UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: SANDRA SANTOS MENDES
17/05/2012 15:28


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SANDRA SANTOS MENDES
DATA: 23/05/2012
HORA: 14:00
LOCAL: Mini- Auditório do CCET
TÍTULO:

'' ESTUDOS QUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS DA LIPPIA GRACILIS SCHAUER''


PALAVRAS-CHAVES:

Lippia gracilis, plantas medicinais, inflamação, dor, antioxidantes.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Farmacotecnia
RESUMO:

O gênero Lippia apresenta grande potencial farmacológico e terapêutico e possui aproximadamente 200 espécies de ervas, arbustos e pequenas árvores, apresentando um perfil consistente de composição química e atividades farmacológicas, terapêuticas e culinárias. O objetivo deste trabalho foi estudar aspectos químicos e farmacológicos da Lippia gracilis Schauer (Verbenaceae), conhecida popularmente por “alecrim do campo”, proveniente do banco de germoplasma da Universidade Federal de Sergipe. Assim, este estudo foi dividido em duas partes: na primeira buscou-se estudar aspectos relacionados aos constituintes apolares da L. gracilis, presentes no óleo essencial (OE) obtido das folhas de plantas submetidas ao estresse hídrico (sazonal) e sem estresse. A composição dos constituintes do OE foi estudada com a utilização da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (CG/EM) e suas atividades anti-inflamatória e antinociceptiva estudadas em modelos in vivo. Como resultados, verificamos que quatro compostos foram encontrados em maior concentração nos OE (independentemente das plantas terem sido submetidas ou não ao estresse hídrico): timol, p-cinemo, metil timol e carvacrol. Como a composição química dos OEs foi muito similar, escolheu-se trabalhar com o OE das plantas submetidas ao estresse hídrico nos ensaios in vivo. Para tanto, os animais (n=6/grupo) foram inicialmente pré-tratados com o OE (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), veículo (tween 80 a 0,2% em salina, 10 mL/kg, v.o.) e ácido acetilssalicílico (AAS, 300 mg/kg, v.o.) ou dexametasona (Dexa, 2 mg/kg, s.c.), dependendo do modelo experimental, 1 h antes do início dos experimentos. A atividade anti-inflamatória foi avaliada utilizando-se os modelos de edema de pata (ratos Wistar, 120-180 g) e peritonite (camundongos Swiss, 20-30 g) induzidos por carragenina.  O tratamento dos animais com o OE na dose de 200 mg/kg reduziu de forma significativa (p<0,01) o edema induzido pela carragenina (1%, 100 µL/pata) em todos os tempos mensurados (1, 2, 3 e 4 h após a indução do edema). De forma similar, o AAS reduziu (p<0,05) a formação do edema em todos os tempos. No modelo de peritonite, todas as doses do OE (50, 100 e 200 mg/kg, p<0,01), bem como a dexametasona (p<0,001), foram capazes de reduzir a migração de leucócitos induzida por carragenina (1%, 250 µL, i.p.). Para avaliação da atividade antinociceptiva utilizou-se o modelo de contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,6%, 100 µL/10g, i.p.) em camundongos (Swiss, 20-30g). Observou-se que todas as doses do OE foram capazes de reduzir (p<0,05) a nocicepção induzida pelo ácido acético, sendo que com a dose de 200 mg/kg do OE observou-se efeitos semelhantes ao AAS (p<0,001). Na segunda parte do presente estudo, os constituintes polares foram estudados in vitro, utilizando-se os ensaios de avaliação da atividade antioxidante do ABTS (2,2’-azino-bis (3-etil-benzolina-6-sulfonado), FRAP (poder antioxidante de redução do ferro) e DPPH (2,2-di(4-tertoctilfenil)-1-picrilhidrazil), bem como a composição química dos extratos aquoso e alcoólico obtidos das folhas da L. gracilis, que foi avaliada por cromatografia líquida de alto desempenho acoplada a espectrometria de massa (HPLC/EM). Através dos perfis químicos dos extratos obtidos por HPLC/EM, foi possível identificar três compostos majoritários com intensa atividade antioxidante: luteolina-C-6-glucosídeo, luteolina-C-8-glucosídeo e carvacrol. Em ensaios in vitro, verificou-se uma maior atividade antioxidante (40%) do extrato alcoólico quando comparado ao aquoso, independente do solvente utilizado para a dissolução. Os três compostos majoritários foram testados isoladamente, além de terem sido comparados com compostos antioxidantes de ação conhecida, como quercetina e luteolina. As atividades detectadas dependeram claramente do ensaio utilizado e da estrutura do composto. O carvacrol apresentou maior atividade no ABTS, quando comparado com as luteolinas, porém atividade inferior no DPPH e no FRAP. Em todos os ensaios, a luteolina-C-6-glucosideo apresentou valores maiores que a luteolina-C-8-glucosideo. A L. gracilis representa uma fonte potencial de antioxidantes, além de possuir atividades anti-inflamatória e antinociceptiva. Foi a primeira vez na literatura que as luteolinas C-6 e C-8 glucosídeo foram detectadas na espécie Lippia gracilis.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1639392 - DANIEL PEREIRA BEZERRA
Externo ao Programa - 579.662.146-72 - MARCELO FERREIRA FERNANDES - UCMADRID
Interno - 2178474 - ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
Presidente - 1547944 - SARA MARIA THOMAZZI

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