UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: JÉSSICA MARIA DANTAS ARAÚJO ARAGÃO
27/04/2021 11:00


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÉSSICA MARIA DANTAS ARAÚJO ARAGÃO
DATA: 11/06/2021
HORA: 08:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: Efeito da Biochanina A sobre alterações imunometabólicas induzidas em camundongos obesos ovariectomizados
PALAVRAS-CHAVES: obesidade, ovariectomia, dieta hiperlipídica, peroxidase de eosinófilo, rim.
PÁGINAS: 79
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

Efeito da Biochanina A sobre alterações imunometabólicas induzidas em camundongos obesos ovariectomizados.

A ausência do estrógeno durante a menopausa acompanha o aumento da propensão a desenvolver distúrbios metabólicos. O tecido adiposo (TA) é um órgão imunologicamente ativo, que durante o estado saudável apresenta um perfil de células imunes, que garantem a homeostasia do tecido, como macrófagos alternativamente ativados (M2) e eosinófilos. O aumento da adiposidade é o ponto crítico de uma cadeia de eventos fisiopatológicos que incluem inflamação crônica de baixo grau, dislipidemia, resistência insulínica, e lipotoxicidade em órgãos ligados ao metabolismo de gordura e glicose, como fígado e músculo. Juntamente com a obesidade, a ausência do estrógeno acarreta danos aos rins, pois, embora não seja um importante órgão de metabolismo de gordura, é um alvo para essas alterações fisiopatológicas, podendo levar a doença renal crônica. Os agonistas de receptor ativado por proliferador de peroxissoma gama (PPARƴ), como o fitoestrógeno Biochanina A (BCA), tem demonstrado importantes efeitos sobre essas patologias. Todavia, apresenta intenso metabolismo de primeira passagem e baixa biodisponibilidade. Assim, o estudo teve o objetivo de investigar os efeitos do tratamento com a BCA sobre alterações imunometabólicas ocorridas na obesidade induzida por dieta hiperlipídica (DH) e agravada após ovariectomia (OVX). Para tanto, camundongos fêmeas C57Bl/6 de 17-20 semanas de idade foram ovariectomizados ou não (SHAM), e após 2 semanas foram alimentados com DH ou dieta padrão (DP) durante 9 semanas. Após isso, iniciou-se a administração diária de BCA (2mg/kg; via intraperitoneal por 30 dias) ou veículo (salina e DMSO 0,5%) nos grupos OVX DP BCA e OVX DH BCA. Para análise estatística foi aplicado o teste de análise de variância (ANOVA) one-way ou two-way, e pós-teste de Tukey. Os resultados foram considerados significativos quando o p<0,05. Os resultados demonstraram que a BCA produziu maiores efeitos anti-inflamatórios sobre o TA, reduzindo o ganho de peso, adiposidade e aumentando a atividade da enzima de eosinófilos, peroxidase de eosinófilos (EPO) nos animais magros e obesos. Ainda reduziu o colesterol HDL-c dos camundongos obesos, como possível mecanismo de melhora do transporte reverso de colesterol para o fígado, prejudicado pela dieta e OVX. A BCA não reverteu a inflamação no fígado ou músculo esquelético, todavia, não houve efeito hepatotóxico. Por fim, o modelo induziu certo grau de dano renal associado à mudanças histopatológicas de acúmulo ectópico de gordura e fibrose glomerular. A despeito disso, o tratamento com BCA reduziu a creatinina sérica e normalizou o peso do rim, mas não reverteu as alterações histopatológicas. O conjunto de dados apresentados sugere que a dose baixa de 2 mg/kg de BCA via i.p não foi suficiente para reverter a inflamação gerada nesses órgãos. Ademais, uma avaliação mais detalhada sobre a inflamação e estresse oxidativo deve ser realizada para melhorar a compreensão dos efeitos dessa isoflavona na obesidade agravada na menopausa. Por fim, os resultados sobre a atividade da EPO podem apoiar pesquisas que objetivem entender o papel do eosinófilo na obesidade e o efeito da BCA na migração dessas células.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2020866 - ANA MARA DE OLIVEIRA E SILVA
Presidente - 1070197 - CRISTIANE BANI CORREA
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO

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