão. Diferencia-se de outras abordagens porque neste dá-se a apropriação do recurso teórico metodológico do gênero biográfico, permitindo sobressair-se a trajetória de um sujeito do meio rural. Trata-se do personagem José Aloísio de Matos, um octogenário vaqueiro do município sergipano de Aquidabã, conhecido pela alcunha “Doutor de Vito”, cuja história de vida é marcada como homem da atividade criatória. E como próprio desse labor, aprendeu buscar “gado” solto “nos matos”. Prática que tornou-se entretenimento de “pega” e “vaquejada de pega-de-boi no mato” e por ela, este vaqueiro alcançou o lendário e misterioso boi “Zepelim”, projetando-se de fama e para esta finalidade valorando o sentido do desafio, junto à comunidade vaqueirama.

  • ROSANA OLIVEIRA SILVA
  • ESTADO, IGREJA E IMPRENSA: O EPISCOPADO DE DOM JOSÉ BRANDÃO DE CASTRO E A DITADURA CIVIL-MILITAR EM SERGIPE.
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 22/03/2018
  • Dissertação
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  • Com postura por vezes ambígua, a Igreja Católica ao longo dos séculos demonstrou possuir uma capacidade imensurável de renovação e adequação ao contexto histórico vigente, algo que pode ser observado, por exemplo, em suas atitudes diante das ditaduras militares. Seja apoiando ou questionando esse tipo de regime, o clero brasileiro, assim como o sergipano vivenciou momentos de tensões na segunda metade do século XX. Durante seu episcopado (1960-1987), Dom José Brandão de Castro, primeiro bispo da Diocese de Propriá - SE, viu-se envolto em uma série de acusações de práticas comunistas devido a sua mudança de postura de condescendência em relação ao regime para defensor de causas sociais e direitos humanos. Nesse contexto, objetivamos analisar a atuação de Dom Brandão durante a ditadura civil-militar brasileira, enfatizando principalmente o período em que foi acusado de comunismo buscando entender as circunstâncias que envolveram o episódio, sua repercussão no cenário religioso, social e político, mas também atentos aos discursos construídos em torno do fato, sobretudo na imprensa. Para tanto, as fontes utilizadas na produção do presente trabalho englobam jornais como A Defesa, Jornal de Sergipe, Gazeta de Sergipe, entre outros e fontes oficiais (encíclicas, documentos da Comissão Estadual da Verdade-SE) que serão analisadas pelo viés da História Cultural, salientado os campos da pesquisa de História da Igreja e História da Imprensa. Compreendemos, desse modo, que o desempenho de Dom Brandão a frente da Diocese de Propriá desagradou alguns setores da sociedade, fator determinante para ter sido alçado a condição de alvo de vigilância constante dos órgãos de segurança do Estado, como também da própria Igreja Católica a qual fazia parte.

  • EDLA TUANE MONTEIRO ANDRADE
  • EDUCAÇÃO, DEVOÇÃO E ROMANIZAÇÃO: A HISTÓRIA DOS SALESIANOS EM SERGIPE E A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA (1902-1958)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 22/03/2018
  • Dissertação
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  • Em 1890, no Brasil, os poderes do Estado e Igreja são separados. O processo romanizador oficializou uma mudança de postura do catolicismo frente as problemáticas procedentes durante a República Velha, na qual buscou ampliar suas pretensões de influência sobre a sociedade. Dentre as ambições a serem alcançadas, destacam-se: a importação de Ordens e Congregações Religiosas europeias (Salesianos), a instalação de uma nova configuração devocional conforme os moldes do catolicismo romano; a propagação de uma rede de instituições de ensino privada para formar as elites. Em Sergipe, analisamos os desdobramentos do processo de romanização diante da instauração e desenvolvimento da Congregação Salesiana, por meio das práticas educacionais e da difusão da Devoção a Nossa Senhora Auxiliadora. No território brasileiro, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora encontra-se difundida e devotada nas suas basilares regiões, cidades e Estados. Embasada no campo da História Cultural, com ênfase em História e Religião, está investigação objetiva fazer um estudo analítico a partir da História e Memória Salesiana, entre 1902 e 1958, inclusive do sistema devocionário particular e familiar, e como se estabeleceu no tecido social e histórico dos sergipanos. Compreendendo assim, o papel da Educação Salesiana, forma estratégica de difusão do processo de romanização. A pesquisa versa sobre os conceitos de vivência do religioso como objeto no campo da história (Certau, 1996), representação (Chartier,1990) e poder simbólico/campo religioso (BOURDIEU,2004). Metodologicamente, o trabalho consiste na análise de fontes sobre a presença da Igreja Católica em Sergipe em diversas instituições e lugares de memória.

  • SILVANEY SILVA SANTOS
  • José Augusto Garcez, uma trajetória no campo intelectual sergipano (1938-1972)
  • Orientador : PERICLES MORAIS DE ANDRADE JUNIOR
  • Data: 09/03/2018
  • Dissertação
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  • A dissertação em tela reconstrói a trajetória do intelectual José Augusto Garcez (1938-1972), agente cultural sergipano, responsável pela edição e publicação de diversos autores locais. Para tal, os conceitos de geração, sociabilidade, intelectuais, boemia e capitais foram fundamentais. Os mesmos permitiram situar o objeto estudado no contexto cultural do período, os lugares de difusão de ideias em Aracaju, identificar os principais agentes intelectuais envolvidos nas redes de sociabilidades como as revistas, as instituições culturais, os bares, o rádio, entre outros; além de fazer perceber a importância dos capitais adquiridos por José Augusto Garcez a partir das suas práticas no campo intelectual sergipano. O estudo empreendido nessa dissertação permite-nos perceber também um perfil da nossa intelectualidade, partindo da ideia conceitual de geração. As fontes para o desenvolvimento deste trabalho foram diversas, entre elas, obras do Movimento Cultural de Sergipe, criado por Garcez em 1953, manuscritos (cartas, cartões, registros avulsos), jornais, fotografias, discos, certidões de nascimento e óbito e revistas.

  • BRUNA MORRANA DOS SANTOS
  • Riqueza e Sociedade na Comarca de Aracaju: um estudo sobre a dinâmica familiar da primeira elite de Aracaju (1855-1889)
  • Orientador : AUGUSTO DA SILVA
  • Data: 05/03/2018
  • Dissertação
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  • No início do Segundo Reinado, a Província de Sergipe mantinha uma estrutura social sustentada, sobretudo, pela agroindústria açucareira. Visando manter posições sociais e ampliar seu patrimônio, as famílias da elite sergipana estreitavam os laços de solidariedade através dos sacramentos católicos do batismo e do matrimônio. Assim, este trabalho contempla o estudo das trajetórias individuais e das estratégias sociais, econômicas e políticas utilizadas pelos agentes deste reduzido grupo para manter ou aumentar a sua posição social em Aracaju, nosso marco espacial. A pesquisa abrange grande parte da segunda metade do século XIX, pois inicia-se com a transferência da capital da província protelada em 17 de março de 1855 durante a presidência de Inácio Joaquim Barbosa, e termina em 1889, ano em que houve a queda da monarquia. A análise de variadas fontes não exploradas como inventários, testamentos, jornais, mapas estatísticos, listas de qualificação e registros paroquiais, possibilitou o acompanhamento das doze trajetórias individuais selecionadas, o reconhecimento das redes de relações existentes na sociedade, além de determinar o nível de riqueza do grupo social dominante.

2017
Descrição
  • ANDRÉ LUIZ SÁ DE JESUS
  • A história da primeira estação ferroviária de Aracaju - 1910-1976
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 29/08/2017
  • Dissertação
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  • A pesquisa investiga a história da Primeira Estação Ferroviária de Aracaju entre os anos de 1910 e 1976.
    PALAVRAS-CHAVES: Estrada de Ferro Timbó a Propriá, Estações Ferroviárias, Primeira Estação Ferroviária de Aracaju.

  • MARISTELA DO NASCIMENTO ANDRADE
  • PODER E POLÍTICA NO BRASIL IMPERIAL: TRAÇOS DA GÊNESE E DA TRAJETÓRIA DOS FONTES E DOS DANTAS NO SERTÃO DA BAHIA E DE SERGIPE DEL REY
  • Orientador : EDNA MARIA MATOS ANTONIO
  • Data: 28/08/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho apresenta esboço dos esquemas de poder e política no Brasil imperial e traços da gênese e da trajetória de duas famílias no sertão baiano e sergipano: os Fontes e os Dantas, as quais constituíram grupos poderosos e de importância regional pela confluência de ação política e de arranjos matrimoniais. A pesquisa analisa a bibliografia pertinente ao objeto e fontes impressas e manuscritas do século XIX localizadas no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, no Arquivo do Judiciário, no Arquivo Público de Sergipe (Aracaju), no Arquivo do Barão de Jeremoabo, na Paróquia Nossa Senhora da Piedade - Lagarto/SE, na Associação Nacional dos Professores de História, no Arquivo Público do Estado da Bahia (Salvador), no Arquivo Público do Judiciário do Estado de Sergipe (Aracaju), na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro) e no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. O texto esboça as transformações políticas ocorridas na América Portuguesa e seus reflexos no sertão de Sergipe e, em especial, da Bahia; identifica agentes dominantes dos espaços de poder e sua atuação política e social e destaca os esforços de uma família para se manter atuante na esfera pública

  • CIRO ALCANTARA DE ARAÚJO
  • A ORIGEM DO PARTIDO DOS TRABALHADORES NO CEARÁ: UMA ALTERNATIVA POPULAR (1979-1989)
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 28/08/2017
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa tem o propósito de examinar a trajetória do Partido dos Trabalhadores (PT), no estado do Ceará, estabelecendo uma periodização que contemple as diferentes fases do partido desde sua fundação até a sua chegada ao governo municipal em Fortaleza. No primeiro momento, discutimos a luta pela redemocratização no Brasil, centrada no caso cearense, com destaque na atuação de segmentos da esquerda revolucionária, sindicatos, movimentos sociais e militantes da Igreja Católica. Depois propomos compreender as relações entre o partido e a base, com outros partidos e os movimentos sociais nas eleições de 1982. Finalmente, analisamos a ascensão de Maria Luiza Fontenele ao Governo Municipal de Fortaleza, em 1985, que se constituiu na primeira experiência petista em capitais no Brasil. A partir de um conjunto de fontes escritas, visuais e orais, buscamos compreender a atuação dessa agremiação política na primeira década de existência, em diálogo com o contexto nacional, demonstrando as contradições políticas existentes entre as diversas correntes na consolidação partidária.

