UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
02/06/2020 07:58


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
DATA: 12/06/2020
HORA: 09:00
LOCAL: PLATAFORMA VIRTUAL A SER DEFINIDA
TÍTULO: Prevalência e fatores associados ao delirium em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva.
PALAVRAS-CHAVES: Delirium. Farmacovigilância. Monitoramento de Drogas Terapêuticas. Segurança do Paciente. Unidades de Terapia Intensiva.
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

Introdução: Hospitalizações em unidade de terapia intensiva (UTI) podem ter efeitos psicológicos nos pacientes, incluindo delirium, caracterizado por alteração da consciência, atenção, cognição e percepção. Os objetivos foram: estimar a prevalência de delirium e os fatores associados; avaliar e identificar os fatores associados ao óbito e analisar a sobrevida dos pacientes com delirium. Método: estudo transversal, realizado em duas UTIs de um hospital público de grande porte, no Estado de Sergipe. Foram incluídas 316 observações de pacientes com idade ≥18 anos, com > 48 horas de internação, com ou sem sedação e com RASS ≥-3, no período de agosto de 2017 a outubro de 2018. Foi elaborado um formulário para caracterização da amostra, Richmond AgitationSedation Scale (RASS), Escala de Coma de Glasgow (ECG) e Confusion Assessment Method in a Intensive Care Unit (CAM-ICU). As associações entre variáveis categóricas foram testadas usando o teste exato de Fisher, o qui-quadrado de Pearson e qui-quadrado de Pearson com simulações de Monte-Carlo. As razões de prevalência foram estimadas pela regressão log-binomial e a curva de sobrevida foi medida por Kaplan-Meier e as razões de risco por regressão Cox. Em todas as análises, apenas observações válidas foram consideradas e o nível de significância foi 5%. Resultados: A prevalência de delirium foi 45,9%, meia-idade (49,8 ± 17,4 vs. 44,0 ± 17,6, p=0,003) e neurocirurgia (62,5% vs. 26,1%, p<0,001) estiveram significativamente associados ao delirium e outros fatores associados, comparando grupos com e sem delirium foram restrição física (81,3% vs. 40,9%, p<0,001), alimentação por sonda nasoenteral (85,9% vs. 57,6%, p<0,001) e ventilação mecânica (50,0% vs. 29,2%, p<0,001). Pacientes com delirium apresentaram mais úlcera por pressão (33,3% vs. 18,9%, p=0,004), receberam mais fentanil (24,8% vs. 8,2%, p<0,001), noradrenalina (9,0% vs. 2,9%, p=0,021) e anticonvulsivantes (35,2% vs. 19,9%, p=0,002). Em modelo múltiplo foi observado maiores razões de prevalência de delirium para idade, contenção física, alimentação por sonda e uso de anticonvulsivante e relaxantes musculares. Nesta amostra a incidência de morte foi 21% e pacientes com delirium tinham 1,2 vezes mais chances de morrer. Os modelos de regressão logística indicaram maior probabilidade de morte para pacientes mais velhos, desidratados com destúrbio hidroeletrolítica, alteração glicêmica, alimentação por tubo, ventilação mecânica, insulina terapia e maior escore de Charlson. Conclusões A prevalência de delirium foi 45,9% e os fatores associados à maior prevalência foram idade, contenção física, alimentação por sonda, anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Já os fatores associados e com maior razão de prevalências para óbito foram maior idade, desidratação, distúrbio hidroeletrolítico, alteração glicêmica, alimentação por sonda, ventilação mecânica, uso de sedação com fentanil, insulinoterapia e maior escore de Charlson. A análise da sobrevida dos pacientes com delirium identificaram maior mortalidade a medida que aumenta o tempo de internação hospitalar e o tempo mediano de sobrevida foi de 256 dias, contudo delirium não foi um fator de risco para a sobrevida intrahospitalar, todavia em qualquer momento da internação, pacientes provenientes de emergência/pronto socorro tiveram menor razão de chance para evoluírem a óbito, enquanto, pacientes com alteração glicêmica apresentaram maior razão de chance para mortalidade.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DANIELE MARTINS DE LIMA OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2394615 - EDUESLEY SANTANA SANTOS
Presidente - 1334092 - FRANCILENE AMARAL DA SILVA
Externo ao Programa - 3120444 - JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
Interno - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO

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