UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ CARLOS ARAGÃO SANTOS
11/08/2020 14:01


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ CARLOS ARAGÃO SANTOS
DATA: 17/08/2020
HORA: 14:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: EFEITOS DO TREINAMENTO FUNCIONAL SOBRE OS LINFÓCITOS T PROPENSOS À IMUNOSSENESCÊNCIA, FUNCIONALIDADE E COMPOSIÇÃO CORPORAL DE IDOSAS FISICAMENTE INDEPENDENTES
PALAVRAS-CHAVES: Envelhecimento; Aptidão Física; Autonomia Pessoal; Imunossenescência; Exercício.
PÁGINAS: 73
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A população mundial está envelhecendo e isso cria novos desafios para a manutenção de uma vida ativa e saudável em idades avançadas. Dentre os efeitos do processo de envelhecimento podemos destacar a sarcopenia, que ocasiona uma redução na autonomia e independência do idoso. Além disso, a imunossenescência é outro ponto importante caracterizado pela redução na eficiência do sistema imunológico e uma maior suscetibilidade a doenças. Desse modo, há uma necessidade por tratamentos e intervenções efetivas para atenuar ou reverter os efeitos desse processo. Uma das alternativas mais promissoras é o exercício físico, pois se mostra uma alternativa de baixo custo com diversos benefícios para a população idosa. Entretanto, há poucos trabalhos que explorem os efeitos do treinamento multicomponente ou funcional, amplamente recomendado para essa população, sobre a imunossenescência e ofereça desfechos relacionados a funcionalidade. Portanto, o objetivo deste trabalho foi determinar os efeitos do treinamento funcional sobre linfócitos T propensos a imunossenescência, funcionalidade e composição corporal de idosas fisicamente independentes. Para tal, cento e oito idosas foram aleatoriamente distribuídas entre o grupo controle (GC, n = 40), treinamento concorrente (TC, n = 36) e treinamento funcional (TF, n = 32). Após a alocação, foram realizadas quarenta e cinco sessões de treinamento não consecutivas ao longo de dezesseis semanas. O protocolo de treinamento funcional consistiu na utilização de exercicios semelhantes as atividades cotidianas com o estimulo de diversas capacidades físicas em uma mesma sessão. As medidas de composição corporal e funcionalidade foram realizadas a cada quatro semanas, já os parâmetros imunológicos antes e após as 16 semanas intervenção. Os dados foram analisados verificando os efeitos entre grupos e ao longo do tempo, adotando p < 0,05 para diferenças significativas. Detectamos uma redução, ao longo das dezesseis semanas, no tempo necessário para executar os testes funcionais de vestir e tirar a camisa (TF: -19,71%; TC: -14,69%), gallon-jug shelf-transfer (TF: -24,58%; TC: -17,93%), levantar e caminhar (TF: -18,39%; TC: -15,43%), sentar e levantar em 5 repetições (TF: -26,38%; TC: -23,12%) e caminhada de 10 metros (TF: -13,05%; TC: -12,83%), além de um aumento na altura do salto (TF: 29,97%; TC: 20,00%). Adicionalmente, houve uma redução no percentual de gordura corporal (TF: -5,42%; TC: -4,20%) e um aumento na massa muscular (TF: 3,79%; TC: 2,84%). Em relação aos linfócitos houve uma redução no CD3+CD4+ (TF: -9,27%; TC: -8,08%) e aumento no CD3+CD8+ (TF: 35,50%; TC: 31,30%). Ademais, verificamos uma redução no percentual de células CD8+CD28+ no GC (-9,58%) ao longo do tempo enquanto os grupos de treinamento não mostraram alterações nesse tipo celular (TF: 0 %; TC: - 2,25%). Portanto, o treinamento funcional é uma alternativa eficaz para a melhora da funcionalidade e composição corporal, entretanto parece não exercer grandes efeitos sobre os linfócitos T propensos a imunossenescência em idosas fisicamente independentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Interno - 2229468 - FELIPE JOSE AIDAR MARTINS
Externo ao Programa - 1511959 - TATIANA RODRIGUES DE MOURA

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