UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 27 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: DIVANIA CASSIA COSTA DA SILVA
26/05/2020 15:06


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIVANIA CASSIA COSTA DA SILVA
DATA: 05/06/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: RECONHECIMENTO, MERCADO ÉTNICO E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA: A QUESTÃO QUILOMBOLA E A COMUNIDADE SERRA DAS VIÚVAS
PALAVRAS-CHAVES: quilombolas; reconhecimento; identidade; artesanato; mercado étnico; participação política.
PÁGINAS: 267
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Esta tese possui como principal questão analítica compreender a relação entre as mobilizações por reconhecimento e a participação política. Mais precisamente, a pretensão deste estudo é compreender de que forma as ações em torno do reconhecimento étnico e racial desenvolvidas pela comunidade quilombola Serra das Viúvas (AL) nos últimos anos influenciaram as transformações de desigualdade social e cultural desse coletivo. Assim, este trabalho investigativo está pautado numa discussão teórica mais ampla acerca do reconhecimento e da justiça social. Desse modo, a pesquisa buscou se apropriar de importantes fatores constituintes desse dinâmico cenário aqui estudado, objetivando entender as lógicas presentes em suas mobilizações por reconhecimento e redistribuição simbólica e material. Assim, apreender os elementos pertencentes das origens sociais da comunidade em questão se tornou fundamental para a compreensão das orientações presentes em suas mobilizações identitárias. Portanto, esta tese aponta o que poderiam ser entendidas como redefinições dos limites relacionais entre esses atores, de modo que a partir de possíveis situações conflitivas e adversas se constroem alternativas a tais modificações conjunturais. Esses atores se apropriam então de saberes, recursos, técnicas e habilidades ao longo de suas trajetórias e as reconvertem em estratégias de ação e disputas políticas para novas inserções sociais. Com isso, as análises das diferentes dimensões presentes nas trajetórias dessas lideranças indicaram haver conexões causais entre processos políticos exógenos ao grupo que conduziram essas mulheres ao status de liderança. A comunidade, então, por meio de suas líderes, desenvolve formas próprias de agir em torno de suas mobilizações por reconhecimento e garantias redistributivas projetando seu artesanato num contexto específico de turismo e mercado étnicos. A aproximação entre a lógica empresarial turística e o fazer artesanal quilombola aponta para novas estratégias de ampliação de suas ações e influências de poder (étnico e cultural), em que o artesanato étnico se destaca enquanto eixo de coesão da comunidade, bem como estratégia política de delimitação de espaços de poder. Um dos usos desse contexto de oportunidades é o que envolve o status de reconhecimento étnico-cultural desse grupo. A Serra das Viúvas, agora reconhecida institucionalmente enquanto a “Serra das Viúvas quilombola”, passa a ter um significado turístico e mercadológico, sobretudo, quanto à relação que passa a se estabelecer com o artesanato local.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 279.089.765-49 - PAULO SERGIO DA COSTA NEVES
Interno - 2512859 - FRANK NILTON MARCON
Interno - 1494768 - MARCELO ALARIO ENNES
Externo à Instituição - JUCELIA BISPO DOS SANTOS
Externo à Instituição - ALINE FERREIRA DA SILVA

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