UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 24 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: JESSYCA ADELLE SILVA SANTOS
24/01/2020 15:55


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JESSYCA ADELLE SILVA SANTOS
DATA: 21/02/2020
HORA: 08:00
LOCAL: Sala Multiuso do PPEC no DBI/UFS
TÍTULO: Mecanismos de resistência à seca em sementes e plantas de Tabebuia aurea após exposição recorrente à hidratação descontínua
PALAVRAS-CHAVES: Ciclos de hidratação e desidratação, memória hídrica, enzimas antioxidantes, osmólitos, prolina, densidade estomática.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A hidratação descontínua consiste na exposição de sementes e plantas a períodos de hidratação seguidos da interrupção do suprimento hídrico, os quais simulam os eventos de seca e chuva que ocorrem naturalmente no ambiente. Esses eventos recorrentes de estresse estimulam uma série de mudanças morfológicas, fisiológicas e bioquímicas no organismo vegetal, que podem contribuir para o aumento da resistência ao déficit hídrico em momentos de seca prolongada, um fenômeno conhecido como rustificação. Esta dissertação de mestrado teve como objetivo compreender os mecanismos de resistência à seca em sementes e plantas de Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook.f. ex S. Moore (Bignoniaceae) submetidas a eventos recorrentes de hidratação descontínua. Para isso, foram abordados, em dois capítulos, os efeitos da hidratação descontínua na fisiologia das sementes, no crescimento, anatomia foliar, relações hídricas e concentração de solutos orgânicos compatíveis em plantas jovens de T. aurea submetidas ao déficit hídrico. O primeiro capítulo se apresenta em formato de artigo científico, o qual teve como foco a investigação dos mecanismos fisiológicos de defesa em sementes de T. aurea submetidas ao estresse hídrico após a passagem por ciclos de hidratação e desidratação (ciclos de HD). Além dos parâmetros de germinação [germinabilidade (%) e tempo para atingir 50% da germinação (T50)], foram avaliadas a concentração de solutos orgânicos compatíveis e a atividade de enzimas antioxidantes em sementes submetidas ao déficit hídrico pós-hidratação descontínua. Os dados obtidos a partir deste estudo sugerem que os benefícios conferidos pela hidratação descontínua no comportamento germinativo das sementes são resultado do aumento da atividade enzimática e supressão da biossíntese de proteínas, prolina e açúcares. O segundo capítulo por sua vez, teve como objetivo avaliar se a contínua exposição dos indivíduos à hidratação descontínua, da germinação ao desenvolvimento inicial, confere maior resistência à seca em plantas jovens de T. aurea. Assim, plantas originárias de sementes submetidas a 0, 1, 2 e 3 ciclos de HD foram expostas, durante 30 dias, a eventos de irrigação e suspensão hídrica, sendo avaliados, posteriormente, as alterações morfológicas, anatômicas e bioquímicas dessas plantas durante um período de seca prolongado. A passagem por eventos recorrentes de hidratação descontínua promoveu a redução do crescimento da parte área das plantas e a redução do número e tamanho dos estômatos, indicando uma resposta adaptativa para evitação à seca. Além disso, a análise do conteúdo de solutos orgânicos revelou um maior acúmulo de prolina e açúcares durante o período de suspensão hídrica em plantas tratadas com um maior número de eventos de hidratação descontínua, demonstrando o seu papel no aumento das repostas protetivas também em fases posteriores do desenvolvimento. A hidratação descontínua promove o aumento da resistência ao estresse hídrico em sementes de T. aurea através da modulação de programas protetivos durante a germinação e o desenvolvimento de caracteres xeromórficos nas plantas. Tendo em vista que os efeitos da hidratação descontínua durante a germinação são potencializados pela continuidade da exposição das plantas a esses eventos, este estudo traz evidências de que o fenômeno de memória hídrica pode ser prolongado nas plantas pela ação de estímulos ambientais, os quais são de fundamental importância no desenvolvimento de respostas adaptativas das plantas à seca.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1881178 - MARCOS VINICIUS MEIADO
Externo ao Programa - 1712587 - ELIZAMAR CIRIACO DA SILVA
Externo à Instituição - HUGO HENRIQUE COSTA DO NASCIMENTO

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