UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: REGINA ADALVA DE LUCENA COUTO OCEA
18/09/2020 07:17


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: REGINA ADALVA DE LUCENA COUTO OCEA
DATA: 23/09/2020
HORA: 14:00
LOCAL: PLATAFORMA Google meet:meet.google.com/bja-ntma-ssu
TÍTULO: AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, DA CRONICIDADE E DA EXPRESSÃO GÊNICA NA FEBRE CHIKUNGUNYA
PALAVRAS-CHAVES: febre chikungunya, artrite, resposta inflamatória, expressão gênica.
PÁGINAS: 119
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

Introdução: A Febre Chikungunya (FC) tornou-se uma epidemia recente no Brasil, em especial, na região Nordeste. Ressalta-se além do quadro viral agudo o aparecimento de artralgias difusas e artrite, muitas vezes incapacitante com evolução para cronicidade de 10% a 81% dos casos. Apesar disso, existem poucos protocolos orientando o tratamento destes pacientes e escassos estudos avaliando as características clínicas, epidemiológicas e sorológicas, principalmente do aspecto inflamatório e molecular deste grupo de pacientes. Objetivo: Identificar as características clínicas na evolução da doença e os aspectos associados à cronicidade articular e analisar o tipo de expressão gênica nessa doença. Método: Estudo de coorte prospectiva acompanhada no serviço de Reumatologia do Hospital Universitário de Sergipe (HU-SE) durante 24 meses. Foram realizadas avaliação clínica, coleta de exames laboratoriais gerais, e avaliação da expressão gênica pela análise do transcriptoma, através do sequenciamento do RNA, pela técnica deep-sequencing (RNA-seq). Estas coletas foram feitas no laboratório de biologia molecular do HU-SE em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo, onde foi analisado o RNA-seq. Foram comparados os grupos de pacientes agudos, agudos que cronificaram e crônicos. As variáveis categóricas foram expressas em frequências absolutas e percentagens. Para a comparação entre os grupos foi utilizado o teste T-Student para dados paramétricos independentes ou teste de Mann-Whitney para dados não-paramétricos. Para os modelos de regressão foi calculado Odds Ratio e a Relação de Risco, sendo realizado posteriormente uma regressão logística multivariável. Para a análise de probabilidade realizou-se a curva de Kaplan-Meier. Foi considerado para todas as análises estatísticas um intervalo de confiança superior a 95% (p < 0,05). Resultados: Analisou-se 246 pacientes com FC, sendo que 92,3% tiveram o diagnóstico confirmado pelo qRT-PCR, com uma taxa de cronicidade de 54,3%. Os principais fatores associados à cronificação foram a idade, sexo feminino, artralgia, mialgia, linfoadenopatia e uso de AINEs (p<0,005). Após uma regressão logística ajustada identificou-se que apenas a idade, linfoadenopatia e uso de AINEs permaneciam como fatores independentes. A curva de sobrevida Kaplan Mayer identificou que após 90 dias a frequência de cronicidade foi de 10,5%, aumentando gradativamente, chegando a 30% no primeiro ano. Os principais sintomas reumatológicos crônicos foram as doenças não inflamatórias, 25% de DAIC e 5% de doença crônica autoimune (Artrite Reumatoide e Artrite Psoriásica). A positividade do qRT-PCR foi observada em 73% dos casos crônicos, no entanto não foram observadas diferenças clínicas e da evolução na comparação dos pacientes com qRT-PCR positivos e negativos. A análise do transcriptoma foi realizada em 39 pacientes da fase aguda e 6 da fase crônica. Dentre os principais genes observados destacam-se o EIF (fatores de iniciação de tradução eucariótica) e o IRF7 importantes no processo de replicação viral, além do gene DDX3Y e do EIF1AY, relacionados à evolução crônica. Conclusão: A morbidade osteoarticular na FC, principalmente devido ao seu aspecto crônico, apresentam incertezas na sua fisiopatologia. Nossos achados demonstram que manifestações agudas exacerbadas e comprometimento do sistema imunológico são fatores associados à cronicidade. A identificação de alguns genes na vigência da doença pode fomentar estudos futuros esclarecedores para o tratamento e prevenção da FC.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1070197 - CRISTIANE BANI CORREA
Externo ao Programa - 2221782 - ENALDO VIEIRA DE MELO
Externo ao Programa - 3053061 - MARILIA VIEIRA FEBRONIO

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