UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: KATHLEEN MAHRA DA SILVA ALCÂNTARA CASTRO
13/02/2020 14:42


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KATHLEEN MAHRA DA SILVA ALCÂNTARA CASTRO
DATA: 14/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC no DBI/UFS
TÍTULO: Variação Morfológica de anuros arborícolas
PALAVRAS-CHAVES: Alometria evolutiva; Modelos 3D; Morfometria Geometrica
PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Entender a origem e os determinantes da diversidade morfológica entre espécies é um dos principais objetivos de estudo da biologia evolutiva. Um dos principais atributos morfológicos estudados é o tamanho corporal das espécies, gerando padrões tão evidentes que levou a formulação de regras ecogeográficas. Para anfíbios anuros, a variação deste atributo ao longo do gradiente ambiental tem sido atribuído principalmente aos mecanismos fisiológicos de conservação de água. Igualmente ao tamanho, a forma dos organismos também é um atributo que pode influenciar as taxas de perda de água no ambiente. Portanto, as variações morfológicas ao longo do gradiente ambiental podem resultar de forças seletivas do ambiente. Além disso, as variações de forma podem estar associadas as variações de tamanho, processo denominado de alometria. O estudo da alometria em escala interespecífica é conhecido como alometria evolutiva. Os padrões de alometria entre as espécies podem não ser estáticos, assim pressões seletivas do ambiente podem atuar sobre as trajetórias alométricas. O objetivo deste trabalho foi analisar se existem variações dos padrões das trajetórias alométricas ao longo do gradiente de déficit hídrico do ambiente, em espécies de anuros arborícolas. Para tal, foram utilizadas 83 espécies do clado de Arboranea. Os padrões alométricos da forma foram obtidos a partir de morfometria geométrica 3D, utilizando-se 23 marcos anatômicos. Para avaliar o efeito do tamanho e do ambiente sobre a forma e a interação entre essas duas variáveis, utilizamos uma MANCOVA filogenética. Todas as análises foram realizadas utilizando o pacote “geomorph” na plataforma R. Nossos resultados revelam que existe um efeito alométrico entre forma e tamanho, com padrões alométricos distintos entre as espécies dos três ambientes (árido, intermediário e úmido). Espécies de regiões mais áridas apresentam formas mais esféricas em tamanhos menores e formas mais alongadas em tamanhos maiores. Por outro lado, as espécies de regiões úmidas não mostram uma associação da forma à medida que aumentam seus tamanhos. Assim, nossos resultados sugerem que a variação morfológica em rãs arborícolas em ambientes áridos possa estar relacionada com os mecanismos de conservação de água. Espécies menores apresentam uma maior distância entre suas regiões ventral e dorsal. Assim, a taxa que estas espécies se aquecem no ambiente é menor do que as espécies de corpo alongado e consequentemente, suas taxas de evaporação são reduzidas. Portanto, a diferenciação nos padrões alométricos de diferentes ambientes parece refletir os mecanismos de balanço de água das espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2260274 - PABLO ARIEL MARTINEZ
Interno - 2019114 - SIDNEY FEITOSA GOUVEIA
Externo à Instituição - TALITA FERREIRA AMADO

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