UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MARCELA BARROS BARBOSA DE OLIVEIRA
17/02/2020 13:42


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCELA BARROS BARBOSA DE OLIVEIRA
DATA: 20/02/2020
HORA: 07:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: PREVALÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL FUNCIONAL EM PRÉ-ESCOLARES DE SERGIPE E ASSOCIAÇÕES COM O ESTADO NUTRICIONAL, O DESMAME PRECOCE E O COMPORTAMENTO ALIMENTAR.
PALAVRAS-CHAVES: Constipação intestinal. Pré-Escolares. Desmame precoce. Seletividade alimentar. Estado nutricional.
PÁGINAS: 83
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

Constipação intestinal é um distúrbio comum na população infantil e sua prevalência varia entre 14,7% a 38,8% no Brasil. O desmame precoce pode ser considerado um fator de risco para o desenvolvimento da constipação intestinal, devido à mudança do padrão evacuatório do lactente. Na infância, muitas queixas podem indicar a existência de problemas alimentares, como recusa alimentar, inapetência, desinteresse da criança pela alimentação, choro ou agitação no momento das refeições, comportamentos para evitar a ingestão de alimentos, preparo de alimentos diferentes para as crianças e refeições muito prolongadas, resultando em uma variedade restrita de alimentos consumidos e uma dieta desbalanceada nutricionalmente, principalmente com baixo conteúdo de fibras alimentares. Objetivo: Avaliar a prevalência de constipação intestinal funcional e associações com o estado nutricional, o desmame precoce e o comportamento alimentar em pré-escolares Métodos: Estudo transversal, envolvendo 1051 crianças matriculadas em escolas públicas e privadas do estado de Sergipe, com idade entre 2 anos e 6 anos. O estado nutricional foi avaliado a partir da aferição do peso, estatura, dobras cutâneas, circunferência do braço e da cintura. Para a caracterização de constipação intestinal funcional foi utilizado o critério de Roma IV.O comportamento alimentar foi avaliado a partir de questionário validado (Child Eating Behaviour - CEBQ), respondido pelos responsáveis da criança. Resultados: Do total da amostra, 242 (23%) crianças foram diagnosticadas com constipação intestinal funcional. Os dados de idade, gênero, condição socioeconômica e parâmetros antropométricos não diferiram estatisticamente entre os grupos. As crianças constipadas demonstraram não gostar de tomar água e não ter o costume de pedir água com frequência (p <0,001, p< 0,001, respectivamente). As crianças que gostavam de beber água tiveram menos chance de apresentar constipação intestinal (RCc: 0,26; IC95%:0,18-0,37). Não foi observada associação significativa entre o perfil antropométrico das crianças do estudo e a prevalência de constipação intestinal. A análise multivariada demonstrou que as crianças com seletividade alimentar e aquelas que no primeiro semestre de vida fizeram uso de composto lácteo/ leite de vaca, fórmula infantil e em aleitamento materno misto, apresentaram maior chance de apresentar constipação intestinal funcional (RCc: 6,65; IC95%:5,19-8,52, RCc: 15,21; IC95%:8,21-28,18 , RCc: 7,14; IC95%:4,42-11,55, RCc: 7,06; IC95%:3,66-13,63, respectivamente), Conclusão: Foi observada elevada prevalência da constipação intestinal funcional nos escolares do estado de Sergipe. A seletividade alimentar e o desmame precoce foram fatores de risco independente para constipação intestinal funcional em escolares do estado de Sergipe. Não foi observada associação entre o estado nutricional das crianças em estudo e a presença de constipação intestinal funcional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 426673 - RICARDO QUEIROZ GURGEL
Externo ao Programa - 1632071 - DANIELLE GOES DA SILVA
Externo ao Programa - 2347574 - SARAH CRISTINA FONTES VIEIRA

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