UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 23 de Outubro de 2020


Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCAS ALVES DA MOTA SANTANA
06/01/2020 11:36


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS ALVES DA MOTA SANTANA
DATA: 17/01/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Prodonto
TÍTULO: IMUNOEXPRESSÃO DE BAP1 EM AMELOBLASTOMAS BRAF V600E POSITIVOS E NEGATIVOS
PALAVRAS-CHAVES: Ameloblastoma; BAP1; BRAFV600E; Imunoistoquímica; Mutação.
PÁGINAS: 20
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
SUBÁREA: Clínica Odontológica
RESUMO:

O ameloblastoma é um tumor odontogênico epitelial benigno, localmente agressivo e com altas taxas de recidiva nos maxilares. A principal alteração genética já reportada na patogênese do ameloblastoma é a recorrência da mutação BRAF V600E. Essa mesma mutação ocorre em cânceres humanos como os melanomas cutâneos e uveais e em tumores benignos como nevo atípico de Spitz. Investigações recentes demonstraram nesses tumores melanocíticos, uma associação da mutação BRAF V600E e a perda de expressão na proteína supressora de tumor BAP1, a qual atua na regulação de eventos-chave na carcinogênese. Diante da possível relação entre esses dois eventos moleculares descrita em melanomas e nevos, o presente estudo objetivou investigar em ameloblastomas a expressão de BAP1 e da oncoproteína BRAF V600E. O estudo foi aprovado pelos comitês de ética das Universidades Federais envolvidas (UFMG e UFS). Trinta e quatro blocos de parafina de ameloblastoma sólidos e unicísticos foram recuperados dos arquivos do Laboratório de Patologia do Hospital Universitário da UFS e do Laboratório de Patologia Bucomaxilofacial da UFMG, bem como os dados clínicopatológicos (sexo, idade, localização, subtipo histológico, recidiva), coletados. Os blocos obtidos foram submetidos a cortes histológicos de espessura de 4 µm e montados em lâminas de vidro silanizadas. Posteriormente, realizou-se reação de imunoistoquímica (IHQ), com anticorpos anti-BRAF V600E e anti-BAP1. A identificação da marcação citoplasmática de BRAF e a perda nuclear de expressão de BAP1 nas células tumorais foram analisadas em microscópio óptico de luz. Dos 34 casos avaliados, 79.4% (27/34) eram do tipo ameloblastoma sólido. Observou-se uma predominância pelo sexo masculino 58.8% (20/34) em uma razão entre homens e mulheres de 1,4:1. A média de idade no momento do diagnóstico foi de 34(±17.1) anos. A mandíbula foi a região anatômica mais acometida, totalizando 91.2% (31/34) dos casos. Quanto aos resultados da IHQ, a positividade citoplasmática para BRAF V600E foi observada em 66.7% (20/30) das amostras, enquanto para BAP1 a perda de expressão nuclear foi considerada leve/moderada 39.4% (13/33) e alta em 60.6% (20/33). Os dados extraídos através dos parâmetros clínicos dos ameloblastomas, bem como os achados da IHQ foram submetidos à análise estatística, por meio do teste de Fisher, que avaliou a possibilidade de associação entre as varáveis independentes. Estatisticamente, não houve associação significante entre a imunoexpressão proteica e as características clínico-patológicas das amostras, bem como entre as proteínas avaliadas (p=0.124). A perda de expressão nuclear da proteína BAP1 ocorre em ameloblastomas independente da presença da mutação BRAF V600E ou de características clínicopatológicas. Novos estudos que avaliem melhor a possível relação entre os dois eventos moleculares investigados e que possam caracterizar melhor o significado biológico da perda nuclear de BAP1 encontrada nos ameloblastomas, podem contribuir para uma maior compreensão da patogênese desse tumor.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1783432 - PAULO HENRIQUE LUIZ DE FREITAS
Externo ao Programa - 1918811 - ANTONIO CARLOS MARQUETI
Externo ao Programa - 1704209 - CLEVERSON LUCIANO TRENTO

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2020 - UFRN v3.5.16 -r12712-85cc87cea5