UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 13 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JOSÉ CARLOS ARAGÃO SANTOS
22/12/2020 16:09


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ CARLOS ARAGÃO SANTOS
DATA: 20/01/2021
HORA: 14:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: Efeitos do Treinamento Funcional e Concorrente na Imunossenescência, Composição Corporal e Aptidão Funcional de Idosas
PALAVRAS-CHAVES: Envelhecimento; Aptidão Física; Autonomia Pessoal; Imunossenescência; Exercício
PÁGINAS: 78
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

O número de idosos tem crescido ao redor do mundo juntamente com a prevalência de doenças crônicas e condições como a sarcopenia e imunossenescência. Assim, o exercício físico é recomendado para idosos para atenuar os efeitos deletérios do envelhecimento e preservar a autonomia dos idosos. Entretanto, não há consenso sobre qual o melhor tipo de treinamento para atenuar a imunossenescência entre senis. Por conseguinte, essa dissertação avaliou os efeitos do treinamento funcional (TF) e concorrente (TC) na imunossenescência, composição corporal e aptidão funcional de idosas. Para tal, foi realizado um ensaio clínico randomizado e controlado com 108 idosas aleatoriamente distribuídas entre o TF (n = 32), TC (n = 36) e grupo controle (GC, n = 40). Foram realizadas 44 sessões de treinamento ao longo de 16 semanas. O TF realizou exercícios semelhantes as atividades cotidianas com o estimulo de diversas capacidades físicas numa mesma sessão. O TC executou um treinamento de força com ações tradicionais e atividade aeróbica intervalada. O GC foi orientado a manter as suas atividades habituais. As coletas sanguíneas para as análises imunológicas foram realizadas antes e após as 16 semanas de treinamento. A composição corporal e aptidão funcional foram mensuradas a cada quatro semanas. Foram verificados os efeitos ao longo do tempo e entre grupos, adotando p < 0,05 para diferenças significativas. A partir disso, houve redução nas células T CD4+ no TF (p = 0,011) e no TC (p = 0,015), além de aumento nos linfócitos T CD8+ (TF: p = 0,001; TC: p = 0,003). O TF e TC mantiveram os níveis de células T CD8+ CD28+ funcionais (TF: p = 0,459; TC: p = 0,574), enquanto ocorreu redução dessa subpopulação no GC (p = 0,040). Ainda, o TF promoveu um aumento na subpopulação de linfócitos T CD8+ CD28-CD57- de memória (p = 0,001), sem diferenças entre os grupos para as análises imunológicas. Em relação a composição corporal, houve aumento da massa magra (p = 0,001) e redução do tecido adiposo (p = 0,001) a partir da oitava semana de treinamento no TF e TC mantendo esse efeito até o final da intervenção, sem diferenças entre grupos. Por fim, houve um incremento de desempenho em todos os testes de aptidão funcional desde a quarta semana de treinamento (p < 0,05) no TF e TC, sendo que o TF apresentou diferenças em relação ao GC na quarta semana de intervenção, enquanto o TC só foi diferente do GC a partir da oitava semana de treinamento. Portanto, o TF e o TC são métodos de treinamento benéficos do ponto de vista imunológico, já que preservam os níveis de células T CD8+ CD28+ funcionais e aumentam as células CD8+ CD28-CD57- de memória, e são eficazes na melhora da composição corporal e aptidão funcional de mulheres idosas, sendo duas alternativas para profissionais que trabalham com exercício.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDILSON SERPELONI CYRINO
Presidente - 2019019 - MARZO EDIR DA SILVA
Externo ao Programa - 1511959 - TATIANA RODRIGUES DE MOURA

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