UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: ANDERSON MENDONÇA CONCEIÇÃO
11/02/2020 09:14


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDERSON MENDONÇA CONCEIÇÃO
DATA: 28/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 9, bloco A, do Departamento de Biologia da UFS
TÍTULO: Densidade populacional, uso do espaço e dieta do roedor Kerodon rupestris (Mammalia: Caviidae) em uma área do alto sertão sergipano, Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Caatinga; densidade; estratificação vertical; alimentação; precipitação.
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

Kerodon rupestris é um roedor herbívoro especialista em áreas rochosas, com ocorrência na Caatinga e ainda pouco estudado. Objetivou-se caracterizar a densidade populacional, o uso do espaço e a dieta deste roedor em uma área de Caatinga (2.183 ha) em Sergipe. Estimou-se a densidade por amostragem de distância em quatro transecções lineares (entre 292-817m), e percorridas alternadamente pela manhã e tarde. O uso do espaço foi verificado através dos registros nos estratos (solo, rocha ou vegetação) no momento da detecção e sua variação foi testada por GLM. As classes de altura utilizadas na vegetação foram avaliadas por GLM. A dieta foi observada ad libitum na área das transecções pela manhã e tarde. A amplitude do nicho alimentar foi verificada pelo índice de Levin’s padronizado e a influência da precipitação na composição da dieta foi avaliada com uma regressão logística simples. Foram obtidas 612 observações de K. rupestris em 23.172m. O melhor modelo ajustado foi o Hazard-rate “simple polynomial”, com truncamento dos dados em 35m, para uma estimativa de 105,28 indivíduos/ha. Houve diferença no uso dos estratos (p=2,2-16), com 71% dos registros na rocha. Uma maior atividade deste caviídeo ocorreu para uma faixa de temperatura entre 27 e 37ºC, sendo que esta variável influenciou a atividade deste roedor (p= 2,987-8). Os mocós diferiram em relação ao uso dos estratos na vegetação (p= 0,001), com maior utilização do estrato próximo ao solo (N=28; 55%) e registros de uso de 10 espécies vegetais. Em relação a dieta, este roedor consumiu seis categorias vegetais (folha, folha caída, flor, flor caída, casca e caule), com alimentação baseada na categoria folha (56,5%), refletindo em uma baixa amplitude do nicho alimentar (Ba= 0,321). O nicho alimentar para o consumo das espécies refletiu uma dieta especialista (Ba= 0,209), com maior consumo de folhas de Encholirium spectabile (25,26%) e flores caídas de Cenostigma pyramidale (22%). Variações na alimentação podem ocorrer em função da disponibilidade de flores recém caídas no ambiente, sendo que a baixa precipitação na região foi relacionada ao consumo de folhas (p= 1,85-5) e a alta precipitação ao consumo de flores caídas (p= 2,82-5). A densidade obtida, superior ao registrado para o gênero, sugere que esse roedor se aglomera nos afloramentos rochosos e pode se comportar como uma população insular em busca de proteção física contra o clima e predadores. Dessa maneira, o mocó pouco se arrisca fora dos afloramentos e realiza suas atividades diárias, como forrageio, na vegetação associada a esse ambiente, consumindo principalmente as folhas coletadas na própria vegetação e flores recém caídas. O maior consumo destes itens alimentares pode ser favorecido pelo nível de água encontrado em seus tecidos, importante para sobrevivência nesse ambiente semiárido e climaticamente imprevisível, assim como nutrientes específicos como os carboidratos encontrados no néctar das flores.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1819383 - ADRIANA BOCCHIGLIERI
Externo à Instituição - DOUGLAS DE MATOS DIAS
Externo ao Programa - 014.726.955-50 - FRANCIS LUIZ SANTOS CALDAS

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