UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: RODRIGO MIGUEL DOS SANTOS
09/06/2020 12:21


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODRIGO MIGUEL DOS SANTOS
DATA: 19/06/2020
HORA: 08:00
LOCAL: On-line
TÍTULO: Treinamento de força intenso induz arritmias ventriculares através do aumento de espécies reativas de oxigênio
PALAVRAS-CHAVES: Arritmia cardíaca; Treinamento resistido; Intensidade do treinamento; Exercício físico; Estresse oxidativo.
PÁGINAS: 104
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

O treinamento físico é uma importante ferramenta para prevenção de doenças e tem sido usado como auxiliar no tratamento destas, em especial as cardiovasculares. Entretanto, novas evidências têm surgido demonstrando um possível efeito negativo do treinamento em algumas doses (intensidade e volume). Desta forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da intensidade e da frequência semanal do treinamento de força sobre as arritmias cardíacas. Para tal, ratos Wistar machos com dois meses de idade foram treinados por seis semanas em um protocolo de treinamento de força mimético ao agachamento. Os animais foram alocados, através de sorteio, nos grupos sedentário, baixa, moderada e alta intensidade, treinados três vezes por semana; e sedentário, baixa, moderada e alta intensidade, treinados cinco vezes por semana. Após o período de treinamento os animais passaram por um teste in vivo de susceptibilidade às arritmias através da injeção de cafeína e epinefrina intraperitonealmente, e os animais foram monitorados continuamente através de um eletrocardiograma. O teste revelou que os animais treinados cinco vezes por semana e com alta intensidade tiveram maior susceptibilidade às arritmias ventriculares. Diante disto, os grupos treinados cinco vezes por semana foram ainda submetidos a um teste ex vivo de susceptibilidade às arritmias induzidas por estímulo elétrico. Nenhum grupo apresentou alterações na susceptibilidade às arritmias neste modelo. Assim, foram investigadas as alterações cardíacas elétricas e contráteis nos animais treinados com alta intensidade e alto volume. Foi identificado que o treinamento provocou o prolongamento do intervalo QT. Foi investigado ainda, através de RT-PCR, as alterações na expressão dos genes responsáveis pela regulação da contração cardíaca e foi encontrado um aumento na expressão gênica de Kcnj2 e Kcne2, e redução de Kcnd3. Além disso, houve aumento na expressão dos genes de triadina, calmodulina e da proteína quinase dependente de cálcio/calmodulina do tipo II delta, e redução da ATPase de cálcio do retículo sarcoplasmático e do trocador sódio/cálcio. Apesar do treinamento de força não ter causado hipertrofia e fibrose cardíaca, aumentou a expressão gênica do peptídeo natriurético atrial, bem como reduziu a actina alfa 1 e as cadeias pesadas de miosina alfa e beta. Para melhor compreender as alterações causadas pelo treinamento de força intenso, foi avaliada a produção de espécies reativas de oxigênio no tecido cardíaco e verificou-se o seu aumento ocasionado pelo aumento da expressão da NADPH oxidase 4. Estas alterações foram seguidas pelo aumento dos danos oxidativos nos ventrículos e pela redução da expressão dos genes das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Este estudo mostra que o treinamento de força induz um substrato arritmogênico ventricular e este efeito é dependente da intensidade e do volume de treino semanal.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2190308 - MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
Externo à Instituição - THALES NICOLAU PRÍMOLA GOMES
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO

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