UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO
16/04/2021 10:15


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO
DATA: 28/04/2021
HORA: 14:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: EFEITOS DO PRÉ E PÓS-TRATAMENTO COM PROPIONATO DE TESTOSTERONA NAS ALTERAÇÕES MOTORAS E NA IMUNORREATIVIDADE PARA TH, GFAP E CASPASE-3 DE RATOS INDUZIDOS À DOENÇA DE PARKINSON
PALAVRAS-CHAVES: Doença de Parkinson; Testosterona; Hormônios esteroides gonadais
PÁGINAS: 88
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

EFEITOS DO PRÉ E PÓS-TRATAMENTO COM PROPIONATO DE TESTOSTERONA NAS ALTERAÇÕES MOTORAS E NA IMUNORREATIVIDADE PARA TH, GFAP E CASPASE-3 DE RATOS INDUZIDOS À DOENÇA DE PARKINSON, José Marcos Meneses Bispo, São Cristovão, 2021.

O presente estudo objetivou avaliar a ação da pré e pós-administração com propionato de testosterona (PT) nas alterações motoras e imunohistoquímicas para TH+, GFAP+ e CASPASE-3+ no modelo de Parkinson induzido por 6-OHDA. Foram utilizados 70 ratos Wistar, machos, com 10-12 meses de idade, provenientes do biotério setorial do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Sergipe (UFS). O presente estudo constituiu-se de dois experimentos. No experimento I, os animais foram divididos em 3 grupos: grupo controle (SHAM), grupo veículo do propionato (óleo de Sésamo+6-OHDA (OIL+6-OHDA) e grupo Propionato de testosterona+6-OHDA (PT+6-OHDA). Os animais do grupo Oil+6-OHDA e PT+6-OHDA receberam 10 injeções (uma a cada dia) com óleo de Sésamo ou 5,0 mg/kg de PT, respectivamente, por via intramuscular (i.m.), 24h após a 10° injeção de PT os animais foram submetidos a lesão unilateral por 6-OHDA. No experimento II, os animais foram divididos em 4 grupos: controle (SHAM), veículo do propionato+6-OHDA (OIL+6-OHDA), PT+6-OHDA e grupo PTin+6-OHDA (5,0 mg/kg de PT+6-OHDA). Animais dos três últimos grupos foram submetidos à cirurgia estereotáxica para injeção única e unilateral de 6-OHDA no estriado dorsal. Animais dos grupos OIL+6-OHDA e PTin+6-OHDA, 24h após a injeção de 6-OHDA começaram a receber injeções diárias de 5,0 mg/kg de PT ou Veículo do PT por 20 dias. Os animais do grupo PT+6-OHDA receberam 14 injeções de 5,0 mg/kg (uma a cada dia) de PT i.m. sete dias após a lesão por 6-OHDA. Ao longo de ambos os experimentos os animais foram submetidos a avaliações comportamentais: 1- teste do cilindro; 2-teste de remoção da fita e 3- teste de campo aberto. Ao fim dos experimentos, os animais foram perfundidos e os encéfalos submetidos a imuno-histoquímica para tiroxina hidroxilase (TH), proteína fibrilar ácida da glia (GFAP) e CASPASE-3. Os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animais da UFS (CEUA n° 2315030919). No experimento I, a pré-administração com PT não alterou os efeitos lesivos da 6-OHDA nas alterações motores analisadas. Na análise imunohistoquímica a administração de PT exacerbou os efeitos deletérios da 6-OHDA na redução de células TH+ na SNpc e aumentou o número de células Caspase-3+ na SNpc. No experimento II, a administração inicial de PT (24h após a lesão por 6-OHDA) exerceu efeito protetor contra a 6-OHDA no comportamento motor avaliado nos testes da fita, cilindro e campo aberto. Já a administração tardia de PT (sete dias após a leão com 6-OHDA), exacerbou os efeitos deletérios da 6-OHDA em todos os parâmetros motores analisados. Na análise imunohistoquímica a administração tardia de PT aumentou a marcação para Caspase-3 na SNpc, em relação a administração inicial de PT não encontramos diferenças significativas. A pré-administração de propionato de testosterona em ratos lesionados com a neurotoxina 6-OHDA não foi eficaz em promover efeitos neuroprotetores nos parâmetros analisados. Já a administração inicial de PT (grupo PTin+6-OHDA) exerceu efeito protetor na atividade motora. Porém a administração de PT tardia (grupo PT+6-OHDA) após a lesão pela 6-OHDA, exacerbou os efeitos deletérios da neurotoxina nos parâmetros motores e imuno-histoquímica. Esses achados inferem que a testosterona no sistema nervoso apresenta efeitos variados, mas sob injuria já instalada a testosterona parece promover efeitos deletérios.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DÉBORA ESTADELLA
Externo à Instituição - MARGARETE ZANARDO GOMES
Presidente - 2068856 - RENATA GRESPAN

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2021 - UFRN v3.5.16 -r15440-bf36319aa9