  • MOISÉS AUGUSTINHO DOS SANTOS
  • "O SAGRADO DIREITO DE LIBERDADE": EXPERIÊNCIAS DE ESCRAVOS E ESCRAVAS NOS TRIBUNAIS DA COMARCA DE ESTÂNCIA/SERGIPE (1871-1888)
  • Orientador : LOURIVAL SANTANA SANTOS
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • Este estudo, fundamentado na história social de E. P. Thompson (1997; 1998) e da micro-história de Ginzburg (2011; 2014), identifica e problematiza significados sociais e culturais a partir das trajetórias individuais e coletivas de sujeitos que participaram do processo histórico da escravidão no Brasil. Investigam-se, no intuito de entender as expectativas dos escravos e de seus curadores ao tentarem obter alforria através de recurso à justiça, aspectos da aplicação dos dispositivos jurídicos, as posições de juízes, advogados, curadores, depositários, peritos e árbitros que com suas ações influenciaram direta ou indiretamente nos destinos dos escravos, e se revelam as redes de solidariedade entre homens livres brancos e escravos, problematizando as posições de advogados, juízes e funcionários públicos diante das disputas judiciais de escravos que pleitearam a liberdade à revelia dos seus proprietários. O recorte temporal corresponde às fontes analisadas, ou seja, da promulgação da Lei do Ventre Livre, em 1871, que implicou alterações significativas nas relações entre senhores e escravos, até a abolição da escravidão, em 1888.

  • LUIZ PAULO SANTOS BEZERRA
  • NOS TRILHOS DA MORTE: TRAGÉDIA FERROVIÁRIA, DEBATE JUDICIAL E RACISMO EM SERGIPE NOS ANOS 40
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 24/08/2017
  • Dissertação
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  • Em 1946, entre os municípios de Riachuelo e Laranjeiras, em Sergipe, mais precisamente no quilômetro 458 da BR 101, ocorre um grave acidente de trem, que entra para a história como o maior desastre ferroviário do Brasil. Nele, conhecido pelas vítimas como “o trem suburbano”, várias pessoas de diferentes ocupações (comerciante, feirante, pedreiro, pescador entre outras) e de várias regiões do interior sergipano viajavam para fins comerciais. Dezenas de mortos e vários feridos foram encontrados no local do desastre, e os sobreviventes relataram o acontecimento num processo-crime de aproximadamente 400 laudas. O estudo que pretendemos apresentar neste trabalho torna-se importante, pois ainda não existem relatos históricos de pesquisadores que analisaram o desastre ferroviário. O que transforma o nosso trabalho numa pesquisa inédita, tendo como parâmetro a inexistência de materiais completos no âmbito nacional e regional/local, restando-nos referências incompletas. O nosso principal objetivo, portanto, permeia reconstituir uma trama judiciária que envolveu o pavoroso acidente. Buscaremos analisar e perseguir todos os personagens que estavam envolvidos direta e indiretamente no episódio. Tentaremos dar visibilidade a sujeitos esquecidos, as teorias raciais que cercaram o período, a memórias e cenas cotidianas de um Sergipe pós-guerra. Utilizamos para a escrita, fontes judiciárias, como o processo crime ao qual se passa toda a trama e de onde retiramos os personagens que serão citados no decorrer dos capítulos. Já os jornais se tornarão uma fonte muito preciosa, pois saberemos se a notícia do desastre percorreu o Brasil e o mundo. Como forte meio de comunicação, as notas de jornais nos dará, até certa medida, uma visão de como as matérias foram divulgadas e de que forma os círculos jornalísticos vislumbraram a tragédia. As memórias e crônicas, não muito menos importante, contribuirão como um material revelador do cotidiano e cenário ao qual estamos analisando. E, por fim, a vox populi, o cordel do alagoano Rodolfo Coelho Cavalcante que retratou a tragédia em verso e prosa. O método que utilizamos para a catalogação dos dados foi o mesmo revelado por Carlo Ginzburg em diversas de suas obras, o paradigma indiciário, tendo em vista a nossa busca por pistas que revelem a culpabilidade concreta da tragédia e da realidade ideológica complexa das décadas de 1930 e 1940, em que ideias raciais solidificadas estavam em circulação no mundo e no Brasil.

  • MÁRCIO GOMES DE SANTANA MATOS
  • A CRUZADA VERSUS O JUVENIL: TENSÕES ENTRE CATÓLICOS E ESPÍRITAS EM SERGIPE (1944-1951)
  • Orientador : PERICLES MORAIS DE ANDRADE JUNIOR
  • Data: 23/08/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho apresenta desde a invenção da imprensa na Europa até sua chegada e seu uso no Brasil, tendo como um dos objetivos a análise sobre jornais de caráter religioso. Os jornais representavam o jogo simbólico de dominações, lutas, disputas, conquistas e manifestações doutrinárias, principalmente por parte dos católicos, pois eram os principais difusores da chamada “boa imprensa”, mas espíritas e protestantes também fizeram uso deste tipo de mecanismo. São expostos casos de embates entre os católicos e os espíritas, bem como a atuação da Igreja Católica perante outros credos, tais como o protestantismo, as religiões afrobrasileiras, as ideologias e filosofias. A abordagem histórica percorreu os séculos XIX e XX sobre a análise de trabalhos que apresentaram um viés semelhante ao deste, com a apresentação de vários jornais religiosos espalhados pelo território nacional até ser firmada a construção de uma contextualização da história local que destaque para o papel de um jornal católica (A Cruzada) e de outro espírita (Juvenil Espírita) em Aracaju-Sergipe. Estes jornais mantinham correspondências com outros periódicos e revistas do mesmo seguimento religioso para se manterem fortes e unidos os combates para manter os fiéis, no caso dos católicos, ou nas lutas de conquistas e permanências, no caso dos espíritas.

  • JOELMA DIAS MATIAS
  • AS PRÁTICAS AMOROSAS E NORMAS SOCIOCULTURAIS NAS NARRATIVAS EPISTOLARES DE EMILIA E JOAQUIM FONTES (1890-1895)
  • Orientador : AUGUSTO DA SILVA
  • Data: 30/03/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho busca investigar as práticas amorosas em Sergipe, no final do século XIX, tomando por base o livro Luz na tormenta, obra que traz as cartas de amor trocadas pelo casal Emília Rosa Marsillac Mota e Joaquim Martins Fontes e que foi editada e publicada por Emília em 1948. O conceito de amor e as formas de amar não são as mesmas ao longo da história. O objetivo deste estudo é analisar, com base nessas missivas, o significado de amor para esse casal, tendo em vista não só o espaço e tempo em que elas foram escritas, mas, também, editadas. Inicialmente, faço uma revisão de como a historiografia vem percebendo as práticas amorosas no Brasil no século XIX. Em seguida, com base nas cartas e em outras fontes disponíveis, procuro situar o casal em seu contexto sociocultural. Por fim, apresento uma análise das práticas de amor por meio das narrativas epistolares.

  • NILTON BRUNO FEITOSA SANTANA
  • O EROTISMO DOS HEREGES: ANÁLISE DA MORAL SEXUAL DOS CRISTÃOS-NOVOS
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 21/03/2017
  • Dissertação
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  • O trabalho aqui apresentado se debruça sobre a moral sexual dos cristãos-novos na Nova Espanha. Ao partir de processos da inquisição espanhola será analisado o ritual do Cro, que consistia em jejum regado à relações sexuais e que possuía ligação direta com a religiosidade do cristão-novo criptojudeu. O cristão-novo nascera no momento em que os Reis Católicos da Espanha decretam a conversão forçada dos judeus que se encontram em seus domínios. Este vai desenvolver inúmeras formas de religiosidade mediante a perseguição inquisitorial, uma delas será praticando o judaísmo de maneira escondida, chamado posteriormente de criptojudaísmo. O ritual do Cro faz parte da religiosidade criptojudaica gestada no mundo ibero-americano, e somente pelo fato de ter a presença de relações sexuais em meio a ritos religiosos, já o colocaria como um costume estranho para a cultura cristã e para os costumes judaicos que se desenvolviam longe da sanha inquisitorial. Para observarmos o ritual do Cro faremos uso do conceito de Capital Erótico, afim de observar as implicações sociais que tinha dentro da comunidade cristã-nova na Cidade do México. Consiste em elementos que serão utilizados para descobrir como o cristão-novo construía o seu capital erótico usando desse singular ritual. Irá se observar quais elementos denotavam maior importância dentro do grupo social e em que tipo de religiosidade se encaixaria o Cro dentro de categorias das ciências sociais. A moral sexual cristã-nova muito pode nos revelar sobre o que era considerado crime sexual pelas instituições do mundo ibérico e suas possessões.

