UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Outubro de 2020


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Banca de QUALIFICAÇÃO: RAQUEL OLIVEIRA PEREIRA
24/01/2020 08:32


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAQUEL OLIVEIRA PEREIRA
DATA: 29/01/2020
HORA: 08:00
LOCAL: Sala de Reunião/DNUT-UFS
TÍTULO: Efeito do extrato aquoso de alecrim em cultura de hepatócitos e adipócitos.
PALAVRAS-CHAVES: Rosmarinus Officinalis; obesidade; inflamação
PÁGINAS: 45
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Nutrição
RESUMO:

A espécie Rosmarinus officinalis L., também conhecida como alecrim, é uma ervaaromática caracterizada como uma fonte promissora de compostos fenólicos. Dentre osefeitos biológicos conhecidos, destacam-se: atividade antioxidante, anti-inflamatória emelhora do perfil lipídico. Contudo, poucos estudos na literatura avaliaram os efeitos doextrato aquoso do alecrim (EAA), que apresenta como componentes principais o ácidorosmarínico e a apigenina, diferentemente dos extratos mais apolares já estudados. Nessesentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a participação dos compostos bioativosdo EAA na prevenção de alterações do metabolismo lipídico, estresse oxidativo einflamação em cultura de hepatócitos (HepG2) e adipócitos (3T3-L1). Para isso, célulasHepG2 foram expostas à diferentes concentrações de EAA (5-2000 µg/mL) na presençaou ausência do ácido palmítico, para avaliação da viabilidade celular, determinação deespécies reativas de oxigênio (EROS) e determinação da incorporação de lipídios. Células3T3-L1 também foram submetidas ao ensaio de viabilidade celular após incubaçãodurante 48 horas. Essas células foram estimuladas a se diferenciarem em adipócitosmaduros mediante Kit de diferenciação, e na presença ou ausência do EAA. Após 7 diasde diferenciação, células 3T3-L1 foram submetidas as mesmas determinaçõesempregadas para os ensaios com as células HepG2. A análise estatística foi realizada pelaanálise de variância (ANOVA) seguida do teste de Tukey, adotando diferençasestatisticamente significativas (p<0,05) entre as médias. Os resultados mostram que oEAA não alterou a viabilidade celular em células HepG2 quando comparado ao controle,bem como a presença do ácido palmítico não alterou essa condição. Entretanto, umaredução da viabilidade foi observada na linhagem 3T3-L1 quando exposta ao EAA emtodas as doses durante 48 horas. No entanto, a dose de 5μg/mL não apresentoucitotoxicidade. Foi observado também uma redução na produção de EROS em célulasHepG2 expostas ao ácido palmítico e tratadas com o EAA (p<0,05). Essa reduçãotambém aconteceu em células 3T3-L1 diferenciadas (p<0,05), mas a redução das EROSnão alterou a incorporação de lipídios nos hepatócitos. Em contrapartida, foi observadauma atividade inibitória na dose de 10μg/mL do EAA na diferenciação das células 3T3-L1 (p<0,05), quantificada através de uma menor presença de gotículas lipídicas nessascélulas. Os principais achados desse estudo mostram que o EAA foi capaz de alterar oestado redox em cultura de Hepg2 e 3T3-L1, bem como inibiu, a diferenciação de préadipócitos 3T3-L1 em adipócitos maduros, constatada através de uma menor formaçãode gotículas lipídicas nessas células. Essa atividade deve estar associada a uma menordisponibilidade de EROS e menor ativação de vias de adipogênese. Contudo, omecanismo de redução de estresse oxidativo observado nas células Hepg2 não estáassociado a uma redução na incorporação de lipídios nas HepG2, portanto outras viasprecisam investigadas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1683778 - ELMA REGINA SILVA DE ANDRADE WARTHA
Interno - 3571566 - JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
Interno - 968.422.370-68 - LUANA HEIMFARTH

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