UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JEFFERSON SAULO DA VITÓRIA LUDUVICE
24/01/2020 15:57


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JEFFERSON SAULO DA VITÓRIA LUDUVICE
DATA: 28/02/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC no DBI/UFS
TÍTULO: Influência da vegetação ripária e do regime de chuvas na estrutura trófica de peixes em um riacho de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Dieta, nicho trófico, teias tróficas, competição
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A ecologia trófica da ictiofauna em um riacho pode estar relacionada à disponibilidade de recursos no ambiente, sendo esta disponibilidade influenciada por fatores como presença ou ausência de mata ciliar, vegetação aquática, regime fluvial, dentre outros. As características das espécies de uma comunidade indicam a sua adequabilidade às condições locais, sugerindo a atuação de filtros ambientais que selecionam as espécies de acordo com suas características. O objetivo do presente estudo foi verificar a influência da vegetação ripária e do regime de chuvas na estrutura trófica de peixes de um riacho de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil. Foram amostradas duas localidades (preservada e impactada) no riacho Tabocas em coletas bimestrais (março/2018 a Janeiro/2019) com o registro de 6.368 espécimes de 12 espécies, sendo nove nativas e três não nativas (Hyphessobrycon eques, Poecilia reticulata e Xiphophorus maculatus). A maior parte dos peixes coletados e analisados foram Characiformes de pequeno porte incluindo as abundantes e frequentes Astyanax fasciatus, Compsura heterura, Hyphessobrycon eques e Hyphessobrycon parvellus. Foram também capturados juvenis de espécies carnívoras de maior porte como Crenicichla sp. e Hoplias malabaricus. Foram consumidos 42 itens agrupados em 16 categorias, sendo Algas o item mais frequente na dieta das espécies. As espécies foram classificadas nas guildas tróficas onívoras, algívoras, invertívoras, insetívoras e detritívoras. Astyanax fasciatus apresentou dieta onívora e oportunista pelo elevado consumo de itens alóctones. A espécie H. malabaricus (Piscívora) não foi agrupada por apresentar distância de ligação maior que 0,5. As taxocenoses apresentaram-se estruturadas, havendo baixa sobreposição. A segregação de recursos foi verificada entre as espécies analisadas indicando que os recursos são limitantes e as espécies tendem a compartimentalizar seus nichos e evitar exclusão competitiva. As congêneres H. eques (não nativa) e H. parvellus (nativa) ambas onívoras não apresentaram sobreposição de nicho, o que pode significar a existência de competição por recursos entre essas espécies. A presença de H. eques também pode ter influenciado a mudança da dieta de outras espécies como C. heterura e S. heterodon que são comumente tratadas como onívoras, e apresentaram uma dieta algívora no presente estudo. Houve sobreposição par a par entre os dois Poecilidae (P. reticulata e P. hollandi), ambas detritívoras. Essa relação demonstra que estas espécies estão compartilhando recursos, não havendo competição entre as mesmas. Houve predomínio no consumo de itens autóctones em ambos os pontos e períodos. Apesar da maior contribuição dos itens autóctones, é importante ressaltar a significância dos itens alóctones no ponto preservado, assim como no período chuvoso. Isso foi observado através da dieta do lambari A. fasciatus, que se alimentou preferencialmente de itens alóctones no ponto preservado e no período chuvoso. Pelo fato de ser pelágico, apresentar maior porte que as demais espécies, formar cardumes e capturar presas preferencialmente na superfície, acredita-se que esses padrões levaram à segregação espacial em relação às demais espécies de menor porte, ficando a elas a ocupação da porção média e inferior do corpo d’água com alimentação de itens autóctones, com destaque para as algas. O ponto impactado apresentou teias maiores e mais complexas devido a falta de sombreamento, o que resultou em uma maior produtividade primária. Assim, a teia trófica é tipificada com mais espécies de algas e cadeias alimentares mais longas, baseadas na produtividade de algas. Em relação aos períodos, o chuvoso apresentou as maiores teias em relação ao período seco. A partir dos resultados obtidos, a hipótese que postula o destaque nas propriedades das teias tróficas no período chuvoso foi corroborada. Já a hipótese que tem como premissa teias maiores no ponto preservado não foi corroborada.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1687626 - MARCELO FULGENCIO GUEDES DE BRITO
Interno - 1543186 - RENATO GOMES FARIA
Externo à Instituição - MÔNICA CENEVIVA BASTOS

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