  • ERMERSON PORTO SANTOS
  • 1964 EM SERGIPE: GOLPE CIVIL-MILITAR, PROTESTANTISMO E A CRUZADA CRISTO ESPERANÇA NOSSA
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 20/03/2017
  • Dissertação
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  • O golpe civil-militar, que depôs o presidente da República João Goulart em 1964, no Brasil, buscou o apoio de instituições como o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais / Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IPES/IBAD), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), igrejas evangélicas, meios de comunicação de massa e de amplos setores das classes médias urbanas, com o objetivo de garantir a ascensão e permanência dos militares no poder e proporcionar-lhes o mínimo de legitimidade. A cidade de Aracaju/SE sediou a cruzada Cristo Esperança Nossa, nos dias 20 a 27 de setembro de 1964, uma campanha evangélica interdenominacional, ou seja, promovida e dirigida por várias igrejas protestantes do estado, porém idealizada por presbiterianos com o apoio de missionários norte-americanos. Este evento se fundamentou na conservação de valores morais e cristãos, em meio à instauração da nova ordem político-institucional no país marcada pelo autoritarismo. Investiga-se os desdobramentos dessa cruzada, com base na ideia de “campo político”, “poder simbólico” e habitus de Pierre Bourdieu (1996), para comprovar a hipótese de que este evento colaborou para a difusão do ideário anticomunista em Sergipe, no contexto da Guerra Fria. Foi possível constatar em algumas manifestações de líderes religiosos e populares evangélicos, através da imprensa e de depoimentos orais, um posicionamento, muitas vezes explicitado de forma discreta, a favor da tomada do poder em 1964 e em defesa da moralidade cristã, embora Cristo Esperança Nossa não tenha sido, a priori, um evento político em sua essência. Ações como essas se enquadram, também, no ambiente político favorável às marchas, como a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, e outras campanhas de evangelização que representaram a defesa de postulados conservadores típicos da sociedade daquele período.

  • MANOEL RIBEIRO ANDRADE
  • LEITURAS DE UM VIAJANTE PÚBLICO (1812-1843): o Homem da Natureza Brasileira, seus mundos e os Outros.
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 10/03/2017
  • Dissertação
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  • O viajante público Antonio Moniz de Souza, também conhecido como o Homem da Natureza Brasileira, foi um dos poucos naturalistas de sua época a apresentar o Brasil por um olhar de dentro. Este sergipano, ex-vaqueiro, capitão de forasteiro e donato, devotado a natureza, ao Brasil e a sua gente, peregrinou pelos sertões da Colônia e do Império (Sergipe, Alagoas e Bahia), em expedições científicas, entre 1812 e 1846, fazendo observações e anotações sobre as riquezas da natureza brasileira, do reino vegetal, animal e mineral. Suas leituras, publicadas na primeira metade do século XIX, revelam o universo particular e multifacetado de um homem bastante influenciado pelo seu lugar e suas experiências, sobretudo, pela religiosidade e seu universo rural. Destarte, apresenta-se uma narrativa que se utiliza dos indícios e das tramas sociais vivenciadas por este sujeito e seus contextos para entender melhor as construções representativas estabelecidas entre seu mundo particular e seu meio coletivo, a fim de compreender esse olhar endógeno e distinto sobre a natureza, o Brasil e o Outro, a partir da análise de seus textos. Para tanto, concentra-se dentro do campo da História Cultural, utilizando-se das abordagens historiográficas Micro-História e Biografia e dos domínios da História das Representações e da História Ambiental.

  • EDUARDO AUGUSTO SANTOS SILVA
  • Luciano José Cabral Duarte e as Ressonâncias do Concílio Vaticano II, em Sergipe (1962-1971)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 10/03/2017
  • Dissertação
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  • A Igreja Católica convoca concílios ecumênicos desde os primórdios do cristianismo. Essas assembleias reúnem os bispos cristãos de todo o mundo com o objetivo de deliberarem sobre aspectos problemáticos para a instituição. No Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), ela oficializou sua mudança de postura com relação aos questionamentos da sociedade moderna do século XX, cada vez mais urbana, industrial e secularizada, que progressivamente renunciava a vivência da moral de origem judaico-cristã. No Brasil e, principalmente, em Sergipe, analisamos o impacto da difusão desses valores modernos, ao longo da primeira metade do século XX, estimulados pelos meios de comunicação de massa, como o rádio. Nesse contexto, a população sergipana recebeu o anúncio de que o papa João XXIII realizaria um novo Concílio Ecumênico no Vaticano, em Roma. O objetivo de João XXIII era promover uma renovação (aggiornamento) na Igreja Católica através do diálogo com a modernidade e também buscar uma reaproximação com os grupos cristãos dissidentes do catolicismo romano. O então padre Luciano José Cabral Duarte, embora ainda não fosse bispo, acompanhou aquele evento a sua maneira, enquanto repórter da revista, de circulação nacional, O Cruzeiro e do jornal aracajuano, A Cruzada. Assim, ele descreveu as principais atividades conciliares e, através de seus textos, grande parte dos brasileiros tiveram acesso às principais discussões do Concílio Vaticano II. Em 1966, Luciano Duarte foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju, na administração de Dom José Távora. Ao desempenhar esta função, também coube ao então Dom Luciano ajudar no processo de implantação das orientações conciliares em Sergipe. Dessa forma, o objetivo principal dessa pesquisa é discutir o Concílio Vaticano II, como um evento histórico de impacto significativo na sociedade moderna do mundo ocidental e, especificamente, no Brasil durante o século XX. Além disso, investigar os efeitos das orientações conciliares em/e para Sergipe, através do estudo de parte da trajetória de vida de Luciano Duarte, tanto como correspondente jornalístico durante o Concílio Vaticano II (1962-1965) e enquanto bispo auxiliar da arquidiocese de Aracaju (1966-1971).

  • SUELAYNE OLIVEIRA ANDRADE
  • "Capitolino, um artista typographo e seu morrer.": O jornal Folha de Sergipe e os anúncios necrológicos (1886-1895)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 09/03/2017
  • Dissertação
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  • No dia 28 de março de 1895, é publicado na primeira página do jornal Folha de Sergipe um elogio fúnebre dedicado a Capitolino Henrique da Costa, tipógrafo e dono da mesma Folha. É a partir desta homenagem póstuma que reconstruirei sua "trajetória de morte" no intuito de compreender os aspectos que envolve o morrer e o culto aos mortos na Aracaju do final do século XIX. O objeto de pesquisa corresponde as práticas e representações diante da morte em Sergipe, entre os anos de 1886 a 1896. O marco temporal está condicionado as fontes utilizadas para a análise que correspondem as edições do jornal Folha de Sergipe dentro do período mencionado, sem deixar de dialogar com outras fontes, como outros títulos jornais, teses de doutoramento, do período em questão, entre outros. Este trabalho está sob a perspectiva da História Cultural, com análise voltada para as representações e práticas no campo da História da morte. A metodologia utilizada se baseia na interpretação dos vestígios, entendidos e subtendidos, concomitante a interpretação das sensações transmitidas através das expressões e símbolos presentes no necrológio.

  • JOSÉ UESELE OLIVEIRA NASCIMENTO
  • A História e a Cultura Festiva do Brasileiro nas Narrativas de Sílvio Romero (1883-1888)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 09/03/2017
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa se propõe a definir como os discursos, escritos e publicados na segunda metade do século XIX, e presentes na obra de Sílvio Romero dialogavam no sentido de definir um “lugar” para a cultura popular nacional, numa confluência de manifestações que iam do campo à cidade, através de suas narrativas históricas, etnográficas e literárias, na recolha e transmissão de cantos (cantigas), contos (causos populares), costumes, tradições, festas profanas e religiosas, devoções, cultos, orações, parlendas, tipos populares e folguedos, traçando um quadro do tecido social do mágico e fascinante universo popular erigido que foi pelo signo do mote discursivo da mestiçagem do povo brasileiro, buscando nesses nós enredados, encontrar as raízes fossilizadas do imaginário pretérito, em nós e nos outros, imerso na franja das várias estórias contadas e recontadas pelo povo simples, e materializadas no tempo e no mata-borrão de intelectuais da causa. Nesse sentido, nos servimos de algumas das obras do autor, tais como: Cantos Populares do Brasil (1883), Contos Populares do Brasil (1885), Estudos sobre a Poesia Popular no Brasil (1888), os quais se nos apresentam como aportes documentais para a compreensão de uma época e de sua mentalidade sociocultural, para além de constituírem-se, também, nos primeiros registros escritos da literatura história oral da nação.

2016
Descrição
  • ALINE LAURINDO RODRIGUES
  • OS ILUSTRES RÉUS DA CIDADE: A FAMÍLIA FROES DA MOTTA EM FEIRA DE SANTANA (1906-1927)
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 30/09/2016
  • Dissertação
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  • O objetivo do trabalho circunda a análise das características dos grupos dominantes de Feira de Santana nos primeiros anos da República, usando como objeto de análise uma das famílias mais ricas e influentes da cidade na época: os Fróes da Motta.

