UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 14 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: LILIANE DÁRIA FÉLIX
22/04/2020 21:34


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LILIANE DÁRIA FÉLIX
DATA: 30/04/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Embrapa Semiárido - Videoconfrência
TÍTULO: INFLUÊNCIA DE TÉCNICAS DE MANEJO AGRONÔMICO SOBRE A ESTABILIDADE DO SUCO DA UVA ‘BRS MAGNA’ PRODUZIDO NO SUBMÉDIO DO VALE DO SÃO FRANCISCO
PALAVRAS-CHAVES: Suco de uva híbrida, compostos bioativos, vida de prateleira, porta-enxerto, sistema de condução.
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Ciência e Tecnologia de Alimentos
SUBÁREA: Ciência de Alimentos
ESPECIALIDADE: Avaliação e Controle de Qualidade de Alimentos
RESUMO:

A vitivinicultura é uma atividade tradicional de regiões de clima temperado, no entanto, com o surgimento de novas tecnologias, tornou-se possível a produção de uva também em clima tropical. A produção de uvas para suco no Submédio do Vale do São Francisco, abrangendo os estados de Bahia e Pernambuco, tem aumentado significativamente nos últimos anos, devido à crescente demanda do mercado interno pelo produto, em função de sua alta aceitabilidade, como também pelo apelo de bebida funcional e benéfica à saúde. A cultivar BRS Magna, vêm demonstrando bom potencial para a elaboração de suco de uva na região, visto que suas bagas se destacam pelos altos teores de antocianinas, sólidos solúveis e sabor e aroma “aframboesados”, ideais para obtenção da cor, doçura e sabor desejados para o produto. A implementação desta cultivar na região é recente, logo, poucos dados técnico-científicos a respeito da influência de técnicas de manejo sobre a qualidade e estabilidade do suco desta variedade foram relatados. Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi determinar a estabilidade de parâmetros físico-química, os teores de compostos fenólicos e da capacidade antioxidante de sucos elaborados com a uva ‘BRS Magna’ cultivada sob dois porta-enxertos (‘IAC 766’ e ‘IAC 572’) e diferentes sistemas de condução. Como tratamentos principais foram testados três sistemas de condução (latada, lira e espaldeira), para cada um dos dois porta-enxertos (‘IAC 572’ e ‘IAC 766’), sendo os sucos obtidos avaliados em três tempos de vida de prateleira (0, 6 e 12 meses). Os sucos foram produzidos com uvas ‘BRS Magna’ (100%) pelo método de extração a vapor e avaliados quanto às diferentes características físico-químicas de qualidade do produto, são elas: sólidos solúveis, acidez total, acidez volátil, teor alcóolico, pH, açúcares redutores, turbidez e densidade. Adicionalmente, a coloração do suco e tonalidade foi analisada por método espectrofotométrico e pelos sistemas CIELab e CIEL*C*h. Teores de 27 compostos fenólicos, entre antocianinas monoméricas, flavanóis, flavonóis, ácidos fenólicos e estilbenos, foram quantificados pela técnica de cromatografia líquida de alta eficiência, utilizando simultaneamente os detectores de arranjo de diodo e fluorescência em 60 minutos de corrida. A capacidade antioxidante foi quantificada por três métodos de ensaio in vitro, foram eles: DPPH, ABTS (ou TEAC) e FRAP. Os resultados mostraram que a qualidade físico-química dos sucos se manteve estável após 12 meses de vida de prateleira, e todas as amostras avaliadas enquadraram-se dentro dos padrões de qualidade preditos pela legislação brasileira para suco de uva integral. Entretanto, foi observada mudanças significativas na coloração dos produtos, assim como na tonalidade e turbidez. O conteúdo de compostos fenólicos do suco de uva também sofreu alteração ao longo do armazenamento, reduzindo a quantidade de todas as sete antocianianas monoméricas quantificadas, entre mono e di glucosídicas, e de (+)-catequina e (-)-epicatequina. A redução do conteúdo desses compostos ao longo da vida de prateleira possivelmente está relacionada com a queda da capacidade antioxidante do suco ‘BRS Magna’ ao longo de sua estocagem, diminuindo consequentemente a qualidade nutricional do produto, independentemente ao sistema de condução adotado para a videira ou porta-enxerto. Por outro lado, este tempo de armazenamento promoveu aumento no suco de uva das concentrações dos ácidos cafeico, r-cumárico, e de Procianidina B2. Para o porta-enxerto ‘IAC 572’, o sistema de condução em espaldeira pode ser recomendado por proporcionar aos sucos ‘BRS Magna’ o maior teor de compostos fenólicos e capacidade antioxidante, enquanto que para ‘IAC 766’, a melhor destacou-se o sistema em latada. Entretanto, as uvas foram colhidas no mês de junho, época com temperaturas mais amenas e que caracterizam a primeira safra realizada na região, esses resultados podem não ser os mesmos para sucos de uvas da cultivar elaborados com uvas colhidas em outras épocas do ano.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 225.961.678-08 - ALINE TELLES BIASOTO MARQUES
Interno - 681.817.794-87 - MARIA AUXILIADORA COÊLHO DE LIMA
Externo à Instituição - PATRÍCIA COELHO DE SOUZA LEÃO

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