UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 20 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: NADYEGE PEREIRA CARDOSO
05/02/2020 16:34


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NADYEGE PEREIRA CARDOSO
DATA: 18/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala RUTE
TÍTULO: QUALIDADE DE VIDA E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM MULHERES COM DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
PALAVRAS-CHAVES: Diabetes Gestacional; Cuidado pré-natal; Qualidade de vida; Depressão; Saúde Pública.
PÁGINAS: 149
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A gestação é um evento fisiológico, entretanto, neste período a gestante pode desenvolver doenças que afetam adversamente a saúde materno-fetal, como o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que apresenta elevada prevalência entre mulheres com hiperglicemia na gravidez, interfere na vida Qualidade de Vida (QV) e está relacionada ao desenvolvimento de sintomas depressivos. OBJETIVO: Avaliar a QV e presença de sintomas depressivos em mulheres com DMG. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal do tipo caso-controle, exploratório com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 47 gestantes com DMG, Grupo Teste (GT) e 94 gestantes classificadas como risco habitual, Grupo Controle (GC). Foram utilizados três instrumentos, um para a caracterização da amostra, outros dois, para avaliação da QV, o World Health Organization Quality Of Life WHOQOL-Bref e dos sintomas depressivos, o Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS). RESULTADOS: As gestantes do GT apresentaram médias mais baixas em relação ao GC em todos os domínios do Whoqol-bref (p<0,05). A presença de sintomas depressivos na gestação ocorreu em cinco gestantes (10,65%) do GT e em nenhuma do GC. Entre as variáveis sociodemográficas, clínicas e obstétricas, mulheres do GT com IMC elevado apresentaram QV comprometida nos domínios Físico (34,07, p=0,014), Psicológico (62,38, p=0,052), Social (64,41, p=0,042) e na QV Geral (51,97, p=0,006), assim como as com baixa escolaridade apresentaram comprometimento da QV no domínio Ambiente (46,58, p=0,029); As que tiveram, antecedente familiar de DM apresentaram comprometimento nos domínios Psicológico (53,33, p=0,013) e Social (45,00, p=0,024) e, a depender do tratamento utilizado, nos domínios Físico, Psicológico e QV geral (p<0,05). Observou-se no GT correlação moderada entre o domínio Físico com o Psicológico e a média geral do Whoqol bref, entre o domínio Psicológico e o Social e entre o Ambiente com a média geral. A correlação também foi forte entre o domínio Psicológico com a QV geral, assim como entre o Social e a QV geral. As demais correlações foram fracas, ou seja, sem importância clínica (r<0,30). No GC foi observada correlação moderada entre os domínios Social e Físico, e entre Ambiente com Psicológico e Social. Todos os domínios Físico, Social, Psicológico e Ambiente apresentaram forte correlação com a QV geral. A correlação dos domínios do Whoqol-bref com a EPDS foi negativa e moderada frente aos domínios de Físico, Psicológico, Social e a QV geral. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que o DMG compromete a QV e predispõe para o desenvolvimento de sintomas depressivos. Não foi observada correlação entre QV e sintomas depressivos entre as mulheres com DMG, todavia, essa correlação foi identificada no grupo de mulheres de risco habitual. Nível de escolaridade, IMC, peso gestacional, antecedente familiar com DM e o tipo de tratamento foram variáveis que interferiram na QV e no desenvolvimento de sintomas depressivos.

Descritores: Diabetes Gestacional; Cuidado pré-natal; Qualidade de vida; Depressão; Saúde Pública.

INTRODUÇÃO: A gestação é um evento fisiológico, entretanto, neste período a gestante pode desenvolver doenças que afetam adversamente a saúde materno-fetal, como o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que apresenta elevada prevalência entre mulheres com hiperglicemia na gravidez, interfere na vida Qualidade de Vida (QV) e está relacionada ao desenvolvimento de sintomas depressivos. OBJETIVO: Avaliar a QV e presença de sintomas depressivos em mulheres com DMG. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal do tipo caso-controle, exploratório com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 47 gestantes com DMG, Grupo Teste (GT) e 94 gestantes classificadas como risco habitual, Grupo Controle (GC). Foram utilizados três instrumentos, um para a caracterização da amostra, outros dois, para avaliação da QV, o World Health Organization Quality Of Life WHOQOL-Bref e dos sintomas depressivos, o Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS). RESULTADOS: As gestantes do GT apresentaram médias mais baixas em relação ao GC em todos os domínios do Whoqol-bref (p<0,05). A presença de sintomas depressivos na gestação ocorreu em cinco gestantes (10,65%) do GT e em nenhuma do GC. Entre as variáveis sociodemográficas, clínicas e obstétricas, mulheres do GT com IMC elevado apresentaram QV comprometida nos domínios Físico (34,07, p=0,014), Psicológico (62,38, p=0,052), Social (64,41, p=0,042) e na QV Geral (51,97, p=0,006), assim como as com baixa escolaridade apresentaram comprometimento da QV no domínio Ambiente (46,58, p=0,029); As que tiveram, antecedente familiar de DM apresentaram comprometimento nos domínios Psicológico (53,33, p=0,013) e Social (45,00, p=0,024) e, a depender do tratamento utilizado, nos domínios Físico, Psicológico e QV geral (p<0,05). Observou-se no GT correlação moderada entre o domínio Físico com o Psicológico e a média geral do Whoqol bref, entre o domínio Psicológico e o Social e entre o Ambiente com a média geral. A correlação também foi forte entre o domínio Psicológico com a QV geral, assim como entre o Social e a QV geral. As demais correlações foram fracas, ou seja, sem importância clínica (r<0,30). No GC foi observada correlação moderada entre os domínios Social e Físico, e entre Ambiente com Psicológico e Social. Todos os domínios Físico, Social, Psicológico e Ambiente apresentaram forte correlação com a QV geral. A correlação dos domínios do Whoqol-bref com a EPDS foi negativa e moderada frente aos domínios de Físico, Psicológico, Social e a QV geral. CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que o DMG compromete a QV e predispõe para o desenvolvimento de sintomas depressivos. Não foi observada correlação entre QV e sintomas depressivos entre as mulheres com DMG, todavia, essa correlação foi identificada no grupo de mulheres de risco habitual. Nível de escolaridade, IMC, peso gestacional, antecedente familiar com DM e o tipo de tratamento foram variáveis que interferiram na QV e no desenvolvimento de sintomas depressivos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1541701 - LIUDMILA MIYAR OTERO
Interno - 2102691 - CRISTIANE FRANCA LISBOA GOIS
Externo ao Programa - 1823157 - FLAVIO HENRIQUE FERREIRA BARBOSA
Externo ao Programa - 1338444 - ROSEMAR BARBOSA MENDES
Externo à Instituição - CARLA REGINA DE SOUZA TEIXEIRA

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