UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: MICHELLE BARRETO GOMES MELO
28/01/2020 14:20


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MICHELLE BARRETO GOMES MELO
DATA: 04/02/2020
HORA: 14:30
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU sala 27
TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIMORFISMOS GENÉTICOS E AS FORMAS CLÍNICAS DA LEISHMANIOSE VISCERAL.
PALAVRAS-CHAVES: CD14. MCP-1. Calazar.
PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

A Leishmaniose visceral (LV) ou calazar é uma doença inflamatória crônica e tem caráterendêmico em pelo menos 62 países. Aproximadamente 90% dos casos registrados nasAméricas ocorrem no Brasil. Curiosamente, somente 10% dos indivíduos infectadosdesenvolvem a forma clássica da LV, enquanto que os outros 90% não apresentam sinaise sintomas da doença (assintomáticos). Diversos estudos mostram a complexidade daresposta imunológica envolvida na imunoregulação da LV, como a tempestade decitocinas e sua associação com as diferentes formas clínicas da doença, entretanto, aindanão é claro se as manifestações clínicas são causa ou consequência dos achadosimunológicos. Estudos de polimorfismos genéticos apresentam-se como excelenteferramenta para avaliar a predisposição dos indivíduos expostos à infecção em regular aprodução de mediadores imunológicos antes da ocorrência da doença. Considerando arelevância do estudo imunogenético para responder importantes questões nãoesclarecidas na literatura, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação entrepolimorfismos genéticos envolvidos na resposta imunológica com a LV e suasapresentações clínicas. Trata-se de um estudo de caso-controle que inicialmentecomparou o índice de infecção e produção de sCD14, IL-6 e MCP-1 entre macrófagos deindivíduos com histórico de LV (grupo caso) e de indivíduos assintomáticos (grupocontrole). Os resultados obtidos demonstram que macrófagos de indivíduosassintomáticos apresentam capacidade de controlar a infecção no início da infecção,diferente do grupo caso, onde se observou aumento do índice de infecção após 24 horas.Os grupos apresentaram um perfil inverso na liberação de sCD14 no início da infecção,e esta concentração de sCD14 foi diretamente associada a maior produção de IL-6. TNFαe IL-10 é inversamente proporcional ao índice de infecção. Após observar que os gruposapresentam diferenças na capacidade de conter a infecção em sua fase inicial, foi avaliadaa frequência de alelos polimórficos dos genes CD14, IL6 e MCP1 nos grupos caso econtrole. A análise de polimorfismo em um único nucleotídeo revelou que não háassociação entre os polimorfismos estudados e as diferentes formas clínicas da doença.Entretanto, uma análise funcional dos polimorfismos encontrados demonstrou queindivíduos com genótipo GG para MCP1 apresentam menores graus de hepatomegalia emenor número de monócitos na circulação. Esses dados sugerem que que o sCD14 podeestar associado ao controle da infecção por L. infantum e à modulação da produção decitocinas chaves na resposta imunológica contra LV e que polimorfismo de úniconucleotídeo no gene MCP1 implica em menor número de monócitos circulantes nospacientes avaliados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1977480 - PRISCILA LIMA DOS SANTOS
Interno - 255.460.308-10 - RODRIGO ANSELMO CAZZANIGA
Externo ao Programa - 2026761 - MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
Externo à Instituição - CLIOMAR ALVES DOS SANTOS

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