UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 18 de Setembro de 2021


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Banca de DEFESA: LAZARA JOSSIKARLA DE OLIVEIRA LOPES
17/08/2020 09:28


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAZARA JOSSIKARLA DE OLIVEIRA LOPES
DATA: 31/08/2020
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/mgm-kvmd-igp
TÍTULO: Seleção de fungos ligninolíticos e fontes de carbono suplementares para aceleração da degradação da fibra de coco verde
PALAVRAS-CHAVES: Agaricus sp., Lentinula sp., lacase, lignina.
PÁGINAS: 45
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

O coqueiro (Cocos nucifera L.) é uma palmeira pertencente à família das Arecaceas, originária da
Ásia. Seu cultivo é difundido em aproximadamente 90 países que destinam o fruto para a produção
de copra e óleo, principais produtos do coco comercializados no mercado internacional. Atualmente
Indonésia, Filipinas e Índia são os maiores produtores mundiais com, aproximadamente 72,6% de
área cultivada e 72,8% da produção mundial. O Brasil fica em quinto colocado com 1,7% da área
cultivada e 3,8% da produção mundial, sendo os estados da Bahia, Sergipe e Ceará os maiores
produtores nacionais, detendo juntos 57,2% e 49,4%, de área cultivada e produção,
respectivamente. Uma alta produção de coco também gera uma grande quantidade de resíduos, o
que representa cerca de 80% a 85% do peso bruto do fruto. O destino desses resíduos, comumente
são os lixões e aterros, causando problemas ambientais como a emissão de gás metano, além de
servir como refúgio para diversos vetores de doenças, devido principalmente pelo longo período
para a degradação total da casca de coco no ambiente, em torno de oito a 10 anos. Para minimizar o
impacto gerado pelo acúmulo desses resíduos, buscam-se alternativas como, a técnica de
compostagem à base de casca de coco seca e verde para acelerar a degradação do material,
juntamente com métodos auxiliares como a hidrolisação ácida e alcalina da fibra de coco, além do
uso de microrganismos capazes de produzir enzimas específicas que hidrolisam celulose e
hemicelulose e degradam lignina. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi selecionar e cultivar
fungos potencialmente eficazes na aceleração da degradação da fibra de coco verde por meio de
enzimas ligninolíticas. Utilizaram-se amostras do composto à base de casca de coco verde com a
adição de diferentes tipos de materiais como, esterco bovino, torta de mamona, ureia, cal e
hiperfosfato de gafsa. Para a seleção de fungos com capacidade ligninolítica, as amostras foram
submetidas ao método de diluição seriada e alíquotas foram plaqueadas em meio batata dextrose
ágar (BDA) contendo os indicadores enzimáticos por coloração, Guaiacol (enzima lacase) e de
descoloração, Azul de metileno (enzima lignina peroxidase). Após inoculação, os fungos foram
acondicionados em incubadora a 28°C durante 10 dias e avaliados a cada dois dias. Da mesma forma,
foram pré-selecionados os cogumelos Champignon de Paris (Agaricus bisporus), Cogumelo do Sol
(Agaricus blazei Murril), Shiitake (Lentinula edodes), Shimejis dos tipos Branco, Cinza, Preto, Flórida,
Salmão, Amarelo, Eryngui, além do Cogumelo Ostra, Hiratake e Shimofuri (todos pertencentes ao
gênero Pleurotus sp.). As variáveis analisadas foram o diâmetro da colônia fúngica, diâmetro da
coloração (Guaiacol) e descoloração (Azul de metileno), e intensidade de cor e descoloração (notas
de 1 a 5). Os fungos que apresentaram atividade enzimática inoculados em Guaiacol apresentaram
coloração marrom-avermelhada e fungos inoculados em Azul de metileno, causaram descoloração
no corante. Os fungos que apresentaram maior relação entre os diâmetros do halo de coloração e da
colônia, e maior intensidade de coloração em guaiacol, foram os cogumelos Champignon de Paris e
Shiitake. Já em azul de metileno, apenas o fungo T6 apresentou maior relação entre os diâmetros do
halo de descoloração e da colônia, e maior intensidade de descoloração. Os fungos Champignon de
Paris, Shiitake e T6 apresentaram aptidão para degradação da fibra da casca de coco verde.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FRANCINE FERREIRA PADILHA
Presidente - 579.662.146-72 - MARCELO FERREIRA FERNANDES
Interno - 2208516 - ROBERTA PEREIRA MIRANDA FERNANDES

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