    Além disso, pretende-se entender de que maneira as idéias modernizadoras defendidas pelo novo modelo político atingiram a população feirense.

    A partir da análise das particularidades da família com apoio de fontes processuais e cíveis bem como periódicos da época, pretende-se com esse estudo destacar as relações de poder empreendidas pela família Fróes da Motta em conjunto com os mecanismos jurídicos e os espaços de poder em que eles atuaram bem como a aplicação da lei na sociedade feirense quando o réu ocupava na mesma, uma posição de destaque.

  • JOSÉ ANTONIO DE SOUSA
  • ARQUITETURA E SOCIEDADE: CONSTRUIR, MORAR E TRABALHAR EM MACAÚBAS, ALTO SERTÃO DA BAHIA – 1800-1950.
  • Orientador : EDER DONIZETI DA SILVA
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • Esta dissertação apresenta um estudo de caso sobre as experiências humanas no construir, morar e trabalhar presentes no cotidiano dos espaços domésticos edificados, apropriados e transformados na zona urbana e rural da cidade de Macaúbas, região do Alto Sertão da Bahia entre 1800-1950. O trabalho está associado a dois campos dos saberes: o da ciência histórica atuando na dimensão da História Cultural através de conceitos de “cultura material”, “cotidiano” e “vida privada” e sua interlocução com o campo da história da arquitetura brasileira. Busca-se a compreensão da história cultural e social do alto sertão baiano a partir das expectativas de uso das edificações. Utilizando como método de investigação a inventariação de acervos, para análise e interpretação da arquitetura local, apoiando-se na memória dos moradores e acervos documentais escritos, fotográficos, desenhos e mobiliários.

  • CLEIDSON DO NASCIMENTO SANTOS
  • ENTRE A CULPA E A CILADA: dimensões da vida do frei Fernando de Brito
  • Orientador : ALFREDO JULIEN
  • Data: 29/08/2016
  • Dissertação
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  • Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu
    envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da
    Ação Libertadora Nacional (ALN) uma das organizações mais combatentes no
    período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de
    Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o
    engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais
    com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa
    tem por objetivo apresentar e analisar, o caso a cilada por meio da qual caiu
    Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do
    guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção
    de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.
    Palavras-chave: Frei Fernando; Carlos Marighella; Cilada; Ditadura Civil Milita
    Esta dissertação discorre sobre a trajetória do frei dominicano Fernando de Brito e o seu envolvimento no episódio que levou a morte Carlos Marighella (1911 – 1969) – líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) – uma das organizações mais combatentes no período da ditadura civil militar brasileira. Para isso, alguns aspectos da vida de Fernando são destacados, sobretudo a questão da opção pela vida religiosa, o engajamento político e a prisão. Além de fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais com o próprio frei, o seu diário produzido nos cárceres e periódicos. Assim, a pesquisa tem por objetivo apresentar e analisar, o caso – a cilada – por meio da qual caiu Marighella e também o frade, no sentido de ter sido culpabilizado pelo assassinato do guerrilheiro. Buscamos problematizar tais questões a fim de compreender a construção de uma imagem estigmatizada acerca do religioso e também o teor das suas anotações.

  • GILMARA CRUZ DE ARAUJO
  • Artes Mágicas na Bahia Quinhentista: O caso de Maria Gonçalves Cajada.
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 24/08/2016
  • Dissertação
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  • O objetivo central desta pesquisa consiste em analisar as práticas mágicas realizadas por Maria Gonçalves Cajada, conhecida como “Arde-lhe o rabo” na Bahia quinhentista. Para tal proposta analisamos alguns processos, confissões e denunciações da primeira visitação do Santo Ofício à Bahia (1591-1593). Estes documentos inquisitoriais estão sob a guarda do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), em Lisboa/Portugal, mas foram digitalizados e estão disponíveis no site da Instituição. A partir de um estudo de caso, analisamos as práticas mágicas, razões das demandas, os elementos que compõem essas práticas e o universo religioso feminino. Partindo, principalmente, dos estudos que giram em torno da Micro História e do Paradigma Indiciário como o historiador italiano Carlo Ginzburg sugeriu, a metodologia adotada não está para uma ideia globalizante e nem construirá conclusões definitivas e muito menos homogêneas, mas sim possibilidades que os indícios, as pistas e os rastros nos indicaram como caminho.

  • JOHANNA BRÍGIDA ROCHA RIBEIRO MEYER
  • Lavadeiras vão a luta: Organização e atuação da ALARMES na Bahia (1983 -2002)
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 24/08/2016
  • Dissertação
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  • No limiar do processo de redemocratização do Brasil, nos idos da década de 1980, diversos sujeitos históricos estavam atuando para transformações sociais. Analisar essa conjuntura, não se revela como algo simples. Trata-se, de um cenário complexo, dinâmico, em que diversas forças e sujeitos atuaram de maneira visceral. Quando falamos em cenário, é fácil se remeter ao lugar que se desenrola algum fato. Mas, este cenário histórico, ao qual nos reportamos se apresenta não como algo imóvel, mas vivo, em constante movimentação com os seus diversos atores. Dentro desse panorama, ressaltamos a atuação das lavadeiras integrante da ALARMES (Associação das Lavadeiras da Região Metropolitana de Salvador) no estado da Bahia.

  • RAFAEL COSTA PRATA
  • In Armorum Artibus Spectabiles Satis Sunt: Relações Político-Militares e Poder Monárquico na Trajetória Visigoda durante a Antiguidade Tardia (332-711)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 18/07/2016
  • Dissertação
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  • Em nossa dissertação, analisamos o quadro das relações político-militares operadas pelos visigodos frente aos diversos núcleos políticos com os quais travaram contato durante a Antiguidade Tardia. Demos ênfase, especialmente, à natureza dos conflitos que, inevitavelmente, irromperam do complexo quadro de tensões, conflitos e negociações que se estabeleceram entre tais núcleos.

    A partir de uma série de preceitos promulgados pelos imperadores romanos e monarcas visigodos, nos diversos documentos jurídicos que produziram durante a Antiguidade Tardia, analisamos, também, como conceberam sua organização político-militar.

    Portanto, nossa pesquisa possui uma condução analítica marcada por um olhar voltado tanto aos aspectos relativos à política externa quanto aos elementos constituintes da política interna do regnum.

    Para efetuarmos esta investigação, utilizamos os pressupostos teórico-metodológicos fornecidos pelo conceito de Antiguidade Tardia. Estando esse conceito calcado numa ideia de longa duração, ele foi um importante sustentáculo profundamente afinado aos propósitos de nossa pesquisa, uma vez que nos permitiu atentar para uma série de aspectos característicos de um passado específico, mas que acabaram permanecendo na paisagem tardo-antiga, o que se constituiu como centro de toda a nossa análise. Comprovando a percepção de que a História é composta tanto por rupturas quanto por permanências.

  • LUZIMARY DOS SANTOS ROCHA
  • Ditadura, Memória e Justiça: “Revolução” e Golpe de 1964 transitam no Ciberespaço
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 26/04/2016
  • Dissertação
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  • A pesquisa analisa o Ciberespaço como lugar de construção e preservação de conflitos memorialísticos referentes à ditadura civil-militar (1964-1985). O século XX trouxe muitas transformações para o mundo no âmbito político, social e econômico, como também possibilitou o surgimento das novas tecnologias, que se transformaram em suportes criadores de relações sociais, tornando-se geradoras de novas práticas sociais. O advento tecnológico favoreceu o crescimento dos meios de comunicação de massa, destacando-se entre eles a Internet, que se consolidou entre as sociedades se tornando um espaço de entretenimento, meio de comunicação, rede de sociabilidade e propagador de ideologias e comportamentos políticos. A partir dessas considerações, este trabalho tem por finalidade discutir o uso do Ciberespaço como ferramenta de disseminação das visões político-ideológicas correspondentes à direita e à esquerda, que se traduzem na atualidade em ativismo político em defesa ou oposição ao golpe civil-militar de 1964. Busca-se, nesse contexto, compreender também, a persistência das categorias Direita X Esquerda na sociedade brasileira atual, na identificação e análise de forças sociais que apresentam formas mais complexas de organização política. Além destas questões, analisou-se percepções e imagens demonstrativas destas vertentes, abrangendo a política de reparação dos crimes da ditadura brasileira e a atuação da Comissão Nacional da Verdade. Utiliza-se como principais fontes, textos escritos e imagéticos dos sites dos Grupos Terrorismo Nunca Mais (Ternuma / direita) e Tortura Nunca Mais (esquerda), para identificar e explicitar objetivos, ideologias e projetos de sociedade a partir de leituras atuais sobre a ditadura civil-militar.

