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Homenagem ao pedagogo
20/05/2020 14:50


Hoje é o nosso dia “Dia do pedagogo (a)

 

Eu peço aos nossos gestores no dia de hoje, por favor, mais respeito, meus excelentíssimos.

 Vocês não têm nem idéia do que é entrar em um ensino superior e se tornar um pedagogo (a).

Vocês não sabem quantas pedras encontramos pelo caminho. Pedras que pareciam intransponíveis e que precisamos, não raras vezes, escalá-las, e escalamos, por isso somos pedagogos (as).

Como já se sabe, somos oriundos da educação pública e pertencemos à base piramidal da qual temos grande orgulho de assim sê-la, uma vez que vergonha é como os senhores nos vêem e executam políticas públicas para que se perpetuem as diferentes oportunidades entre os brasileiros e brasileiras.

Não tivemos as mesmas oportunidades de formação na Educação Básica isso é fato, nos faltaram estruturas físicas e condições dignas para permanecermos nas escolas durante 4 a 5 horas diárias, recursos didáticos e até corpo docente para que nos orientassem no processo ensino-aprendizagem.

Essa é a realidade da nossa educação pública, cuja vivência nos habilita a não só ter informações sobre, mas de ter vivido e sentido na pele atitudes e comportamentos que se traduzem em tamanha injustiça social.

Mas o descaso e omissão dos nossos gestores em oferecer as mesmas oportunidades educacionais para todos os brasileiros (as) não foram empecilhos suficientes para nos colocar como vitimas e desistirmos. Em nós um desejo pulsava e nos conduzia a desmistificação de aceitar o destino e paralisar na zona da comodidade. Percebíamos, sentíamos que era uma realidade contrária o que vivíamos. Desafiamos o destino é uma luta até inglória para uns, mas para nós eram somente mais um desafio.

Enfrentar a descrença e a desvalorização social, quando inserimos no curso de pedagogia foi tão difícil, lembramos bem.

Sentimo-nos totalmente desamparados, solitários vimos as força minguarem para olhar com autonomia os olhares frustrados e com desdém em virtude das nossas escolhas.

Quantas dúvidas surgiram, porque é muito difícil superar as mentalidades que circulam em nossa volta, mas conseguimos ultrapassá-las. Durante o curso muitas leituras, debates, posição e contraposições, realização de estágios supervisionados, inserção em programas de formação docente à pesquisa, custos para adquirir matérias de estudo, custo para chegar e retornar para casa, para comer, vestir, dormir...

Não dá para descrever todos os investimentos que disponibilizamos. É preciso tempo para redigir os inúmeros desafios que tivemos para vencer e, finalmente, sermos diplomados. Neste dia, quem pode esquecer uma mistura de alegria por ter vencido essa enorme batalha, mas ao mesmo tempo uma mistura de angustia diante do cenário educacional que tínhamos que enfrentar e do qual precisaríamos aprender na convivência diária nas escolas.

Não podíamos desistir as nossas familiares necessitavam de que nós déssemos um retorno positivo para o investimento de 4 anos que nos vivemos.

Nós precisávamos ir em frente, mais um passo entre a falta de experiência no inicio de exercício profissional e uma formação educacional esgarçada tão bem apontada pelos críticos que costuma nos distrair das negligências dos poderes públicos assim como de educadores que se debruçam a analisar e denunciar os aspectos que norteiam o sistema educacional brasileiro, em conseqüência, se evidencia as diferentes oportunidades pelo Estado Brasileiro.

Seguimos em frente, mais uma vez, assumimos as salas de aula que constituem os primeiros anos da Educação Básica em creches, escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental dos 1º aos 5ª anos.

Encontramos diariamente crianças em diferentes fases do desenvolvimento. São para elas que fizemos o nosso juramento na nossa colação de grau. Sabemos que por meio dela exercemos a nossa cidadania e cumprimos o capitulo III nos artigos que os constituem na nossa constituição.

Se á realidade nos coloca em condições de inferioridade, nós escalamos verdadeiras montanhas para oferecer a melhor aula com práticas pedagógicas que levem as crianças ao processo de socialização e instrução.

Mas a montanha é ingrime e nem sempre permite que cheguemos ao pico sem instrumentos e percebemos que muitos desistem, outros ficam no meio da subida, outros vão em frente e enfrentam. Para aqueles, que desistiram ao invés de acusá-los, ofereçam os instrumentos fundamentais para eles seguirem a escalada, para os que retornaram ofereçam  uma outra oportunidade de escolha, para nós que resistimos em uma teimosia até irracional, por favor, nos respeita e nos de trabalho para exercemos a nossa profissão com dignidade.

 

Profª. Dra. Suzana Mary de Andrade Nunes
Chefe do Departamento de Educação

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