UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 15 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: HAMILTON FERREIRA BARRETO
24/01/2020 08:43


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HAMILTON FERREIRA BARRETO
DATA: 27/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: Perda de habitat e viabilidade populacional de primatas na Mata Atlântica brasileira
PALAVRAS-CHAVES: Análise de Viabilidade Populacional, ameaçados de extinção, espécies endêmicas
PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

As atividades humanas são as principais ameaças à biodiversidade, especialmente a perda, degradação e fragmentação de habitats naturais, as quais vêm elevando as taxas de extinções. Entre os ecossistemas mais afetados estão as florestas tropicais, como é o caso da Mata Atlântica, que com cerca de 12% de cobertura remanescente, possui em torno de 50% das espécies ameaçadas do Brasil. Um dos grupos particularmente críticos neste cenário é o dos primatas, onde 17 dos 35 táxons ameaçados ocorrem no bioma, sendo a maioria endêmica. Uma abordagem para avaliar o risco de extinção, que é cada vez mais comum, inclui simulações computacionais que estimam como as populações de espécies ameaçadas podem responder às alterações. Uma dessas abordagens é a Análise de Viabilidade Populacional (AVP), que simula dinâmica populacional de espécies levando em consideração fatores determinísticos e estocásticos. O objetivo geral desse estudo é avaliar, através de simulações de dinâmica populacional, o efeito da perda de habitat sobre as populações de primatas em risco de extinção e endêmicos da Mata Atlântica brasileira. Foram selecionados 12 táxons de primatas endêmicos e ameaçados de extinção, categorizados como Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR). A AVP foi produzida de forma individual para cada espécie, com cenários para as suas respectivas populações baseados na área de cada fragmento de ocorrência, a fim de avaliar a viabilidade dessas populações dentro dos próximos 100 anos. Além disso, avaliamos como diferentes níveis de desmatamento afetaram as estimativas de populações viáveis. Para maioria das espécies (9 das 12), menos de 30% das suas populações serão viáveis. Cerca de 33% a 83% das populações inviáveis, dependendo da espécie, apresentarão probabilidade de extinção de 90% a 100% e serão extintas em menos de 60 anos. O número de populações viáveis não variou entre os cenários de desmatamento, mesmo em taxas mais pessimistas (0,14%/ano). Apesar dos resultados pessimistas para maioria das espécies, as projeções futuras podem ser ainda piores se forem considerados outras ameaças além do desmatamento e medidas de densidades populacionais mais realísticas. Apesar dos resultados demostrarem uma predominância de fragmentos muito pequenos, que são incapazes de manter populações viáveis, estes ainda podem ser essenciais para as espécies, atuando como ‘trampolins ecológicos’, favorecendo assim a movimentação dos indivíduos na paisagem. Além disso, fragmentos pequenos podem nuclear projetos locais de restauração florestal, com benefício potencial de tornar as populações maiores. De modo geral, nossos resultados apontam para uma situação cada vez mais crítica para as populações de primatas brasileiros, demandando medidas urgentes de conservação e recuperação das populações e seus habitats.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2019114 - SIDNEY FEITOSA GOUVEIA
Interno - 1153037 - STEPHEN FRANCIS FERRARI
Externo à Instituição - MAXWELL SOUZA SILVEIRA

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