  • EDVALDO ALVES DE SOUZA NETO
  • "Ô levanta nego, cativeiro se acabou": experiências de libertos em Sergipe durante o pós-abolição (1888-1900)
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 30/03/2016
  • Dissertação
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  • Ainda permanecem na história de Sergipe, principalmente na capital Aracaju, muitas interrogações sobre o que aconteceu com os antigos escravos e seus descendentes logo depois da abolição do cativeiro em 13 de maio de 1888 com a assinatura da Lei Áurea. Para outras localidades do Brasil, com a criação do campo específico sobre o pós-abolição, tal discussão vem atraindo pesquisadores, revisando antigas proposições e impulsionando novos estudos de modo a contribuir para configuração de um quadro promissor. O objetivo dessa pesquisa, por meio da história social, principalmente do referencial teórico desenvolvido por E. P. Thompson (1997; 1998; 2001), é trazer o referido debate para o contexto histórico de Aracaju, identificando e analisando trajetórias individuais e coletivas dos antigos escravizados e seus descendentes, as expectativas em torno da liberdade, as lutas pela ampliação de direitos, as formas de recepção e comemoração da boa nova da aboliação, incluindo as relações sociais desenvolvidas por essas personagens no cenário de Aracaju no final do século XIX. Para tanto, a pesquisa encontra-se dividida em três momentos. No primeiro capítulo iremos analisar o espaço de Aracaju, investigando seus limites, localizando sua população liberta e analisando como eles imprimiram seu modo de sentir, pensar e agir no cotidiano da cidade. Já no segundo capítulo examinamos a maneira como diferentes setores sociais receberam a boa nova da abolição e quais impactos causados no dia a dia das propriedades rurais e na constituição de novas relações sociais entre antigos senhores e libertos. Por fim, averiguamos as conquistas e aflições dos libertos residentes em Aracaju nos seus embates cotidianos pela moradia, trabalho, lazer e concepções políticas. Consultamos diversos documentos judiciais (processos criminais, apelação criminal, ação de despejo, etc), jornais sergipanos do período, mapas, censos, correspondências, romances, crônicas e livros de memória.

  • MARIANE NASCIMENTO DOS SANTOS
  • POLÍTICA DOS TUBARÕES E SOCIEDADE DA CARESTIA. A REDEMOCRATIZAÇÃO DO BRASIL NOS FOLHETOS DE CORDÉIS DE APOLÔNIO ALVES DOS SANTOS (1974 – 1992)
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 29/03/2016
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa objetiva refletir as conjunturas políticas e sociais do Brasil, entre as décadas de 1970 até 1990, utilizando como principal fonte histórica a literatura popular de cordel, do poeta Apolônio Alves dos Santos. Para que tal estudo fosse possível, tornou-se imprescindível uma pesquisa sobre a vida do cordelista, que sendo ele nordestino oriundo da Paraíba, viveu grande parte da vida no Rio de Janeiro, onde também produziu a maioria de suas obras. Esta análise compreende a produção intelectual a partir das classes subalternas, reconhecendo o folheto de cordel não apenas como uma expressão popular, mas também como veículo de comunicação e articulação política que circula em diferentes estruturas sociais. Tendo a finalidade de contribuir na preservação da memória de um poeta, que colaborou no registro histórico de fatos, e na perpetuação da literatura popular brasileira, esta dissertação realiza a narrativa de eventos históricos sob o olhar de um sujeito popular detentor de um discurso construído através do próprio cotidiano e dos acontecimentos que acompanha pelos diferentes meios de comunicação. A busca por suas obras nos principais acervos do país e a catalogação dos folhetos encontrados foi indispensável para pesquisa. A leitura desses folhetos de cordéis possibilita a reconstrução da trajetória de vida do poeta e a problematização dos momentos políticos e sociais por ele vividos, já que estes poemas retratavam os acontecimentos a partir de uma visão das camadas subalternas, do nordestino, do operário. Para desenvolver esta pesquisa utilizamos leituras sobre a cultura popular, literatura popular de cordel, poesia, política e sociedade no Brasil, “Milagre econômico”, crise e abertura da Política Militar, Redemocratização e Nova República. Além das fontes teóricas, utilizamos entrevistas orais com poetas para reconstruir a trajetória de vida de Apolônio dos Santos, periódicos para perceber a fala de outros meios de comunicação com relação aos eventos narrados nos folhetos e os próprios folhetos de cordéis, do cordelista Santos e de outros autores do seu convívio. Dialogamos com teóricos que contribuíram nas reflexões sobre a vida e obra de Apolônio dos Santos, do contexto o qual ele esteve inserido e que serviu como recorte temporal para o estudo.

  • HERICLY ANDRADE MONTEIRO
  • Entre conflitos e alianças: uma análise da política episcopal de Diego Gelmírez através da Historia Compostelana (Séc. XII)
  • Orientador : BRUNO GONCALVES ALVARO
  • Data: 28/03/2016
  • Dissertação
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A Historia Compostelana é uma obra do século XII que narra a trajetória e os feitos políticos de Diego Gelmírez, bispo e posterior arcebispo de Santiago de Compostela entre os anos 1100 e 1140. Advindo da baixa nobreza galega e desde jovem ligado não somente ao clero como também a alta nobreza, Gelmírez foi responsável pelo movimento que impulsionou o crescimento da diocese compostelana e pelo aumento da peregrinação até o santuário dedicado a São Thiago. Tornou-se ainda mais importante devido à sua atividade enquanto bispo, pois, foi sob o seu comando que a Sé galgou a posição de arcebispado após anexar territórios de outras Igrejas e ainda promover o roubo de relíquias. A presente pesquisa de mestrado analisou o papel desempenhado por Diego Gelmírez durante os anos de sua atuação enquanto bispo e, posteriormente, arcebispo de Santiago de Compostela, momentos em que se envolveu não só em atividades episcopais, mas também, em atividades militares, assumindo muitas vezes o papel de líder entre os galegos, reunindo tropas, fosse para proveito próprio ou à serviço dos monarcas castelhano-leoneses Urraca I (1109-1126) e Alfonso VII (1126-1157). Através da análise da sua figura expressa na História compostelana, buscamos entender a complexidade das suas ações políticas tanto em âmbito episcopal, quanto no âmbito guerreiro e como ambos se entrelaçaram levando em consideração os conflitos e as alianças presentes no contexto da Península Ibérica de seu tempo.

  • SURA SOUZA CARMO
  • Doce província? O cotidiano escravo nos engenhos de açúcar em Sergipe oitocentista.
  • Orientador : SAMUEL BARROS DE MEDEIROS ALBUQUERQUE
  • Data: 26/02/2016
  • Dissertação
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  • A pesquisa tem como objetivo analisar o cotidiano escravo nos engenhos de açúcar do Sergipe oitocentista, a partir dos registros legados pela historiografia sergipana. Desde a História de Sergipe (1891), de Felisbello Freire, os estudos históricos indicam para o tardio desenvolvimento da agroindústria açucareira em terras de Sergipe d’El Rey. Teria sido, inclusive, o incremento econômico gerado pelo açúcar, a partir de fins do século XVIII, um dos motores do processo de emancipação política de Sergipe – em relação à Bahia – na segunda década do século XIX. Ao longo do oitocentos, a sociedade sergipana recebeu um número significativo de escravos e, a maior parte deles passou a viver nos engenhos e usinas espalhados pelas bacias do Piauí, Vaza-Barris, Cotinguiba e Japaratuba. Essa população escrava não deixou de criar redes de sociabilidade, laços familiares e desenvolver/difundir suas práticas culturais. Nesse sentido, é necessário investigar os discursos da historiografia sergipana sobre essa temática, observando as representações (re)construídas por intelectuais da História, como Felisbello Freire, Maria Thetis Nunes e Ibarê Dantas. As fontes averiguadas são obras que tratam, direta ou indiretamente, da temática da escravidão em Sergipe no século XIX, como dissertações, teses, livros e artigos publicados na Revista do IHGSE. Os textos selecionados são de diferentes épocas e retratam as mudanças da escrita da História sobre a temática, além de difundir discursos sobre o cotidiano e as práticas culturais escravas em Sergipe.

2015
Descrição
  • ALINE AUGUSTA ROCHA RABELO
  • GRACEJANDO DAS FILHAS DE EVA: A MULHER BURGUESA EM ANEDOTAS OITOCENTISTAS
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 31/08/2015
  • Dissertação
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  • Essa dissertação tem como objeto reconstruir a imagem da mulher burguesa retratada em anedotas oitocentistas. A pesquisa usou como fonte primária um conjunto de 48 anedotas publicadas em jornais de Aracaju entre 1889- 1897. Na abordagem dos dados, foram utilizados os conceitos de Estereótipo (Marie Jahoda), Representação (Roger Chartier), Dominação Masculina, Violência Simbólica (ambos de Pierre Bourdieu) e Patriarcalismo (Jean-François Dortier e Gilberto Freyre)

  • AQUILINO JOSÉ DE BRITO NETO
  • "AO SUL DE ARACAJU...": Memória e História da Atalaia Velha (1900-1952)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 30/07/2015
  • Dissertação
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  • A análise de memórias constitui o objeto principal desse trabalho. Através da História Oral, buscou-se analisar a trajetória de vida de cinco indivíduos, e a partir disto, compreender aspectos itinerantes. O ritual tradicional da Festa do Bom Jesus dos Navegantes no bairro Atalaia, em Aracaju, sofreu algumas rupturas e alterações significativas no decorrer da sua existência. O conflito surgido a partir dessas mudanças provocou alguns questionamentos que impulsionaram a pesquisar o assunto. Reduzir a escala de observação para perceber especificidades do lugar, não fornecidas pela historiografia atual, se fez necessário. Apresentar, através das experiências e do vivido de alguns dos seus moradores mais antigos, histórias que lhes remete ao passado, numa relação espaço-tempo transponível apenas nas suas recordações. Fontes históricas diversas foram utilizadas, confrontando às narrativas da oralidade, salientando o rigor científico da pesquisa. Um passado contido, revivido a partir das memórias, revestido de sentimentos identitários e de nostalgia.

