UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 22 de Junho de 2021


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Banca de DEFESA: ITALLO ROMANY NUNES MENEZES
23/01/2020 17:02


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ITALLO ROMANY NUNES MENEZES
DATA: 18/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Reuniões do Complexo Laboratorial da Biologia e Engenharia Florestal
TÍTULO: DENDROECOLOGIA DE POPULAÇÕES DE CEDRELA ODORATA L. EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA E CAATINGA NO ESTADO DE SERGIPE-BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Ecologia vegetal; Dendrocronologia; Dendroclimatologia
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO:

A dendroecologia é a ciência que recupera as informações ambientais pretéritas contidas nos anéis de crescimento das árvores. As séries de anéis datados (cronologias) são aplicadas para compreensão de questões ecológicas relacionadas aos principais mecanismos que governam o crescimento secundário das árvores e a dinâmica das florestas. Estas análises direcionam para o entendimento de como as populações arbóreas são influenciadas pelas condições climáticas, mudanças atmosféricas, dinâmica florestal e distúrbios ambientais. Recentemente, pesquisas com espécies ocorrendo nas Florestas Tropicais Sazonalmente Secas-FTSS do Nordeste do Brasil confirmam a formação de anéis de crescimento e sua potencialidade para estudos dendroecológicos. Neste sentido, o objetivo da pesquisa foi construir cronologias de populações de C. odorata presentes nas FTSS da Caatinga e Mata Atlântica de Sergipe, para fins de estudos dendroecológicos e dendroclimáticos, a partir das relações de respostas entre seus anéis de crescimento e variáveis climáticas (precipitação e temperatura); variáveis edafoclimáticas (índice padronizado de precipitação/evapotranspiração-SPEI e Deficiência hídrica do Solo-DHSolo); e variáveis oceânicas (Temperatura da Superfície do Atlântico-TSA e índices do El Niño-Oscilação Sul-ONI). Foram coletadas amostras do lenho com trado de incremento (método não destrutivo) em árvores de Cedro nos fragmentos florestais em Porto da Folha e Lagarto. Todo material coletado preparado e analisado no Laboratório de Anatomia Vegetal e Dendroecologia-LAVD. Os dados ambientais históricos foram adquiridos nas estações meteorológicas para cada município e no banco da National Oceanic and Atmospheric Administration-NOOA. A cronologia das árvores de Porto da Folha teve extensão de 55 anos, já a cronologia de Lagarto estendeu por 114 anos. O crescimento das populações foi significativo e determinado pela precipitação no período chuvoso, porém correlação negativa com as médias de temperaturas. A partir do índice SPEI e DHSolo, foi constatado o aumento de intensidade e frequência de secas que afetaram o crescimento das populações de cedros, principalmente a partir de 1980. Quanto a influência das TSM, a temperatura anual do Atlântico (TSA) no período prévio afeta positivamente o crescimento dos cedros, porém a temperatura anual do Pacífico (ONI) no ano corrente foi correlacionada negativamente com o crescimento das populações, principalmente na Mata Atlântica. Os resultados demonstraram que C. odorata na Caatinga e Mata Atlântica está adaptada a forte sazonalidade hídrica, mas o crescimento dependente do período de disponibilidade hídrica. O crescimento é sensível a interferência térmica na teleconexão oceano-atmosférica coordenada pelos oceanos Atlântico e Pacífico. Sendo assim, o conhecimento produzido será de fundamental importância na avaliação futuro como essa espécie vem respondendo ao longo dos anos às mudanças climáticas, especialmente nas FTSS do Nordeste brasileiro.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 388007 - ADAUTO DE SOUZA RIBEIRO
Presidente - 1692795 - CLAUDIO SERGIO LISI
Externo à Instituição - MARIANA ALVES PAGOTTO

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