UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: RAPHAELA FARIAS TEIXEIRA
24/07/2020 08:25


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAPHAELA FARIAS TEIXEIRA
DATA: 28/07/2020
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/egv-ekjt-nzm
TÍTULO: TESTE DE RESPIRAÇÃO ESPONTÂNEA E AVALIAÇÃO DA PRONTIDÃO PARA EXTUBAÇÃO DE RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMOS
PALAVRAS-CHAVES: Desmame do Respirador. Extubação. Recém-Nascido de Baixo Peso. Recém-nascido Prematuro. Respiração artificial. Terapia Intensiva Neonatal.
PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

Testes de Respiração Espontânea (TRE) têm sido utilizados para avaliar a prontidão para extubação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), visando melhorar as taxas de sucesso na extubação dos recém-nascidos (RN). No entanto, ainda são escassos os estudos sobre o TRE na população neonatal, principalmente com relação ao tempo ideal de duração do teste. Dessa forma, esta tese teve dois objetivos específicos: I) revisar sistematicamente a literatura sobre a acurácia do TRE como preditor de falha na extubação de recém-nascidos pré-termos (RNPT); e II) avaliar os efeitos de um TRE de 5 minutos e um TRE de 10 minutos nas taxas de sucesso na extubação de recém-nascidos muito baixo peso (RNMBP), comparado ao julgamento clínico isolado. A metodologia proposta envolveu uma revisão sistemática da literatura com metanálise e um ensaio clínico randomizado (ECR) controlado duplo cego. Na revisão sistemática, foram incluídos seis estudos para análise qualitativa e quantitativa, que realizaram o TRE com 3 ou 5 minutos, utilizando o modo pressão positiva contínua em vias aéreas endotraqueal (ET-CPAP) e pressão positiva expiratória final (PEEP) equivalente a da ventilação convencional. Nesses estudos, o TRE mostrou uma elevada sensibilidade combinada (0.97; IC 95% 0.85-0.99), demonstrando que identifica corretamente quase todos os RN aptos para uma extubação bem sucedida, mas uma baixa especificidade combinada (0.40; IC 95% 0.24-0.58), indicando que muitos falsos negativos podem ocorrer, classificando erroneamente os RN que poderiam falhar no processo de extubação. No ECR, participaram 88 RNMBP de duas UTIN do estado de Alagoas, divididos em três grupos: grupo controle, grupo TRE 5-minutos e grupo TRE 10-minutos. O TRE foi realizado com o modo ET-CPAP com PEEP de 5cmH2O, fluxo inspiratório de 10 L/min e FiO2 de 30%. Os resultados não evidenciaram diferenças entre os três grupos em relação à proporção de sucesso na taxa de extubação (p = 0.644), incidência de displasia broncopulmonar (p =0.790) e tempo total de internamento (p = 0.175). De forma geral, tanto a revisão sistemática com o ECR aqui realizados não apoiam o uso do TRE em RNPT como critério maior na decisão final de extubá-lo. Apesar da aprovação no teste confirmar a prontidão para extubação, com uma boa chance de se obter sucesso, este resultado agregou pouco ou nenhum valor ao julgamento clínico da equipe multiprofissional envolvida no manejo do RN. E diante da baixa especificidade evidenciada, a reprovação no teste pode mais confundir do que elucidar sobre o melhor momento para extubar, devendo ser avaliada cuidadosamente pela equipe, identificando as possíveis causas dessa falha e julgando se vale à pena adiar essa extubação.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL
Interno - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES
Externo à Instituição - SANDRA ADRIANA ZIMPEL

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12646-2c874e3307