  • DENISE MARIA DE SOUZA BISPO
  • HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA EM SERGIPE: ANTECEDENTES DA LEI 10639/03 (1980-2003)
  • Orientador : PETRONIO JOSE DOMINGUES
  • Data: 27/07/2015
  • Dissertação
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  • O presente estudo tem como escopo apresentar a pesquisa acerca das experiências que discutem a História e Cultura Afro-brasileira em Sergipe nos períodos compreendidos entre 1980 e 2003. A pesquisa foi elaborada a partir da análise de fontes produzidas no legislativo, em universidades, em entidades e por sujeitos envolvidos no trato com os assuntos ligados, de alguma forma, ao racismo, à discriminação que contribuíram para delinear a Lei nº. 10.639, aprovada nacionalmente em 09 de março de 2003. No contexto sergipano, há a organização de instituições e entidades, que foram pioneiras em algumas demandas, com propostas para valorizar a cultura afro-brasileira em diferentes espaços desde as representações culturais ao incentivo para implantar na esfera educacional a História ligada à população negra. Logo, a invisibilidade de algumas dessas ações foi o que motivou o desenvolvimento dessa pesquisa que apresenta a movimentação dos sujeitos em relações às questões raciais nas três décadas observadas. Nesse processo vimos avanços, retrocessos e podemos notar três movimentos pautados às questões raciais em Sergipe: o primeiro, um movimento que se constitui diante das brechas coladas pós-ditadura militar onde se começa a questionar a posição do negro na sociedade e expor as mazelas herdadas pela população negra no pós-abolição. O segundo, no qual se articula caminhos para o reconhecimento desses negros em recintos de defesa de direito, como por exemplo, as articulações no legislativo. E o último o movimento se organiza para construir estruturas que garantiriam a execução de direitos e uma amplitude em suas ações. Esses três movimentos compõem a História das questões raciais Sergipe e edificam pautas e posições que ficaram refletidas nos movimentos negros sergipanos.

  • LEONARDO MATOS FEITOZA
  • “UM ENTHUZIASTA DE IDEIAS NOVAS...”: Inglês de Souza, conflitos e combates no Brasil em fins dos oitocentos
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • Empossado presidente da Província de Sergipe a 18 de maio de 1881, Herculano Marcos Inglês de Souza tinha a missão de realizar as primeiras eleições provinciais, assim como previa a lei Saraiva. Inglês de Souza, como era comumente nominado, era bacharel em direito, cofundador da Escola do Recife, ao lado de Tobias Barreto, Sílvio Romero e tantos outros. Importante liderança do Partido Liberal na cidade de Santos, Inglês de Souza desembarcou em Sergipe abarrotado de um conjunto de ideias novas, muito próprias daqueles agitados tempos. Municiado dessas ideias, o então presidente, iniciou uma significativa reforma na administração pública, com destaque a reformulação da Instrução. Entre os pontos mais polêmicos da reforma instrucional, estava o fim das cadeiras de ensino religioso e a criação das cadeiras mistas na Escola Normal. Esse processo tornou-se o estopim para a eclosão de um conjunto de tensões que já viam erigindo-se entre o presidente e outros atores políticos locais, levando o padre Olympio Campos, pároco da capital, a desqualificar publicamente o presidente e sua reforma. Nesse sentido, utilizando do conflito como recurso metodológico para termos acesso aos sujeitos envolvidos na trama social e os problemas que eram latentes naquela sociedade, buscando desvelar o tecido social engendrado do presidente Inglês de Souza e o que estava por traz da reforma que o mesmo implementou em Sergipe. Trabalhando na perspectiva da história cultural e nos domínios das ideias, faremos uso dos instrumentos metodológicos advindos da nova história narrativa, em um jogo de variação da escala de observação que muito nos é influenciada pelos micro-historiadores, o que nos faz entender o passado através de indícios, sinais e sintomas aparentemente imperceptíveis.

  • CARLA DARLEM SILVA DOS REIS
  • DITADURA, POLÍTICA E CENSURA: GAZETA DE SERGIPE E RÁDIO LIBERDADE (1964-1969)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • Essa pesquisa investiga as relações sociais em Sergipe a partir da atuação política dos meios de comunicação, analisando os principais programas veiculados pela Rádio Liberdade, produzidos pelos radialistas Silva Lima e Santos Mendonça, e os editoriais e reportagens impressas nas páginas da Gazeta de Sergipe no período de 1961-1969. Busca-se compreender o posicionamento político desses veículos em relação à posse de João Goulart (1961) e ao Golpe civil-militar de 1964, por terem atuações políticas distintas. O estudo do político através das mídias é algo recente, data da renovação da chamada historiografia política que se deu a partir do pós-guerra, quando o político passou a ser visto não apenas como o Estado e seus representantes, mas como as ações que envolvem a sociedade, administradores públicos, meios de comunicação, educação e o próprio ambiente familiar do indivíduo. René Rémond (2003) entende os meios de comunicação e o mundo político como objetos que se influenciam, além de compreender esses espaços como meios influenciadores e que mantém com a sociedade relações de força e poder nas quais, a parte mais fortalecida é a mídia, por conta dos apoios recebidos das esferas pública e privada, pois através dela há a escolha de políticos e legitimação de regimes. Além das reportagens, programas e propagandas de rádio foram realizadas algumas entrevistas com ex-jornalistas e radialistas. Para tanto, fez-se uma análise de discurso desses veículos de comunicação para discutir a sua trajetória político-ideológico na sociedade. Essas mídias foram escolhidas por serem meios de comunicação de massa e por terem a capacidade de servir como ferramenta para compreensão das disputas sócio-políticas daquele momento, sendo também locais de produção e reprodução de ideologias, com possibilidade de uso por parte do estado para a legitimação do poder.

  • DEGENAL DE JESUS DA SILVA
  • Dionísio Republicano: as Festas dos Grupos Escolares Sergipanos e os Outros Olhares (1911-1930)
  • Orientador : CLAUDEFRANKLIN MONTEIRO SANTOS
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • As festas em Sergipe (cívicas e escolares) demonstravam trilhar sua própria história. Diferente de suas congêneres da região sudeste (o Estado de são Paulo), as comemorações realizadas nas ruas ou nos grupos escolares não foram tão espetaculosas ou apresentavam regularidade em suas celebrações. A partir dessa assertiva, debruçamo-nos sobre o projeto que ganhava força desde a construção do primeiro grupo escolar (a Escola Annexa ou Grupo Modelo) no Estado: forjar o cidadão civilizado republicano através das festas cívicas e escolares. Daquele momento em diante, vimos os alunos das escolas públicas de ensino primário participar de forma ativa dos festejos republicanos, cominando, posteriormente, com seu primeiro desfile desde que o novo regime foi implantado. É nesse cenário que nossa dissertação se insere. Assim, examinamos as documentações que descreviam as festas tanto de ruas, que tinham a participação de discentes, e as organizadas nos espaços dos grupos escolares presentes no Arquivo Público do Estado de Sergipe (APES), na Biblioteca Pública Epifâneo Dórea (BPED), no Instituto Histórico e geográfico de Sergipe (IHGSE) dentre outros. O estudo do nosso objeto inicia-se em 1911, ano em que aconteceu a primeira festa de um grupo escolar no Estado e vai até 1930, momento em que elas voltavam a serem realizadas e consolidadas. Por meio das categorias de análise de práticas e representações de Roger Chartier (A História Cultural: entre prática e Representações) e do processo civilizador de Norbert Elias (O Processo Civilizador vol. I), pudemos compreender quais as práticas eram consideradas civilizadas, as formas de imposições aos alunos e as representações construídas nas festas. Para tornar a linguagem delas inteligíveis, usamos o conceito de revolução simbólica de Pierre Bourdieu (A Economia das Trocas Simbólicas).

  • HILDÊNIA SANTOS DE OLIVEIRA
  • OS TEMPOS DA CIDADE ENTRE A QUARESMA E O CARNAVAL. A MICARÊME DE LARANJEIRAS (SE) ENTRE AS DÉCADAS DE 1930 A 1945.
  • Orientador : JANAINA CARDOSO DE MELLO
  • Data: 25/02/2015
  • Dissertação
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  • O trabalho apresenta um estudo sobre as festas carnavalescas no Brasil, do entrudo à profissionalização do carnaval na capital do país, com o enfoque para a Micarême de Laranjeiras/SE – Brasil, nas décadas de 1930/1945, período de surgimento e estruturação da festa carnavalesca na cidade, e a partir dessa festa, entender quanto o carnaval carioca e sua profissionalização influenciou a criação da Micarême. A Micarême de Laranjeiras/SE configura-se então como uma festa carnavalesca que ocorre desde 1930, surgindo a partir de times de futebol da cidade, e com a influência das manifestações culturais existentes no município de Laranjeiras. Entender como as políticas de governo de Getúlio Vargas, que utilizou-se não só do carnaval, mas também do rádio e do futebol, na tentativa de uma construção de uma identidade nacional interferiu na Festa configura-se no objetivo primordial dessa pesquisa.

