UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 13 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: HEITOR FRANCO SANTOS
30/11/2020 14:16


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HEITOR FRANCO SANTOS
DATA: 16/12/2020
HORA: 14:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: Participação do hipocampo reptiliano nos processos de memória: um estudo eletrofisiológico
PALAVRAS-CHAVES: Memória; Répteis; ECoG; Comportamento
PÁGINAS: 86
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

Memória tem sido estudada para compreendermos como ela se forma, interage com o ambiente e indivíduo, de que maneira podemos moldá-la e entender comportamentos. O estudo eletrofisiológico da memória permite associarmos padrões de resposta semelhantes e tem ganhado força nos modelos animais, como nos répteis por sua peculiar dicotomia: “eles possuem ou não memória?”. Por essa proposto investigamos o modelo de memória aversiva no lagarto Tropidurus hispidus. Objetivo: Investigar o papel do córtex dorsal do Tropidurus hispidus no modelo de indução de memória aversiva. Metodologia: Foram utilizados 10 lagartos, divididos em dois grupos: controle (G.CTRL) e experimental (G.EXPT). Foi realizada cirurgia estereotáxica para implante de eletrodos de contato superficial com o córtex animal. O protocolo experimental se desenvolve em dois dias, treino e 24 horas após o teste. Através da exposição comportamental avaliamos a formação de memória no lagarto. No treino o lagarto é exposto ambientado, durante 10 minutos com registro simultâneo do sinal eletrofisiológico, e ao estímulo: neutro (gaiola vazia) para o G.CTRL e aversivo (exposição ao gato) para o G.EXPT, durante mais 10 minutos seguido do registro eletrofisiológico. No teste, os animais retornaram ao ambiente, após 24 horas, e são reexpostos ao protocolo anterior, a ambientação e ao estímulo neutro para os dois grupos. O registro dos animais ocorre simultâneo à duração da tarefa, 20 minutos. Resultado: As análises do sinal demonstraram que o padrão de ocorrência eletrofisiológica é dominante nas baixas frequências, com altas amplitudes, de 1-3 Hz e diminui sua amplitude para frequências acima de 4 Hz. Para distribuirmos os potenciais pulsos reflexos ao comportamento, separamos o espectro em bandas de domínio semelhantes ao que é encontrado em mamíferos: banda 01 (1-5 ZH) banda 02 (6-10 Hz) banda 03 (11-17 Hz) e banda 04 (18-23 Hz), que categorizam em ordem estados de espera/repouso, atividades basais, respostas integrativas, análise ambiente O G.EXPT exposto ao gato, no treino, tem amplitudes maiores quando comparados à situação de ambientação, ao analisarmos o efeito da condição para banda 01: p < 0,05; banda 02: p < 0,05; banda 03: p < 0,05; banda 04 p < 0,05. Essa resposta no treino se repete no teste para a banda 04: p < 0,05, que transcreve uma situação de análise e possível resposta mnemônica. Aumentos de amplitude em frequências acima de 20 Hz exibem um comportamento cruzado de interação entre fase-amplitude, que foi observada resposta aumentada para o GE no treino: p < 0,05 e no teste p < 0,05. Conclusão: Os dados nos fornecem evidências de que o lagarto pode ser capaz de formar memória aversiva e responder ao estímulo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1546057 - ANA FIGUEIREDO MAIA
Interno - 2081986 - HECTOR JULIAN TEJADA HERRERA
Presidente - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA

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