UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 21 de Junho de 2021


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Banca de QUALIFICAÇÃO: ROSANA SOBRAL FLORESTA DE OLIVEIRA
23/01/2020 08:53


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSANA SOBRAL FLORESTA DE OLIVEIRA
DATA: 20/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: Variação espaço-temporal do ictioplâncton em um grande rio Neotropical alterado hidrologicamente
PALAVRAS-CHAVES: Ovo, larva, reprodução, impacto antrópico, Rio São Francisco
PÁGINAS: 33
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A reprodução é o evento mais importante no ciclo de vida dos peixes e sua regulação é feita por fatores exógenos, através dos gatilhos ambientais (e.g. pluviometria, temperatura, nível do rio), e fatores endógenos com a regulação hormonal atuando diretamente na diferenciação das células reprodutivas e maturação das gônadas. Muitas espécies sincronizam sua reprodução com o pico chuvoso na região Neotropical, tendo em vista o aporte energético gerado com o carreamento de nutrientes para o rio e consequente aumento da produtividade. As espécies migradoras apresentam reprodução sazonal, ocorrendo no período das chuvas com migração reprodutiva a montante em resposta aos diversos fatores abióticos específicos para a desova. A formação das lagoas marginais, áreas essenciais para o desenvolvimento da prole, é de grande importância para essas espécies porque apresentam alta produtividade biológica, proporcionando abrigo, alimento e outras condições adequadas ao desenvolvimento de fases de vida iniciais de peixes. A distribuição temporal e espacial do ictioplâncton também responde a fatores bióticos (e.g. predação, alimentação) e abióticos (e.g. pluviometria, condutividade elétrica, pH, temperatura, turbidez), que assim determinam seu padrão de atividade. O acelerado processo de degradação ambiental que os ambientes aquáticos têm enfrentado interfere diretamente na reprodução dos peixes, recrutamento e na manutenção das populações viáveis. No Baixo São Francisco uma cascata de reservatórios regulou o fluxo no trecho final, interrompendo a rota de peixes migradores e eliminou os pulsos naturais de cheia na região. O presente estudo tem como objetivo central verificar mudanças espaciais (entre pontos de coleta e profundidades) e temporais (entre os meses de coleta) na densidade de ovos e larvas de peixes em um trecho do Baixo São Francisco que está sujeito ao controle hídrico pela represa de Xingó. A coleta do material ocorreu em quatro pontos no Baixo São Francisco em um trecho entre as cidades de Propriá-SE e Porto Real do Colégio-AL, utilizando-se duas redes cônico-cilíndricas (superfície e fundo) com fluxômetro acoplado às bocas das redes e tempo de amostragem de 10 minutos com a embarcação parada. O ictioplâncton foi armazenado em formol 4% tamponado, levado ao laboratório na Universidade Federal de Sergipe e triado. A identificação foi feita através de bibliografia especializada ao menor nível taxonômico possível, no caso das larvas. Fases embrionárias e larvais foram definidas para todos os indivíduos. A análise da densidade de ovos e larvas por pontos e meses de coleta será feita através do teste de Kruskal-Wallis. O teste de Mann-Whitney será utilizado para analisar a densidade por profundidade. Após confirmação taxonômica das larvas, pretende-se comparar a composição de espécies entre pontos, profundidades e meses de coleta. Pretende-se realizar análise multivariada a fim de verificar relação entre a densidade de ictioplâncton e as variáveis ambientais. Os resultados preliminares apontam 79 ovos e 473 larvas. Os maiores registros de ovos e larvas ocorreram no mês de maio coincidindo com o maior índice pluviométrico registrado para a área, sendo a localidade P3 aquela que apresentou os maiores valores.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRE NIZIO MARIA
Interno - 1775420 - GUSTAVO LUIS HIROSE
Presidente - 1687626 - MARCELO FULGENCIO GUEDES DE BRITO

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