  • WANDERLEI DE OLIVEIRA MENEZES
  • Ordem e transgressão em Sergipe d'El Rei: a trajetória do sargento-mor Bento José de Oliveira (1763-1808)
  • Orientador : AUGUSTO DA SILVA
  • Data: 24/02/2015
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa objetiva, a partir da trajetória do sargento-mor de ordenança Bento José de Oliveira (1748-1808), analisar as fragilidades das estruturas institucionais, políticas, jurídicas e militares bem como a ordem que se pretendia impor durante a segunda metade do século XVIII na Capitania de Sergipe d’El Rei, evidenciando as estruturas formais e informais de poder. Filho de senhor de engenho da região do Cotinguiba, Bento José é acusado de praticar dezenas de crimes que inquietaram as mais importantes autoridades da Capitania no último quartel do século XVIII. Somente nos primeiros anos do século seguinte é que ele foi preso e enviado a um cárcere em Lisboa, onde faleceu.

2014
Descrição
  • ALISSON GONÇALVES BARBOSA
  • O POVO, OS JUÍZES E A POLÍCIA HISTÓRIAS DE ABUSO DE PODER POLICIAL NA BAHIA 1900 - 1920
  • Orientador : FABIO MAZA
  • Data: 22/08/2014
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem por objetivo analisar, as praticas arbitrarias por parte das autoridades policiais, contra a população baiana entre os anos de 1900 e 1920, além de evidenciar as diferentes formas de reação da sociedade contra as práticas que a sociedade considerava enquanto abusivas. Para isso foi necessário compreender o universo da atividade policial, em sua complexidade observando suas ações cotidianas de combate à criminalidade, bem como evidenciar sobre quais condições era feito o trabalho policial e o que significava ser policial tanto do ponto de vista econômico, quanto social no período investigado. Considerando que os soldados lotados nas fileiras da corporação policial, possuía uma origem popular, a qual fazia com que os mesmos carregassem consigo hábitos e costumes, muitas vezes do mundo da desordem, que se chocava com os ideais de modernidade e civilidade, que pretendiam as classes dominantes da época.

  • MISLENE VIEIRA DOS SANTOS
  • DA DITADURA À DEMOCRACIA: O FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO (FASC) E A POLÍTICA CULTURAL SERGIPANA (1972-1995)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 14/08/2014
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa investigou o Festival de Arte de São Cristóvão (FASC), promovido pela Universidade Federal Sergipe (UFS), entre 1972 a 1995, que se tornou o mais importante projeto de extensão cultural da Universidade desse período, contando com uma proposta de realização anual e recursos financeiros do MEC e FUNARTE. A partir daí analisou-se as relações do Estado brasileiro com a promoção da cultura, especialmente durante a vigência do período militar (1964-1985). Buscou-se, ainda, no estudo da organização, execução e repercussão do Festival, identificar a atuação dos governos militares no campo da cultura, os usos que se faziam dela e os interesses que moviam tais políticas culturais; bem como, atentar para a promoção da censura, coibindo manifestações culturais consideradas “desviantes”. Procurou-se, também, analisar ambiguidades e por vezes contradições na relação entre tais governos e a Universidade, num contexto de vigilância, repressão, mas também de investimentos financeiros e prováveis favorecimentos mútuos. Examinou-se, por fim, os diferentes usos do FASC, suas diversas repercussões sociais e como refletiu sobre ele as mudanças nas políticas culturais processadas no contexto de redemocratização, no pós-1985. As noções de representação e apropriação, formuladas na área da história cultural, constituem o principal aporte teórico na construção da problemática da pesquisa. As principais fontes utilizadas partiram do largo acervo documental sobre o FASC presente no Arquivo Central da UFS, onde foi possível encontrar grande parte dos documentos decorrentes de cada edição, bem como diversos recortes de jornais relacionados à sua repercussão. Além disso, também foram produzidas fontes orais, a partir de entrevistas realizadas com membros das comissões organizadoras do FASC.

  • ANDRÉA PATRÍCIA SANTOS MELO
  • REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NA ARACAJU FICCIONAL DE AMANDO FONTES: UMA ANÁLISE DA OBRA OS CORUMBAS
  • Orientador : ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
  • Data: 13/08/2014
  • Dissertação
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  • Este trabalho visa refletir sobre as interações entre História e Literatura, discutindo questões como a verdade na história e na literatura e os usos da obra literária pelo historiador. Nossa análise parte da obra Os Corumbas (1933), do escritor Amando Fontes, um dos principais representantes do movimento literário conhecido como o Romance de 30, que trouxe à literatura brasileira uma maior preocupação em aliar a arte à denúncia social. Atualmente em sua 25ª edição, a referida obra constitui-se em uma interessante fonte de pesquisa para análise de diversos aspectos da história de Aracaju e de Sergipe, suscitando debates ainda atuais. O cotidiano, o trabalho nas fábricas e as formas de lazer na cidade de Aracaju no início do século XX são alguns dos temas abordados por Amando Fontes e alvo de interesse de pesquisadores e críticos. Nossa análise parte de uma perspectiva ainda inexplorada da obra, buscando compreender os aspectos relativos às relações de gênero. Inicialmente realizaremos um trabalho de pesquisa bibliográfica e documental, observando as críticas realizadas na época de sua publicação, bem como os estudos realizados na pós-graduação e que versaram sobre o escritor e seus romances, percebendo sua inserção no cenário literário da década de 30 e sua contribuição para a História da Literatura Brasileira. Em um segundo momento, discutiremos questões relativas às possíveis relações entre a história e a literatura, buscando compreender a Aracaju ficcional retratada pelo autor. Na terceira parte de nosso trabalho, investigaremos a construção dos papéis sexuais estabelecidos para homens e mulheres. Através da análise das principais personagens e as suas representações, observaremos os valores, visões de mundo, concepções morais e tabus que permeavam a sociedade aracajuana do período e como esses elementos figuram na escrita do romancista. Consideramos que o referido estudo revela importantes questões acerca das relações de gênero no início do século XX, abrindo novas possibilidades de pesquisa para historiadores e literatos.

  • DAIANE DE JESUS OLIVEIRA
  • "Da arte de curar à prisão de um ocultista...": ocultismo, magia e ciência em Aracaju, Se (1923-1928)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 06/08/2014
  • Dissertação
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  • O presente estudo busca compreender a situação das práticas de cura não oficiais em Aracaju, num período marcado por mudanças na organização da Saúde Pública e da medicina. Foi utilizado o procedimento da micro-história. Assim, através da diminuição da escala de observação, acompanhamos a prisão do ocultista espanhol José Maria Dominguez y Dominguez, fruto do conflito entre duas maneiras de entender e combater as doenças. Dominguez utilizava uma prática de cura mista, que ia da magia à ciência médica, com base na tradição ocultista teosófica. Por outro lado, os médicos combatiam tal prática, defendendo a ideia de que possuíam o verdadeiro saber científico. Contudo, o entendimento do que é ciência não era unívoco entre os médicos. Eles próprios discordavam entre si, quanto às teorias e tratamentos. A narração da prisão desse ocultista expõe os conflitos que estavam latentes na sociedade sergipana. Não se trata do retorno da narrativa de personagens ilustres, mas de um indivíduo silenciado pelas fontes oficiais. Percebemos ainda, o uso que ele fez de “táticas” para permanecer em Sergipe, mesmo depois de liberto. Outros pontos analisados foram a recepção que ele obteve em Aracaju, levando em consideração as tradições culturais existentes, e o universo de pertencimento cultural dele.

  • WAGNER EMMANOEL MENEZES SANTOS
  • “O PARAÍSO TERMINA QUANDO O TRABALHO COMEÇA”: COTIDIANO OPERÁRIO E PODER DISCIPLINAR NA FÁBRICA TÊXTIL CONFIANÇA (SERGIPE, 1943-1957)
  • Orientador : CELIA COSTA CARDOSO
  • Data: 05/08/2014
  • Dissertação
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  • O surgimento das fábricas marcou a sociedade, transformando os hábitos e as relações entre os indivíduos, novas tecnologias surgiram, e até a noção de tempo ganhou outro sentido. O homem teve que vender a sua mão de obra ao capitalista industrial fazendo parte do processo de assalariamento, e assim ele se sujeitou a vida diária dentro da fábrica através de longas jornadas de trabalho, horários rígidos, etc. Muitos operários enfrentaram essas condições de trabalho no Brasil, principalmente nos anos iniciais do período republicano. Em Sergipe, as fábricas têxteis contribuíram para o desenvolvimento do estado trazendo mudanças sociais, políticas e culturais. Para entender o crescimento do setor têxtil e o cotidiano operário, essa pesquisa analisou a vida dos trabalhadores (alimentação, moradia, vestuário, lazer, conflitos internos, etc.) dentro e fora da fábrica Confiança, fundada em 1907, em Aracaju, e que tinha Joaquim Sabino Ribeiro como principal diretor. O recorte temporal compreende de 1943, ano do surgimento da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que visou ainda mais regulamentar as leis trabalhistas e a relação conflituosa entre empregador e empregado, até 1957, quando acontece a crise no setor têxtil nacional que contou com a demissão de vários operários, inclusive afetando os trabalhadores sergipanos. As fontes utilizadas foram a revista Poliantéa, os periódicos Fôlha Popular e Gazeta Socialista, obras dos memorialistas Mário Cabral e Murillo Melins, a literatura de Amando Fontes e principalmente, os processos trabalhistas movidos pelos operários contra a fábrica Confiança. O aporte teórico desta pesquisa baseia-se no conceito de disciplinarização, proposto por Michel Foucault, com o objetivo de compreender como se dava o processo de disciplinarização no cotidiano dos trabalhadores da fábrica Confiança.

