UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 26 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: BERGSON MORAIS VIEIRA
12/02/2020 09:22


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BERGSON MORAIS VIEIRA
DATA: 27/02/2020
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de aula PPGS
TÍTULO: Representação política, redes de sociabilidade e composição de bases de apoio parlamentar: Mudanças e Continuidades na Gramática Política Brasileira.
PALAVRAS-CHAVES: Representação Política; Redes de Sociabilidade; Bases Eleitorais; Mediação.
PÁGINAS: 232
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O objeto do qual trata essa tese são as redes de sociabilidade que compõem as bases de apoio parlamentar. Interessa-nos aqui, num primeiro nível, compreender a passagem do predomínio de práticas políticas baseada no domínio de “currais” eleitorais transmitidos como “feudos” e dentro de uma lógica sistêmica parental e familiar, para uma política baseada na composição de redes diversificadas e capazes de formar e manter bases cada vez mais amplas e distantes do tradicional eleitorado dos parlamentares: cidade natal, distrito e/ou região. Esse primeiro nível está estruturado em dois momentos: primeiramente, são analisados os princípios organizadores do sistema de classificação parlamentar, focando-se na reconstituição da gênese desse modo de fazer política, do arcabouço institucional e não institucional e das conformações históricas sucessivas desse segmento da atuação política e; num segundo momento, tratamos das transformações pelas quais passou o savoir-faire parlamentar no Brasil, uma prática que foi da manutenção do poder de representação com base nas famílias e parentelas até a formação grupos ligados por redes políticas cada ver mais extensas e diversificadas. Nesse segundo momento, demonstramos – a partir do caso de Sergipe – como ocorreu a passagem da política de base familiar para a política de redes sem, no entanto, defender o fim da família e da parentela como meio de arregimentar bases favoráveis às disputas políticas, mas demonstrando a existência de uma política dinâmica e multifacetada na qual novos arranjos permitiram a entrada de sujeitos desprovidos de capital antes tidos como imprescindíveis ao espaço de disputas políticas. Num segundo nível, buscamos desvelar a natureza dessas redes, observando como são organizadas, quais elementos são constitutivos delas, assim como as lógicas que dão sustentação às mesmas. Em síntese, nessa última etapa demonstramos empiricamente como essas redes são compostas e como são acionadas antes, durante e depois do “tempo da política” pelos sujeitos que circunscrevem as redes de sociabilidade a partir dos deputados federais. A tese da qual se trata a presente pesquisa é a de que as redes de sociabilidade se constituem como importante forma de chegada e manutenção de postos de representação política. Isso ocorre, porque são essas redes que sustentam/estruturam as bases de apoio parlamentar, sendo possível dizer que o êxito político-eleitoral do parlamentar é proporcional a sua capacidade de articular seu vínculo institucional com o eleitor, através da mediação de interesses que envolvem pessoas e instituições. Essas considerações inserem o parlamentar dentro de uma extensa rede de mediação articulada em diferentes níveis, que vai desde pessoas que ocupam posições institucionais (prefeitos, vereadores, deputados estaduais), a pessoas que ocupam posições não institucionais (cabos eleitorais, lideranças partidárias, lideranças sindicais, líderes de bairros, líderes associativos). Esse princípio mais geral, que considera as redes de sociabilidade como etapa fundamental para a formação de bases de apoio político e, via de regra, possibilidade de sucesso nas disputas eleitorais, nos levou a um conjunto de questionamentos mais gerais e que desembocam no problema central desta tese que é investigar qual a importância das redes para o sucesso dos deputados federais e na manutenção de seus mandatos? Considerar-se-á enquanto universo empírico os deputados federais eleitos por Sergipe nas últimas cinco eleições federais (2002, 2006, 2010, 2014 e 2018). Isso nos levaria ao coeficiente de 40 parlamentares, considerando que o estado de Sergipe conta com 08 vagas na Câmara dos deputados Federais. Contudo, considerando que alguns destes deputados federais foram reeleitos por uma ou mais vezes nesses pleitos, esse número diminuiu para 25 deputados. Para dar conta disso, diferentes estratégias metodológicas foram adotadas, entre elas. Para dar conta disso, adotamos uma metodologia qualitativa, em que os dados colhidos através de observação participante e de entrevistas formam o principal escopo de análise.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3359639 - IVAN FONTES BARBOSA
Externo ao Programa - 2550927 - JEFFERSON DAVID ARAUJO SALES
Externo à Instituição - JUAN FRANCISCO ESPINOZA MOLINA
Interno - 1153453 - MARCO AURELIO DIAS DE SOUZA
Presidente - 1195417 - WILSON JOSE FERREIRA DE OLIVEIRA

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