UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de DEFESA: MONIQUE CARLA DA SILVA REIS
29/01/2020 10:26


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONIQUE CARLA DA SILVA REIS
DATA: 21/02/2020
HORA: 10:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 26
TÍTULO: Papéis ocupacionais e aspectos psicossociais de mães de crianças com Síndrome Congênita do Zika vírus.
PALAVRAS-CHAVES: Saúde Materna. Desempenho de papéis. Saúde mental. Síndrome Congênita do Zika. Infecção por Zika vírus
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a microcefalia como a medida do perímetro cefálico (PC) menor que dois (-2) desvios-padrões abaixo da média específica para o sexo e idade gestacional, sendo considerado um sinal clínico e não uma doença. Em 2015, um aumento do número de casos de microcefalia foi notificado, a maioria na região Nordeste, sendo associado ao Zika Vírus (ZIKV) e confirmado através do empenho de laboratórios de diversas instituições, ampliando o acrônimo STORCH (S - sífilis; TO – toxoplasmose; R – rubéola; C – citomegalovirose; H – herpes simples) com o vírus Zika (Z) – STORCH+ZIKV. A infecção foi denominada de Síndrome Congênita do Zika (SCZ), caracterizada por um espectro de alterações que inclui além da microcefalia, deficiência visual e auditiva, epilepsia, comprometimento neuromotor e cognitivo. A epidemia teve repercussão mundial, causando medo e insegurança às mulheres em idade reprodutiva e é provável que a sua magnitude tenha tido uma grande relação com os determinantes sociais, como a desigualdade social e a ausência de saneamento básico. Tendo em vista que o nascimento de uma criança com limitações leva a mudanças significativas no cotidiano das mães, o objetivo do estudo foi analisar as mudanças nos papéis ocupacionais e suas consequências na saúde mental de mães de crianças com SCZ, assim como avaliar os níveis de preocupação entre mulheres em idade reprodutiva com um possível novo surto, determinando o quanto isso afetou a intenção de uma futura gestação. Os dois estudos foram de corte transversal, o primeiro realizado em quatro centros de reabilitação do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, e o segundo contou com amostras dos estados de Alagoas e Sergipe e envolveu Unidades Básicas de Saúde (UBS). Diante da amostra analisada no primeiro estudo, a maioria das mães (N=40) relatou perda de seus papéis ocupacionais após o nascimento da criança. Os papéis mais afetados foram o de estudante (-77,8%), trabalhador remunerado (-76,5%), voluntário (-75,0%), amigo (-39,4%) e hobby (-35,3%), enquanto aumentava seu papel como cuidador (+ 44,4%) e participação nas organizações (+ 150,0%). Quanto a saúde mental, avaliada através da versão brasileira do Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), vinte e três (57,5%) mães apresentaram sintomas positivos para Transtornos Mentais Comuns (TMC). A análise de regressão logística mostrou associação significativa entre TMC e perda do trabalho remunerado após o nascimento da criança (p = 0,026). Já no segundo estudo, 123 mulheres foram entrevistadas, sendo 33 mães de crianças com SCZ e 90 mães de crianças saudáveis. Os resultados mostraram que os níveis de preocupação sobre um possível novo surto de ZIKV foram maiores entre as mães que tinham filhos com ZIKV do que entre as mães de crianças saudáveis (p = 0,016). Em ambos os grupos, obteve-se diminuição da intenção de uma gravidez futura devido ao medo da infecção por ZIKV. Os resultados desta pesquisa demostraram a necessidade de pensar a epidemia do ZIKV além das sequelas da criança, considerando que as suas mães sofrem com as consequências de reduzir os seus papéis ocupacionais, passando a maior parte do tempo cuidando e acompanhando o seu filho nas terapias, impossibilitando-as de ter um trabalho remunerado, afetando a sua saúde mental. Além disso, a repercussão da epidemia afetou a decisão de ter uma nova gestação, tanto entre mães de crianças sadias como em mães de crianças afetadas pela SCZ.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2865478 - ANDRÉIA CENTENARO VAEZ
Externo à Instituição - DÉBORA CRISTINA FONTES LEITE
Presidente - 3545451 - PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
Interno - 1496951 - SILVIA DE MAGALHAES SIMOES
Externo à Instituição - VÍCTOR SANTANA SANTOS

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12712-85cc87cea5