  • DANIELLE DE OLIVEIRA CAVALCANTE
  • SOB O SIGNO DO CADUCEU: HOSPITAL DE CARIDADE SÃO JOÃO DE DEUS EM LARANJEIRAS/SE, REPRESENTAÇÃO SOCIAL E CULTURA MATERIAL (1996 – 2012).
  • Orientador : JANAINA CARDOSO DE MELLO
  • Data: 05/08/2014
  • Dissertação
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  • Laranjeiras é a segunda cidade mais antiga do Estado de Sergipe, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1996, sendo apresentada como poucas no Brasil onde ainda se destaca uma forte presença da cultura material configurada na arquitetura colonial. Com o passar dos anos, a cidade histórica de Laranjeiras-SE vem sofrendo com diversas transformações sociais e urbanas. No ano de 1864, passa pela segunda epidemia de Cólera. Sem hospital e nenhum auxílio para melhorias na saúde da população, surge em 1866 o Hospital de Caridade São João de Deus como alternativa para amenizar o sofrimento das famílias laranjeirenses, ligado à Santa Casa de Misericórdia, que funcionará até a segunda metade do século XX trazendo grandes significações para seu entorno. Assim, o presente estudo tem o objetivo de identificar, através do registro histórico, o que teria sido o antigo Hospital de Caridade São João de Deus, possibilitando assim uma perspectiva de análise das representações sociais presentes no entorno deste sítio urbano hoje em ruína. Sendo também de fundamental importância, o trabalho com a cultura material, no estudo e importância no presente, interpreta as ruínas deste patrimônio ressaltando aspectos e completando o que a documentação oficial não nos revela sobre tais espaços. Compreendido como um patrimônio urbano, analisa-se ainda a representação da sociedade Laranjeirense através da interpretação social local.

  • ANDREZA SILVA MATTOS
  • A TEIA DE SIMÃO ROIZ: INQUISIÇÃO E SOCIABILIDADES NA CAPITANIA DA BAHIA (1590-1595)
  • Orientador : ANTONIO LINDVALDO SOUSA
  • Data: 05/08/2014
  • Dissertação
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  • Na terça-feira de 19 de janeiro de 1593, após os autos conclusos de seu processo inquisitorial, o soldado sertanista Simão Roiz foi preso no cárcere da cidade de Salvador. Anos antes, ele deixara sua morada nas terras do engenho Sergipe do Conde (Recôncavo baiano) e foi para o sertão norte da Capitania da Bahia para resgatar gentios, espaço no qual encontrou a liberdade, a brecha que lhe permitiu praticar ações que foram de encontro aos dogmas católicos - era cristão no litoral e gentil no sertão, um homem com comportamentos híbrido-culturais. A partir da rede de sociabilidades de Simão Roiz, tomamos como objeto dessa pesquisa as relações socioculturais entre soldados sertanistas, jesuítas e indígenas no processo de ocupação do sertão norte da Capitania Bahia, no final do século XVI. O recorte temporal varia entre 1590 e 1595, períodos em que, respectivamente, Simão Roiz ingressou no sertão e que o Conselho Geral da Inquisição posicionou-se acerca da sentença a ele implicada. Tomando como fontes primordiais os processos inquisitoriais, trabalhamos na perspectiva da História Cultural, situando a análise no campo temático da “história das crenças: circularidades e hibridismos culturais”. Neste direcionamento, fizemos uso da micro-história italiana, entendida aqui como uma abordagem que nos possibilitará conhecer o passado, através de vários indícios, sinais e possibilidades.

  • JOSEVÂNIA SOUZA DE JESUS FONSECA
  • ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA E O LABIRINTO DA MÍSTICA JUDAICA: RELIGIOSIDADE E RESISTÊNCIA NA LITERATURA CRISTÃ-NOVA NO INÍCIO DO SÉCULO XVIII
  • Orientador : MARCOS SILVA
  • Data: 04/08/2014
  • Dissertação
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  • O trabalho que o leitor agora tem em mãos corresponde a uma história sobre a cultura sefardita que se difundiu após a Diáspora Atlântica no século XV. Ele foi elaborado a partir dos fios deixados por Antônio José da Silva, cognominado “O Judeu”, em quatro de suas óperas, Vida de D. Quixote de La Mancha, Esopaida, ou Vida de Esopo, Os Encantos de Medéia e Anfitrião, ou Júpiter, e Alcmena, apresentadas entre os anos de 1733 e 1736 no Teatro do Bairro Alto em Lisboa. As óperas são comédias musicadas que trazem, nas entrelinhas, as marcas do tempo em que o comediógrafo viveu, bem como as permanências de temporalidades anteriores, misturadas aos modelos já consagrados da literatura e da mitologia. Através delas, o autor deixa transparecer sua insatisfação com a sociedade em que estava inserido, por meio das críticas à inquisição, à justiça, aos costumes e, especialmente, à religião, deixando subentendidos indícios de uma religiosidade críptica praticada pelos judeus cabalistas. O objetivo do trabalho é analisar os aspectos cabalísticos escamoteados nesses textos, por entender que eles são parte constituinte da cosmovisão dos cristãos-novos judaizantes. Para tal, recorreu-se às categorias de análise da História Cultural, fazendo uso da variação de escalas de observação, do método indiciário e da comparação dos elementos presentes nos textos com os aspectos mais gerais da lei e da mística judaica. Desvenda-se com a pesquisa que, para além da intenção primordial das comédias do Judeu, de fazer rir à sociedade lisboeta através da sátira dos costumes e das instituições, existe uma mensagem de resistência direcionada aos cristãos-novos judaizantes. A pesquisa está estruturada em três capítulos: Antônio José da Silva: um Cavaleiro Andante na Lisboa do Século XVIII; A Religião da Cavalaria Andante; e Os Recônditos Arcanos da Cavalaria Andante. No primeiro capítulo, buscou-se relacionar o personagem D. Quixote à figura dos cavaleiros andantes cabalistas, assim como apresentar costumes e referências a elementos da mística judaica presentes na ópera Vida de D. Quixote de La Mancha, primeira comédia da seara do Judeu. O segundo capítulo reflete sobre a Religião da Cavalaria Andante em alusão à “Lei de Moisés”, como era conhecida a religiosidade praticada de forma críptica pelos cristãos-novos, constantemente identificada nos documentos inquisitoriais e, consequentemente, na literatura dos séculos de proibição do culto judaico. Por fim, Os Recônditos Arcanos da Cavalaria Andante no qual se fez uma interpretação de indícios identificados nas óperas à luz do misticismo judaico, aspecto ainda pouco explorado da cultura dos sefarditas.

  • DEBORA SOUZA CRUZ MARTINS
  • A Prostituição Televisionada em "Gabriela": Tempo Presente, História e Política no Audiovisual Brasileiro de 1975
  • Orientador : DILTON CANDIDO SANTOS MAYNARD
  • Data: 30/06/2014
  • Dissertação
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  • O presente estudo analisa o “mundo da prostituição” apresentado ao telespectador através da primeira versão da telenovela “Gabriela”, exibida pela Rede Globo no ano de 1975. Além do audiovisual como principal fonte, utilizamos revistas e jornais de época (revista Amiga, revista Contigo, revista Veja e jornal Folha de São Paulo) para compreendermos um pouco sobre a repercussão da teledramaturgia. Buscamos também, por meio das falas e ações dos personagens, entender e contextualizar a época em que “Gabriela” foi produzida e televisionada. Para isso, analisamos a linguagem interna e os mecanismos presentes na telenovela, procurando compreender os motivos das adaptações e omissões recorrentes. Entendemos que assim como qualquer outro tipo de documento histórico, as fontes audiovisuais revelam uma dada realidade, são portadoras de tensões e representações e são produzidas com intencionalidades. Sendo assim, o simples fato de “Gabriela” ser inserida em um espetáculo de entretenimento, não faz com que a mesma seja invalidada como discurso histórico.

  • KARLA KARINE DE JESUS SILVA
  • O Patrão, o Contador e o Empregado: Delmiro Gouveia nas Biografias de Adolpho Santos e Lauro Góes (1940-1970)
  • Orientador : DILTON CANDIDO SANTOS MAYNARD
  • Data: 25/06/2014
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa refletiu sobre as possibilidades que a biografia oferece enquanto instrumento de produção do conhecimento histórico. Para isso, foram tomadas como objeto duas biografias sobre o negociante cearense Delmiro Gouveia (1863-1917): Delmiro Gouveia (Depoimento para um estudo biográfico), de Adolpho Santos, escrita em 1947 e publicada em 1994; e Recordações de um passado relativamente bem vivido, mas que jamais desejaríamos fazê-lo reviver (1914-1917), de Lauro Alves de Campos Góes, escrita em 1962, nunca publicada. Gouveia foi tomado como símbolo de modernização no Nordeste pelo discurso regionalista, ícone construído principalmente a partir das memórias produzidas sobre ele. Devido a isso, o presente estudo investigou estas duas produções biográficas sobre o industrial, feitas por estes ex-funcionários, dotadas de singularidades em relação às demais. Aspectos como linguagem, estilo, estrutura, conteúdo, o tempo que é descrito e o tempo em que foram registradas, a presença de vestígios da cultura, política e economia da época, e a relação entre os biógrafos e o biografado foram investigados. Desse modo, pretendeu-se compreender até que ponto estas trajetórias individuais podem ser pensadas como ferramentas para se estudar a vida de Delmiro Gouveia e seu contexto.

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