UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 25 de Outubro de 2020


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Banca de DEFESA: BARBARA PEREIRA FERNANDES
19/12/2019 10:19


Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BARBARA PEREIRA FERNANDES
DATA: 21/01/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Centro de Pesquisas Biomédicas/HU
TÍTULO: EFEITO DOS ANTAGONISTAS DE RECEPTORES DE MINERALOCORTICOIDES NO DESEMPENHO FÍSICO DE INDIVÍDUOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM META-ANÁLISE
PALAVRAS-CHAVES: Antagonistas de receptores de mineralocorticoides. Insuficiência cardíaca. Tolerância ao exercício.
PÁGINAS: 37
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fisioterapia e Terapia Ocupacional
RESUMO:

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica comum relacionada à elevada morbimortalidade. O desempenho físico é uma importante variável prognóstica na ICFEP e tem sido considerada um desfecho importante em ensaios clínicos. O uso dos antagonistas dos receptores de mineralocorticóides (ARMs) tem sido associados a melhores resultados em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER). No entanto, ensaios clínicos sobre o efeito dos ARMs em pacientes com ICFEP mostraram resultados conflitantes. Objetivo: Avaliar os efeitos dos ARMs no desempenho físico (VO2 pico e distância percorrida do teste de caminhada de seis minutos [TC6]), VE / VCO2 slope, qualidade de vida, relação E/e’ e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) em indivíduos com ICFEP. Métodos: Foi realizado uma busca sistemática seguindo a padronização do PRISMA e Cochrane Collaboration , sem restrições de idioma dos estudos publicados até abril de 2018 nas bases de dados PubMed, Scopus e Cochrane Library. A estratégia PICOT ( População; Intervenção; Controle; Outcomes [ resultados] e Tipo de estudo) foi utilizada para estabelecer os critérios de elegibilidade: (1) População: pacientes com ICFEP (FEVE> 50%); (2) Intervenção: ARMs; (3) Comparação: grupo placebo; (4) Desfechos primários: desempenho físico ( VO2 pico e distância percorrida no TC6); Desfechos secundários: qualidade de vida, VE / VCO2 slope, relação E / e’ e FEVE; (5) Tipo de estudo: ensaios clínicos randomizados (ECRs). Resultados: Cinco ensaios clínicos randomizados envolvendo 725 pacientes foram incluídos. O uso de ARMS mostrou uma redução significativa na relação E / e ’em comparação com placebo (MD = -1,6; IC 95% -2,1 a -1,0; P <0,00001). Não foi encontrado diferença significativa no VO2 pico (MD = -0,7 mL/Kg/min; IC 95% -1,0 a 2,5 mL/Kg/min; P = 0,39), VE / VCO2 slope (MD = 0,6; IC 95% -0,9 a 2,1; P = 0,44), TC6 (MD = -7,4m; IC 95% -15,5 a 0,6m ; P = 0,07), qualidade de vida (DME = -0,07; IC 95% -0,2 a 0,1; P = 0,39) e FEVE (MD = 0,7 ; IC 95% -1,4 a 2,8% ; P =0,52). Conclusão: As evidências atuais disponíveis sugerem que não há efeito de ARMs no desempenho físico, qualidade de vida, VE / VCO2 slope e FEVE em pacientes com ICFEP. No entanto, os ARMs melhoraram a relação E / e’, o que pode refletir uma melhora na função diastólica.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426692 - ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
Externo ao Programa - 2693948 - MIBURGE BOLIVAR GOIS JUNIOR
Interno - 3545451 - PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
Presidente - 2013648 - VITOR OLIVEIRA CARVALHO

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